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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Lucas - Capítulo XXI

1 Jesus, levantando os olhos, viu os ricos deitarem as suas ofertas no cofre;   
2 viu também uma pobre viúva lançar ali dois leptos;   
3 e disse: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu mais do que todos;   
4 porque todos aqueles deram daquilo que lhes sobrava; mas esta, da sua pobreza, deu tudo o que tinha para o seu sustento.   
5 E falando-lhe alguns a respeito do templo, como estava ornado de formosas pedras e dádivas, disse ele:   
6 Quanto a isto que vedes, dias virão em que não se deixará aqui pedra sobre pedra, que não seja derribada.   
7 Perguntaram-lhe então: Mestre, quando, pois, sucederão estas coisas? E que sinal haverá, quando elas estiverem para se cumprir?   
8 Respondeu então ele: Acautelai-vos; não sejais enganados; porque virão muitos em meu nome, dizendo: Sou eu; e: O tempo é chegado; não vades após eles.   
9 Quando ouvirdes de guerras e tumultos, não vos assusteis; pois é necessário que primeiro aconteçam essas coisas; mas o fim não será logo.   
10 Então lhes disse: Levantar-se-á nação contra nação, e reino contra reino;   
11 e haverá em vários lugares grandes terremotos, e pestes e fomes; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu.   
12 Mas antes de todas essas coisas vos hão de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome.   
13 Isso vos acontecerá para que deis testemunho.   
14 Proponde, pois, em vossos corações não premeditar como haveis de fazer a vossa defesa;   
15 porque eu vos darei boca e sabedoria, a que nenhum dos vossos adversário poderá resistir nem contradizer.   
16 E até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos sereis entregues; e matarão alguns de vós;   
17 e sereis odiados de todos por causa do meu nome.   
18 Mas não se perderá um único cabelo da vossa cabeça.   
19 Pela vossa perseverança ganhareis as vossas almas.   
20 Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação.   
21 Então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes; os que estiverem dentro da cidade, saiam; e os que estiverem nos campos não entrem nela.   
22 Porque dias de vingança são estes, para que se cumpram todas as coisas que estão escritas.   
23 Ai das que estiverem grávidas, e das que amamentarem naqueles dias! porque haverá grande angústia sobre a terra, e ira contra este povo.   
24 E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos destes se completem.   
25 E haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; e sobre a terra haverá angústia das nações em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas.   
26 os homens desfalecerão de terror, e pela expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto os poderes do céu serão abalados.   
27 Então verão vir o Filho do homem em uma nuvem, com poder e grande glória.   
28 Ora, quando essas coisas começarem a acontecer, exultai e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção se aproxima.   
29 Propôs-lhes então uma parábola: Olhai para a figueira, e para todas as árvores;   
30 quando começam a brotar, sabeis por vós mesmos, ao vê-las, que já está próximo o verão.   
31 Assim também vós, quando virdes acontecerem estas coisas, sabei que o reino de Deus está próximo.   
32 Em verdade vos digo que não passará esta geração até que tudo isso se cumpra.   
33 Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão.   
34 Olhai por vós mesmos; não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e aquele dia vos sobrevenha de improviso como um laço.   
35 Porque há de vir sobre todos os que habitam na face da terra.   
36 Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que hão de acontecer, e estar em pé na presença do Filho do homem.   
37 Ora, de dia ensinava no templo, e à noite, saindo, pousava no monte chamado das Oliveiras.   
38 E todo o povo ia ter com ele no templo, de manhã cedo, para o ouvir.  



Afresco barroco na Basílica de Ottobeuren. Alemanha,  ilustra a parábola do óbulo da viúva.
Imagem: 
A destruição do Templo de Jerusalém. Óleo sobre tela de Francesco Hayez.
Jesus Cristo no Monte das Oliveiras. Óleo sobre tela de Rodolfo Amoedo.
Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, Brasil. Foto Ismael Gobbo
Oliveiras muito antigas no Getsêmani. Jerusalém, Israel. Foto Ismael Gobbo.



Getsêmani (português brasileiro) ou Getsémani (português europeu) (em grego: Γεθσημανή, transl. Gethsēmani; em hebraico: גת שמנים, transl. Gat Shmanim, do aramaico גת שמנא, Gat Shmānê, literalmente "prensa de azeite") é um jardim situado no sopé do Monte das Oliveiras, em Jerusalém (atual Israel), onde Jesus e seus discípulos oraram na noite anterior à crucificação de Jesus. De acordo com o Evangelho segundo Lucas, a angústia de Jesus no Getsêmani foi tão profunda que "seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão."[1]   (Wikipedia)
Escultura de pequena dimensão incrustada em parede da Igreja de Todas as Nações, ou Basílica da Agonia,  no
Jardim de Getsêmani,  que fica no sopé do Monte das Oliveiras. Local onde Jesus costumava orar. Jerusalém, Israel. Foto Ismael Gobbo
Cristo entre os doutores. Óleo sobre tela de Paolo Veronese.
Imagem/fonte:
Quadro intitulado “Mercadores expulsos do Templo” de Giovanni Paolo Pannini. Museu do Louvre, Paris, França.
Foto Ismael Gobbo.

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPÍRITA. 12-12-2018.

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Adolfo, bispo de Argel.

Antoine-Louis-Adolphe Dupuch
Órfão aos 11 anos, foi criado pelo tio. Estudou no Liautard Institute em Paris, depois Collège Stanislas. Após a formatura, estudou direito e, em 1820, em Bordeaux formou-se como um advogado. Em 1822 ele entrou para o seminário de Issy em Paris e em 1825 em Saint-Sulpice para os sacerdotes ordenados. Depois disso, atuou em diversas funções pastorais e caritativas na Arquidiocese de Bordeaux. Por seu serviço durante a epidemia de cólera de 1835, ele foi condecorado com a Cruz da Legião de Honra. Em 1836, fundou um orfanato.
Em 25 de Agosto de 1838 foi nomeado bispo de Argel. Em 31 de Dezembro, ele embarcou para a Argélia, a fim de assumir o controle da diocese de cerca de 20.000 a 60.000 soldados e colonos.
Carlos Magno.


Carlos Magno (em latimCarolus MagnusalemãoKarl der GroßefrancêsCharlemagne2 de abril de 742 — Aachen28 de janeirode 814)[2] foi o primeiro Imperador dos Romanos de 800 até sua morte, além de Rei dos Lombardos a partir de 774 e Rei dos Francoscomeçando em 768. A denominação dinastia Carolíngia, que pelos sete séculos seguintes dominaram a Europa, no que veio a ser posteriormente chamado Sacro Império Romano-Germânico deriva do seu nome em latim "Carolus".[3][4]
Por meio das suas conquistas no estrangeiro e de suas reformas internas, Carlos Magno ajudou a definir a Europa Ocidental e a Idade Média na Europa. Ele é chamado de Carlos I nas listas reais da Alemanha (como Karl), na França (como Charles) e do Sacro Império Romano-Germânico. Ele era filho do rei Pepino, o Breve e de Berta de Laon, uma rainha franca. Carlos reinou primeiro em conjunto com seu irmão Carlomano, sendo a relação entre os dois o tema de um caloroso debate entre os cronistas contemporâneos e os historiadores.[5]
Clovis I levando os francos à vitória na batalha de Tolbiac , na pintura de Ary Scheffer do século XIX
Estátua de Sócrates. Biblioteca Nacional. Montevidéu, Uruguai.
Foto Ismael Gobbo

Sócrates (em gregoΣωκράτηςIPA[sɔːkrátɛːs]transl. Sōkrátēs; Alópece, c. 469 a.C. - Atenas, 399 a.C.)[1] foi um filósofoateniense do período clássico da Grécia Antiga. Creditado como um dos fundadores da filosofia ocidental, é até hoje uma figura enigmática, conhecida principalmente através dos relatos em obras de escritores que viveram mais tarde, especialmente dois de seus alunos, Platão e Xenofonte, bem como pelas peças teatrais de seu contemporâneo Aristófanes. Muitos defendem que os diálogos de Platão seriam o relato mais abrangente de Sócrates a ter perdurado da Antiguidade aos dias de hoje.[2]
Escola de Atenas. Vaticano.
Cristo entre os doutores. Óleo sobre tela de Paolo Veronese.
Imagem/fonte:

Presépio. Santa Rita do Passa Quatro, SP. Foto Ismael Gobbo 12/2017.
Mapa do Mar da Galileia Lago de Tiberíades Lago de Genesaré Kinneret

O maior lago de água doce de Israel , o Lago Tiberíades, também é conhecido como o Mar de Tiberíades, o Lago de Genesaré, o Lago Kinneret e o Mar da Galiléia. O lago mede pouco mais de 21 quilômetros de norte a sul e tem apenas 43 metros de profundidade. O lago é alimentado em parte por nascentes subterrâneas relacionadas aosetor da Jordânia do Grande Vale do Rift, mas a maior parte de sua água vem do rio Jordão, que entra do norte. O curso sinuoso do rio pode ser visto drenando a extremidade sul do lago no fundo da imagem. Os padrões de campo angulares verdes e marrons cobrem a maioria das encostas nesta paisagem árida. Telhados brilhantes são a marca registrada de várias aldeias da região. O maior agrupamento de telhados brilhantes e quarteirões da cidade indica a localização de Tiberíades (em homenagem ao imperador romano Tibério), visível à imagem deixada na margem sudoeste do lago.


Jesus centralizou seu apostolado às margens do Mar da Galiléia, sobretudo na cidade de Cafarnaum. Dali partiu para outras regiões em pregações, inclusive em Jerusalém, onde foi crucificado. O Mar da Galiléia é um lago de água doce que recebe as águas do Rio Jordão.
Mapa do mar de Galiléia em A dictionary of the Bible (1887)
Fonte:
Banhistas no Mar da Galiléia em Tiberiades. Foto Ismael Gobbo
Mar da Galiléia em Tabgha, local onde teria ocorrido o episódio bíblico da Multipliação dos pães e peixes.
Foto Ismael Gobbo
Mar da Galiléia em Cafarnaum. Foto Ismael Gobbo
Placa indicativa de Cafarnaum. Israel. Foto Ismael Gobbo

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Lucas - Capítulo XX

1 Num desses dias, quando Jesus ensinava o povo no templo, e anunciava o evangelho, sobrevieram os principais sacerdotes e os escribas, com os anciãos.   
2 e falaram-lhe deste modo: Dize-nos, com que autoridade fazes tu estas coisas? Ou, quem é o que te deu esta autoridade?   
3 Respondeu-lhes ele: Eu também vos farei uma pergunta; dizei-me, pois:   
4 O batismo de João era do céu ou dos homens?   
5 Ao que eles arrazoavam entre si: Se dissermos: do céu, ele dirá: Por que não crestes?   
6 Mas, se dissermos: Dos homens, todo o povo nos apedrejará; pois está convencido de que João era profeta.   
7 Responderam, pois, que não sabiam donde era.   
8 Replicou-lhes Jesus: Nem eu vos digo com que autoridade faço estas coisas.   
9 Começou então a dizer ao povo esta parábola: Um homem plantou uma vinha, arrendou-a a uns lavradores, e ausentou-se do país por muito tempo.   
10 No tempo próprio mandou um servo aos lavradores, para que lhe dessem dos frutos da vinha; mas os lavradores, espancando-o, mandaram-no embora de mãos vazias.   
11 Tornou a mandar outro servo; mas eles espancaram também a este e, afrontando-o, mandaram-no embora de mãos vazias.   
12 E mandou ainda um terceiro; mas feriram também a este e lançaram-no fora.   
13 Disse então o senhor da vinha: Que farei? Mandarei o meu filho amado; a ele talvez respeitarão.   
14 Mas quando os lavradores o viram, arrazoaram entre si, dizendo: Este é o herdeiro; matemo-lo, para que a herança seja nossa.   
15 E lançando-o fora da vinha, o mataram. Que lhes fará, pois, o senhor da vinha?   
16 Virá e destruirá esses lavradores, e dará a vinha a outros. Ouvindo eles isso, disseram: Tal não aconteça!   
17 Mas Jesus, olhando para eles, disse: Pois, que quer dizer isto que está escrito: A pedra que os edificadores rejeitaram, essa foi posta como pedra angular?   
18 Todo o que cair sobre esta pedra será despedaçado; mas aquele sobre quem ela cair será reduzido a pó.   
19 Ainda na mesma hora os escribas e os principais sacerdotes, percebendo que contra eles proferira essa parábola, procuraram deitar-lhe as mãos, mas temeram o povo.   
20 E, aguardando oportunidade, mandaram espias, os quais se fingiam justos, para o apanharem em alguma palavra, e o entregarem à jurisdição e à autoridade do governador.   
21 Estes, pois, o interrogaram, dizendo: Mestre, sabemos que falas e ensinas retamente, e que não consideras a aparência da pessoa, mas ensinas segundo a verdade o caminho de Deus;   
22 é-nos lícito dar tributo a César, ou não?   
23 Mas Jesus, percebendo a astúcia deles, disse-lhes:   
24 Mostrai-me um denário. De quem é a imagem e a inscrição que ele tem? Responderam: De César.   
25 Disse-lhes então: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.   
26 E não puderam apanhá-lo em palavra alguma diante do povo; e admirados da sua resposta, calaram-se.   
27 Chegaram então alguns dos saduceus, que dizem não haver ressurreição, e perguntaram-lhe:   
28 Mestre, Moisés nos deixou escrito que se morrer alguém, tendo mulher mas não tendo filhos, o irmão dele case com a viúva, e suscite descendência ao irmão.   
29 Havia, pois, sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem filhos;   
30 então o segundo, e depois o terceiro, casaram com a viúva;   
31 e assim todos os sete, e morreram, sem deixar filhos.   
32 Depois morreu também a mulher.   
33 Portanto, na ressurreição, de qual deles será ela esposa, pois os sete por esposa a tiveram?   
34 Respondeu-lhes Jesus: Os filhos deste mundo casaram-se e dão-se em casamento;   
35 mas os que são julgados dignos de alcançar o mundo vindouro, e a ressurreição dentre os mortos, nem se casam nem se dão em casamento;   
36 porque já não podem mais morrer; pois são iguais aos anjos, e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição.   
37 Mas que os mortos hão de ressurgir, o próprio Moisés o mostrou, na passagem a respeito da sarça, quando chama ao Senhor; Deus de Abraão, e Deus de Isaque, e Deus de Jacó.   
38 Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos; porque para ele todos vivem.   
39 Responderam alguns dos escribas: Mestre, disseste bem.   
40 Não ousavam, pois, perguntar-lhe mais coisa alguma.   
41 Jesus, porém, lhes perguntou: Como dizem que o Cristo é filho de Davi?   
42 Pois o próprio Davi diz no livro dos Salmos: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita,   
43 até que eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés.   
44 Logo Davi lhe chama Senhor como, pois, é ele seu filho?   
45 Enquanto todo o povo o ouvia, disse Jesus aos seus discípulos:   
46 Guardai-vos dos escribas, que querem andar com vestes compridas, e gostam das saudações nas praças, dos primeiros assentos nas sinagogas, e dos primeiros lugares nos banquetes;   
47 que devoram as casas das viúvas, fazendo, por pretexto, longas orações; estes hão de receber maior condenação. 



Os fariseus questionando a Jesus. Aquarela de James Tissot.
Imagem/fonte:
Ilustração da parábola dos trabalhadores maus. Jan Luyken.
O dinheiro do tributo. Óleo sobre tela por Ticiano.
Em primeiro plano, cemitério judeu e Monte das Oliveiras. Jerusalém, Israel. Foto Ismael Gobbo.
Estátua do Rei Davi com a harpa no Monte Sião, Jerusalém, Israel. Foto Ismael Gobbo
No alto do Monte das Oliveiras. Jerusalém, Israel. Foto Ismael Gobbo.
Crepúsculo em Jerusalém. Foto Ismael Gobbo.

NOTÍCIAS DO MOVIMENTO ESPÍRITA. 11-12-2018.

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http://www.noticiasespiritas.com.br/2018/DEZEMBRO/11-12-2018.htm

Moisés salvo das águas. Óleo sobre tela de Nicolas-Antoine Taunay. 1826.
Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, Brasil. Foto Ismael Gobbo
Moisés e os Dez Mandamentos em óleo sobre tela de Rembrandt.



O episódio da recepção dos Dez Mandamentos é sugestivo de uma escrita direta
As Bem-aventuranças. Aquarela de James Tissot.
Estátua do Rei Davi com a harpa no Monte Sião, Jerusalém, Israel. Foto Ismael Gobbo
A Natividade. Óleo sobre tela por Federico Barocci.
Imagem/fonte:
Cristo no Mar da Galiléia. Óleo sobre tela por Jacopo Tintoretto.
Imagem/fonte:
Mar da Galiléia. Israel. Foto Ismael Gobbo.

http://feparana.com.br/...adm/topico/upload/images/wallace_leal.jpg
Wallace Leal Valentin Rodrigues 

Jovens no trabalho voluntário “Hazla por tu playa”  que faz limpeza de praias e rios.  Miraflores, Lima, Peru.
Fotos Ismael Gobbo
Vista noturna da Baia de Lima, Peru. Foto Ismael Gobbo

domingo, 9 de dezembro de 2018

Lucas - Capítulo XIX

1 Tendo Jesus entrado em Jericó, ia atravessando a cidade.   
2 Havia ali um homem chamado Zaqueu, o qual era chefe de publicanos e era rico.   
3 Este procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, porque era de pequena estatura.   
4 E correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-lo, porque havia de passar por ali.   
5 Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa; porque importa que eu fique hoje em tua casa.   
6 Desceu, pois, a toda a pressa, e o recebeu com alegria.   
7 Ao verem isso, todos murmuravam, dizendo: Entrou para ser hóspede de um homem pecador.   
8 Zaqueu, porém, levantando-se, disse ao Senhor: Eis aqui, Senhor, dou aos pobres metade dos meus bens; e se em alguma coisa tenho defraudado alguém, eu lho restituo quadruplicado.   
9 Disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, porquanto também este é filho de Abraão.   
10 Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.   
11 Ouvindo eles isso, prosseguiu Jesus, e contou uma parábola, visto estar ele perto de Jerusalém, e pensarem eles que o reino de Deus se havia de manifestar imediatamente.   
12 Disse pois: Certo homem nobre partiu para uma terra longínqua, a fim de tomar posse de um reino e depois voltar.   
13 E chamando dez servos seus, deu-lhes dez minas, e disse-lhes: Negociai até que eu venha.   
14 Mas os seus concidadãos odiavam-no, e enviaram após ele uma embaixada, dizendo: Não queremos que este homem reine sobre nós.   
15 E sucedeu que, ao voltar ele, depois de ter tomado posse do reino, mandou chamar aqueles servos a quem entregara o dinheiro, a fim de saber como cada um havia negociado.   
16 Apresentou-se, pois, o primeiro, e disse: Senhor, a tua mina rendeu dez minas.   
17 Respondeu-lhe o senhor: Bem está, servo bom! porque no mínimo foste fiel, sobre dez cidades terás autoridade.   
18 Veio o segundo, dizendo: Senhor, a tua mina rendeu cinco minas.   
19 A este também respondeu: Sê tu também sobre cinco cidades.   
20 E veio outro, dizendo: Senhor, eis aqui a tua mina, que guardei num lenço;   
21 pois tinha medo de ti, porque és homem severo; tomas o que não puseste, e ceifas o que não semeaste.   
22 Disse-lhe o Senhor: Servo mau! pela tua boca te julgarei; sabias que eu sou homem severo, que tomo o que não pus, e ceifo o que não semeei;   
23 por que, pois, não puseste o meu dinheiro no banco? então vindo eu, o teria retirado com os juros.   
24 E disse aos que estavam ali: Tirai-lhe a mina, e dai-a ao que tem as dez minas.   
25 Responderam-lhe eles: Senhor, ele tem dez minas.   
26 Pois eu vos digo que a todo o que tem, dar-se-lhe-á; mas ao que não tem, até aquilo que tem ser-lhe-á tirado.   
27 Quanto, porém, àqueles meus inimigos que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui, e matai-os diante de mim.   
28 Tendo Jesus assim falado, ia caminhando adiante deles, subindo para Jerusalém.   
29 Ao aproximar-se de Betfagé e de Betânia, junto do monte que se chama das Oliveiras, enviou dois dos discípulos,   
30 dizendo-lhes: Ide à aldeia que está defronte, e aí, ao entrar, achareis preso um jumentinho em que ninguém jamais montou; desprendei-o e trazei-o.   
31 Se alguém vos perguntar: Por que o desprendeis? respondereis assim: O Senhor precisa dele.   
32 Partiram, pois, os que tinham sido enviados, e acharam conforme lhes dissera.   
33 Enquanto desprendiam o jumentinho, os seus donos lhes perguntaram: Por que desprendeis o jumentinho?   
34 Responderam eles: O Senhor precisa dele.   
35 Trouxeram-no, pois, a Jesus e, lançando os seus mantos sobre o jumentinho, fizeram que Jesus montasse.   
36 E, enquanto ele ia passando, outros estendiam no caminho os seus mantos.   
37 Quando já ia chegando à descida do Monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos, regozijando-se, começou a louvar a Deus em alta voz, por todos os milagres que tinha visto,   
38 dizendo: Bendito o Rei que vem em nome do Senhor; paz no céu, e glória nas alturas.   
39 Nisso, disseram-lhe alguns dos fariseus dentre a multidão: Mestre, repreende os teus discípulos.   
40 Ao que ele respondeu: Digo-vos que, se estes se calarem, as pedras clamarão.   
41 E quando chegou perto e viu a cidade, chorou sobre ela,   
42 dizendo: Ah! se tu conhecesses, ao menos neste dia, o que te poderia trazer a paz! mas agora isso está encoberto aos teus olhos.   
43 Porque dias virão sobre ti em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te apertarão de todos os lados,   
44 e te derribarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem; e não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não conheceste o tempo da tua visitação.   
45 Então, entrando ele no templo, começou a expulsar os que ali vendiam,   
46 dizendo-lhes: Está escrito: A minha casa será casa de oração; vós, porém, a fizestes covil de salteadores.   
47 E todos os dias ensinava no templo; mas os principais sacerdotes, os escribas, e os principais do povo procuravam matá-lo;   
48 mas não achavam meio de o fazer; porque todo o povo ficava enlevado ao ouvi-lo.   

Zaqueu no Sicômoro aguardando a passagem de Jesus. Aquarela de James Tissot
Imagem/fonte:
Árvore Sicômoro. Jericó, Palestina. Foto Ismael Gobbo
Mesquita Central em  Jericó, Palestina. Foto Ismael Gobbo.
Ruas em Jerico, Palestina. Fotos Ismael Gobbo
Parábola dos talentos ou das  minas. Óleo no painel de Willem de Poorter.
Entardecer no Monte das Oliveiras. Jerusalém, Israel. Foto Ismael Gobbo.
A Mesquita de Omar em Jerusalém, Israel, no  local onde outrora existia o templo . Foto Ismael Gobbo.