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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 06-02-2012

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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Dirigente do CEI e da FEB visita a instituições de Angola

Nestor Masotti fala no C.E. Paz e Fraternidade

No período entre 27 e 29 de janeiro, Nestor João Masotti, presidente da FEB e secretário geral do Conselho Espírita Internacional, acompanhado de assessor, visitaram instituições espíritas em Angola com o objetivo de se inteirarem da realidade das mesmas, sendo recepcionados e ciceroneados pela dirigente da Sociedade Espírita Allan Kardec de Angola, Amélia Cecília D. Carlos Cazalma, onde mantém extenso trabalho social. Visitaram o Centro Espírita da UECA e o Lar de Hansenianos, em Luanda. Esta foi a primeira viagem do Secretário Geral do CEI a Angola. Informações: www.seaka.org; www.intercei.com

Leprosário da Funda, Angola


Nestor Masotti no C.E. Paz e Fraternidade, Angola
Nestor Masotti na visita ao C.E. da UECA

Ouça Entrevistas por Adriano Marques do programa Roteiro da RBN realizadas na Aliança Espírita Varas da Videira no dia 27/1/2012

Acesse aqui:

http://radioboanova.com.br/novo/offlineplay.php?PROCODIGO=201&OFFDATA=270112&OFFPARTE=1&PRGCODIGO=338


Veio de lá

Richard Simonetti

richardsimonetti@uol.com.br


Agatha Christie (1891-1976) afirmava:

Um arqueólogo é o melhor marido que uma mulher possa ter: quanto mais velha ela fica, mais ele se interessa por ela.

Pena que existam tão poucos, dirá a leitora casadoira.

Anime-se! É uma profissão em expansão, graças à ação estimulante de arqueólogos que têm realizado grandes descobertas sobre culturas do passado.

Um deles foi notável: Jean-François Champollion (1790-1832) nasceu em Figeac, na França. Embora filho de pais franceses, tinha pele mais escura. As córneas amarelas e o talhe do rosto eram tipicamente orientais.

Detalhe singular: um vidente profetizara que aquele menino haveria de conquistar imorredoura glória.

Acertou!

Ele se destacaria como um dos grandes especialistas, talvez o maior, em egiptologia. Seu feito mais notável: decifrar a escrita hieroglífica, que há séculos desafiava os pesquisadores.

Champollion é o exemplo típico do Espírito que vem à Terra para determinada missão, ligando-se desde cedo ao t rabalho que lhe compete realizar.

Tinha incrível facilidade para idiomas.

Já aos onze anos sabia o latim e o grego. Dedicou-se, então, ao hebraico, aprendendo rapidamente a dominar aquele idioma.

Nesse tempo, tomou contato com uma coleção de papiros egípcios. Viu, fascinado, inscrições hieroglíficas em lajes.

– Pode-se ler isso? – perguntou a um especialista.

Ante a resposta negativa, afirmou convicto:

– Dentro de alguns anos eu os lerei! Quando for grande!

Com treze anos começou a estudar o árabe, o siríaco, o caldaico e, depois, o copta. Acentuam seus biógrafos: tudo o que ele aprendia, tudo o que procurava estava sempre relacionado com o antigo Egito. E aprendia rapidamente, como se apenas estivesse recordando algo que já conhecia.

Aos dezessete anos traçou um mapa histórico do império dos faraós. Mal começava sua jornada, mas, já nessa idade, pelo montante de pesquisas e trabalhos apresentados, foi eleito, por unanimidade, membro da Academia de Grenoble, importante centro cultural francês, na região dos Alpes.

De estudante passava a acadêmico, respeitado por sua incrível cultura e sagacidade, algo espantoso num jovem mal saído da puberdade.

Em breve, concluídos seus estudos, foi para Paris, levando consigo o sonho que acalentava: decifrar os hieróglifos.

***

Em seu caminho estava misteriosa pedra, encontrada nas proximidades da cidade de Roseta, no Baixo Egito, em 1799.

Era do tamanho de um tampo de mesa, de basalto negro, com granulação fina, muito dura, polida de um lado.

Apresentava três inscrições , em parte gastas e apagadas pela fricção da areia que o vento despejara sobre ela, durante milênios.

A primeira inscrição, com quatorze linhas, era hieroglífica.

A segunda, com trinta e duas linhas, demótica.

A terceira, com cinqüenta e quatro linhas, grega.

Cientistas e estudiosos, na França, na Inglaterra, na Alemanha, na Itália, empenharam-se em decifrar a inscrição hieroglífica, por comparação, considerando que devia ser um mesmo texto grafado em três línguas . Ninguém conseguira.

***

Havia um equívoco fundamental. Desde séculos, os pesquisadores imaginavam os hieróglifos como escrita ideográfica. Todas as interpretações buscavam o sentido simbólico daquelas figuras misteriosas.

Champollion seguiu outro caminho: considerou que as figuras hieroglíficas eram letras.

A partir daí decifrou a pedra de Roseta, tendo-a por ponto de partida para penetrar nos mistérios dos faraós.

Concluiu, também, acertadamente, que ao longo dos séculos a escrita egípcia modificara-se substancialmente e que era preciso identificar essas alterações para uma tradução correta, procurando, antes de tudo, considerar o período em que determinado texto fora grafado.

***

Champollion esteve no Egito de julho de 1828 a dezembro de 1829.

Aconteceu famoso déjà vu, o já visto, já vivido.

Nada era novidade. Caminhava pelas ruínas da antiga civilização com incrível familiaridade. Parecia um egípcio dos tempos dos faraós. Não só decifrava inscrições como as definia e interpretava, desfazendo enganos sobre a localização de monumentos, trazendo novos conhecimentos, avançando nas pesquisas.

Champollion nascera tão impregnado daquela milenar cultura que, não obstante filho de franceses, imprimira no próprio corpo, ao reencarnar, características morfológicas próprias dos antigos egípcios.

É um fenômeno curioso e raro, que desafia as leis da genética, mas facilmente explicável à luz da Doutrina Espírita.

O grande pesquisador do antigo Egito viera de lá!

Ficheiro:Leon Cogniet - Jean-Francois Champollion.jpg

O célebre Jean François Champollion “Pai dos Hieróglifos“

Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Leon_Cogniet_-_Jean-Francois_Champollion.jpg


O obelisco de Luxor, forrado de hieróglifos, foi doado pelo governo egípcio à França.

Chegou a Paris em 21 de dezembro de 1833 e está fincado na Praça da Concórdia. Foto Ismael Gobbo




Arquivos Notícias de Fevereiro


Arquivos Notícias de Janeiro


Focalizando o Trabalhador Espírita (125) Eliseu Florentino da Mota Júnior

Eliseu Florentino da Mota Júnior

motajunior@uol.com.br


Neste sábado temos a satisfação de ouvir em entrevista o nosso querido amigo e companheiro de ideal espírita Dr. Eliseu Florentino da Mota Júnior, um francano de berço e de coração. Eliseu é consagrado orador espirita, autor de livros , articulista e participante ativo em várias casas espíritas, em Franca, onde reside, e em Marilia onde também é professor universitário. Chama-nos atenção o fato de Eliseu ter ingressado no movimento espirita no ano de 1985 e apresentar uma folha de serviços tão extensa e proveitosa. É a força do exemplo falando mais alto para todos nós.


Dr. Eliseu poderia nos fazer sua auto apresentação?

Sou filho de Eliseu Florentino da Mota, desencarnado aos 10 de janeiro de 2005, e Luzia Inês Piccolo da Mota, encarnada e gozando de excelente saúde. Nasci em Franca, SP, no dia 02 de junho de 1952, e tenho três irmãs, Darlene, Marilene e Roselene. Sou casado há 33 anos com Karima e tivemos três filhas, Tatiana, Thalita e Taisa, além do Caio César, que desencarnou pouco antes de completar quatro anos de idade.


Qual a sua formação acadêmica e profissional?

Sou graduado e mestre em Direito, promotor de Justiça aposentado, advogado e professor universitário.


Como conheceu o Espiritismo e desde quando é Espírita?

Conheci o Espiritismo ainda na infância, levado por uma tia, mas só abracei a Doutrina a partir de 1985, quando era promotor de Justiça em São Carlos, SP, graças ao saudoso Dr. João Stella.


A qual Casa Espírita está vinculado presentemente?

Ao Templo Espírita Vicente de Paulo e à Fundação Espírita Allan Kardec, ambos em Franca, SP, além do Educandário Dr. Bezerra de Menezes e da Fundação de Ensino Eurípides Soares da Rocha, em Marília, SP. Também sou associado e fui membro da Diretoria do Centro Espírita Amantes da Pobreza, hoje Centro Espírita O Clarim, em Matão, SP.


Pode nos fazer uma descrição das atividades que desenvolveu no movimento espirita durante esses anos?

Poderia descrever minhas atividades espíritas em três vertentes. Como expositor, tenho viajado pelo Brasil proferindo palestras e seminários; como escritor, publiquei incontáveis artigos e algumas obras, que mencionarei na pergunta seguinte e, finalmente, como dirigente, presidi a Fundação Espírita Allan Kardec, em Franca, SP, mantenedora de um hospital psiquiátrico e do jornal A Nova Era.


Quais as obras espíritas e não espíritas de sua autoria?

Sou autor dos livros Pena de morte e crimes hediondos à luz do Espiritismo, Aborto à luz do Espiritismo e Que é Deus?, estas publicadas pela Casa Editora O Clarim, de Matão, SP, e Direito autoral na obra psicografada, publicada pela Editora A Nova Era, de Franca, SP, que é a minha dissertação de mestrado em Direito, pela UNESP, campus de Franca, SP.


Acha que o movimento espirita vai bem ou enxerga algum ponto que mereça reparo?

Acho o movimento espírita brasileiro excessivamente religioso, o que induz muita gente a confundir o Espiritismo com uma religião a mais, quando, na realidade, a Doutrina Espírita, elaborada por Allan Kardec é, na expressão do próprio codificador, “ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os Espíritos; como filosofia, compreende todas as consequências morais que dimanam dessas mesmas relações”. E sintetiza: “O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal”.


E com relação à bibliografia espírita que vem sendo produzida?

Autores e editoras descobriram, nas obras supostamente mediúnicas, um filão editorial e estão tirando proveito disso. Creio que cabe ao leitor escolher criteriosamente aquilo que vai ler, para evitar decepções.


O que fazer? Talvez mais responsabilidade por parte dos médiuns e das editoras?

Isso mesmo, principalmente por parte das editoras, que são as maiores responsáveis pela proliferação de obras que estão contaminando o movimento espírita com definições, conceitos e narrativas que desvirtuam o Espiritismo.

De que maneira os juristas espíritas podem dar sua contribuição no processo de espiritualização da humanidade?

Penso que o jurista espírita deve humanizar a justiça, procurando, através dos processos, solucionar os conflitos de interesses através de uma sentença justa, ou, melhor ainda, por meio de acordos e reconciliações entre as partes.


O que acha de programas polêmicos como o BBB que vem sendo veiculados pela TV aberta?

Já disse e repito: o reality show, inclusive esse BBB, consiste no confinamento de um bando de desocupados para comer, beber, dormir, conversar banalidades, fazer sexo casual (com ou sem o consentimento da vítima), e outras atividades inúteis, enquanto são vistos ao vivo por milhões de outros desocupados que não conseguiram entrar para o show ou não encontraram coisa melhor para fazer.


Acha que deveria haver maior rigor com relação a programas que banalizam o sexo ou fazem a apologia à violência?

Sou contra a censura prévia, que é um retrocesso na ordem democrática que deve presidir as sociedades atuais e futuras. Desse modo, cabe aos próprios telespectadores (ou seus pais e outros responsáveis) selecionar a programação que melhor atenda aos seus interesses, porque a televisão vive de audiência. Basta ignorar esse tipo de programa e eles morrerão de inanição.


Recentemente a legislação brasileira resolveu apertar o cerco em relação aos usuários de cigarro, de bebidas alcoólicas, de velocidade nas estradas, de uso indiscriminado de medicamentos, dentre outros. Já estamos vivenciando uma Nova Era?


Não acredito no progresso social por meio de legislação forte, também chamada “Direito Penal do Terror”. Basta atentar para a questão 796 de O livro dos Espíritos: “No estado atual da sociedade, a severidade das leis penais não constitui uma necessidade?” ‘Uma sociedade depravada certamente precisa de leis severas. Infelizmente, essas leis mais se destinam a punir o mal depois de feito, do que a lhe secar a fonte. Só a educação poderá reformar os homens, que, então, não precisarão mais de leis tão rigorosas.”


Também em relação à Administração Pública e à política nota-se disposição de criar leis inibitórias à corrupção e à malversação dos recursos. Embora ainda se enxergue na prática o famoso “jeitinho brasileiro” nem tudo está passando em brancas nuvens. Acredita que está próximo o momento em que a lei venha a ser efetivamente aplicada e cumprida no Brasil?

Mais uma vez tenho de evocar Allan Kardec, que estabeleceu, como condição para uma sociedade reformada, a educação. Não essa educação formal, que se transmite pela mera memorização, mas a educação moral. E prossegue o mestre: “Não, porém, a educação moral pelos livros e sim à que consiste na arte de formar os caracteres, à que incute hábitos, porquanto a educação é o conjunto dos hábitos adquiridos. Considerando-se a aluvião de indivíduos que todos os dias são lançados na torrente da população, sem princípios, sem freio e entregues a seus próprios instintos, serão de espantar as consequências desastrosas que daí decorrem? Quando essa arte for conhecida, compreendida e praticada, o homem terá no mundo hábitos de ordem e de previdência para consigo mesmo e para com os seus, de respeito a tudo o que é respeitável, hábitos que lhe permitirão atravessar menos penosamente os maus dias inevitáveis. A desordem e a imprevidência são duas chagas que só uma educação bem entendida pode curar. Esse o ponto de partida, o elemento real do bem-estar, o penhor da segurança de todos”.


Hoje em dia desde tenra idade as crianças estão tomando consciência da necessidade de preservação do meio ambiente, noções de direito e de cidadania. Essa geração que formará os próximos médicos, engenheiros, jornalistas, dentistas, professores, juristas, administradores, políticos, dentre outras profissões, poderão inibir os desmandos e injustiças que ainda vigem no âmbito das respectivas áreas?

Creio que essa indagação remete à resposta anterior: a solução está na educação, nos moldes sugeridos por Allan Kardec. Aliás, sobredito conceito de educação já integrava o programa pedagógico do professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, antes mesmo do seu envolvimento com os Espíritos.


E com relação á aplicação da lei penal no que tange ao cumprimento das penas como anda o nosso sistema? É um sistema falido como se apregoa?

Há um enorme vácuo entre o Brasil legal e o Brasil real e assim jamais são observadas na prática as normas de execução das penas e medidas de segurança previstas na legislação em vigor, porque os estabelecimentos carcerários que obedecem às recomendações da ONU são pouquíssimos, de modo que os presos acabam confinados em infectos, desumanos e superlotados calabouços improvisados nos centros de detenção, cadeias públicas e distritos policiais, que são destinados a presos provisórios, mas que acabam utilizados para o cumprimento de longas penas. Isto resulta em uma situação tão precária e alarmante, que se Beccaria estivesse reencarnado, com certeza absoluta escreveria novamente o seu famoso livro Dos delitos e das penas, publicado em 1764 e no qual ele denunciou as condições lastimáveis das leis e dos presídios daquela época.


Qual o caminho?

Conta-se que um homem, depois de um dia de trabalho, retorna ao lar ávido pelo banho, pela refeição e pelas notícias do telejornal, quando é abordado na soleira da porta pelo filhinho de poucos anos, que lhe implora: "— Papai vamos brincar um pouquinho? Você prometeu!" Ele já se negara àquilo várias vezes, mas naquele momento não encontrava argumentos para outra fuga. Perpassou então o olhar pela casa, em busca de inspiração, e deteve-se sobre um mapa da filha mais velha, que estava em um livro de geografia. Arrancou a página, cortou-a em dezenas de pedaços, e desafiou o filho: “— Se você conseguir montar esse 'quebra-cabeça', eu brinco com você depois do banho". A criança aceitou o repto. Quando o homem caminha para o jantar, já esquecido daquele episódio corriqueiro, o filho aproxima-se com um papel remendado nas mãos e diz: “— Olha papai, já montei o mapa-múndi; vamos brincar agora?" Ele então, estupefato, retruca: "— Mas como você conseguiu montar o mapa do mundo em tão pouco tempo?" E o menino explica: "— O mapa eu não consegui, não. Mas no verso dele há uma figura de um garotinho; eu montei o garoto, e o mapa-múndi, do outro lado, ficou pronto." Conclusão: se quisermos consertar o mundo de uma vez só, jamais conseguiremos. Porém, se começarmos por uma criança, a nossa que seja, vamos conseguir!


Como está sua atuação na tribuna espírita e como fazer os contatos para convite?

Já tenho uma ampla programação de palestras e seminários para este ano de 2012. Normalmente, os convites são através do e-mail motajunior@uol.com.br.


Suas despedidas aos leitores com o nosso agradecimento antecipado.

Gostaria de desejar a todos sinceros votos de muita saúde e paz!


A familia de Eliseu da Mota Jr.: Thalita (filha), Taisa (filha); Karima (esposa), Eliseu,

filho Caio César que desencarnou antes dos 4 anos e Tatiana a filha mais velha


Eliseu Florentino da Mota Jr. no colo da mãe Luzia Inês

Eliseu Florentino da Mota Jr quando começou a andar

Eliseu Florentino da Mota Júnior

O futuro jurista, professor, orador e escritor espírita Eliseu Florentino da Mota Jr aos 3 anos 04 meses e 29 dias. 0l 11 1955

Palestra por Eliseu da Mota Jr em Cambe, PR. Na mesa, à esquerda, o Sr. Hugo Gonçalves “Paizinho” uma legenda do Movimento Espírita de Cambé.

Eliseu Florentino da Mota Jr, Divaldo Pereira Franco e Aparecido Belvedere

Eliseu Florentino da Mota Júnior, na CONEAN 2001, em Auriflama, SP

Foto Ismael Gobbo

Eliseu Florentino da Mota Jr com a turma de Promotores Públicos.

Eliseu é o segundo a partir da direita na fila entre os de pé

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 04-02-2012

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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Parábola


Em 1962, Divaldo passou por uma grande provação, ficando vários dias sem condições de conciliar o sono, hora nenhuma, o que lhe trouxera constante dor de cabeça.

Numa ocasião, não suportando mais, quando Joanna lhe apareceu, ele lhe falou:

- Minha irmã, a senhora sabe que eu estou passando por um grande problema, uma grande injustiça, e não me diz nada?

Por isso mesmo eu não te digo nada, porque é uma injustiça. E como é uma injustiça, não tem valor, Divaldo. Tu és quem está dando valor e quem dá valor à mentira, deve sofrer o efeito da mentira. Porque, se tu sabes que não é verdade, por que estás sofrendo? Eu não já escrevi por tuas mãos: "Não valorizes o mal"? Não tenho outro conselho a dar-te.

- Mas, minha irmã, pelo menos me diga umas palavras de conforto moral, porque eu não tenho a quem pedir.

Então, ela falou: - Vou dar-te palavras de conforto. Não esperes muito.

E contou-lhe a seguinte parábola:

Havia uma fonte pequena e insignificante, que estava perdida num bosque. Um dia, alguém por ali passando, com sede, atirou um balde e retirou água, sorvendo-a em seguida e se foi. A fonte ficou tão feliz que disse de si para consigo:

- Como eu gostaria de poder dessedentar os viandantes, já que sou uma água preciosa!

E orou a Deus: - Ajuda-me a dessedentar!

Deus deu-lhe o poder. A fonte cresceu e veio à borda. As aves e os animais começaram a sorvê-la e ela ficou feliz.

A fonte propôs: - Que bom é ser útil, matar a sede. Eu gostaria de pedir a Deus que me levasse além dos meus limites, para umedecer as raízes das árvores e correr a céu aberto.

Veio então a chuva, ela transbordou e tomou-se um córrego. Animais, aves, homens, crianças e plantas beneficiaram-se dela.

A fonte falou: - Meu Deus, que bom é ser um córrego! Como eu gostaria de chegar ao mar!

E Deus fez chover abundantemente, informando:

- Segue, porque a fatalidade dos córregos e dos rios é alcançar o delta e atingir o mar. Vai!

E o riacho tomou-se um rio, o rio avolumou as águas. Mas, numa curva do caminho, havia um toro de madeira. O rio encontrou o seu primeiro impedimento.

Em vez de se queixar, tentou passar por baixo, contornar, mas o toro de madeira cerceava-lhe os passos. Ele parou, cresceu e o transpôs tranquilamente.

Adiante, havia seixos, pequeninas pedras que ele carregou e outras inamovíveis, cujo volume ele não poderia remover. Ele parou, cresceu e as transpôs, até que chegou ao mar. Compreendeste?

- Mais ou menos.

Todos nós somos fontes de Deus - disse ela. - E como alguém um dia bebeu da linfa que tu carregavas, pediste para chegar à borda, e Deus, que é amor, atendeu-te.

Quiseste atender aos sedentos, e Deus te mandou os Amigos Espirituais para tanto. Desejaste crescer, para alcançar o mar e Deus fez que a Sua misericórdia te impelisse na direção do oceano. Estavas feliz. Agora, que surgem empecilhos, por que reclamas? Não te permitas queixas.

Se surge um impedimento em teu caminho, cala, cresce, transpõe-no, porque a tua fatalidade é o mar, se é que queres alcançar o oceano da Misericórdia Divina.

Nunca mais lamentes a respeito de nada.

Parábola contada pelo espírito Joanna de Ângelis a Divaldo Franco num momento de grande angústia do médium.

Rio de Janeiro, Agosto de 2010 Som Wave Imagens INTERNET

DESEJO- LHES PAZ! Ana Maria Spränger

Acesse o PPS aqui:

http://www.slideboom.com/presentations/385538

(Retirado da Internet em http://www.slideboom.com/presentations/385538)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 03-02-2012

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 02-02-2012

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 01-02-2012

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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A negação de Pedro



O ato do Messias, lavando os pés de seus discípulos, encontrou certa incompreensão da parte de Simão Pedro. O velho pescador não concordava com semelhante ato de extrema submissão. E, chegada a sua vez, obtemperou, resoluto:

-Nunca me lavareis os pés, Mestre; meus companheiros estão sendo ingratos e duros neste instante, deixando-vos praticar esse gesto, como se fôsseis um escravo vulgar.
Em seguida a essas palavras, lançou à assembléia um olhar de reprovação e desprezo, enquanto Jesus lhe respondia:

-Simão, não queiras ser melhor que os teus irmãos de apostolado, em nenhuma circunstância da vida. Em verdade, assevero-te que, sem o meu auxílio, não participarás com meu espírito das alegrias supremas da redenção.
O antigo pescador de Cafarnaum aquietou-se um pouco, fazendo calar a voz de sua generosidade quase infantil.

Terminada a lição e retomando o seu lugar à mesa, o Mestre parecia meditar gravemente. Sentindo-lhes a incompreensão, o Mestre pareceu contemplá-los com entristecida piedade, dando a entender que sua visão espiritual devassava os acontecimentos do futuro, sentenciou:

-Aproxima-se a hora do meu derradeiro testemunho! Sei, por antecipação, que todos vós estareis dispersados nesse instante supremo. É natural, porquanto ainda não estais preparados senão para aprender. Antes, porém, que eu parta, quero deixar-vos um novo mandamento, o de amar-vos uns aos outros como eu vos tenho amado; que sejais conhecidos como meus discípulos, não pela superioridade no mundo, pela demonstração de poderes espirituais, ou pelas vestes que envergueis na vida, mas pela revelação do amor com que vos amo, pela humildade que deverá ornar as vossas almas, pela boa disposição no sacrifício próprio.

Vendo que Jesus repetia uma vez mais aquelas recomendações de despedida, Pedro, dando expansão ao seu temperamento Irrequieto, adiantou-se, indagando:

-Afinal, Senhor, para onde ides?

O Mestre lhe lançou um olhar sereno, fazendo-lhe sentir o interesse que lhe causava a sua curiosidade e redarguiu:

-Ainda não te encontras preparado para seguir-me. O testemunho é de sacrifício e de extrema abnegação
a somente mais tarde entrarás na posse da fortaleza indíspensável.

Símão, no entanto, desejando provar por palavras aos companheiros o valor da sua dedicação, acrescentou, com certa ênfase, ao propósito de se impor à confiança do Messias:

-Não posso seguir-vos? Acaso, Mestre, podereis duvidar de minha coragem? Então, não sou um homem? Por vós darei a minha própria vida.

O Cristo sorriu e ponderou:

-Pedro, a tua inquietação se faz credora de novos ensinamentos. A experiência te ensinará melhores conclusões, porque, em verdade, te afirmo que esta noite o galo não cantará sem que me tenhas negado por três vezes.

-Julgai-me, então, um espírito mau e endurecido a esse ponto? indagou o pescador, sentindo-se ofendido
-Não, Pedro, adiantou o Mestre, com doçura —, não te suponho ingrato ou indiferente aos meus ensinos. Mas vais aprender, ainda hoje, que o homem do mundo é mais frágil do que perverso.

*

Pedro não quis acreditar nas afirmações do Messias e tão logo se verificara a sua prisão, no pressuposto de demonstrar o seu desassombro e boa disposição para a defesa do Evangelho do Reino, atacou com a espada um dos servos do sumo sacerdote de Jerusalém, compelindo o Mestre a mais severas observações. Consoante as afirmativas de Jesus, o colégio dos apóstolos se dispersara naquele momento de supremas resoluções. A humildade com que o Crísto se entregava desapontara a alguns deles, que não conseguiam compreender a transcendência daquele Reino de Deus, sublimado e distante.
Pedro e João, observando que a detenção do Mestre pelos emissários do Templo era fato consumado combinaram, entre si, acompanhar, de longe, o grupo que se afastava, conduzindo o Messias. Debalde, procuraram os demais companheiros que, receosos da perseguição haviam debandado.

Ambos, no entanto, desejavam prestar a Jesus o auxílio necessário. Quem sabe poderiam encontrar um recurso de salvá-lo? Era mister certificasse de todas as ocorrências. Recorreriam às suas humildes relações em Jerusalém, a favor do Mestre querido.

Compreendiam a extensão do perigo e as ameaças que lhes pesavam sobre
a fronte. De instante a instante, eram surpreendidos por homens do povo que, em palestra de caminho, acusavam a Jesus de feiticeiro e herético.

A noite caíra sobre a cidade.

Os dois discípulos observaram que a expedição de servos e soldados chegava à residência de Caifás, onde o Cristo foi recolhido a uma cela úmida, cujas grades davam para um pátio extenso.

O prisioneiro fora trancafiado, por entre zombarias e impropérios. Ao grupo reduzido, juntava-se agora a massa popular, então em pleno alvoroço festivo, nas comemorações da Páscoa. O pátio amplo foi invadido por uma aluvião de pessoas alegres.

Pedro e João compreenderam que as autoridades do Templo imprimiam caráter popular ao movimento de perseguição ao Messias, vingando-se de sua vitória na entrada triunfal em Jerusalém, como uma nova esperança para o coração dos desalentados e oprimidos.

Depois de ligeiro entendimento, o filho de Zebedeu voltou a Betânia, a fim de colocar a mãe de Jesus ao corrente dos fatos, enquanto Pedro se misturava à aglomeração, de maneira a observar em que poderia ser útil ao Messias.

O ambiente estava já preparado pelo farisaísmo para os tristes acontecimentos do dia imediato. Em todas as rodas, falava-se do Cristo como de um traidor ou revolucionário vulgar. Alguns comentadores mais exaltados o denunciavam como ladrão. Ridicularizava-se o seu ensinamento, zombava-se de sua exemplificação e não faltavam os que diziam, em voz alta, que o Profeta Nazareno havia chegado à cidade chefiando um bando de salteadores.
O velho pescador de Cafarnaum sentiu a hostilidade com que teria de lutar, para socorrer o Messias, e experimentou um frio angustioso no coração. Sua resolução parecia vencida. A alma ansiosa se deixava dominar por dúvidas e aflições. Começou a pensar nos seus familiares, em suas necessidades comuns, nas convenções de Jerusalém, que ele não poderia afrontar sem pesados castigos. Com o cérebro fervilhando de expectativas e cogitações de defesa própria, penetrou no extenso pátio, onde se adensava a multidão.
Para logo, uma das servas da casa se aproximou dele e exclamou, surpreendida:

-Não és tu um dos companheiros deste homem?- indagou, designando a cela onde Jesus se achava encarcerado.

O pescador refletiu um momento e, reconhecendo que o instante era decisivo, respondeu, dissimulando a própria emoção:

-Estás enganada. Não sou.
O apóstolo ponderou aquela primeira negativa e pôs-se a considerar que semelhante procedimento, aos seus olhos, era o mais razoável, porquanto tinha de empregar todas as possibilidades ao seu alcance, a favor de Jesus.
Fingindo despreocupação, o irmão de André se dirigiu a uma pequena aglomeração de populares, onde cada qual procurava esquivar-se ao frio intenso da noite, aquentando-se junto de um braseiro. Novamente um dos circunstantes, reconhecendo-o, o interpelou nestes termos:
-Então, vieste socorrer o teu Mestre?

- Que Mestre?- perguntou o pescador de Cafarnaum, entre receoso e assustado. - Nunca fui discípulo desse homem.

Fornecida essa explicação, todo o grupo se sentiu á vontade para comentar a situação do prisioneiro. Longas horas passaram-se para Simão Pedro, que tinha o coração a duelar-se com a própria consciência, naqueles instantes penosos em que fora chamado ao testemunho. A noite ia adiantada, quando alguns servidores vieram servir bilhas de vinho. Um deles, encarando o discípulo com certo espanto, exclamou de súbito:

-É este!... É bem aquele discípulo que nos atacou a espada, entre as árvores do horto!...

Simão ergueu-se, pálido, e protestou:

-Estás enganado, amigo! Vê que isso não seria possível!...

Logo que pronunciou sua derradeira negativa, os galos da vizinhança cantaram em vozes estridentes, anunciando a madrugada.

Pedro recordou as palavras do Mestre e sentiu-se perturbado por infinita angústia. Levantou-se cambaleante e, voltando-se instintivamente para a cela em que o Mestre se achava prisioneiro, viu o semblante sereno de Jesus a contemplá-lo através das grades singelas.

***

Presa de indizível remorso, o apóstolo retirou-se, envergonhado de si mesmo. Dando alguns passos, alcançou os muros exteriores, onde se deteve a chorar amargamente. Ele, que fora sempre homem ríspido e resoluto, que condenara invariavelmente os transviados da verdade e do bem, que nunca conseguira perdoar às mulheres mais infelizes, ali se encontrava, abatido como uma criança, em face de sua própria falta. Começava a entender a razão de certas experiências dolorosas de seus irmãos em humanidade. Em seu espírito como que desabrochava uma fonte de novas considerações pelos infortunados da vida. Desejava, ansiosamente, ajoelhar-se ante o Messias e suplicar-lhe perdão para a sua queda dolorosa.

Através do véu de lágrimas que lhe obscurecia os olhos, Simão Pedro experimentou uma visão consoladora e generosa. Figurou-se-lhe que o Mestre vinha vê-lo, em espírito, na solidão da noite, trazendo nos lábios aquele mesmo sorriso sereno de todos os dias. Ante a emoção confortadora e divina, Pedro ajoelhou-se e murmurou:
-Senhor, perdoai-me!

Mas, nesse instante, nada mais viu. Na confusão de seus angustiados pensamentos, luar alvíssimo enfeitava de luz as vielas desoladas. Foi aí que o antigo pescador refletiu mais austeramente, lembrando as advertências amigas de Jesus, quando lhe dizia: -“Pedro, o homem do mundo é mais frágil do que perverso!...”

Humberto de Campos/Chico Xavier

Do livro “BOA NOVA”, FEB.

(Texto copiado na internet do site http://br.dir.groups.yahoo.com/group/espiritasesimpatizantes/message/18947)

Prédio no Monte Sion que simboliza o Cenáculo, onde teria ocorrido a ultima Ceia. Jerusalém, Israel

Foto Ismael Gobbo