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terça-feira, 25 de maio de 2010

O ANDAR DE CIMA

Richard Simonetti


Conta-se que a mãe de São Pedro era extremamente zelosa de seus haveres. Vivia, digamos com o devido respeito, comprometida com a sovinice.

Embora se trate de um pecado capital, desses passíveis de remeter o indigitado para as caldeiras do pedro-botelho, foi piedosamente encaminhada a ameno estágio no purgatório, talvez por deferência ao seu ilustre filho.

Não obstante, o santo sofria com a situação.

Precursor do jeitinho brasileiro, apelou para Jesus, pedindo-lhe que a transferisse para o “andar de cima”. O Mestre dispôs-se a atender, mas era preciso cumprir básico requisito:

Descobrir se alguma vez, ainda que remotamente, ela “emprestara a Deus”. Traduzindo: Exercitara a fraternidade? Doara algo a alguém, ao longo da existência?

O apóstolo deu tratos à bola, na ingrata tarefa de descobrir um gesto de legítimo desprendimento por parte da querida genitora, de índole boa, mas relutante em “abrir a mão”, quando solicitada.

Espremendo os miolos, lembrou-se.

Certa feita, ajudara uma vizinha. Dera-lhe um ramo de salsa.

Era muito pouco, mas, com sua infinita generosidade, Jesus deu-se por satisfeito. Recomendou:

– Estenda-lhe esse raminho. Que ela se agarre nele.

Animado, o apóstolo cumpriu a orientação.

A matrona começou a subir…Ocorre que a planta era frágil.

Já às portas celestes, administradas pelo filho, rompeu-se a salsa, deixando-a nas adjacências.

Diria o poeta:

Livrou-se do purgatório,

Mas o Céu não alcançou,

A flutuar no espaço ficou.



***

A história inspirou um adágio popular.

Quando alguém se sente desarvorado, sem ponto de apoio, sem direção, diz-se:

Está como a mãe de São Pedro.

Pessoas assim, longe de constituir exceção, representam a maioria.

Muitos querem o céu interior – paz, saúde, alegria…Concebem conquistá-lo integrando-se em atividades religiosas, envolvendo ritos e rezas, ofícios e oficiantes.

Ocorre que esses liames com o Céu são frágeis como um ramo de salsa. Não resistem às agruras da Terra, com seu cortejo de dores e problemas.

É preciso usar material mais consistente, a partir da disposição em aderir plenamente aos princípios de sua crença, ultrapassando a débil superficialidade. Participar mais assiduamente, colaborar mais ativamente, trabalhar mais intensamente em favor da própria renovação.

Vacilam, porque isso tudo implicaria na renúncia ao imediatismo terrestre, às tendências egocêntricas, aos prazeres sensoriais, às experiências passionais e, sobretudo, ao comodismo e à indiferença que marcam o comportamento humano.

Por isso, pairam sem rumo e sem estabilidade. Rompendo-se facilmente as frágeis convicções a que se agarram, flutuam na incerteza, perdidos na vacuidade existencial.



***

Para atingir os páramos celestes, recôndita região na intimidade da consciência, onde encontramos as benesses divinas, é preciso muito mais.

Fundamental eleger o espírito de serviço como inspiração de nossas vidas, a partir da regra áurea ensinada por Jesus (Mateus, 7:12):

Tudo o que quiserdes que o próximo vos faça, fazei-o assim também a ele.

Então, sustentados por asas de virtude e merecimento, não haverá problemas.

Atingiremos, facilmente, o “andar de cima”.



Estudos de a gÊNESE no NESJ São Paulo


(Informação em email de Francisco Aranda Gabilan)

PALESTRA COM AGNALDO PAVIANI SÃO PAULO


(Informação em email de Regina Bachega)

PALESTRA COM FRANCISCO ARANDA GABILAN NO C.E. ANDRÉ LUIZ SÃO PAULO

CENTRO ESPÍRITA ANDRÉ LUIZ – CEAL - Rua Arinaia, 509 – Mooca - realizará dia 1º de junho, terça feira , às 20 horas, palestra comemorativa dos 60 Anos do CEAL - Orador convidado: Francisco Aranda Gabilan – com o tema: RENOVAR É PRECISO ? – (a rua Arináia é uma travessa da R.Siqueira Bueno, antes da R. Tobias Barreto). O advogado Dr. Gabilan ministrou durante muitos anos cursos de formação de expositores, oradores e alunos das escolas da Federação Espírita do Est. de S.Paulo, atualmente, é Presidente do Conselho Deliberativo da AJE-SP- Associação Juridico-Espírita do Est. de S.Paulo.



(Informação em email de Luiz Carlos Storino)

Festa junina neove (Alphaville) Barueri, SP


(Informação em email de Regina Bachega)

Allan vilches e paula zamp no neove Carapicuíba, SP


(Informação em email de Regina Bachega)

PALESTRA COM JACOB MELO NO NEOVE CARAPICUIBA, SP


(Informação repassada por Regina Bachega via email)

PROGRAMA ESPÍRITA NO RÁDIO BOM JARDIM, PE

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(Informação recebida por email via lista ABRADE)

V CICLO DE PALESTRAS DA ADE-RJ RIO DE JANEIRO


(Do Boletim do Lar Maria de Nazaré, RIJ, enviado por Vitor Hugo)

PALESTRA COM RICHARD SIMONETTI NO C.E. MANOEL BENTO SÃO PAULO


(Informação em email de Regina Bachega)

1º. CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO E ESPIRITUALIDADE SÃO PAULO

ATÉ DIA 31 DE MAIO, PAGUE O VALOR MAIS BARATO DA INSCRIÇÃO!

1º Congresso Internacional de Educação e Espiritualidade
4º Congresso Brasileiro de Pedagogia Espírita

4, 5 e 6 de setembro de 2010
Centro de Convenções Rebouças
São Paulo – SP

Esse evento histórico, inédito no Brasil, pretende discutir a inserção da espiritualidade na educação, de maneira plural e interreligiosa!
Os três eixos temáticos do congresso são:
• Saúde e Espiritualidade
• Educação e Espiritualidade
• Educação e reencarnação

Convidados Internacionais:

Drª.Antonia Mills (Universidade da Nothern British Columbia-Canadá)
Dr. Claude Robert Cloninger (Universidade Washington, Saint-Louis- EUA)
Dr. Jim Tucker (Universidade de Virgínia- EUA)
Profª. Laura Lippmann, diretora do Education and Data Development Child Trends (Washington-EUA)
Drª Marian de Souza (Universidade Católica da Austrália)
Dr. Przemysław Grzybowski (Universisdade de Bydgoszcz – Polônia)

Convidados nacionais:

Prof. Alessandro Cesar Bigheto (ABPE)
Dr. Alexander Moreira-Almeida (Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF-MG)
Rabino Alexandre Leone (USP) (judaísmo)
Dr. Alysson Leandro Mascaro (USP)
Drª. Ana Szpiczkowski (USP)
Dr. André Andrade Pereira (UFF – Universidade Federal Fluminense)
Dr. André Luiz Peixinho (UFBA - Universidade Federal da Bahia)
Monja Coen Sensei (budismo)
Drª.Dora Incontri (ABPE/Unisanta)
Dr. Franklin Santana Santos (USP)
Dr. Frederico Leão (Hospital João Evangelista/ProSer-USP)
Dr. João Francisco Régis de Morais (Unisal/Unicamp)
Dr. Juarez Tadeu de Paula Xavier (Unicid) (tradições afro-brasileiras)
Dr. Julio Peres (USP)
Dr. Leonildo Silveira Campos (Universidade Metodista) (protestantismo)
Prof. Luis Augusto Beraldi Colombo (ABPE)
Dr. Luiz Jean Lauand (USP) (catolicismo)
Prof. Ney Lobo
Prof. Tiago Pires Tatton Ramos (Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF-MG)

Programação completa, inscrições e valores:

www.pedagogiaespirita.org.br
abpe@uol.com.br
11-4032 8515
11-8155 8005



(Recebido em email de Luisa Módena)

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Oficinas Pedagógicas - Ecos da Ciranda RIO DE JANEIRO

12/06 16h às 18h


Ideias criativas e Dança meditativa

Público-alvo: Evangelizadores em geral
Local: CEERJ - Rua dos Inválidos, 182

Inscrições gratuitas mediante envio de e-mail para: contato@ceerj.org.br

Justificativa
Ao ser feita a avaliação da Ciranda da Evangelização realizada em 2009, uma das reivindicações dos evangelizadores foi a que se oferecesse, durante o ano, algum trabalho na linha dos que foram desenvolvidos na Ciranda.

Objetivo
1. Oferecer subsídios práticos e teóricos que possam ajudar na capacitação dos evangelizadores de infância e de juventude;
2. Estimular a presença dos evangelizadores no CEERJ.

(Informaçãi do boletim do CEERJ repassado pela USE/SP)

2º Seminário Interativo das Mocidades Espíritas de São Gonçalo

"Relacionamento nos dias atuais" , este será o tema abordado no 2º Seminário Interativo das Mocidades Espíritas de São Gonçalo, O Seminário acontecerá no dia 06 de Junho de 2010. Terá seu início as 08:00 horas da manhã, onde de início teremos um belo café da manhã que você irá desfrutar conosco. O evento contará com a participação de Raul Teixeira que fará a abordagem e exposição do tema, dentre outras atividades também teremos as artes musical e de expressão corporal .
Para ajuda do custo do lanche e do material gráfico, será empregada uma taxa de R$ 4,00 , será também solicitado que levem um 1kg de alimento não perecível, para que seja doado a uma Instituição, a qual o nome será divulgado no dia do evento.

Informações: www.cajesg.com

(Noticia extraída do boletim do CEERJ repassado pela USE/SP)

II SEMANA ESPÍRITA OFICINA DE LUZ CARAPICUIBA, SP


(Informação em email de Bruno Rodrigues)

SEMINÁRIO COM SEVERINO CELESTINO NO F.E. GINA SÃO PAULO




(Informação em email de Regina Ribeiro)

Realizado o Primeiro Seminário para Preparação de Multiplicadores para Implementação do “Orientação aos Órgãos de Unificação”. FORTALEZA, CE

Fortaleza sediou nos dias 22 e 23 de maio, o primeiro Seminário para Preparação de Multiplicadores para Implementação do “Orientação aos Órgãos de Unificação”, conforme programação aprovada na Reunião Conjunta das Comissões Regionais do CFN da FEB, em Brasília. Estes seminários também comemoram os 60 anos da “Caravana da Fraternidade”.

A organização local foi responsabilidade da anfitriã Federação Espírita do Estado do Ceará e da secretária da Comissão Regional Nordeste Olga Maia, contando com a presença de dirigentes das Federações dos Estados do Maranhão e do Piauí, e de dirigentes de instituições do Estado do Ceará, totalizando 65 participantes. O evento ocorreu no Hotel Maredomus.

O programa foi cumprido com atuação da equipe da Secretaria Geral do CFN (Célia Maria Rey de Carvalho, José Luiz Dias e Antonio Cesar Perri de Carvalho) e da secretária da Comissão Regional Nordeste (Olga Maia): Apresentação do “Orientação aos Órgãos de Unificação” e seus objetivos; Fundamentos para o Trabalho de Unificação com base na mensagem “Unificação” - Dinâmica de grupo; Síntese Cronológica das Ações de União e de Unificação; Gestão Federativa - Estudo em grupo; Gestão Federativa Apresentação e comentários dos grupos; Estratégias de ação para multiplicação do Orientação aos Órgãos de Unificação - Discussão entre os participantes; e perguntas em geral.

Houve palestra pública, no Centro Espírita João, o Evangelista, sobre o tema “Chico Xavier e o Ideal de União”, por Antonio Cesar Perri de Carvalho. A FEEC estará disponibilizando DVD, contendo o desenvolvimento do Seminário. Informações: cfn@febnet.org.br











FOTOS: PRESIDENTE DA FEEC, LUCIANO KLEIN; CÉSAR PERRI NA ABERTURA; APRESENTAÇÃO DO LIVRO ORIENTAÇÃO AOS ÓRGÃOS DE UNIFICAÇÃO POR CÉLIA; JOSÉ LUIZ DIAS NA DINÂMICA DE GRUPO; PÚBLICO NA PALESTRA; SEMINÁRIO OOU, ESTRATÉGIA DE MULTIPLICAÇÃO, POR REPRESENTANTE DA FEEC; SEMINÁRIO, PARTE DO PÚBLICO.

Noticias da Marília espírita



Bom dia, amigos.



Paz, com Jesus.



Na sexta feira 04 de junho, 20 horas, na sede do CIESP, à Rua Araraquara, 315, a USE Marília, em parceria com os Correios, fará o lançamento em nossa cidade do selo em homenagem ao centenário do médium Francisco Cândido Xavier. Na oportunidade, além da homenagem a Chico Xavier, serão entregues cartões com selos carimbados a instituições espíritas de Marília.

(Informação em email de Donizete Pinheiro)

sábado, 22 de maio de 2010

FOCALIZANDO O TRABALHADOR ESPÍRITA SIMONI PRIVATO GOIDANICH


DRA. SIMONI PRIVATO GOIDANICH



A entrevistada Dra. Simoni Privato Goidanich é diplomata que reside presentemente em Quito, no Equador. Paulistana, casada com o também diplomata Roberto Goidanich, de familia católica, veio a conhecer o Espiritismo aos 17 anos de idade, passando a trabalhar na FEESP- Federação Espírita do Estado de São Paulo. É autora de livros e tem prestado grande folha de trabalho ao movimento espírita internacional pelos países por onde tem transitado em sua bela carreira.



Simoni, poderia nos fazer sua apresentação?
Nasci em 28 de agosto de 1969, na cidade de São Paulo, onde morei até completar 24 anos de idade, quando ingressei na carreira diplomática. Durante o concurso do Ministério das Relações Exteriores, conheci meu marido Roberto Goidanich, também diplomata brasileiro. Temos dois filhos: Rafael, nascido em Brasília, e Juliana, natural de Boston, Estados Unidos.


Qual a sua formação acadêmica e profissional?
Graduei-me em Direito pela Universidade de São Paulo, obtive o Mestrado em Direito Internacional pela mesma Universidade, realizei um curso de extensão universitária, na área de Governo, na Harvard University. Paralelamente, estudei, por vários anos, três idiomas: francês, inglês e espanhol. Trabalhei na área jurídica na Capital paulista até 1994, quando passei a ser diplomata de carreira.



Desde quando é e como se tornou espírita?
Meus pais eram católicos, batizaram-me em Aparecida do Norte e, durante minha infância, recebiam semanalmente para jantar, em nossa casa, o padre da paróquia onde morávamos. Sempre tive grande respeito pelo Catolicismo, assim como por todas as demais religiões. Mas jamais fui católica. Desde pequena, tinha a intuição de que deveria estudar o Espiritismo. Várias vezes, via Espíritos. Antes mesmo de aprender a ler, vinha-me à mente o nome de Allan Kardec. Somente quando comecei a trabalhar na assessoria jurídica da Associação Paulista de Medicina, com a idade de 17 anos, conheci os primeiros espíritas e, assim que me falaram de Espiritismo, pedi-lhes que me levassem ao centro que freqüentavam. Era a Federação Espírita do Estado de São Paulo. Assisti a uma palestra pública e, no dia seguinte, matriculei-me no curso da FEESP. Enquanto morei no Brasil, aproveitei para estudar a Doutrina e iniciar-me em algumas tarefas doutrinárias. Mas tem sido no exterior onde tenho mais trabalhado no campo doutrinário devido às imensas necessidades da seara estrangeira.


Como tem sido sua trajetória pela diplomacia?
Fui aprovada na primeira vez que prestei o concurso para a carreira diplomática, em 1994. Inicialmente, trabalhei na área de direitos humanos do Itamaraty. Posteriormente desempenhei funções na área de imprensa, de cooperação técnica e de serviço consular. A serviço do Governo brasileiro, morei em Buenos Aires, Boston, Washington, Montevidéu e Quito.



Em que país se encontra presentemente, a que casa espírita está vinculada e quais atividades nela desenvolve?
Desde 2007, resido em Quito, Equador. Quando cheguei não havia centro espírita, o que me obrigava a fazer um vôo internacional, ao Peru ou à Colômbia, para poder participar de atividades doutrinárias. Aproveitei o isolamento em Quito para dedicar-me mais aos estudos doutrinários e, no segundo semestre de 2007, concluí nosso primeiro livro espírita, intitulado Pases a la Luz del Espiritismo, escrito com Carlos Campetti, que residia, naquela ocasião, em Seul. O livro foi divulgado no Congresso Espírita Mundial, em Cartagena, Colômbia, e tem tido uma receptividade muito grande nos países de língua espanhola. Em 2008, durante o Encontro Espírita Peruano, lancei o livro Oratoria a la Luz del Espiritismo, cuja primeira edição está praticamente esgotada. Em junho de 2008, fiz uma campanha de divulgação por Internet para localizar interessados em estudar a Doutrina Espírita, o que resultou na formação do Centro de Estudios Espíritas Allan Kardec de Quito, o primeiro centro espírita da Capital equatoriana e o primeiro a ser legalizado em todo o país. O Centro de Estudios Espíritas Allan Kardec de Quito tem realizado atividades pioneiras de estudo e de divulgação doutrinária na região, onde o Espiritismo era totalmente desconhecido e muito mal visto, devido aos preconceitos locais.

O trabalho doutrinário no exterior exige muita dedicação e boa vontade, porque, devido às grandes necessidades, somos convocados a servir em várias frentes, desde a condução de grupos de estudo doutrinário, atendimento fraterno, passes, conferências, assistência e promoção social até atividades administrativas, contábeis e legais.


Sua atuação profissional concorreu positivamente para o trabalho espírita?
A carreira diplomática tem sido muito favorável ao trabalho espírita que realizamos, sobretudo no campo da divulgação doutrinária. Entre outros motivos, permite que eu resida em países estrangeiros, viaje, aprenda a cultura de nossos irmãos no exterior, compreenda melhor a visão deles para poder transmitir-lhes a Doutrina Espírita de uma maneira mais compreensível segundo as peculiaridades locais.



Poderia nos falar da sua atuação no Movimento Espírita por onde passou?
Para atuar no movimento espírita, seja onde for, é fundamental cumprir verdadeiramente o compromisso de estudar, de maneira séria, a Doutrina Espírita e de realizar esforços perseverantes para nossa reforma moral. Tenho procurado cumprir esse compromisso em todos os lugares por onde passo, o que inclui também o mais profundo respeito pelos movimentos espíritas de cada país, especificamente pelo trabalho doutrinário realizado por nossos irmãos no exterior. Assim sendo, jamais procuro assumir uma posição de preponderância ou de superioridade. Estimulo os trabalhadores existentes, bem como procuro auxiliar a formação de novos trabalhadores e, particularmente, de líderes espíritas. Nos Estados Unidos, no Uruguai e no Equador, ajudei a formar novos centros espíritas e, enquanto estou residindo em determinado país, desempenho todas as tarefas doutrinárias necessárias em cada localidade (direção de reuniões de estudo doutrinário e mediúnicas, fluidoterapia, assistência e promoção social espírita, divulgação doutrinária, etc.), sempre com o enfoque de capacitar e formar outros trabalhadores e multiplicadores.



Tem obras escritas?
No campo acadêmico, tenho duas obras escritas: A Amazônia sob o prisma do Direito Internacional e Amazônia: internacionalização e cooperação. Além de artigos publicados em revistas espíritas, escrevi os livros: Pases a la Luz Del Espiritismo (em co-autoria com Carlos Roberto Campetti), Oratoria a La Luz Del Espiritismo, bem como a trilogia Revista Espírita –Periódico de Estudios Psicológicos: Colección de Textos de Allan Kardec (que contém textos, quase todos, inéditos em espanhol, traduzidos diretamente do original em francês, que foram publicados pelo Codificador na Revue Spirite).



Como tem visto a expansão da Doutrina Espírita por onde tem passado?
A Doutrina Espírita tem-se expandido muito em vários países e continentes. O grande desafio é que a expansão seja não apenas quantitativa, mas também qualitativa. A semente é excelente, a terra é necessitada e fértil. Necessitaremos sempre de jardineiros fiéis, verdadeiramente comprometidos com o estudo sério da Doutrina Espírita e com sua própria transformação moral, pois, como sabemos, o principal instrumento de divulgação doutrinária é o exemplo.



Qual a mensagem que gostaria de deixar no encerramento desta entrevista?
O estudo sério e continuado da Doutrina Espírita oferece-nos as respostas para as inquietudes mais profundas da humanidade: é o encontro da verdade, tão procurada em todos os tempos. Entretanto, não basta encontrar e conhecer a verdade: é necessário assumi-la sinceramente, vivenciando seus ensinamentos na vida diária. A Doutrina Espírita não é uma religião formal, segundo a qual seria suficiente o mero cumprimento de formalidades exteriores. É uma proposta de vida, que realmente devemos interiorizar para que sejamos verdadeiros espíritas e contribuamos efetivamente para o progresso espiritual da humanidade.

www.estudiosespiritas.blogspot.com










LEGENDA DAS FOTOS DO ACERVO PARTICULAR DE SIMONI PRIVATO GOIDANICH:

Seminário para trabalhadores espíritas na Colômbia; com Divaldo, durante o 15 aniversário do Centro de Estudios Espíritas Juana de Ángelis, em Cartagena, Colômbia; "Movimento Você e a Paz", em Salvador; autografando o livro "Pases a la Luz del Espiritismo"; capa da primeira edição de "Oratoria a la Luz del Espiritismo"; capa de "Pases a la Luz del Espiritismo"; capa do livro "Revista Espírita - Periódico de Estudios Psicológicos 1858-1861: Colección de Textos de Allan Kardec"; capa do livro "Revista Espírita - Periódico de Estudios Psicológicos 1862-1865: Colección de Textos de Allan Kardec.

Atividade na Casa Espírita

Wellington Balbo – Bauru – SP



O título deste artigo é o mesmo de uma palestra proferida pelo conferencista baiano Divaldo Pereira Franco. Atividade na Casa Espírita tem por objetivo servir de parâmetro aos dirigentes e colaboradores do Centro Espírita, a fim de que os objetivos da Casa Espírita alcancem o sucesso almejado por dirigentes do mundo visível e invisível.

A benfeitora espiritual Joana de Ângelis, pela mediunidade de Divaldo, propõe uma tríade ao dirigente espírita.

1º Espiritizar

2º Qualificar

3º Humanizar

Espiritizar: parece paradoxal tocar no assunto espiritizar o Centro Espírita, mas há casas que se rotulam como Centro Espírita, contudo fogem a Kardec, trabalhando distante das diretrizes ensinadas pelo codificador.

O Centro Espírita tem como foco principal ensinar Espiritismo, logo, todos os assuntos, inclusive os da atualidade, podem e devem ser abordados no Centro Espírita. Entretanto, importante reforçar que, estes assuntos, sejam eles quais forem, devem ser abordados fazendo o link com a Doutrina Espírita.

O Centro Espírita não deve se envolver com terapias alternativas, com todo o respeito que estas merecem. Terapias alternativas devem ser praticadas por quem estudou e pesquisou para praticá-las, em ambientes independentes do Centro Espírita.

Como exemplo citamos o caso de dirigente de um centro que se denominava espírita. Ele – o dirigente – começou a promover em “seu centro”, sessões de cromoterapia. Resultado: os freqüentadores nada entendiam o significado do Espiritismo, confundido-o com a cromoterapia. Enxergavam no Centro Espírita tão somente uma casa de recuperação. Imediatistas, queriam a breve cura para seus males, pouco se preocupando em estudar as obras de Kardec, que, saliente-se, atingem a causa das mazelas humanas ao ensinar que os males resultam de nossa invigilância para com as leis que regem a vida.

Nada contra a cromoterapia ou qualquer outra terapia alternativa, contudo, que não seja realizada no Centro Espírita para que não se perca o foco do que ensina o Espiritismo. Por isso, como assevera Joana de Ângelis, é de suma importância espiritizar o Centro Espírita.

Qualificar: vivemos a época da qualidade total, o Centro Espírita não pode ficar distante dessa realidade. O colaborador do Centro Espírita, inserido dentro do contexto da instituição, deve estar bem preparado para receber os freqüentadores, aperfeiçoando-se constantemente para bem servir. Aliás, a qualificação do trabalhador espírita demonstra solidariedade e respeito ao ser humano. Quanto mais preparado estiver o trabalhador espírita, mais útil será ao semelhante.

Se vou dedicar-me ao atendimento fraterno, irei fazer cursos, trocar experiência com companheiros mais calejados que atuam nessa área, enfim, aperfeiçoar-me para oferecer qualidade às pessoas que procuram o Centro Espírita. Por isso, como ensina Joana de Ângelis, é de vital importância a qualificação do trabalhador espírita.

Humanizar: o Centro Espírita precisa ser uma casa que exala instrução e amor, esclarecimento e conforto. Daí a necessidade de sua humanização, do carinho ao receber os freqüentadores, da tolerância para com as dificuldades alheias, da intensa luta que se deve imprimir contra o automatismo que muitas vezes caracteriza as relações humanas. Não somos robôs, somos seres humanos, espíritos imortais, com sentimentos, anseios, dificuldades, carências, conquistas...

O olho no olho, o abraço fraterno, a conversa amena fazem parte dessa humanização. Lembro-me de famoso escritor espírita que ao ver a fila grande de pessoas que pediam seu autógrafo passou a acelerar o procedimento das assinaturas. Uma senhora, fã da literatura daquele escritor, ao ver a rapidez com que ele assinava, pediu-lhe: “Senhor, por favor, se não for pedir muito, gostaria que olhasse um pouco em meus olhos”.

O escritor então caiu em si. Compreendeu que estava sendo autômato nas relações com o ser humano. Humildemente decidiu rever seus conceitos, e a partir de então se tornou mais humano no trato com as pessoas que o procuravam dentro e fora do Centro Espírita.

Por isso, como aconselha Joana de Ângelis, é de grande importância que o servidor espírita humanize sua relação com o semelhante, dentro e fora do Centro Espírita.

Vale a pena pensar e refletir no que propõe a notável orientadora espiritual de Divaldo Franco, porquanto são ensinamentos de grande valia para o dirigente espírita que quer melhorar ainda mais o ambiente e os trabalhos que são oferecidos pela instituição que está temporariamente sob sua coordenação.

Pensemos nisso.