Publicado no Jornal Espírita de Uberaba
Uberaba, MG, Fevereiro/ 2012- pág.19/21



Publicado no Jornal Espírita de Uberaba
Uberaba, MG, Fevereiro/ 2012- pág.19/21



Postado por Gislaine às 11:08 0 comentários

Hoje temos a satisfação de falar com nosso companheiro Paulo Gilmar Fraga Salerno, um trabalhador espírita da capital gaúcha, a querida Porto Alegre. Tendo conhecido o Espiritismo em 1984, a partir de então Paulo Salerno vem desenvolvendo um trabalho exemplar nas instituições das quais participa e sobretudo no trabalho de divulgação através do livro. Tendo passado para a Reserva do Exército Brasileiro Paulo Salerno tem encontrado tempo para agendar palestras do tribuno Divaldo Pereira Franco na região Sul do Brasil e também com ele viajado por diversas cidades do nosso país e do exterior. Aproveitamos aqui o ensejo para agradecer ao Paulo Salerno pela excelente entrevista e pela colaboração inestimável que presta-nos fazendo releases das viagens de Divaldo que temos tido oportunidade de repassar com fotos do não menos admirável Jorge Moehlecke, outro gaúcho que tem o privilégio de partilhar da convivência com Paulo Salerno e Divaldo Pereira Franco.
Caro amigo Paulo Salerno, pode nos fazer sua auto apresentação?
Nasci no interior do município de Viamão/RS, na localidade chamada Capão da Porteira. Foi no dia 25 de abril de 1948. Meu nome é Paulo Gilmar Fraga Salerno. Meus pais são Plínio Salerno e Círia Fraga Salerno. Temos ascendentes italianos, por parte do pai. A mãe possui os antepassados entre os portugueses. As famílias de origem do pai e da mãe eram grandes. Muitos tios e inumeráveis primos. Do meu primeiro casamento tenho dois filhos – Ana desencarnou em 1991 -, o Gustavo, com 39 anos de idade, solteiro, e Cátia, com 35 anos, casada e com dois filhos. São meus netos João Pedro, 13 anos e Júlia, 11 anos. Em 2001 casei novamente. Minha esposa chama-se Rosane Marion Sudbrack Salerno. Com este casamento passei a ter mais dois filhos, agora na condição de enteados. São eles: Renan, com 27 anos, solteiro, e Vivian, com 24 anos, casada e com um filho, o Antônio, com apenas 1 ano de idade.
Qual a sua formação acadêmica e profissional?
Sou Oficial do Exército Brasileiro. Após 35 anos de serviço passei para a reserva em 2002.
Como conheceu o Espiritismo e desde quando é Espírita?
Conheci a Doutrina Espírita em 1984 e, desde então venho estudando. Aprofundei-me no conteúdo doutrinário quando buscava compreender os acontecimentos que experimentávamos naquela oportunidade.
A que casa espirita esta integrado presentemente?
Estou integrado na Sociedade Espírita Luz, Paz e Caridade, no bairro Cavalhada, em Porto Alegre. Nesta Instituição Espírita passei por todos os seus departamentos e setores, encontrando-me, atualmente, como seu presidente. Nossa casa é ativa participante do Movimento Espírita de Porto Alegre, notadamente na União Distrital Espírita-Tristeza – UDE-Tristeza. (Tristeza é o mais importante bairro da zona sul de Porto Alegre).
Poderia nos fazer um apanhado de sua atuação no movimento espirita durante esses anos?
No Movimento de Unificação exerci várias funções. Participei com secretário, vice-presidente e presidente da UDE-Tristeza por várias gestões. No Conselho Regional Espírita da 1ª Região da Federação Espírita do Rio Grande do Sul – CRE1-RS, desempenhei as funções de vice-presidente e de presidente, por duas gestões. O CRE1-RS é formado pelas Uniões Distritais Espíritas de Porto Alegre. São em número de sete. Ao todo, estas Uniões congregam 75 casas espíritas.
O que pode nos dizer sobre o movimento espirita no Rio Grande do Sul?
O Movimento Espírita no Rio Grande do Sul está bem estruturado. Inúmeras atividades de divulgação e popularização da Doutrina Espírita são realizadas pelas casas espíritas, pelos órgãos de unificação - as Uniões Espíritas e os Conselhos Regionais. A Federação Espírita do Rio Grande do Sul – FERGS - tem investido muitos esforços na formação de trabalhadores para atender as necessidades das casas espíritas e na capacitação de lideranças.
Como é natural, toda a obra realizada pelo Homem necessita de aperfeiçoamentos. O Movimento Espírita espelha uma realidade que merece todo o cuidado possível. Naturalmente que com o estudo doutrinário, a prática tende a reajustes permanentes. Na medida em que a criatura evolui em inteligência e compreensão vai descortinando horizontes mais amplos. Essa dinâmica é muito salutar pois faz com que os envolvidos permaneçam motivados, oxigenando, com novos adeptos, as atividades do Movimento Espírita.
Paulo, sabemos que você divulga e acompanha Divaldo em viagens. Qual o trabalho que desenvolve junto ao tribuno baiano?
Em se tratando de viagens e oradores espíritas, meu compromisso maior, desde o ano de 1996, é com a Mansão do Caminho, Departamento Social do Centro Espírita Caminho da Redenção. Esta Instituição é um complexo educacional que mantém oficinas diversas, atendimento ambulatorial, centro de parto normal, dentista, ensino fundamental, e muitas outras atividades socioeducativas. Diariamente mais de 5.000 pessoas circulam pela Mansão do Caminho nas suas várias atividades, das quais 3.019 são crianças, jovens e adultos assistidos pela rede de promoção e dignidade social da Instituição.
Desta forma, aliando a divulgação doutrinária através do livro espírita, faço parte de uma equipe que tomou a si a responsabilidade de acompanhar as atividades realizadas por Divaldo Pereira Franco nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Levamos os produtos da Editora LEAL, instalamos uma banca, comercializando-os.
Todo o resultado da venda é integralmente repassado para a Mansão do Caminho.
Vocês viajam por conta própria?
Somos trabalhadores voluntários, e como tal, custeamos todas as nossas despesas de locomoção, hospedagem e alimentação.
Mais alguma tarefa no campo da divulgação?
Além destas tarefas estou responsável pela coleta e catalogação das solicitações de palestras, seminários e encontros com Divaldo Franco no Rio Grande do Sul. A cada ano, reunidas essas solicitações, Divaldo analisa-as conosco e estabelece as atividades que serão postas em prática no ano subsequente.
Estabelecidas as cidades e datas, minha outra função é contatar com as lideranças desses locais e prestar-lhes uma assessoria com relação ao evento programado.
Nos últimos anos tenho acompanhado Suely Caldas Schubert em suas atividades doutrinárias no Rio Grande do Sul. Prestamos uma colaboração no estabelecimento de roteiros, fazemos contatos com as lideranças, agendamos as atividades e depois, junto com o Jorge Moehlecke, acompanhamos Suely em seus deslocamentos entre as cidades.
Com Divaldo Franco temos participado de algumas viagens internacionais. Estas viagens destinam-se a auxiliar Divaldo e também oferecer nossa modesta contribuição aos espíritas brasileiros que estão na Europa.
O que mais lhe chamou atenção sobre o Movimento Espírita além de nossas fronteiras e sobre os trabalhadores que os dirigem?
O Movimento Espírita fora do Brasil é incipiente, notadamente na Europa. A Doutrina ainda não é conhecida o suficiente para se estruturar em níveis mais altos. No Paraguai, atendendo ao convite gentil de Milciades Lescano, estivemos em duas oportunidades.
No intercâmbio de trabalho e de ideias, tanto no Brasil, como no Exterior, procuramos estreitar os relacionamentos, trocar experiências, e sobretudo, nos colocar à disposição para o auxílio mútuo, visando a divulgação doutrinária. Observo, nestas viagens, trabalhos de excelente qualidade e ao alcance do grande público, fruto do esforço de dedicados servidores do Cristo. Nas viagens, além das atividades com os livros, tenho escrito sobre os acontecimentos. Procuro reproduzir o que observei, oportunizando que outras pessoas possam ter acesso ao conteúdo, ainda que de forma sintética, das palestras e seminários.
Aqui no Brasil, nossa atividade se concentra na participação nos eventos em que Divaldo atua, nos três Estados sulinos. Na Europa, neste ano de 2011, acompanhamos as atividades do extraordinário divulgador da Doutrina Espírita na Alemanha (Stuttgart, Frankfurt, Essen, Mannheim, Bonn, Munique e Berlim); em Amsterdã/Holanda; Copenhague/Dinamarca; na Polônia (Varsóvia, Auschwitz e Cracóvia); na República Tcheca (Praga e Brno); na Áustria (Villach e Viena); Bratislava/República Eslovaca; e Zurique/Suíça.
De uma maneira geral, as atividades espíritas, principalmente as diretivas, nas cidades em que visitamos, estão concentradas em mãos de brasileiros. Há, naturalmente, alguns nacionais, uma minoria. Fato que despertou atenção está na Polônia. Inversamente dos outros países, as atividades espíritas são dirigidas por poloneses, há poucos brasileiros nos labores espíritas desse país. A Doutrina Espírita ainda é de pouca penetração na sociedade europeia. Geralmente, quando se fala de espiritismo, o entendimento é de que se trata de bruxaria, feitiçaria, magia negra. Por lá, em matéria de divulgação e conhecimento do espiritismo, há muito o que ser feito. Vai exigir esforços redobrados, abnegação, dedicação e sobretudo muita coragem e devotamento. Comparativamente, sentimo-nos muitos felizes por estarmos no Brasil, experimentando a vivência no Movimento Espírita pujante e operoso.
Nesse contexto o que nós, espíritas brasileiros, podemos fazer?
Frente a essa realidade espírita europeia, penso que cabe a cada espírita brasileiro orar pelos nossos irmãos que vivem em terras estrangeiras, rogando que não lhes falte a oportunidade do trabalho remunerado, a coragem e a determinação de levar a bom termo a tarefa de divulgação da Doutrina Espírita. São os desbravadores, abrindo o caminho através de um árduo, contínuo e penoso trabalho, enfrentando todo o tipo de dificuldades.
As suas palavras finais aos nossos leitores
Sou muito grato a Deus pela minha atual reencarnação. Hoje tenho uma clara compreensão de que as lutas que empreendi, as dificuldades vivenciadas, só me fizeram crescer. Nas atividades que desempenhei, no campo profissional ou no movimento espírita, procurei dar o melhor que possuía. Enquanto assistia outras pessoas de meu círculo avançarem mais e mais, sem muito esforço, eu precisava fazer mais e melhor. As láureas que possuo são de minha inteira conquista pessoal, isto é, nada me foi dado como prêmio, como deferência. Foram conquistas íntimas que de certa forma tive que saber administrar desde cedo.
Agradeço a atenção da leitura, formulando votos de grande sucesso. Lembremo-nos de agradecer ao Pai a maravilhosa oportunidade da experiência na matéria densa, a família que nos recebe, aos amigos, ainda quevirtuais, que nos estimulam colaborando para o crescimento espiritual. Por todos os atos da vida, a nossa mais profunda gratidão. Ao leitor rogo bênçãos de saúde e paz. Com as luzes abençoadas da Doutrina Espírita desejo que alcancem a plenitude.
Um fraterno abraço.
Paulo Salerno
Paulo Salerno, de chapéu, conversa com
Divaldo Pereira Franco antes da palestra
Paulo Salerno, no centro, com outros voluntários da
equipe do livro que acompanha Divaldo Franco
Paulo Salerno, à direita, em confraternização de amigos
Paulo Salerno (E) a postos na equipe do livro
Paulo Salerno (E) a caminho do trabalho.
Divaldo Pereira Franco está de terno no centro da foto
Paulo Salerno, de mochila ás costas, na viagem em
Ferryboat para a palestra de Divaldo, à direita,
em Istambul, Turquia.
Paulo Salerno, à direita, conversa com Divaldo Franco
Paulo Salerno, á direita, no planejamento de
trabalho junto a Divaldo Pereira Franco
Paulo Salerno, à porta, saindo com a esposa de uma
palestra de Divaldo que segue à frente
Divaldo com a equipe de trabalhadores do livro
no Rio Grande do Sul
Paulo Salerno e Divaldo Franco antes da palestra
Paulo Salerno fazendo apresentação de Divaldo em palestra
Postado por Gislaine às 11:38 0 comentários
(Texto em português e espanhol recebido
de Isabel Gonzáles Isy isy@divulgacion.org
Espanha)
O jovem Divaldo Pereira Franco
Certa vez, fui a um padre confessar (antes de tornar-me espírita). Contei-lhe sobre minhas comunicações com os mortos. Para ele eram forças demoníacas tentando me afastar da Igreja. Veio-me uma mágoa de Deus e comecei a questionar:
Cierta vez, fui a un sacerdote a confesarme (antes de hacerme espírita). Le conté sobre mis comunicaciones con los muertos. Para él eran fuerzas demoníacas intentando alejarme de la Iglesia. Me vino una amargura de Dios y comencé a preguntar:
- Sou um bom católico, bom sacristão, adoro a Igreja, faço jejum, passo a semana da Páscoa sem comer até o meio-dia. Se Deus não pode com o diabo, eu vou agüentar? O diabo vai me vencer. Como um garoto de 17 anos, do interior, ingênuo, pode vencer o diabo se nem Deus consegue?
Entrei em depressão e fiquei com mágoa de Deus. Confessei-me ao padre:
- Soy un buen católico, buen sacristán, adoro la Iglesia, hago ayuno, paso la semana de la Pascua sin comer hasta el mediodía. Si Dios no puede con el diablo, ¿yo voy a aguantar? El diablo va a vencerme. ¿Cómo un chico de 17 años, del interior, ingenuo, puede vencer al diablo si ni Dios lo consigue?
Entré en depresión y me quedé con amargura de Dios. Me confesé al sacerdote:
- Eu vou me matar. Nossa Senhora do Carmo vai ter pena de mim, vai me colocar o escapulário e me tirar do inferno.
- Yo voy a matarme. Nuestra Señora del Carmen va a tener pena de mí, me va a colocar el escapulario y me sacará del infierno.
Ele me olhou demoradamente e respondeu:
Él me miró despacio y respondió:
- Não tome nenhuma atitude agora. O demônio às vezes nos perturba para testar a nossa fé; quando não consegue, abandona. Volte para a Igreja.
Era um homem honesto, acreditava piamente em suas idéias.
- No tomes ninguna actitud ahora. El demonio a veces nos perturba para probar nuestra fe; cuando no lo consigue, abandona. Vuelve para la Iglesia.
Era un hombre honesto, creía piadosamente en sus ideas.
Um dia, ao confessar-me a ele, vi aproximar-se um Espírito. Tive outro conflito:
Un día al confesarme con él, vi aproximarse a un Espíritu. Tuve otro conflicto:
- Como pode o diabo entrar na sacristia?
- ¿Cómo puede el diablo entrar en la sacristía?
Aliás eu via sempre os Espíritos. no momento da eucaristia a hóstia tornava-se luminosa quando colocada na minha boca. Às vezes, em Feira de Santana, via o cônego Mário Pessoa aureolado. No meu entendimento (católico), ele era um santo. As pessoas na hora da fé se iluminavam e eu julgava tudo alucinação.
De hecho yo veía siempre a los Espíritus. En el momento de la eucaristía la ostia se hacía luminosa cuando era colocada en mi boca. A veces, en Feria de Santana, veía al clérigo Mário Pessoa aureolado. En mi comprensión (católico), él era un santo. Las personas en la hora de la fe se iluminaban y yo juzgaba todo una alucinación.
Quando o Espírito entrou, exclamei:
Cuando el Espíritu entró, exclamé:
- Olha, o diabo está vindo, e é mulher!
- ¡Mire, el diablo está viniendo, y es mujer!
- Você vê algum sinal particular no rosto dela? - indagou-me o padre.
- ¿Tú ves alguna señal particular en el rostro de ella? – me preguntó el sacerdote.
- Vejo uma verruga acima do lábio.
- Veo una verruga encima del labio.
- E o que mais?
- ¿Y qué más?
- O cabelo está partido ao meio, penteado com um coque atrás.
- El cabello está partido por la mitad, recogido en un moño detrás.
- E o que mais?
- ¿Y qué más?
- Vejo um xale sobre os ombros, com pontas, um xale negro de xadrez.
- Veo un chal sobre los hombros, con puntas, un chal negro de cuadros.
- Pode ficar tranqüilo, é mamãe.
- Puedes quedarte tranquilo, es mamá.
Ela "incorporou" e conversou com o padre. Quando despertei, ele me esclareceu:
Ella “incorporó” y conversó con el sacerdote. Cuando desperté, él me aclaró:
- Divaldo, mamãe veio me alertar. A sua missão não é aqui, vá seguir a tarefa que Deus lhe confiou, porque o bem está em todo lugar.
- Divaldo, mamá vino a alertarme. Tú misión no es aquí, vas a seguir la tarea que Dios te confió, porque el bien está en todos los lugares.
Fiquei mais tumultuado, porque eu não era espírita, tinha medo, sentia-me de certo modo alijado da Igreja, mas continuava a frequentá-la e ao Centro Espírita.
Me quede más turbado, porque yo no era espírita, tenía miedo, me sentía de cierto modo alejado de la Iglesia, pero continuaba frecuentándola y al Centro Espírita.
Tinha conflitos de fé, principalmente quando morreu minha irmã, por suicídio. Mamãe foi encomendar missa a esse mesmo sacerdote, um homem bom, e ouviu dele:
Tenía conflictos de fe, principalmente cuando murió mi hermana, por suicidio. Mamá fue a encomendar misa a ese mismo sacerdote, un hombre bueno, y oyó de él:
- Dona Ana, não posso celebrar, porque o suicida está no inferno e Deus não o tira de lá.
- Doña Ana, no puedo celebrarla, porque el suicida está en el infierno y Dios no lo saca de allí.
Foi quando aprendi a primeira lição de lógica e de psiquiatria, com uma mulher iletrada - a minha mãe:
Fue cuando aprendí la primera lección de lógica y de psiquiatría, con una mujer iletrada – mí madre:
- Padre, então eu renego o seu Deus. Se Ele não é capaz de perdoar não é digno de ser Deus. Sou lavadeira modesta e analfabeta, mas a filha que perdi, eu a perdôo; como é que Deus, que a tem, não a perdoa? Digo mais, quem se mata não está no seu juízo.
- Padre, entonces yo reniego de su Dios. Si Él no es capaz de perdonar no es digno de ser Dios. Soy lavandera modesta y analfabeta, pero la hija que perdí, yo la perdono; ¿cómo es que Dios, que la tiene, no la perdona? Digo más, quien se mata no está en su juicio.
Mais tarde eu viria saber que muitos portadores de psicose maníoco-depressiva PMD, vão ao suicídio.
Más tarde yo sabría que muchos portadores de psicosis maniaco-depresiva PMD, van para el suicidio.
Aprendi muito com esse homem, com mamãe, e quando eu lhe disse que não iria mais à igreja, ela me respondeu:
Aprendí mucho con ese hombre, con mamá, y cuando yo le dije que no iría más a la iglesia, ella me respondió:
- Deus está em todo lugar. Se você for justo e agir com retidão, Ele estará com você. Faça o bem, meu filho, porquea verdadeira religião é aliviar o sofrimento alheio.
- Dios está en todos los lugares. Si tú fueras justo y obraras con rectitud, Él estará contigo. Haz el bien, hijo mío, porque la verdadera religión es aliviar el sufrimiento ajeno.
A partir desse acontecimento integrei-me lentamente ao Espiritismo.
A partir de ese acontecimiento me integré lentamente al Espiritismo.
Divaldo Franco
Abaixo fotos da década de 1920 de Feira de Santana, BA, cidade natal de Divaldo Pereira Franco
Imagem da internet: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=868610
Postado por Gislaine às 16:32 0 comentários

Entrevista concedida pelo Diretor
Edson Audi para Ismael Gobbo
ao Noticias do Movimento Espírita
Caro Edson Audi, você é Espírita?
Sim, Ismael, sou espírita.
Como chegou ao Espiritismo e desde quando o freqüenta?
O Espiritismo chegou na infância e através de minha família.
A qual Casa Espírita esta vinculado presentemente?
Frequento algumas casas, gosto de todas, mas a nenhuma estou vinculado neste momento. Chego quieto, fico no meu cantinho, escuto as palestras, tomo passes, participo do que posso... Como estou sempre viajando os horários de minha profissão são conflitantes. Em Paris, me esforcei e frequentei assiduamente o CESAK (Claudia Bonmartin), onde exerci a mediunidade, mais pela falta de pessoas capacitadas do que por minhas qualidades.
Pode nos fazer uma descrição de sua trajetória pelo movimento espirita durante esses anos?
Em 1995 ajudei a criar um programa de televisão espirita em Campo Grande. Sobre Allan Kardec fiz um CD-ROM lançado em Lisboa (1998), um filme que circulou em VHS (1999) e agora em DVD (2005) e o livro(2000). Tive o prazer de ajudar o Oceano a realizar algumas de suas obras. Algumas delas Eurípides Barsanulfo e Divaldo P. Franco estarão sendo exibidas na Mostra de Londres. E em breve mais um filme.
Quais os livros de sua autoria?
“Allan Kardec, vida e obra” e um segundo em andamento, “Victor Hugo em Jersey e seu contato com as mesas girantes”. Em breve...
O seu livro Allan Kardec teve sucesso?
O livro sobre Kardec chegou a ser finalista do premio Jabuti em 2000, foi uma grande honraria para todos nós. Eles o classificaram erradamente como religião, na verdade é biográfico. E o livro que ganhou é do Rabino Henry Sobel.
O Cinema surgiu em sua vida por vocação ou contingência?
Totalmente vocação, linguagem e forma de expressão. Me interessa tanto a técnica como o discurso e conteudo. Sou perfeccionista e sempre que possível atuo em quase todas as etapas do processo criativo. Desde o roteiro, a fotografia, a montagem (edição), na maioria de minhas obras trabalho solo. Para a trilha e vozes convido amigos, raramente uso atores, depoentes, etc. Atualmente finalizo, tantos os meus trabalhos como o de terceiros. “O cinema é um modo divino de contar a vida”, diz-nos Felinni.
Quais os filmes de sua autoria e em que configurações?
Por favor visitem a minha pagina, que infelizmente não esta atualizada e onde constam a maioria dos nossos trabalhos: www.edsonaudi.com
Qual o que mais lhe agradou e o que foi mais difícil de produzir?
Pergunta difícil, é como perguntar de qual filho você gosta mais? Mesmo que exista uma preferencia, teria dificuldades em dizer.
Como profundo conhecedor da vida de Allan Kardec qual a síntese que faria do célebre mestre lionês e da sua obra?
“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei.” De Rousseau encontraremos Pestalozzi, e de Pestalozzi encontraremos Rivail, e de Rivail encontraremos Allan Kardec. E de Kardec uma obra racional, reveladora, transformadora e companheira. Para concluir faço apelo ao nosso querido Chico Xavier: "Se Allan Kardec tivesse escrito que ´fora do Espiritismo não há salvação´, eu teria ido por outro caminho. Graças a Deus ele escreveu ´Fora da Caridade´, ou seja, fora do Amor não há salvação´."
Mereceria ir para a telona numa produção hollywoodiana?
Seguramente e merecidamente.
Existe a cogitação para tal?
De minha parte e ha muito anos, tentei, mas...
Qual a possibilidade de concretização?
Estas ideias nunca morrem, apenas adormecem.
Sabemos que está rodando um filme sobre o escritor, poeta e dramaturgo francês Victor Hugo. O que pode nos adiantar?
Estou finalizando um livro e um filme que trata de Victor Hugo no exílio, em Jersey e que se interessa pelas mesas girantes. Já estive por lá e vou aproveitar esta a ida a Londres para voltar e colher umas imagens que sinto falta. É um filme para nos fazer pensar, as respostas estarão lá, mas não virão prontas.
Qual a sua expectativa acerca da 1ª Mostra de Filmes Espíritas e Espiritualistas Lusófonos de Londres?
As melhores possíveis. Acho a ideia brilhante. A abertura da Mostra aos trabalho dos espiritualistas é Kardecista, exemplar e agregadora. "Todo espírita é necessariamente espiritualista, mas nem todos os espiritualistas são espíritas". Esta Mostra é uma semente para o futuro que ainda não podemos visualizar o tamanho da arvore e de seus frutos. O momento é apropriado. Eu humildemente sugeriria que no próximo não sejamos apenas lusófonos e sim aberto também a todas as línguas.
O que nos diz sobre o filme de abertura da Mostra de Londres ?
Este filme é uma prova de que uma obra nunca esta totalmente pronta ou acabada. Ele foi feito em varias etapas e é também emblemático. Marcou o inicio da minha independência sendo o primeiro trabalho solo, filmado em digital e montado no meu próprio computador. A alforria das grandes produtoras começou em1999, quando adquiri a câmera Sony D8 PAL, foi o começo da liberdade e de tempos felizes. No mesmo ano falei da ideia deste filme para o Altivo Pamphiro em uma de suas viagens a Paris e recebi imediatamente todo o apoio que necessitava. O CELD no Rio lançou a primeiríssima versão em VHS, naquele momento coisa rara no meio espirita. Assim nasceu Allan Kardec, o educador. Um filme simples, despretensioso e que procura nos ajudar a entender o personagem. Sou fotografo e adoro contar histórias pela foto-poesia. Os textos e depoimentos vão surgindo quando necessários e são complementares. Por exemplo, só anos depois, (o filme já estava esquecido depois da sua carreira analógica em VHS), conheci a Dora e seu discurso que agora esta no filme. Com apoio do Oceano Vieira surgiu o DVD da Versátil. E agora estamos aqui.
Introdução do livro Allan Kardec, vida e obra: É uma viagem, pelas mesmas calçadas, respirando as mesmas esquinas, as mesmas janelas, dos vidros, dos livros, da biblioteca, da memória, memória de Rivail, de Kardec, de Lyon, de Yverdon, de Paris.
Uma outra história.
Procurei te encontrar, entender, compreender.
Olhei o teu olhar, tela, clics solitários,
você nascia no ruído do pensamento.
Eu te vi, te observei, procurei passar aos outros aquilo que encontrei;
é uma parte, a que me cabe.
Acha importante iniciativas como esta?
Quanto mais, melhor.
Adoro a ideia de diversidade, pluralidade, multiplicidade, diferentes ângulos de visão ou de abordagem, heterogeneidade e variedade. Comunhão de contrários, intersecção de diferenças e principalmente a tolerância mútua.
As suas despedidas aos nossos leitores.
Quero me despedir com estes pensamentos de Victor Hugo. Eles trazem um avant-gout do novo filme e do novo livro:
"Quem pode dizer-nos que eu não volte a encontrar-me nos séculos futuros? Shakespeare escreveu: ‘A vida é um conto de fada que se lê pela segunda vez’. Poderia ter dito pela milésima vez. Porque não há século pelo qual eu não veja passar minha sombra.”
"Sinto em mim toda uma vida nova, toda uma vida futura; sou como a selva que muitas vezes foi derrubada; os jovens rebentos são cada vez mais fortes e vivazes. Eu subo, subo, subo até o infinito. Tudo é radiante à minha frente, a terra me dá sua seiva generosa, mas o céu me ilumina com o reflexo dos mundos entrevistos.”
"Dizeis vós que a alma é a expressão das forças corporais: por que então minha alma é mais luminosa quando as forças corporais irão já me abandonar? O inverno está sobre minha cabeça, a primavera está em minha alma; aspiro aqui nesta hora às lilases e às rosas como se tivesse vinte anos. À medida em que me aproximo da velhice, melhor escuto ao meu redor as imortais sinfonias dos mundos que me chamam. É maravilhoso e sensível. É um conto de fadas, mas é uma história.”
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Postado por Gislaine às 16:20 0 comentários

Em nosso entendimento, Divaldo Franco é sem dúvida um dos expoentes do espiritismo brasileiro, conhecido pela sua oratória e mediunidade em praticamente todos os países.Tivemos oportunidade de estar com Divaldo por várias vezes, em vários anos seguidos no Feirão Espírita da cidade do Rio de Janeiro, evento promovido por Ana Guimarães e Geraldo Guimarães “in memorian”, através do Grupo Espírita Caminho da Esperança, atividade que acontece até hoje no pátio do Colégio Militar da cidade do Rio de Janeiro.
Após as atividades tínhamos a satisfação de ficarmos próximos de Divaldo em um bate papo agradável, desfrutando da sua sempre alegre e jovial presença, encantando-nos a todos com seus relatos e comentários muito oportunos para o nosso aprendizado.
Durante os dias da semana que antecede o evento, Divaldo generosamente concede aos corações a possibilidade de ouví-lo em uma série de atividades, tais como: palestras, seminários em vários locais do Estado do Rio de Janeiro, sempre com grande público presente.
A entrega dos recursos financeiros obtidos com a venda de produtos das muitas regiões do Brasil ali representadas, era feita logo após o encerramento do evento nas dependências do Grupo Espírita Caminho da Esperança. O Feirão era e é encerrado sempre com emocionada palestra efetuada por Divaldo Franco. Até hoje, como é feito todo ano, durante todo o dia, espíritas e não espíritas comparecem para prestigiar o evento e para ver Divaldo, obter um autógrafo em obras por ele psicografadas e ainda trocar uma palavrinha com o grande tribuno.
É o reconhecimento da importância para o movimento espírita brasileiro e do exterior para com a figura amorosa e impar de Divaldo Franco. É como se todos desejassem dizer a ele “muito obrigado” pela sua dedicação e entrega que tanto dignifica nossa amada doutrina.
Divaldo é uma pessoa sensível, de fala sempre precisa e justa. Franco sem ser grosseiro, transmite orientações àqueles que lha solicitam.
Assim compartilhamos com os companheiros estes momentos especiais, verdadeira pérolas que embelezam nossa alma, propiciando-nos refletir sobre nossa verdadeira responsabilidade para com o Cristo e para com a Doutrina Espírita.
Que Jesus continue abençoando esse missionário do bem, o nosso querido Divaldo Pereira Franco.
David e Divaldo no Feirão do Rio de Janeiro
David na extrema esquerda, o casal na extrema direita
Ana Jaicy e Geraldo Guimarães jundo a Divaldo. Feirão
realizado no Rio de Janeiro em prol da Mansão do Caminho
Feirão no Rio de Janeiro
Feirão no Rio de Janeiro em prol da Mansão do Caminho
Divaldo recebe titulo de cidadão jalesense por
indicação da vereadora Aracy de Oliveira Murari
Cardozo
Divaldo autografando em Jales, SP
O grande público que compareceu a palestra de
Divaldo Pereira Franco quando foi agraciado com o
titulo de Cidadão Jalesense no dia 27/10/2009
Divaldo, Ismael Gobbo e sua prima Aracy.
Jales 27/10/2009
Postado por Gislaine às 04:37 0 comentários
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