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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

FOCALIZANDO O TRABALHADOR ESPÍRITA Donizete Aparecido Pinheiro da Silveira


Donizete Pinheiro



Entrevista com Donizete Pinheiro, residente na cidade de Marília, SP, que nos fala sobre sua vida e sua atuação no Movimento Espírita. Donizete Pinheiro é Juiz de Direito, líder espírita, orador e escritor. Entrevista por: Ismael Gobbo igobi@uol.com.br



Donizete quais suas origens?

Nasci em Marília no dia 7 de setembro de 1956, mas na época meus pais residiam na vizinha cidade de Vera Cruz, e nesta fui registrado. Sou o terceiro filho do casal Alfredo e Terezinha, e depois vieram mais dois irmãos. Por causa de trabalho de meu pai, moramos por um tempo no Distrito de Lácio e em seguida mudamos para Marília, quando eu tinha mais ou menos 5 ou 6 anos. Era um tempo muito tranquilo, sem violência ou perigos, quando as crianças podiam brincar nas ruas e ir para a escola sozinhas.


Qual sua formação acadêmica e profissão que exerce?

Depois de cursar o grupo escolar, o ginásio e o colegial, optei pelo Direito, ingressando no curso que a Fundação de Ensino Eurípides Soares da Rocha mantinha há poucos anos. Trata-se de uma instituição espírita derivada do Educandário Dr. Bezerra de Menezes, que já ministrava o ensino básico e fundamental. Simultaneamente, fui escrevente do 3º Ofício Judicial no Fórum de Marília, o que me permitiu uma sólida formação acadêmica. Em 1980, ao concluir o curso, deixei o Cartório e comecei a advogar. Em 1982, surgiu a oportunidade e prestei o concurso para a magistratura, assumindo, em março de 1983, como Juiz Substituto na cidade de Tupã. Nessa época, já era casado com a psicóloga Alcione Quiquinato, com a qual tive os filhos Guilherme, Danilo e Cinthia.


Desde quando e como se tornou espírita?

Aos 9 anos, por iniciativa da minha mãe, passamos a frequentar o Centro Espírita Luz e Verdade. Aos 12 anos iniciamos na Mocidade Espírita Hilário, recém criada, da qual fui presidente alguns anos. Ali teve início a minha formação espírita, pois nos dedicávamos ao estudo constante das obras de Allan Kardec.


Quais as atividades que desenvolveu e desenvolve no movimento espírita?

R- Por identificação pessoal, sempre gostei muito do movimento espírita e essa vivência me tem sido muito benéfica, moldando o meu caráter, apesar das imperfeições que ainda carrego. Quando ainda dirigente de mocidade, fui diretor do Departamento de Mocidades da então UMEM-União Municipal Espírita de Marília. Em 1979, assumimos a responsabilidade pela realização de uma COMENOESP, que exigiu do grupo de jovens intensa dedicação, mas resultou em sucesso. A partir de 1980 passamos a nos dedicar à Comunidade Espírita Eurípedes Barsanulfo, da qual tive a alegria de participar desde o início junto com o cunhado Oduvaldo e outros dedicados companheiros. A instituição, hoje sob a direção de Lidia dos Santos Lavachi, que também participava da Mocidade Hilário, completará 30 anos em maio é está em plena atividade. Ficamos na CEB por três anos e simultaneamente fui secretário da UMEM e responsável pela elaboração de um boletim informativo distribuído às casas espíritas. Em 1985 fui nomeado Juiz de Direito da comarca de Pacaembu e ali participamos da fundação do único centro espírita da cidade, o que foi uma experiência muito emocionante, porque os estudos começaram na simplicidade do quintal da casa de uma vizinha espírita. Em 1989 fomos transferidos para Adamantina, onde ficamos por 16 anos, com realizações e aprendizados importantes. Nesse período implantamos um Curso Básico de Espiritismo no então Centro Espírita Amor e Caridade, que depois se converteu no AVE CRISTO-Centro de Aprendizagem e Vivência Espírita, localizado em ampla e bonita sede própria, graças ao entendimento da então presidente Sonia Guerra com a Família Morgado, proprietária do prédio. Também nessa época a família espírita assumiu a Casa do Garoto, uma instituição de acolhimento de meninos, dando à obra uma nova dinâmica e organização, o que serviu para dar maior credibilidade social ao movimento espírita. Com a ajuda da jornalista Doróteia Fragata, fundamos em 1990 o periódico Ação Espírita, que contribuiu para o movimento de unificação em Adamantina e região. Em homenagem a Sonia Guerra, presidente da Casa do Garoto, que desencarnou em 1994, criamos o departamento Editorial Sonia Maria, que publicou livros de nossa autoria e também o livro infantil O Sol Vaidoso, de autoria de Tiamara, e o livro “Amigos Voltei”, psicografado por Marinalva Mariusso, de autoria espiritual da própria Sonia. Durante alguns anos, sucessivamente, mantive em jornais locais duas colunas espíritas: “Respostas Espíritas” e “Vida Saudável”; e também um programa radiofônico de cinco minutos chamado “Tempo de Paz”. Em 2005, assumi a Vara da Infância e da Juventude de Marília, para aqui transferindo o Ação Espírita, que agora é trimestral, com 2.000 exemplares distribuídos gratuitamente. Atualmente, participo do Núcleo Espírita Amor e Paz, onde coordeno o Curso Básico de Espiritismo, e sou vice-presidente da USE Marília.


Poderia nos falar dos livros de sua autoria?

Em verdade, nunca havia escrito propriamente um livro. O primeiro, “Suave Inspiração”, é uma coletânea de poesias, só publicado por insistência do dono da gráfica onde o Ação Espírita era impresso. O segundo, “Respostas Espíritas”, e o terceiro, “Para uma Vida Saudável”, são a reunião dos textos publicados na imprensa. O quarto e o quinto, respectivamente “Tempo de Paz” e “Terapia da Paz” (este publicado pela EME), igualmente são coletâneas dos textos apresentados no programa radiofônico “Tempo de Paz”. Só o próximo, que está no prelo para publicação pela EME, intitulado “Honestidade”, é que escrevi mesmo do começo ao fim. O lançamento deve ser para breve.


A propósito acha que vai bem o nosso movimento espírita?

Sou sempre otimista quanto ao movimento espírita. Apesar das dificuldades e das oposições, que sempre existirão, devemos prosseguir fazendo o melhor que pudermos pela divulgação da Doutrina Espírita e tentando aproximar os espíritas fraternalmente. Prefiro estar falando das boas iniciativas e das melhores práticas, sem críticas acerbas e ataques pessoais, pois que nada acrescentam. Sinto que, de uma maneira geral, há uma preocupação constante no aprimoramento das casas espíritas, e o tempo se encarregará de purgar o movimento daquilo que não é útil, necessário e bom. Aliás, Ismael, o seu trabalho de divulgação dos eventos espíritas por e-mail bem demonstra que o Brasil Espírita permanece bastante ativo e promissor.


Algo mais que queira acrescentar

Como o Espiritismo me faz muito bem, desejo que todos possamos estar juntos aprendendo cada vez mais e buscando a paz interior, ensejadora da verdadeira felicidade.










FOTOS: DONIZETE AUTOGRAFANDO; EVENTO ESPÍRITA EM PRAÇA PÚBLICA NA CIDADE DE GARÇA; APRESENTANDO DIVALDO PEREIRA FRANCO; EM GRUPO COM O ORADOR/CANTOR PLINIO OLIVEIRA; EM EVENTO NA CIDADE DE MARILIA E CAPA DE UM DE SEUS LIVROS.

1 comentários:

SIMON disse...

O QUE PODERIA EU DIZER SOBRE O DR. DONIZETE. DIFICIL....UMA PESSOA DE UMA GRANDEZA IMENSA, DE UMA ESPIRITUALIDADE DIVINA....ENFIM...TERIA QUE FICAR POR HORAS FALANDO DESSA IMENSA PESSOA.....