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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Encontro Fraterno 2011 Salvador, BA

Texto de Lacordaire Abrahão Faiad

Fotos Jorge Moehlecke

Segundo dia

16 de setembro de 2011

No segundo dia, com o tema As Alienações Humanas, Divaldo Franco narrou com maestria ao sabor da sua criatividade, uma metáfora que se encontra no prefácio de uma das obras do eminente escritor e psicólogo paulista Roberto Shinyashiki, dizendo que:

_ “A existência física na Terra pode ser comparada a uma viagem, na qual o comboio parte da estação inicial e dentro dele estão o avô, o filho e o neto. Todos eles formam casais: os dois idosos, os dois maduros, e as duas crianças. O comboio parte e na primeira estação quando se abrem as portas salta um dos idosos e entra uma criança. Na estação imediata salta o outro idoso e entra outra criança, mas, na estação porvindoura saltam aqueles dois pais que agora seriam avós; as crianças tornam-se pais e na porta aberta adentram-se outras crianças e mais adiante aqueles adultos que tornaram-se avós saltam. E as crianças se fizeram adultas, e esses adultos chegaram a senectude. E assim vai havendo uma renovação gradual e constante do ser humano no imenso e glorioso comboio da existência física.”

_ É exatamente a respeito dessa viagem que neste Encontro Fraterno refletiremos, porque aqueles que éramos mais jovens ontem e chegamos a uma idade mais avançada, à medida que vamos marchando na direção do declínio, amanhecem novos corpos, novos sorrisos, novas vidas. Enquanto para uns é o entardecer, para outros é o meio dia e para outros mais é a madrugada, nesse intérmino fluxo do ir e do vir, o ser que somos adquire sabedoria para bem transitar nesse veículo da reencarnação.

Após esta emocionante narrativa que nos conduziu a uma profunda reflexão quanto a nossa impermanência na Terra, recordou a historia de Charles Plumb, que era piloto de um bombardeiro na guerra do Vietnã.

Depois de muitas missões de combate, seu avião foi derrubado por um míssel. Plumb saltou de paraquedas, foi capturado e passou seis anos numa prisão norte - vietnamita. Ao retornar aos Estados Unidos, passou a dar palestras relatando sua odisséia e o que vivenciara na prisão. Certo dia, num restaurante, foi saudado por um homem:

_ “Olá, você é Charles Plumb, piloto no Vietnã, e foi derrubado, não é mesmo? _ “Sim, como sabe? Perguntou Plumb. _“Era eu quem dobrava o seu paraquedas”. Parece que funcionou bem, não é verdade?

Plumb quase se afogou de surpresa e com muita gratidão respondeu:

_ Claro que funcionou, caso contrário eu não estaria aqui hoje.

Ao ficar sozinho naquela noite, Plumb não conseguia dormir, pensando e perguntando-se: _Quantas vezes vi esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse bom dia? Eu era um piloto arrogante e ele um simples marinheiro.

Pensou também nas horas que o marinheiro passou humildemente no barco, enrolando os fios de seda de vários paraquedas, tendo em suas mãos a vida de alguém que não conhecia.

Agora, Plumb inicia suas palestras perguntando à sua platéia:

_ Quem dobrou teu paraquedas hoje?

Todos têm alguém cujo trabalho é importante para que possa seguir adiante. Precisamos de muitos paraquedas durante o dia: um físico, um emocional, um mental e até um espiritual.

Às vezes, nos desafios que a vida nos apresenta diariamente, perdemos de vista o que é verdadeiramente importante e as pessoas que nos salvam no momento oportuno sem que lhes tenhamos pedido.

Deixamos de saudar, de agradecer, de felicitar alguém, ou ainda simplesmente de dizer algo amável.

“Quem dobrou teus paraquedas hoje?”

Essa interrogação deve sempre fazer parte da nossa vida. Por que é provável que alguém haja dobrado nosso paraquedas e o haja feito com tanta ternura, com tanta exatidão que na hora do perigo nós tínhamos a garantia de que aquele salto na direção do abismo levar-nos-ia a segurança terrestre. Nunca nos olvidar daqueles que dobraram nossos paraquedas na infância, daqueles que cuidaram de nós nos momentos mais difíceis da nossa vida, das pessoas anônimas que nós olhamos com certa arrogância sem nos darmos conta dos seus valores, da grandeza de que se constituem, das pessoas simples, aquelas que parecem ocultar-se no silêncio da noite para não perturbar a claridade do dia diariamente. Ao despertarmos deixemos que a gratidão seja um córrego que nasce na frincha dos sentimentos nobres, e que se transforme no rio caudaloso na direção do mar da divina misericórdia de Deus.

Divaldo prosseguiu esclarecendo sobre as alienações humanas e falou que o medo desempenha papel culminante na historiografia sociológica dos dias que vivemos. Temos medo até no momento de amar. Medo de ser usado, de ser traído, entrando em conflito. Segundo Joanna de Angelis, amar é desabrochar sentimentos. O amor desenvolve-se, pratica-se e quanto mais o libertamos, mais o temos. O medo produz a ansiedade, o conflito, a solidão. Abrem-se aí as perspectivas para as alienações.

Diante do medo o indivíduo investe avançando ou retrocede temendo, mas neste momento em que a ira geradora da cólera, mãe natural do ódio, amiga do ressentimento, trabalhadora da angústia desejosa de vingança, em que a ira nos fere como um raio, só a bênção do amor que é a emoção mais recente que chega como sendo o elo de manutenção da vida que está presente em todos os animais, evoluindo em suas etapas múltiplas do ir e do retornar. A benfeitora Joanna de Ângelis denomina de sombra leve o desconhecimento, a ignorância, mas existe uma sombra pesada que é perturbadora, que é a sombra que está embutida tanto no inconsciente individual, quanto no coletivo, que é a culpa que nos foi inculcada ao longo dos tempos pelas religiões e as educações castradoras.

A culpa está embutida dentro de nós de maneira inconsciente por atos praticados indevidamente, quer através das manifestações perturbadoras como a timidez, o complexo de inferioridade, a necessidade de evadir-se do meio social procurando demonstrar que não é querido porque no seu conflito não quer bem a ninguém ficando em uma atitude de autopunição.

Nós vivemos num mundo de energias e, aquelas idéias recalcadas, conflitivas que levamos da Terra pela desencarnação, fixam-se nos painéis do nosso modelo organizador biológico, como chamam os parapsicólogos, no nosso perispírito, palavra criada por Allan Kardec, no corpo astral dos exoteristas, e como esse corpo astral, esse perispírito é o modelador quando há a fecundação e o espírito se vincula, é o perispírito que vai moldando as necessidades de cada um de nós. E então elas são transferidas para o inconsciente coletivo de Jung. Carl Gustav Jung colocou no livro Psicogênese das Doenças Mentais que “A expressão equilíbrio mental não é apenas uma figura de linguagem, pois trata-se realmente de uma perturbação do equilíbrio entre o conteúdo consciente e o inconsciente. O que na verdade acontece é uma irrupção anormal da atividade regular do inconsciente para a consciência...”

Desdobrando esse pensamento colocou que os nossos conflitos estão embutidos em nosso mundo íntimo e nós mascaramos e que a verdadeira sabedoria para a sanidade consiste em examinar esses conteúdos conflitivos e depois diluí-los através da lógica e da razão.

Na parte da tarde Divaldo conduziu os participantes em uma oficina de parábolas esclarecendo que Jesus com sua percuciência sabia que suas palavras seriam adulteradas, adaptadas aos interesses individuais e coletivos e optou por vestir suas idéias com as imagens romanescas das parábolas.

Foi estudada a Parábola do Semeador. Divaldo fez uma análise dos tipos de solo onde as sementes caíram. Comparou às pessoas, observando os diferentes perfis evolutivos em que nos encontramos. Aqueles que ainda encontram-se na superficialidade, não se permitem afetividade, e a semente do bem não consegue germinar. Os que são pessimistas, materialistas, têm conhecimento superficial e a boa vontade e perseverança no bem ainda são muito frágeis. Outros que se ofendem e melindram-se com tudo, os que se comprazem em fazer o mal, prejudicar o próximo. E finalmente a boa terra, as pessoas que buscam vivenciar o evangelho de Jesus em cada ação, amando ao próximo como a si mesmo.

Logo depois conduziu a todos em um exercício de visualização terapêutica, através da qual cada um foi convidado a ter uma auto percepção de si, comparando em que tipo de solo nos encontramos perante nós mesmos e com o fim de sedimentar a força de vontade como base da mudança, permeada pelo auto-amor e o amor ao outro.

Na noite de sexta-feira fomos todos envolvidos por doce ternura quando vários participantes do encontro aproveitaram o momento para externarem gratidão aos nossos queridos Divaldo e Nilson, o dedicado primo e irmão de jornada no trabalho do bem com Jesus. Falaram dos relevantes trabalhos prestados como verdadeiros despertadores de consciências e iluminadores de almas. Depois de receber os carinhosos gestos de reconhecimento, Divaldo disse que durante esses momentos de evocações foi levado a sentir novamente como as páginas inolvidáveis do passado o fez recordar de uma palavra poética e rica de ternura, saudade, que foi muito bem definida pelo poeta inglês Stivenson: “Saudade é a presença do ser ausente e a ausência do ser presente”. Agradece emocionadamente, transferindo toda essa gratidão e reconhecimento de afetividade, em seu nome e do Nilson, à equipe de trabalhadores de ontem e de hoje, e recordou os companheiros das primeiras horas, que, a semelhança de raízes que sustentam uma árvore, contribuíram anônima e silenciosamente na sustentação do trabalho caracterizado pela presença de Jesus.

Na seqüência, Divaldo iniciou o tema da noite “O Homem perante Deus”, lembrando momento histórico para a humanidade no dia 26 de junho do ano 2000, a solenidade em comemoração ao genoma humano que se deu na sala leste da Casa Branca, presidida pelo então presidente dos Estados Unidos da America do Norte, Bill Clinton, presente também o Dr. Francis Collins, diretor do 1º Projeto do Genoma Humano, e pelo geneticista Craig Venture. Nesta solenidade em cadeia de TV o presidente Bill Clinton declarou “Neste momento nós temos a certeza de como Deus criou a vida, graças ao primeiro rascunho do código genoma humano”. O Dr. Francis Collins depois escreve um livro narrando o que significou o esforço deste projeto que ele denomina como sendo esse código a “identidade de Deus”. Divaldo fala-nos dos estudos da genética apresentados pelo Dr. Dean Hamer em seu livro ao qual ele dá o nome de “O Gene de Deus” e que o ser humano tem um genes entre seus 35 mil que é o responsável pela atitude da fé, da crença espiritual, da religiosidade, da crença em Deus e estabeleceu que este é o gene de Deus e conseguiu classificá-lo dando-lhe o nome de “VMAT2” mostrando que já nascemos com uma tendência natural para crer e que a religião elegida tem componente sociológico, sendo importante estimular a pessoa aproveitando essa crença em Deus, que a pessoa a desenvolva em uma visão transpessoal.

Fala-nos que para a Dra. Elisabeth Kubler Ross é fator essencial a crença da transcendência. Ela estabelece que é fundamental acreditar-se para ter saúde e desfrutar- se de paz. Divaldo fala-nos da sua experiência em um seminário que fez junto com o Dr. Bernie Siegel, oncologista e autor de vários livros, principalmente o livro Amor, Medicina e Milagres, e que sua presença custaria apenas 10 mil dólares. Quando ficou sabendo pelos organizadores que a participação de Divaldo só custaria a passagem de ida e volta e hospedagem, ficou admirado. Foi um seminário para médicos, psicólogos e paramédicos, um momento oportuno em que ele apresentou a terapêutica espírita encantando a todos. O Dr. Bernie Siegel relata ao Divaldo suas experiências transpessoais no seu cotidiano e nos momentos de interações cirúrgicas e é presenteado com O Livro dos Espíritos em inglês.

Esta etapa da noite foi encerrada com a narrativa de que cada vez mais novos cientistas aderem a certeza da presença de Deus, e conta a história da psicóloga, fí­sica quântica e filósofa americana Dana Zohar que escreveu o livro “O Homem Quântico”. E que depois de passar por um desafiador momento de depressão em virtude dessas experiências, escreveu outro livro cujo titulo é “Inteligência Espiritual” fazendo um profundo estudo da inteligência intelectual e da inteligência emocional, destacando a inteligência espiritual que a denominou de “QS” utilizando da palavra inglesa “spirit”, a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida. Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado "Ponto de Deus" no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas.

Por fim, recorda Allan Kardec no capítulo dezoito de A Gênese quando está chegando à Terra a geração nova. E nós, aqueles que temos a certeza da existência de Deus, que nos banhamos na água lustral do Evangelho de Jesus, cabe-nos contribuir em favor de um mundo melhor, sendo gratos à vida, amando-a e dando a nossa contribuição, por mais modesta que seja. Ninguém é tão pobre, tão destituído de bens que não possa amar; que viva tanta escassez que não seja capaz de desculpar ante a impossibilidade de perdoar.









Roteiro de conferências por Divaldo Pereira Franco na Colômbia no ano de 2012

(Informação em email de Fundacion Remanso De Amor info@fundacionremansodeamor.org)

15º. Congresso Estadual de Espiritismo Franca, SP

Convite aos espíritas

ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA O CONGRESSO ESTADUAL DE ESPIRITISMO

A USE/Franca tem a honra de convidar a comunidade espírita paulista a participar do 15º Congresso Estadual de Espiritismo, que será realizado na cidade de Franca - SP, Escolas Pestalozzi, Rua José Marques Garcia, 197, nos dias 28 a 30 de abril até 1º de maio de 2012. O Congresso tem o objetivo de aproximar os espíritas e as sociedades espíritas do Estado de

São Paulo, bem como a união e aproximação do Movimento Espírita com a finalidade de incentivar o estudo e a difusão da Doutrina Espírita, além de atualização e planejamento de atividades futuras.

O evento é promovido e realizado pela USE (União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo), com o tema "Solidariedade - uma outra forma de conhecer", que será desenvolvido através conferências de Divaldo Pereira

Franco (Salvador-BA) e José Raul Teixeira (Niterói-RJ), e pelos âncoras responsáveis pelo desenvolvimento dos conteúdos do tema central: Alberto Ribeiro Almeida, (Belém - PA], André Luiz Peixinho (Salvador-BA), André Trigueiro (Rio de Janeiro-RJ), Antônio César Perri de Carvalho (Brasília-DF). A Comissão Orientadora e Facilitadora sobre os conteúdos

(seminários e conferências) do tema central é formada por: Adalgiza Campos Balieiro, Adolfo de Medonça Junior, Cleber Novelino, João Thiago Garcia e Júlia Nezu de Oliveira.

Cada âncora terá 180 minutos para desenvolver seu módulo, nos seguintes dias: domingo de manhã - 29 de abril, domingo à tarde - 29 de abril, segunda-feira à tarde - 30 de abril, terça-feira de manhã - 1º de maio. Divaldo Pereira Franco, faz a conferência de abertura, sábado à noite - 28 de abril e José Raul Teixeira fará uma conferência dedicada ao movimento espírita, na segunda-feira à noite, dia 30 de abril. Caberá a

André Luiz Peixinho, a conferência conclusiva do tema central, na terça-feira de manhã - 1º de maio.

As duas conferências serão abertas ao público, as demais atividades serão somente para congressistas.

Na manhã de segunda-feira - 30 de abril, serão apresentadas oficinas dos departamentos da USE e Instituições convidadas, como AJE, ABRAPE, LIGA DE PESQUISADORES, GRUPO BOA NOVA, CONSELHO FEDERATIVO NACIONAL, CONSELHO ESPIRITA INTERNACIONAL, ASSOCIAÇÃO MÉDICO ESPÍRITA, entre outros.

Na programação ainda acontecerá espaços para Arte e Cultura, convivência, práticas do Celeiro e um passeio histórico, nas tradicionais instituições espíritas da cidade como Centro Espírita Esperança e Fé, Fundação Espírita Judas Iscariotes, Hospital Allan Kardec, Idefran, Sede da USE/Franca, e outros. Espíritas ilustres como Eurípedes Barsanulfo, José Marques Garcia, Tomás Novelino e Agnelo Morato, serão homenageados.

O convite a participar está aberto a todos os interessados e

as inscrições podem ser realizadas no Idefran, ou através do site:

www.usesp.org.br. No ato da inscrição será recolhido um bônus de R$ 80,00 (oitenta reais) a ser devolvido em livros, vídeos, cds, etc, na livraria da USE durante os dias do congresso. Ficha de inscrição está inserida no jornal Dirigente Espírita e a disposição nos órgãos de unificação. Maiores

informações: www.usesp.org.br, ou pelo email: congresso@usesp.org.br.

Participe!

USE Intermunicipal de Franca

USE SP

(IN OFF! Marthinha, use este texto!!! ao invés do primeiro)

(Informação recebida em emailsde use use@usesp.org.br; João Marchesi Neto)


Dr. Tomas Novelino

1901 – 2000

Fundador do Colégio Pestalozzi de Franca

Teatrinho

Richard Simonetti

richardsimonetti@uol.com.br

ATO I – No Banco.

– Bom dia, moço.

– Bom dia. Em que posso servi-lo?

– Sou Chico Matoso. Tenho um pequeno sítio. Vim fazer um empréstimo para minha lavoura de batatas.

– É a primeira vez?

– Sim.

– Tudo bem. Prepararemos sua ficha e o senhor levará uma relação das providências necessárias.

ATO II – No sítio, quinze dias depois.

– Boa tarde, Chico.

– Boa tarde.

– Sou Jeremias, o encarregado do setor de empréstimos rurais no Banco. Você esteve lá, inscreveu-se e não apareceu mais. Algum problema?

– O senhor me desculpe, mas achei tudo muito complicado.

– Que é isso, meu amigo? Assustado com a papelada? Não é tão difícil... Se for até lá amanhã, prometo-lhe que resolveremos tudo num instante. O Banco tem interesse em ajudá-lo a melhorar de vida.

– Bem... se é assim, vou tentar. Estou precisando...

– Ótimo. Espero por você.

ATO III – No Banco, após cinco dias.

– Está tudo em ordem, Chico. Como lhe prometi, não houve demora. Agora só falta sua assinatura.

– Agradeço seu empenho, Jeremias, mas desta vez não tem jeito...

O problema é insolúvel...

–Sou analfabeto.

– Não sabe nem escrever seu nome?

– Não.

– Gosta de desenhar?

– Rabisco um pouco...

– Ótimo. Veja esta tira de papel. Eu a retirei da bobina, na máquina de somar. Escreverei seu nome várias vezes. Você vai copiar, como quem faz um desenho.

– Será que consigo?

– Claro. Tenho certeza.

– Bem, se me ajudar...

– Fique tranquilo! Vamos repetir tantas vezes quantas forem necessárias!

ATO IV – No Banco, vinte anos depois.

– Meus amigos, na condição de gerente, congratulo-me com a laboriosa população desta cidade que o Banco ajudou a desenvolver. Agradeço a presença de todos nesta reunião de confraternização e, em particular, do amigo Chico Matoso, o cliente que mais tem movimentado nossa carteira agrícola para financiamento de suas inúmeras lavouras.

– Peço licença ao nosso estimado chefe para dizer que minha presença aqui representa apenas o cumprimento de um dever de gratidão. Tudo o que tenho devo ao Banco e, mais exatamente, ao pessoal que me atendeu quando eu nem sabia escrever meu nome e possuía apenas pequeno sítio.

– Deve ter lembranças muito interessantes...

– Sim, particularmente uma, inesquecível. Vejam esta tira de papel amarelada que guardo em minha carteira há vinte anos. Foi nela que aprendi a desenhar meu nome para firmar o primeiro contrato com o Banco. Já não preciso dela. Alfabetizei-me. Mas guardo-a com muito carinho, como uma joia de inestimável valor. Ela é o testemunho da boa vontade de um homem admirável que foi chefe aqui. Deus o abençoe.

* * *

Costumamos situar como missionário o Espírito de elevada hierarquia que vem à Terra para grandiosas tarefas junto à Humanidade. No entanto, todos somos, potencialmente, missionários. Em qualquer setor de atividades podemos exercitar nobre missão, sempre que façamos de nossa profissão muito mais que simples “ganha-pão”, abençoado instrumento para beneficiar o semelhante.

Professora Leila, à esquerda, alfabetizando adultos. Casa da Caridade, Araçatuba, SP

Foto: Ismael Gobbo

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Concerto Beneficente em prol de projeto social na Amazônia Londres, Reino Unido

Querida Elsa

Como estas? Espero que estejas muito bem. saudades de nossos encontros e eventos.

Gostaria de te pedir novamente tua importante ajuda na divulgação do concerto de terça-feira dia 27, amazonart.

Poderias enviar este email com o flyer e links pra todos nossos amigos de língua portuguesa e inglesa? Poderias divulgá-lo? Este concerto mais uma vez não esta contando com divulgação antecipada... esta sendo muito difícil coordenar muitas coisas e mais a musica.. por isso peço essa ajuda. Ainda mais que fomos abencoados com uma ajuda de uma ONG inglesa e Austríaca mês passado, eles estarão vindo pra Belém mês que vem. Eu já estou em Belém.

Precisamos arrecadar 1.600 libras pra finalizar as obras (banheiros) no Instituto AMA.

Ainda mais legal foi o pequeno documentário que o Criança Esperança fez, que nos apoiamos e vi nascer. Aqui esta a gravação aonde participo, no link:

http://redeglobo.globo.com/criancaesperanca/noticia/2011/08/crianca-esperanca-visita-escola-de-rabecas-de-mestre-ari-em-braganca.html

http://www.justgiving.com/AmazonArt/

http://jungledrumsonline.com/whats-on/live-music/amazonart-fundraiser/
www.amazonart.info

Obrigado Elsa, fraternalmente,

Diego

(Informação recebida de Elsa Rossi, Londres, Reino Unido)

Palestra com Plinio Penteado Jr. E Harmonização com Ery Lopes e João Lúcius. Guarulhos, SP

(Informação recebida em email de Regina Bachega)

Teatro: O Semeador de Estrelas São Paulo, SP

(Informação em email de Jorge Rezala)

Grupo da Fraternidade Espírita “Severino Chagas” – Mês Espírita outubro de 2011. Dracena, SP

(Informação recebida em email de Valdemir Storto valmac.valmac@hotmail.com)

Palestra com Agnaldo Paviani no C.E. Manoel Bento São Paulo, SP

(Informações em email de Regina Bachega)

2ª. Feira do Livro Espírita Jacareí, SP

(Informação em emails de Carlos Monteoliva; Mara Freitas)

Programação do XXI Mês Espírita de Mogi Mirim, SP

XXI MÊS ESPÍRITA DE MOGI MIRIM


PALESTRAS AOS SÁBADOS ÀS 20 HORAS
DIA 01/10- APRESENTAÇÃO MUSICAL
DIA 08/10- ANDRÉ LUIZ ROSA - TEMA: VOCE TEM MEDO DOS ESPÍRITOS?
DIA 15/10- ROOSEVELT ANDOLPHATO TIAGO - TEMA: SE NÃO HOUVER VENTO REME
DIA 22/10- EVANDO BOGO - TEMA: A FÉ
DIA 29/10- JOSÉ ANTONIO LUIZ BALIEIRO - TEMA: DESAFIOS FREQUENTES

PALESTRAS AOS DOMINGOS ÀS 10 HORAS

DIA 09/10- EULÁLIA BUENO - TEMA: DORES DA ALMA
DIA 23/10- EVANDO BOGO - TEMA: A FÉ
DIA 30/10- ADALGISA CAMPOS BALIEIRO - TEMA: NOVOS RUMOS DA EDUCAÇÃO

LOCAL: ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA JESUS E CARIDADE
RUA 13 DE MAIO, Nº 140-CENTRO - MOGI MIRIM-SP
REALIZAÇÃO: USE MUNICIPAL E REGIONAL DE MOGI MIRIM

(Informação em email de Otavio Cunha)

Palestra com Robson Frederico Cunha no G.E. da Fraternidade Araçatuba, SP

(Informação recebida em email de Robson Frederico Cunha)

Palestras com Carlos Campetti Winterthur, Suiça

Palestras com Carlos Campetti dias 25 e 27 de setembro

Temos o prazer de convidar a todos para as seguintes PALESTRAS com o jornalista e conferencista CARLOS CAMPETTI :

Palestra: CASAMENTO, DIVÓRCIO E LEI DE CAUSA E EFEITO
Data: 25 de setembro de 2011, Domingo
Horário: das 10:30h às 12hs - passe coletivo no final da reunião

Local: CEEAK - Industriestrasse, 8404- Winterthur, Schweiz

e
Palestra: MEDIUNIDADE, CONDIÇÕES TECNICAS, AFINIDADES E SINTONIA
Data: 27 de setembro de 2011, Terça-feira
Horário: das 19:30 às 21:00 hs
Local: CEEAK - Industriestrasse, 8404- Winterthur, Schweiz


Carlos Campetti é jornalista com pós-gradução em Marketing, médium e expositor espírita brasileiro, casado e pai de dois filhos. Membro do Conselho Superior da Federação Espírita Brasileira e colaborador do Conselho Espírita Internacional.
Foi membro da Diretoria da Federação Espírita Brasileira de 1982 a 1992 com atuação na área administrativa, coordenação de equipes de trabalho, elaboração e coordenação de cursos, seminários em âmbito local, nacional e internacional sobre temas referentes a administração de centros espíritas.

Mais informações entre em nosso site: www.ceeak.ch

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CEEAK - Centro de estudos espíritas Allan Kardec

Industriestrasse 8

8404 - Winterthur

Schweiz

www.ceeak.ch

(Informações em emails de Else Rossi e Fernanda Marinho)

Livro Espírita na Universidade Federal do Pará Belém, Pará

A União Espírita Paraense promoverá II a Feira do Livro Espírita na Universidade Federal do Pará, na última semana de setembro. O secretário geral do CFN da FEB, Antonio Cesar Perri de Carvalho, proferirá palestra na abertura da Feira, no recinto da Universidade, no dia 26 de setembro. No final da semana, dia 30, haverá palestra por Alberto Almeida. Informações: uniaoespiritaparaense@paraespirita.com.br

domingo, 25 de setembro de 2011

Focalizando o Trabalhador Espírita (No. 106) Adeilson Salles

Adeilson Salles

Entrevista para Ismael Gobbo ao

Notícias do Movimento Espírita

O nosso entrevistado deste sabado é o orador e escritor espírita Adeilson Salles, um praiano do Guarujá que presentemente reside na cidade de Bauru. Adeilson aposentou-se como técnico de manutenção na Usiminas mas nunca parou. Está a todo vapor militando no movimento espírita brasileiro como orador, escritor e em atividades diversas no Centro Espírita “Amor e Caridade” em Bauru. Casado e pai de dois filhos Adeilson tem na neta Isabella a fonte inspiradora de sua vasta obra literária infantil que tanto tem ajudado crianças, pais, evangelizadores e público em geral. Além dos livros infantis Adeilson é autor de vários outros livros mediúnicos e não mediunicos.

Adeilson, pode nos fazer sua autoapresentaçao?

Meu nome completo é Adeilson Silva Salles sou natural do Guarujá, litoral paulista, metalúrgico aposentado da Usiminas como técnico de manutenção, tenho dois filhos já adultos, Vitor e Janaina.

Uma neta chamada Isabella que é a minha musa inspiradora para os livros infantis, e agora juvenis.

Casado em segundas núpcias com Valdeci Teixeira da Costa, costumo dizer que ela é uma mentora encarnada. Meu pai já desencarnado chama-se Roque Silva Salles e minha mãe com 88 anos, Maria de Lourdes Salles. Éramos oito irmãos, quatro homens e quatro mulheres, hoje estamos seis, pois dois desencarnaram.

Qual a sua formação acadêmica e profissional?

Minha formação é o segundo grau técnico em eletrotécnica completo, e o curso de filosofia interrompido por causa das viagens de divulgação espírita.

Como conheceu e desde quando segue o Espiritismo?

Conheci o Espiritismo há cerca de 25 anos atrás, levado a casa espírita por uma irmã, pois experimentava transtornos emocionais devido a mediunidade deseducada.

A que casa espírita está vinculado presentemente e os trabalhos que nela realiza?

Trabalho no CEAC – Centro Espírita Amor e Caridade de Bauru, onde resido atualmente.

No CEAC atuo como passista, orador, assumi recentemente atividades administrativas na Editora CEAC, assessorando todos os departamentos, colaboro também na Comissão Editorial avaliando textos e na elaboração dos projetos futuros da editora.

Teremos muitas novidades em breve.

Poderia nos fazer uma síntese de sua atuação no movimento espirita durante esses

Anos?

Comecei na Casa Espírita Maria Modesto Cravo em Guarujá e lancei meu primeiro livro pela Casa Editora O Clarim.

Atualmente tenho 35 livros editados, entre literatura adulta, infantil e juvenil , livros mediúnicos e agora também, livros paradidáticos.

Na bienal do Rio de Janeiro lançamos pela Editora Novo Ser os meus primeiros livros paradidáticos.

O convite para os livros paradidáticos chegaram pelo êxito obtido na literatura infanto-juvenil, em especial nos 11 títulos que tenho lançados pela FEB – Federação Espírita Brasileira.

Em 2010 fui convidado pela Presidenta da FERGS – Federação Espírita do Rio Grande do Sul, Sra. Beth Barbieri a me tornar autor infantil daquela federação, o que ocorreu em março último com o lançamento do livro infantil “Juca o cavalo marinho”.

Em julho passado recebi convite do Sr. Francisco Ferraz, presidente da Federação Espírita do Paraná, para me tornar autor daquela prestigiosa federação, o que será realidade em novembro próximo, pois vamos lançar por aquela federação dois livros infantis, as biografias de Allan Kardec e Lins de Vasconcelos para crianças.

Há cerca de três meses fui convidado pelo co-produtor do filme “As mães de Chico Xavier” a participar do projeto “As aventuras de Chico Xavier”, trata-se de desenhos animados para televisão onde Chico Xavier conta histórias para o público infantil.

Escrevi a primeira história e a mesma já foi roteirizada para TV, sendo que a ANCINE já aprovou o projeto e a captação dos recursos para produção já começou.

Para 2012 teremos a apresentação desse projeto na televisão brasileira.

Venho participando de diversas bienais do livro por todo Brasil, pois a FEB vem investindo muito nesse tipo de literatura.

Alguns dos títulos lançados pela FEB foram traduzidos para o inglês e já podem ser encontrados em formato e-book.

Como orador os convites para palestras e seminários acentuam-se a cada dia, procuro trabalhar os temas abordados pela Doutrina Espírita sempre pela ótica educativa proposta pelo Espiritismo.

Quais os livros de sua autoria mediúnicos?

Meu primeiro livro inspirado pelos imortais foi o romance “Aprendendo a amar”, pela editora O Clarim de Matão e foi orientado pelo benfeitor Antonio Gonçalves

O segundo livro também romance chama-se: “Até que a morte nos reúna”, pelo espírito Antonio Gonçalves – Editora CEAC – Bauru

O terceiro livro também romance: “Uma nova chance para amar”, pelo amigo Antonio Gonçalves – Editora CEAC – Bauru

O quarto livro, outro romance: “A filha do pecado”, pelo espírito Antonio Gonçalves – Editora CEAC – Bauru

Pela Editora Solidum o romance: “O Missionário” – pelo espírito Antonio Gonçalves

Também pela Solidum os livros infantis “O menino curioso e Manhã, a menina que enxergava pelos olhos do coração” (com textos em braile)

Pela Editora CEAC de Bauru – “Almas em Progresso” – contos doutrinários pelo espírito Jacob

Pela Editora CEAC de Bauru – “Cartas a Família” – contos com painéis da vida familiar e suas consequências.

E os não mediúnicos?

Os livros não mediúnicos são os seguintes.

Pela Editora Solidum

Livro de bolso, mensagens auto ajuda – XXI Segundos, livros infantis

Infantis: Menino Curioso e Manhã, a menina que enxergava com os olhos do coração e Assembléia dos Gatos.

Pela FEB

Livros Infantis:

Bellinha e a lagarta Bernadete, O segredo da onça pintada, Um por todos e todos por um, O espelho do sentimento, O maior brejo do mundo, Menino Chico, Volta as aulas, Um mundo sem livros e Beijinho Beija-Flor.

Livros Juvenis:

Fugindo para viver e Meu primeiro amor.

Pela Editora Boa Nova

Livros Infantis: O reino do vai e volta, Quando o vídeo game mandava no Naldinho, Nicolau o menino que pintava sonhos, A cobra que usava chinelo e Menino Azul

Livro para o público adulto: Joias da Alma – contos para as mães que devolveram suas joias pra Deus.

Livros Juvenis: A.N.J.O.S. E A.N.J.O.S. em Romeu e Julieta

FERGS – Federação Espírita do Rio Grande do Sul

Livro Infantil: Juca o cavalo marinho

Editora Novo Ser:

Livros Infantis Paradidáticos: Joãozinho e o pé de livro, Pedala Saci e Batmurilinho

Como tem sido suas participações em eventos como os da bienal do livro?

Tenho participado de praticamente todas as bienais do livro pelo Brasil.

E os convites não param de chegar para outros eventos literários.

Nas bienais do livro venho recebendo diretamente dos leitores a resposta e o reconhecimento pelo nosso trabalho.

No principio foi muito difícil, mas agora a alegria e o contato com as crianças tem sido altamente emocionante.

Os livros lançados pela FEB são encontrados em todo país, em todas as grandes livrarias e shoppings centers.

Vale a pena ressaltar que alguns títulos lançados pela FEB já estão traduzidos para o inglês e o espanhol e podem ser encontrados em formato eletrônico, o livro digital.

Fale-nos de suas faculdades mediúnicas.

Na seara mediúnica o trabalho é totalmente inspirado pelos benfeitores, mas recebo orientação através de sonhos e muitos projetos foram iniciados pela orientação durante o sono.

O trabalho na literatura infanto-juvenil está nessa faixa de orientação.

Para minha surpresa agora com a idade de 52 anos o intercambio tem se acentuado sobremaneira.

Creio que o exercício ao longo dos anos foi apurando a sensibilidade e o momento está sendo muito fértil por mercê dos espíritos amigos.

Meu trabalho mediúnico tem se concentrado mais no aspecto literário.

Sempre teve vocação e facilidade para escrever? Como começou?

Me recordo que com a idade de 7 anos de idade já escrevia poemas de cunho evangélico, surpreendendo meus pais.

Mas essa facilidade foi abandonada com o passar dos anos, pois meus pais, pessoas muito simples, nunca me incentivaram a qualquer prática literária.

Com o tempo perdi o interesse que eclodiu com a prática mediúnica na idade adulta.

E a preferência por livros infantis?

Os livros infantis nasceram por orientação em sonhos, mas principalmente pelo nascimento da minha neta.

Com a chegada dela acentuou-se a preocupação em passar a mensagem espírita adequada a criança.

Tornei-me um leitor voraz de livros infantis e passei a estudar esse tipo de literatura.

No presente momento, além de seguir me dedicando a literatura infantil, estou me dedicando também ao lançamento de livros para jovens.

Sem dúvida alguma, um segmento esquecido e um mercado que ainda precisa ser sedimentado.

Mas as alegrias tem sido inúmeras nessa faina.

A área da evangelização infantil caminha bem na casa espírita?

Penso que ainda há muito que se fazer nesse campo.

É preciso uma maior conscientização dos dirigentes espíritas quanto a evangelização.

Alguns espíritos amigos tem me informado que a evangelização infantil é a reunião de desobsessão mais eficiente em uma casa espírita, pois no cuidado com as crianças, está o tratamento nas causas dos processos obsessivos.

O assunto é vasto e demandaria muitas colocações, mas precisamos valorizar e intensificar o trabalho de evangelização nas nobres instituições espíritas.

No que pode melhorar?

Podemos melhorar o trabalho valorizando o evangelizador e oferecendo condições adequadas para o desenvolvimento do trabalho.

Muitos tem boa vontade, mas pouca capacitação para desenvolver a tarefa.

Com a própria falta de preparo, muitas pessoas desistem e abandonam a tarefa, o que é lamentável.

Outros mais desejam criar métodos próprios e tem dificuldade de aliar o conteúdo com a prática pedagógica.

Penso que os órgãos de unificação e direção do movimento espírita também precisam de diretrizes novas.

Para educar a criança e o jovem é preciso conversar com eles, ouvi-los na prática do ensino.

Métodos catequistas tendem a ser repelidos.

O jovem e a criança não devem ser catequisados, mas educados.

Educação pressupõe dialogo e respeito.

Na sua opinião o movimento espirita caminha bem?

Como movimento espiritualmente democrático em sua prática, o meio espírita não está livre de modismos e pessoas que desejam ser maiores do que ele.

Muitos querem ocupar papel de destaque, desejando ser a referencia principal.

Quando indagavam a Chico Xavier se ele tinha alguma novidade em termos doutrinários ele sempre respondia:

— A novidade é o evangelho!

Felizmente os modismos passam e Allan Kardec fica.

Mas o conceitos espíritas vão sendo melhor compreendidos com o passar dos anos e entendemos que o momento é de educar.

Não adianta ficar de olhos voltados para o além, sem que amemos os espíritos encarnados ao nosso lado.

Existe uma valorização acentuada na literatura espírita sobre magias, trevas e outros que tais em detrimento da essência da mensagem.

É o joio no meio do trigo, muitos se deixam levar, pois não querem estudar e preferem ser conduzidos e impressionados pelo mal que se propaga por livros da moda.

Pautar nossa conduta em Kardec, atendendo ao bom senso por ele exarado em suas obras é porfiar por caminhos seguros.

Os benfeitores que me assistem sempre me orientam a trabalhar pela libertação pela educação, pois fora dela não há solução.

A caridade da educação é meritória, pois transforma o ser para o mundo e não o mundo para o ser.

As suas palavras finais aos nossos leitores

Entendo que devemos valorizar cada vez mais a proposta educativa que o Espiritismo oferece a humanidade. Fora da educação não há solução para os tempos atuais.

É fundamental trazer a visão reencarnacionista para os nossos relacionamentos de uma maneira geral.

Falar sobre reencarnação é tema fascinante, ler romances que abordam essa temática é muito agradável, todavia a mensagem espírita pode estar mais próxima da nossa realidade.

Principalmente nos momentos tormentosos dos nossos relacionamentos mais ásperos.

Precisamos investir em nossas crianças e jovens, dar-lhes a oportunidade de laborar em nossas instituições.

Necessitamos adequar nosso discurso ao entendimento dos futuros dirigentes e trabalhadores espíritas que são os jovens de hoje.

Enquanto houver a prática da catequese, sem respeito as potencialidades das crianças e jovens em nosso meio, o circulo de atividades infanto-juvenis será muito limitado.

Meus cumprimentos a todos aqueles que já perceberam que o Espiritismo não veio a Terra para mera aplicação de passes, mas sim para auxiliar o homem a assumir sua responsabilidade perante a vida.

Não existe mais espaço para a tutela espiritual de quem quer que seja, o tempo é de trabalho e educação.

Minha gratidão!

Adeilson Salles e sua mãe dona Maria de Lourdes

Adeilson e a esposa Valdeci com André Trigueiro (d)

Janaina e Isabella, filha e neta de Adeilson Salles

Adeilson Salles, no centro, tendo a sua direita os filhos Vitor e Janaina

Gladys Pedersen, Nestor Masotti e Adeilson Salles

Adeilson Salles autografando para freiras na Bienal em 2008

Adeilson autografando em Itapira, SP

Adeilson autografando em Itapira, SP

Adeilson Salles em Porto Alegre

Isabella, neta de Adeilson Salles e torcedora dos Santos F.C

Adeilson no 1º. Encontro Cairbar Schutel em Matão, SP

Adeilson ao lado de Orson no Encontro Amigos de Chico Xavier em Guaxupé, 2011.

Adeilson Salles na Bienal do Rio 2011

Adeilson na Bienal do Livro. Rio de janeiro, 2011

Visite o site do Adeilson

http://www.adeilsonsalles.com.br/

Palhaço “Arrelia” se comunica pela psicografia no 1º. Encontro Cairbar Schutel. Matão, SP

Palhaço Arrelia. Imagem da Internet

Paz-lhaçada para todos!

Como vai, como vai, como vai...

Eu vou bem, muito bem, bem, bem -- com Jesus

Respeitável público o espetáculo da vida nos convoca ao grande momento de fraternidade entre os homens.

Jesus o condutor da alegria cristã nos pede que nos amemos uns aos outros.

Como amar e construir um mundo novo sem que cuidemos de nossas crianças?

Cairbar Schutel, o Bandeirante do Espiritismo, hoje se faz escoteiro

afim de conduzir os meninos para um acampamento de luz.

Nessa hora grave que se anuncia, temos a oferecer o sorriso dos palhaços

que viveram outrora na Terra e hoje voltam pelas portas da mediunidade

a convidar a todos para se tornarem simples como os pequeninos.

Respeitável público espírita, tendo a oportunidade de auxiliar a reformar

esse circo de homens do egoísmo, em um circo de paz e alegria.

Rendemos nossas homenagens ao Bandeirante que se fez escoteiro

para levar às crianças a mensagem espírita.

Nada de milagres e mágicas.

O momento é de trabalho com amor!

Nós, os palhaços invisíveis, saudamos os corações de boa vontade no trabalho com os pequeninos.

Como vai, como vai, como vai?

Eu vou bem, muito bem, muito bem, bem, bem com Jesus!

Paz-lhaçada para todos!

Arrelia

Psicografia de Adeilson Salles em 18/09/11 durante o I ENCONTRO CAIRBAR SCHUTEL (Palhaço Arrelia, Waldemar Seyssel, desencarnou em 2005)

Noticias da “Franciscans Spiritist House” Sydney, Austrália