BLOG DE NOTÍCIAS DO MOVIMENTO ESPÍRITA.....ARAÇATUBA- SP

Atenção

"AS AFIRMAÇÕES, INFORMAÇÕES E PARECERES PUBLICADOS NESTE BLOG SÃO DE RESPONSABILIDADE EXCLUSIVA DE QUEM OS ELABOROU, ASSINA E OS REMETEU PARA PUBLICAÇÃO. FICA A CRITÉRIO DO RESPONSAVEL PELO BLOG A PUBLICAÇÃO OU NÃO DAS MATÉRIAS, COMENTÁRIOS OU INFORMAÇÕES ENCAMINHADOS."

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Um pouco da história do Anuário Espírita

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Página de “O primeiro livro”- “O Sino” manuscrita por Chico Xavier

Prezados Senhores,

"Chico Xavier - O primeiro livro" pode ser adquirido por meio do site da Vinha de Luz Editora: http://www.vinhadeluz.com.br/site/produto.php?n=20

Para informações adicionais, gentileza ligar para (031) 2531-3200 | 2531-3300 (Vendas) | 3517-1573 (Superintendência).

Em anexo, segue página que compõe a obra.

Sds fraternas,

Célia Soares

VINHA DE LUZ EDITORA | Coordenação Editorial

031 31 3681 4175 | 8873 0373

(Informação recebida em email de Célia Soares celiasoares8845@gmail.com)

Registro. Palestra com Ironildo Boselli Santa Rita do Sapucaí, MG

Informações e fotos recebidas de Otavio Cunha

Foi com alegria que tivemos a oportunidade de acompanhar o confrade palestrante Ironildo Boselli, da cidade de Itapira-SP, na noite de segunda feira 18 de abril de 2011, à gostosa cidade mineira de Santa Rita do Sapucaí-MG, onde fomos recebidos por toda a diretoria, convidados que fomos pela dinâmica trabalhadora da Seara do Mestre daquela cidade, Raquel Siecola Cardoso, no Centro Espírita Amor e Caridade.

Ironildo abordou o tema: “Obssessão: Realidade e Desafios”, que atraiu a atenção do grande público presente, com a dinâmica palestra sobre o livro por ele lançado em novembro/2010, sobre as experiências já vividas nos seus 50 anos de trabalho de desobssessão e também seu vasto conhecimento da Doutrina Espírita e vivência pessoal.

Após a palestra, houve a oportunidade de muitos dos presentes adquirirem o livro de tema da palestra, e cada um pode receber os autógrafos de Ironildo Boselli.

Ironildo Boselli reside em Itapira-SP, ha mais de 30 anos, bancário aposentado do Banco do Brasil, é formado em direito, tesoureiro do Centro Espírita Luiz Gonzaga, presidente do Conselho Curador da Fundação Espírita Américo Bairral, e atuante nos trabalhos de desobssessão do CE Luiz Gonzaga e Fundação Bairral.

Antes de retornar para Itapira, Ironildo Boselli e o grupo que o acompanhou, esteve reunido para um bate papo e confraternização com a diretoria do C.E.Amor e Caridade da cidade mineira.





Legenda: Raquel faz a apresentação; Ironildo; público; Cláudia faz o agradecimentos e o encerramento; Raquel recebendo o autógrafo de Ironildo; lanche.

Seminário “Um desafio chamado Familia” Santana do Parnaíba, SP

(Informação em emails de Regina Bachega, de guamalher guamalher@gmail.com)

Palestras programadas para a Associação Espírita Raio de Luz São Paulo

DIA 11/05/2011 ÀS 20:00HORAS.

NA ASSOCIAÇÃO ESPIRITA RAIO DE LUZ.

PRESENÇA DO ORADOR MANOLO QUESADA.

TEMA: SINAIS DE JESUS SEGUNDO

Dia 18/05/2011 às 20:00 horas. Na Associação Espírita Raio de Luz.

Na Rua Maria Antonieta, nº 97, Bairro Bangu – Santo André – SP.

Palestra com o Orador Sebastião

DIA 24 DE MAIO (QUARTA-FEIRA) DE 2011 ÁS 20:00 HORAS

PALESTRA COM A ORADORA E CANTORA PAULA ZAMP

NA ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA RAIO DE LUZ SITA NA RUA MARIA

ANTONIETA, Nº 97, BAIRRO BANGU, SANTO ANDRÉ – SÃO PAULO.

(Informação em email de Maria Aparecida Sabolesk msabolesk@gmail.com)

Teatro. Comédia Espírita “Na praça dos girassóis” São Gonçalo, RJ

(Informação recebida em email de Amigos da Luz amigosdaluz1@gmail.com)

IV Seminário sobre o Comportamento Humano à luz da Doutrina Espírita. Rio de Janeiro, RJ

(Informação em email de Sonia Dias smfeducare@gmail.com)

Páscoa confraternizativa na Irlanda Dublin, Irlanda

(Informações em email de Elsa Rossi elsarossikardec@gmail.com)

Palestra com Dr. Andrei Moreira Londres. Reino Unido

(Informação recebida em email de Bezerra de Menezes UK bezerra.uk@googlemail.com)

Conferência com Divaldo Pereira Franco Londres, Reino Unido

(Informação em email de elsarossikardec@gmail.com)

Palestra com Divaldo Pereira Franco no Cesak Bruxelas, Bélgica

(Informações em email de Claudia Werdine, Madrid, Espanha)

Evento da AJE-SP- Associação Jurídico Espírita do Estado de SP Araraquara, SP

(Informação em email de Tiago Essado)

Comissão Pró-AJE-MG organiza importante evento Barbacena, MG

A Comissão Pró-AJE-MG realizará em Barbacena-MG, no campus magnus da UNIPAC, em Campolide, nos dias 26 e 27 de maio, uma mobilização em favor da vida, com a seguinte programação:

Dia 26.05: às 19h30 - Simpósio sobre o Aborto, com os seguinte enfoques:

1) O início da vida do ponto de vista da ciência (Marcílio Faraj, médico, mestre e doutor em medicina)
2) O direito de viver e os direitos do nascituro na legislação brasileira (Luciano Alencar da Cunha, advogado, mestre em direito e doutor em ciências jurídicas e sociais)
3) A (des)criminalização do aborto (expositor convidado à confirmar)

Dia 27.05: às 19h30 - Conferência sobre o Aborto e a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54, a ser proferida pelo Dr. Eros Roberto Grau, advogado, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal.

Pedimos a gentiliza de nos ajudarem na divulgação prévia do evento, enviando esta mensagem para os endereços de sua caixa postal.

Contamos com a sua presença.

Até lá. Gratos,

(Informação em email de Tiago Essado)

Vídeos e Áudios de palestras produzidos pela S.B.Bezerra de Menezes. Campinas, SP

http://www.mensajefraternal.org.br/portuguese/palsbbm_port.htm

(Informação em email de Gislaine Pascoal)

“Transição Planetária” com Divaldo Pereira Franco Dublin, Irlanda

(Informação em email de BUSS Events 2011 bussevents@googlemail.com)

Palestras com Iris e Cláudio Sinoti Suíça e França

(Informações em email de Claudia Werdine)

Agenda 2011. Ivone e Aloísio Ghiggino Suiça

(Informação em email de Claudia Werdine)

FEB e o Movimento Brasil sem Probreza Brasília, DF

A FEB tem participado do Movimento Brasil sem Pobreza. O presidente da FEB compareceu ao lançamento do livro "As Causas da Miséria e sua Superação - Reflexões", de autoria de Ulisses Riedel, nas dependências do Senado, em 15 de março, e prosseguem reuniões para se definir ações estratégicas para o Movimento. Este Movimento foi iniciado por Ulisses Riedel, dirigente da ONG União Planetária e da TV Supren, de Brasília. Informações: www.uniaoplanetaria.org.br; uniaoplanetaria@uniaoplanetaria.org.br; diretoria@febnet.org.br

Quando entra o antagonista

Richard Simonetti

Mateus, 26:17-30

Marcos, 14:12-26

Lucas, 22:7-30

João, 13:1-35

Dentre as festividades da Páscoa, havia a ceia, cujo prato principal era um cordeiro, sacrificado em homenagem à fuga do Egito.

A tradição primeiro, depois a teologia, situariam Jesus como o Cordeiro de Deus, sacrificado para salvação dos homens.

A expressão salvação não se ajusta aos princípios espíritas. Ninguém está perdido, pois todos somos filhos de Deus e permanecemos sob seu olhar complacente.

Mesmo aqueles que se comprometeram na rebeldia e no desatino, no vício e no crime, não estão isolados na Criação. Por mais longe nos levem nossos desatinos, ainda assim permaneceremos nos domínios de Deus, regidos por leis soberanas que reajustam nossas emoções e renovam nossas idéias.

Jesus veio acelerar nossa jornada evolutiva. Alguém que nos mostrou que a reta do Bem é o caminho mais curto entre a animalidade que nos domina e a angelitude que devemos atingir.

É como se nos dissesse:

– Acompanhem meus passos, observem minhas lições. Seguirão mais rápido…

Portanto, não o imaginemos um cordeiro, a lavar nossos pecados com seu sangue.

Segundo o comentário de Allan Kardec, na questão 625, de O Livro dos Espíritos, Jesus foi abençoado modelo , o Espírito mais puro que já transitou pela Terra, a nos ensinar como cumprir as Leis Divinas, habilitando-nos a viver tranqüilos e felizes.

***

O Mestre aproveitaria essa comemoração para transmitir as derradeiras instruções ao colégio apostólico.

Pediu aos discípulos procurassem um homem que lhes cederia sua residência, em Jerusalém. Não se sabe quem foi. Certamente algum simpatizante.

À tarde, compareceram todos, ao que parece sem a presença dos donos da casa, preservando a intimidade do grupo.

Há um quadro famoso de Leonardo da Vinci, mostrando Jesus ao centro de uma mesa retangular, rodeado pelos discípulos. Segundo os exegetas, o mais provável é que a mesa tivesse uma forma de U, com Jesus ao centro. A ladeá-lo, Simão Pedro e João.

***

Os apóstolos viviam momentos de ansiosa expectativa.

Sabiam que algo importante estava para acontecer , mas não tinham a mínima idéia das tormentas que viriam, embora o Mestre deixasse bem claro que enfrentaria duros testemunhos, a culminarem com sua morte.

Após uma convivência de três anos, ainda não haviam assimilado a idéia do Reino de Deus como uma realização interior.

Imaginavam tratar-se de conquista puramente material. No momento oportuno, Jesus convenceria os incrédulos, submeteria os poderosos à sua vontade soberana e instalaria a nova ordem.

Passaram, desde logo, a tratar de um assunto que lhes parecia prioritário:

Qual deles seria o mais importante, o principal preposto?

Podemos imaginar a melancolia do Mestre, observando os companheiros. Não haviam entendido absolutamente nada.

Em dado instante, ergueu-se, tomou de um vaso d’água e passou a lavar os pés dos discípulos.

A reação foi imediata. Absurdo aquele comportamento, próprio de escravos a serviço de seus senhores.

Simão Pedro perguntou:

Senhor, por que me lavas os pés?

– O que faço, tu não sabes agora, mas saberás depois disso.

– Não, Senhor, não me lavarás os pés!

– Se não te lavar, não terás parte comigo!

– Então, Senhor, não só os pés, mas também as mãos e a cabeça .

Era bem o velho Simão, efusivo e exagerado.

Jesus lavou os pés de todos.

Depois, erguendo-se, falou:

Vós me chamais de Mestre e Senhor e dizeis bem, pois eu o sou. E se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, assim deveis fazer uns aos outros…

O ensinamento é magistral, reafirmando a mensagem mais importante:

Para Deus o maior será sempre aquele que mais disposto estiver a servir, o que mais se dedique ao Bem.

Quando chegar a nossa hora, quando retornarmos à espiritualidade, ninguém nos perguntará por nossos títulos, patrimônios, cultura, conhecimento… Se fomos o presidente da república, um capitão de indústria, um artista famoso, um desportista vencedor ou mero trabalhador braçal.

As perguntas fundamentais serão:

Quanta dor aliviou?

Quanto consolo ofereceu?

Quanta fome mitigou?

Quanto amor disseminou?

Quanta compreensão exercitou?

***

Em seguida, revelou:

Em verdade, em verdade vos digo: um de vós que come comigo há de me entregar. A mão do que me trai está comigo à mesa.

Tinha plena consciência dos planos de Judas . Lia a alma das pessoas como num livro aberto.

Os discípulos ficaram indignados.

Perguntavam, ingenuamente:

Acaso sou eu, Senhor?

Jesus reiterou:

Um dos doze, que põe a mão no mesmo prato comigo, esse me entregará. O Filho do Homem vai, conforme foi determinado e está escrito a seu respeito, mas ai do homem por quem o Filho do Homem for entregue! Seria melhor para esse homem se não houvesse nascido!

Ao dizer que seria melhor não ter nascido, Jesus evidencia que a traição de Judas não constava do projeto messiânico.

Aconteceu, não por decisão divina, mas por desatino humano, na iniciativa de um discípulo iludido com as realizações materiais.

O mal nunca é programado.

Situa-se por fruto de nossas ações, quando contrárias à vontade de Deus.

***

Dirigindo-se a João, sentado ao seu lado, Jesus, informou que o traidor seria aquele a quem entregasse o pão molhado no vinho.

E o ofereceu a Judas, dizendo:

– O que tens que fazer, faze-o depressa!

Judas tomou o pedaço de pão e saiu imediatamente.

Diz o texto evangélico que depois do pão, entrou em Judas o antagonista, simbolizando as influências nefastas que o norteavam.

Ninguém, com exceção, talvez, de João, compreendeu o que acontecera. Como era Judas quem guardava a bolsa do grupo, pensaram que saíra para comprar o necessário à festa e algo dar aos pobres.

Indagará o leitor:

Se a traição de Judas não estava no “ script”, por que Jesus não procurou demovê-lo?

A resposta é simples:

Não adiantaria!

Judas firmara um propósito – promover uma reação popular com a prisão de Jesus, iniciando uma revolução.

Nada do que o Mestre lhe dissesse haveria de modificar sua intenção, mesmo porque, a essa altura, sentia-se ele próprio um instrumento divino.

Se Judas não aprendera as lições de prudência e mansuetude, exemplificadas por Jesus, em três anos de convivência, não haveria de se sensibilizar com reiteradas advertências.

***

Há quem questione a ação dos mentores espirituais quando as pessoas envolvem-se com o mal.

Por que não interferem?

Equivocada dúvida!

Eles nunca deixam de nos advertir e orientar pelos condutos da intuição, além de mobilizarem variados recursos educativos, envolvendo a religião, o lar, a escola…

Quando a pessoa permite que, a par dessas benesses, entre em seu coração o antagonista, representando o envolvimento com as tentações e enganos do mundo, acaba frustrando o empenho do mundo espiritual.

Resta deixar que a pessoa exercite o livre-arbítrio e quebre a cara, como se costuma dizer, aprendendo, pela didática severa da dor, que é preciso respeitar as leis divinas.

(Texto recebido de Richard Simonetti por email)


Ficheiro:Leonardo da Vinci (1452-1519) - The Last Supper (1495-1498).jpg

A última ceia. Leonardo da Vinci.

Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Leonardo_da_Vinci_(1452-1519)_-_The_Last_Supper_(1495-1498).jpg

terça-feira, 19 de abril de 2011

Trecho do livro “O Voo da Garça”

"(...)

Chico Xavier nasceu e morou por muito tempo na antiga Rua Quebra Nariz,2 que posteriormente passou a ser chamada de Rua da Matriz, em razão de sua proximidade com a primeira sede da igreja católica em Pedro Leopoldo, e, finalmente, passou a ser chamada de Rua de São Sebastião, abreviada no transcorrer dos anos pelos moradores da cidade como Rua São Sebastião:

“A Rua Quebra Nariz, (naquele tempo), hoje São Sebastião, devido ter sido o leito das lagoas e charcos, naquela ocasião, foi ocupada por pessoas muito pobres, que ali construíram, respeitando o alinhamento, verdadeiros barracões, ora cobertos de telhas, ora cobertos de zinco e muitos deles do próprio capim das choupanas” (FERREIRA, (s.d.), p. 37).3

De acordo com discurso de Chico Xavier, de 19 de fevereiro de 1972, ao receber o título de cidadão da cidade de Ribeirão Preto, podemos observar que o atual nome “Rua de São Sebastião” foi sugerido pelo seu próprio pai, João Cândido Xavier:

“O fato que eu peço permissão para narrar se refere a meu pai, João Cândido Xavier, que esteve durante um mês na antiga Vila de São Sebastião do Ribeirão Preto, no ano de 1894, quando era muito jovem... Meu pai acompanhava como ferroviário humilde alguns engenheiros que se dedicavam a estudos da estação da Mogiana, trazida para Ribeirão Preto em 1883. Embora zelando pertences de funcionários categorizados da Estrada de Ferro Central do Brasil, da qual foi ele pequenino servidor durante alguns meses no ano referido, ele se enamorou, como era muito natural, da cidade que visitava. Voltou à cidade de Palmyra, hoje Santos Dumont, com a ideia de se consorciar, mudando-se, logo após, para a Vila de São Sebastião do Ribeirão Preto. Seguiu para a cidade de seu nascimento, Santa Luzia do Rio das Velhas, entre Belo Horizonte e Pedro Leopoldo. Casou-se e como a cidade de Pedro Leopoldo estava nascendo com os serviços da Companhia de Fiação e Tecelagem Cachoeira Grande foi ele um dos colonizadores da localidade nascente... Em Pedro Leopoldo, começou, meu pai, nova vida, sempre com a ideia de se transferir para a Vila de São Sebastião do Ribeirão Preto, mas a família aumentava e com a família as dificuldades, os sacrifícios domésticos. Meu pai se fizera tecelão, juntamente com a minha mãe; os dois, trabalhando em uma fábrica,4 para depois organizarem, por responsabilidade de minha mãe, uma tinturaria. Mas o Comendador Antônio Alves, que era um dos fundadores da cidade de Pedro Leopoldo, cedeu a meu pai, à nossa família, uma pequena taba em determinada rua, mas essa rua em Pedro Leopoldo nascente era teatro de rixas constantes. Meu pai se dirigiu ao Comendador Antônio Alves e disse a ele que conhecia uma cidade que era protegida por São Sebastião de Narbone, a Vila de São Sebastião do Ribeirão Preto, que ele se encantara com o trabalho, com a ordem, com a paz, com a segurança que todos os seus habitantes desfrutavam e pedia então ao Comendador que desse o nome de São Sebastião à rua que ele passara a habitar. O Comendador Antônio Alves achou interessante a notícia e não hesitou em fazer a concessão. A nossa família foi então organizada na Rua de São Sebastião em Pedro Leopoldo, a rua que mereceu a homenagem humilde de um homem humilde que foi o meu pai à cidade de Ribeirão Preto. Nessa cidade, nasci pela graça de Deus, nessa Rua de São Sebastião, nasci pela graça de Deus” (DISCURSO de 19/02/1972. Grifo meu).

De acordo com as pesquisas, e desconsiderando o período que Chico residiu com sua madrinha, Rita de Cássia, de 1915 a 1917, aproximadamente, o médium morou em quatro residências na cidade de Pedro Leopoldo: de 1910 a 1918, aproximadamente, onde hoje se encontra o Centro Espírita Luiz Gonzaga (...)); de 1918 a 1948, residiu com os familiares do primeiro e segundo casamentos de seu pai na também Rua de São Sebastião, quase em frente ao antigo endereço (...); de 1948 a 1950, aproximadamente, mesmo com a casa acabada, passou a morar com sua irmã Maria Luiza Xavier (...); de 1950 a 1959, em razão do casamento de uma de suas sobrinhas, passou a residir mais regularmente na casa construída nos fundos da casa de sua irmã Maria Luiza Xavier (...).

Na década de 40, Chico Xavier morou com alguns de seus irmãos e sobrinhos, entre eles as irmãs Lucília e Doralice Xavier, do segundo casamento. Logo depois do casamento de Lucília, Chico foi morar na Rua Comendador Antônio Alves, na casa onde residia a sua irmã Maria Luiza Xavier, e onde, mais tarde, no fundo do mesmo terreno, construiu uma casa com a ajuda de amigos e parentes (hoje Rua Pedro José da Silva, 67 B)5, permanecendo nessa residência até 4 de janeiro de 1959.6

(...)"

___________________

2 Segundo o pedroleopoldense José Issa Filho, esse nome surgiu porque moradores da rua, alterados pelo consumo de bebida alcoólica, ao passarem por ela, uma rua irregular, costumavam cair e machucar, principalmente, o nariz. A rua também era palco de brigas e discussões constantes.

3 FERREIRA, Elysio Alves Gonçalves. A verdadeira história da origem de Pedro Leopoldo. Pedro Leopoldo: (s.d.t). p. 37.

4 De acordo com o depoimento de sua irmã, Maria da Conceição Xavier Pena, seus pais também teriam trabalhado na Fábrica de Marzagânia, distrito de Sabará.

5 O repórter Clementino de Alencar, chegando a Pedro Leopoldo, e depois de se acomodar no Hotel Diniz, resolveu dar uma volta pelas poucas ruas da cidade e observou que as casas não tinham número. Inquirindo o fato aos moradores eles responderam que não havia necessidade, pois todos eram conhecidos.

6 Numa feliz iniciativa, o empresário Geraldo Lemos Neto adquiriu, revitalizou e disponibilizou a casa para visitação pública. Em 2 de abril de 2006, foi inaugurada a Casa de Chico Xavier, contendo todas as suas obras psicografadas e muitas biográficas. Hoje, a casa integra o roteiro “Caminhos de Luz Chico Xavier”, instituído pela Fundação Cultural Chico Xavier de Pedro Leopoldo (...).

Do livro: O voo da garça — Chico Xavier em Pedro Leopoldo (1910|1959)

Jhon Harley | Vinha de Luz Editora | 2. ed. | 2010 | p. 67-71.

(recebido em email de Célia Soares celiasoares8845@gmail.com)

Rua São Sebastião em Pedro Leopoldo, MG. Arquivo do historiador Geraldo Leão