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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

FOCALIZANDO O TRABALHADOR ESPIRITA (120) SEVERINO CELESTINO DA SILVA

Severino Celestino da Silva

Nesta entrevista focalizamos o professor doutor Severino Celestino da Silva, orador e escritor residente em João Pessoa, no estado da Paraíba. Dentista com doutorado, autor de seis livros e poliglota, Severino Celestino se especializou no estudo e pesquisas dos textos bíblicos originais buscando dar-lhe uma interpretação mais racional valendo-se para tanto dos seus conhecimentos acadêmicos e da doutrina espírita. É apresentador de programas de rádio e televisão espíritas e viaja por todo Brasil e exterior divulgando o Espiritismo.

Caro amigo e irmão de ideal Severino Celestino, pode nos fazer sua auto apresentação?

Sou Paraibano, nascido na cidade de Alagoa-Grande, estado da Paraíba em 7 de setembro de 1949, filho de José Celestino da Silva e de dona Hosana Celestina da Silva. Há 32 anos sou casado com a dra Maria das Graças Sobral Crispim da Silva, advogada, com quem tenho três filhos. Dennys Sobral Crispim da Silva, Ennyo Sobral Crispim da Silva e Sheylla Helena Sobral Crispim da Silva. Sou atualmente professor do Curso de Odontologia da Universidade Federal da Paraiba, onde leciono há 33 anos e professor do Curso de Ciências das Religiões, onde leciono há cinco anos.

Qual a sua formação acadêmica e profissional?

Sou graduado em Odontologia pela UFPB, (Universidade Federal da Paraíba), especialista em Periodontia pelo CFO (Conselho Federal de Odontologia) mestre em Clínicas Odontológicas pela USP, São Paulo e Doutor em Odontologia Preventiva e Social pela FOP-UPE. Atualmente estou cursando Pós-Doutorado em Ciências das Religiões na Universidade Metodista de São Paulo.

Como você conheceu o Espiritismo e desde quando o freqüenta?

Conheci o Espiritismo há 32 anos. Foi pela dor que adentrei à Doutrina Espírita. As bases Evangélicas do Espiritismo e seu lema pela Caridade me encantaram e me trouxeram explicações racionais para tudo que eu necessitava. Minhas raízes católicas não foram suficientes para me orientar na mediunidade e na busca e reforma interior que eu necessitava. Foi na Doutrina Espírita que encontrei lenitivo e sentido para minha vida.

A que casa espírita esta vinculado presentemente?

Estou vinculado ao Núcleo de Estudos Espíritas Bom Samaritano, na cidade de João Pessoa, Paraíba há 30 anos. Hoje estou na presidência desta casa que a chamo de minha casa querida e meu “Oásis de Luz”. É nela que encontro apoio dos nossos irmãos de doutrina para a realização do trabalho Social, Espiritual e de estudo.

Poderia nos fazer um sumário de sua participação no movimento espirita durante todos

esses anos?

Quando conheci o Espiritismo iniciei um estudo profundo da Doutrina Espírita fazendo um paralelo com a Bíblia. Encontrei muitas passagens bíblicas que já narravam e ratificavam as faculdades mediúnicas que o Espiritismo continha em seus postulados e ensinamentos. O mesmo ocorreu com a reencarnação e a imortalidade da alma que a Bíblia está cheia de passagens, sobretudo, em sua língua original, o hebraico.

Na questão 1010 do Livro dos Espíritos, o Espírito São Luiz afirma que o Espiritismo ressalta a cada passo dos textos das Escrituras Sagradas. Kardec afirma na questão 59 do Livro dos Espíritos, que a Bíblia não contém erros, nós nos equivocamos ao interpretá-la. Emmanuel, através da mediunidade psicográfica do nosso querido Chico Xavier, afirma, na obra “A Caminho da Luz” que os livros dos profetas israelitas, embora tenham uma feição esfingética, representam no conjunto, um poema de eternas claridades. Um espírito israelita no Evangelho Segundo o Espiritismo afirma que Moisés abriu o Caminho, Jesus continuou a obra e o Espiritismo a arrematará.

Depois de todas estas premissas e descobertas, iniciei um trabalho de divulgação sobre os estudos e descobertas que fui encontrando nos textos hebraicos, gregos e latinos que demonstram que o Espiritismo possui raízes e respaldo na Bíblia. A divulgação começou de forma simples e sem pretensão de impor nada, apenas esclarecer. Iniciei na minha cidade, João Pessoa e depois fui recebendo convites para outras cidades da Paraíba. Na sequência vieram convites para outros estados e cidades do Brasil e atualmente já estive no exterior atendendo convites na Flórida, New York, New Jersey, Connecticut e Europa. Nossa agenda está sempre completa e com pré-agendamento para anos futuros. Todo o nosso trabalho tem sempre o objetivo de levar ao conhecimento dos nossos irmãos espiritas e não espíritas que a Bíblia e o Espiritismo se completam e não possuem antagonismo.

Apresento semanalmente há seis anos, um programa de Tv na Rede Mundo Maior e há nove anos um programa de rádio na Rádio Boa-Nova de Guarulhos. O programa chama-se “Abrindo a Bíblia na Tv” e “Abrindo a Bíblia no Rádio” respectivamente. São dois programas que possuem a direção e produção das Casas André Luiz da cidade de Guarulhos São Paulo. Tudo isto tem aumentado a minha responsabilidade perante a Doutrina e o Evangelho de Jesus, pois tenho recebido apoio quase em massa dos companheiros de Doutrina. No entanto, algumas poucas correntes ortodoxas cristãs não tem entendido nossas “Novas Verdades” sobre os textos bíblicos.

Quantas obras escreveu espíritas e não espírita

Tenho seis obras escritas. Quatro são de natureza Espírita, buscando integrar Espiritismo e Bíblia. As duas outras são de natureza didático-religiosa.

As quatro de natureza Espírita são: Analisando as Traduções Bíblicas, O Sermão do Monte, Bereshit-(Deus e a Criação) e O Evangelho e o Cristianismo Primitivo.

As duas de natureza didática são: A Didaqué (O catecismo dos Apóstolos), uma obra que foi traduzida do grego com comentários e exegese. A outra chama-se Judaismo, onde apresentamos de uma forma resumida, a religião judaica.

Fale-nos sobre seus estudos de línguas estrangeiras. Quantas você conhece e o que motivou a estudá-las?

Meus estudos das línguas estrangeiras tiveram acima de tudo, um caráter religioso em torno da busca da verdade. Iniciei quando seminarista no Seminário Arquidiocesano da Paraíba. Alí estudei latim, grego, francês e inglês.

Depois que me tornei espírita fui ao encontro do conhecimento da língua hebraica, pois não aceitava os argumentos de muitos que afirmavam que a Bíblia condena o Espiritismo. Foi muito importante esta minha iniciativa, pois com ela descobri exatamente o contrário, a Bíblia é um livro de psicografias e fenômenos mediúnicos de todos os tipos. Nela se encontra a história de grandes profetas-médiuns que realizaram um trabalho muito importante para o futuro da humanidade; tudo isto graças as suas faculdades mediúnicas.

No que diz respeito aos livros do Velho e Novo Testamento utilizados hodiernamente pelas diversas seitas, qual a melhor versão em termos de autenticidade?

Temos hoje uma tradução literal muito boa que é a Bíblia de Jerusalém e o seu rodapé esclarece muito bem as dúvidas dos leitores e estudiosos. Embora tenha muitas gafes que ainda necessitam de reparação e atualização.

Qual a que Allan Kardec utilizou em seu trabalho no codificar da Doutrina Espírita?

Kardec utilizou a tradução do francês Louis-Isaac Le Maître de Sacy, teólogo, biblista e humanista, nascido em Paris em 29 de março de 1613 e falecido em 4 de janeiro de 1684. Esta tradução era a mais conceituada na França no século XIX.

A que atribui às divergências existente nas várias versões?

Primeiramente, ao desconhecimento do idioma original dos textos bíblicos. Em segundo lugar, devido às tendências religiosas dos tradutores. Em terceiro lugar não poderia deixar de frisar a influência ocorrida pela questão político- religiosa iniciada com o Imperador romano Constantino e os concílios realizados pela igreja católica através dos séculos. Após as nossas pesquisas, a conclusão que podemos chegar é que a Bíblia não tem traduções e sim “TRAIÇÔES”. Devido a isto, só podemos afirmar que a verdadeira mensagem da Bíblia está em seu texto original, o hebraico. Infelizmente as diversas Bíblias que existem em português não podem ser aceitas como documentos confiáveis, devido as suas traduções não possuírem um padrão de unidade. Nosso trabalho tenta esclarecer estas divergências, dentro de todo respeito e submissão à mensagem original dos textos bíblicos. Não posso condenar os que agem diferente, no entanto, deixo o alerta para o respeito que se deve ter pela mensagem original da Bíblia que não prega religião, mas o amor incondicional aos que nos cercam.

Severino, a arqueologia em momentos brilhantes trouxe a lume informações que lançaram luzes sobre o que estava esquecido. O caso da Pedra de Roseta que possibilitou a Champollion descobrir os hieróglifos foi um dos mais notáveis exemplos. Com relação à vida e a obra de Jesus, tirante os evangelhos e as epistolas do Novo Testamento, temos as parcas informações do historiador Flávio Josefo. Não acha que devemos ter esperanças de que a qualquer momento a arqueologia, como ocorreu com os manuscritos de Qumran, possa nos trazer novas informações sobre Jesus?

Claro que sim. Temos plena certeza disto. Recentemente foi descoberto em Hierápolis, na Turquia, o túmulo de Filipe, um dos discípulos de Jesus. A arqueologia tem sido de muita importância como ciência que vem comprovando o que já sabemos: a existência de Jesus e seus discípulos. A descoberta de uma coleção de 70 livros pequenos, há cinco anos em uma caverna numa região remota da atual Jordânia é mais um testemunho. Acredita-se que pertenciam a cristãos que fugiram após a queda de Jerusalém no ano 70 d.C. Temos ainda as descobertas de Qunram, no deserto da Judeia, Hag Namadi no Egito, a tumba de Talpiot em Jerusalém, onde foi encontrado o ossuário de Tiago, irmão de Jesus. Outros achados de merecedor registro são: Descoberta em Cesareia de Herodes, em 1961, de uma pedra com inscrições com o nome Pôncio Pilatos; O Barco da Galileia em 1986; O Ossuário de Caifás em 1990.

Não existe dúvida de que a arqueologia é de suma importância em tudo isto. E vai lentamente surgindo com uma colaboração inestimável sobre a passagem de Jesus entre nós.

Acredita que a obra de Kardec foi o acontecimento mais importante em termos de movimento de espiritualização da humanidade após a partida de Jesus?

Não tenho dúvidas que a codificação trazida por Alan Kardec em 1857 é o acontecimento mais importante do século XIX para o Ocidente. A reforma intima, pregada pela doutrina, ( O livro dos Espíritos) a moral do Evangelho em ( O Evangelho Segundo o Espiritismo) e a Ciência ( Livro da Gênese e o livro dos Médiuns) como elemento indispensável no tríplice aspecto da Doutrina Espírita.

Isto atesta que realmente o Espiritismo seja o Consolador Prometido?

O Espiritismo se enquadra perfeitamente como portador de todos os atributos que Jesus falou a respeito do Outro Consolador que viria para relembrar os seus ensinamentos e ensinar coisas novas.

Como esta enxergando o movimento espirita. Estamos bem ou enxerga algo a reparar?

Sinto que o Espiritismo vai bem, dentro dos seus propósitos de Consolador e Libertador. No entanto, Leon Denis falava que o Espiritismo seria no futuro o que os seus representantes fizessem dele. Isto significa que nós somos os responsáveis pela sua cristalinidade e bases Evangélicas, pois tem Jesus e seus ensinamentos como base. Assim, podemos concluir que ainda podemos fazer muito mais pela nossa Querida Doutrina.

Os pais de Severino Celestino da Silva, dona Hosana e Sr. José Celestino da Silva

Severino Celestino aos 3 anos de idade

Severino Celestino aos 21 anos

Severino Celestino com a esposa Maria das Graças

A familia constituída de Severino Celestino: a esposa Maria das Graças e

os filhos Ennyo, Dennys e Sheilla

Severino defendendo tese de Mestrado na USP/SP

no ano de 1981

Severino defende tese de Doutorado na FOP, Pernambuco,

no ano de 1994

Severino Celestino no mirante do Monte das Oliveiras, em Jerusalém, Israel

Severino e a esposa Maria das Graças em Tiberiades, Israel,

tendo como cenário o Mar da Galiléia

Severino Celestino autografando na

Livraria Rolando Perri Cefaly, em Araçatuba, SP

Severino Celestino. Palestra no C.E. Luz e Fraternidade

Araçatuba, SP


Severino com participantes do Grupo Espírita Casa Cristiana, em Miami, Flórida, EUA

Severino Celestino na abertura da

XIII semana espírita de New York


OBS: AS FOTOS DESTA ENTREVISTA SÓ PODERÃO SER UTILIZADAS EM OUTRAS PUBLICAÇÕES MEDIANTE AUTORIZAÇÃO EXPRESSA DO ENTREVISTADO.



domingo, 1 de janeiro de 2012

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 02-01-2012

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sábado, 31 de dezembro de 2011

A primeira visita de Divaldo Franco a Araxá “Um dardo luminoso atirado pelos anjos”

ABAIXO MATÉRIA PUBLICADA NA EDIÇÃO

No. 41, NOVEMBRO/DEZEMBRO DE 2011 DA

FOLHA ESPÍRITA “FRANCISCO CAIXETA”,

ARAXÁ, MG, BRASIL.

ACESSE A EDIÇÃO:

http://www.espiritacaixeta.org.br/folha/Fol41.pdf



NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 31-12-2011

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NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 30-12-2011

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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

RÁPIDA PASSAGEM

Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egito. Seu objetivo era visitar um famoso rabino.

O turista ficou surpreso ao ver que o rabino morava num quarto simples, cheio de livros. As únicas peças de mobília eram uma mesa e um banco.

Onde estão os seus móveis? Perguntou o turista.

E o rabino bem depressa perguntou também:

Onde estão os seus?

Os meus? Disse o turista. Mas eu estou aqui de passagem.

Eu também. Falou o rabino.

* * *

A vida na Terra é somente uma passagem. No entanto, vivemos como se fôssemos ficar aqui eternamente.

A grande preocupação é amontoar coisas. São casas na cidade, na praia, no campo, no Exterior.

Vários carros de cores, marcas e potências diferentes, para ocasiões diversas. Inúmeras roupas, dezenas de calçados, prédios, terrenos, joias. Quanto mais se possui, mais se deseja.

Justo que o homem anseie pela casa confortável, vestimenta adequada à estação, boa alimentação.

Tudo isso faz parte da vida material. São coisas necessárias para nos manter e podermos gozar de relativa segurança.

Entretanto, por que ajuntar tantas coisas, utilizando um tempo enorme em trabalho constante, sem nos preocuparmos com a vida do Espírito?

De um modo geral, afirmamos que não temos tempo para orar, para ler e estudar a respeito do mundo espiritual, do porquê nascemos e vivemos.

Nossa preocupação é exclusivamente no campo profissional, para ter sucesso, ganhar sempre mais.

Essa maneira de pensar é tão forte em nós que, ao auxiliarmos nossos filhos a se decidirem por essa ou aquela profissão, costumeiramente sugerimos que eles escolham a mais rendosa. Aquela profissão que, num tempo muito curto, trará excelente retorno.

Preocupamo-nos com as notas da escola, com seu desempenho nos esportes, nas artes.

Tudo muito correto! Mas, e quanto ao Espírito? Quando teremos tempo para lhes falar de Deus, da alma, de Jesus, da lei de amor?

Quando nós mesmos teremos tempo para frequentar um templo religioso? Para ajuntar tesouros espirituais, trabalhando as virtudes em nós?

Lembremos que a vida no corpo é uma passagem apenas.

Vivamos bem mas, de forma sábia, também cultivemos as coisas do Espírito, preparando a nossa vida para além da tumba.

* * *

A vida espiritual é a verdadeira vida. A vida terrena é breve e tem por objetivo o progresso do Espírito.

Estamos na Terra exatamente como alguém que chegasse de um lugar distante, parasse em uma determinada estação, ali permanecesse por um tempo e, depois, tomasse a condução de volta ao ponto de origem.

Assim são as nossas idas e vindas da Pátria espiritual para a Terra e daqui para lá.

Por esse motivo asseverou Jesus na parábola do homem que encheu os seus celeiros e se preparou para aproveitar tudo, ao máximo: Louco. Ainda esta noite a morte virá te buscar a alma.

Redação do Momento Espírita, com base em conto do

livro Histórias da alma, histórias do coração, de Christina

Feldmann e Jack Kornfield, ed. Pioneira.

Disponível no livro Momento Espírita, v. 2, ed. Fep.

Em 28.12.2011.

Uma vista da cidade de Luxor, Egito, com o templo famoso e o Rio Nilo ao fundo.

Foto Ismael Gobbo

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 29-12-2011

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RESOLUÇÕES


Richard Simonetti

richardsimonetti@uol.com.br


1 – “Ano Novo, vida nova”, prega o velho aforismo. É possível, realmente, fazer da passagem do ano um divisor de águas, buscando um novo comportamento, uma nova visão da existência, uma vida nova?

Quando elegemos determinada data para o esforço de renovação, estamos debitando ao futuro algo que deve acontecer no presente. Se não queremos cair na vacuidade, é importante usar um aforismo bem mais consistente: Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje.

2 – Digamos que o fumante se conscientize de que o cigarro lhe faz mal e se proponha a marcar data para largar de fumar. Passa algumas semanas preparando-se. Isso não lhe dará a firmeza necessária?

Se estivesse realmente consciente de que o cigarro lhe faz mal, pararia imediatamente, sem debitar ao futuro a iniciativa. Quando temos a ideia, mas não a consciência, chocho é o desejo de mudar . Por isso Mark Twain (1835-1910), grande escritor americano dizia, jocoso: Largar de fumar é a coisa mais fácil do mundo. Eu mesmo já larguei mais de cem vezes.

3 – Não obstante, não seria importante uma reflexão,, avaliando o ano que se finda e cogitando do que pretendemos fazer no novo ano? Isso não favoreceria nossa adequação aos desígnios divinos?

Todo empenho nesse sentido é válido, mas seria melhor que fizesse parte de um contexto, envolvendo o esforço permanente de renovação, como um corredor que avalia quanto já correu, enquanto segue em frente, buscando a meta a ser alcançada.

4 – Segundo Santo Agostinho, há um momento em que a alma humana atinge a percepção dos valores espirituais, o que lhe inspira a disposição legítima para a renovação. Chama esse acontecimento de “iluminação”. Ele próprio o experimentou. Poderíamos situar essa iluminação como uma graça divina?

Com semelhante ideia estaríamos admitindo que Deus tem seus preferidos, seus eleitos, o que não é compatível com a justiça. A iluminação, aquele momento decisivo, em que o Espírito tem a percepção dos caminhos que lhe compete seguir, em favor da própria renovação, é fruto de nosso amadurecimento como Espíritos imortais, no desdobramento das existências.

5 – Como situaríamos Francisco de Assis, nesse contexto?

Ele já era um Espírito iluminado quando reencarnou com a gloriosa missão de motivar o movimento cristão para um retorno à primitiva pureza. Consta que teria sido um dos discípulos de Jesus, provavelmente João Evangelista.

6 – A iluminação decorre do processo de amadurecimento do Espírito ou é algo que pode ser atingido mais rapidamente com o nosso esforço?

Não somos vegetais à espera do tempo para crescer, florescer e frutificar. Somos seres pensantes, cuja maturidade está subordinada a esse esforço. Espíritos há que permanecem séculos dominados por vícios e imperfeições. Outros caminham mais rapidamente. O fumante inveterado não é pior nem mais atrasado que aquele que deixou o vício. Apenas não se dispõe ao mesmo esforço. Depende de cada um.

7 – Como fazer para nos libertarmos de nossas limitações, do acomodamento, de forma a nos iluminarmos mais depressa?

Jesus dizia (João, 8:32): Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. No atual estágio evolutivo nos é impossível uma visão da verdade em plenitude. Mas podemos assimilar parcela dela. Nesse particular o Espiritismo é imbatível, oferecendo-nos uma ampla visão das realidades espirituais, de onde viemos, para onde vamos. Sobretudo, a Doutrina nos conscientiza de que é preciso caminhar, a fim de não sermos atropelados pela dinâmica da Evolução, que impõe corretivos dolorosos aos que pretendem estagiar na inércia.

8 – Qual a resolução mais importante em relação à progressão anual no calendário, no chamado Ano Novo?

Creio que essa resolução deve ser tomada desde já, o propósito de fazer do ano em que estamos, um ano aceitável do Senhor, segundo a expressão de Jesus (Lucas, 4:19), o glorioso tempo em que estejamos empenhados em aceitar em plenitude a orientação do Mestre em favor de nossa iluminação para a conquista da paz, o tempero da felicidade.


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Celebração do Ano Novo. Torre Eiffel, Paris

Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Tour_eiffel_feu_artifice.jpg


NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 28-12-2011

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Emails enviados no mês de Dezembro

Emails diários enviados em Novembro (arquivo)

Novembro

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 27-12-2011

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domingo, 25 de dezembro de 2011

FOCALIZANDO O TRABALHADOR ESPÍRITA (119) WALTHER GRACIANO JÚNIOR

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Walter Graciano Júnior

Entrevista para Ismael Gobbo ao

Notícias do Movimento Espírita

Hoje ouviremos nosso companheiro Walther Graciano Júnior, um dos colaboradores da Folha Espírita, em cujo jornal escreve as colunas “Cantinho do Evangelizador” e “Papo Cabeça”. Economista por formaçao, em cuja área trabalhou profissionalmente, Graciano acabou mudando de carreira graças ao trabalho com a evangelização infantil na Creche “Lar do Alvorecer”. Tornou-se pedagogo. Sempre ao lado da mãe, dona Anna, Graciano vem prestando seus relevantes serviços na propagação da Doutrina Espírita e granjeando a simpatia e respeito de todos aqueles que com ele convivem.

Walther pode nos fazer sua autoapresentação?

Meu nome é Walther Graciano Junior, nasci no dia 06 de janeiro de 1961 na cidade de São Paulo, onde resido, filho de: Walther Graciano e Anna Giorgetti Graciano. Tenho mais três irmãos e seis sobrinhos que são a alegria da nossa família. Sou professor de informática no Colégio Palmares onde trabalho há 18 anos

Qual a sua formação acadêmica e profissional?

Sou Economista e Pedagogo. Me formei em Economia pela PUC de São Paulo no ano de 1986. Após alguns anos, atuando na área financeira de uma empresa multinacional, me senti um pouco “cansado” da carreira de economista. Incentivado pelo trabalho com as crianças da Creche “Lar do Alvorecer”, resolvi mudar e partir para a área educacional. Prestei novamente vestibular e entrei na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, onde me formei no ano de 1995.

Como conheceu o Espiritismo e desde quando o freqüenta?

Venho de uma família católica, porém minha mãe foi sempre muito ligada ao espiritismo. Possuíamos muitos livros espíritas em casa. Desde o início da adolescência me interessei pela leitura dos livros. Outros grandes incentivadores do espiritismo em minha vida foram meus tios Maria Elisa e Sandro Giorgetti, este irmão da minha mãe e já desencarnado, que são espíritas e cuja casa frequentei durante muito anos pela grande afinidade que possuo com meus primos. O fato de estar com eles todos os fins de semana, fazia com que eu frequentasse o Centro que eles frequentavam em Campinas, o Centro Espírita “Jesus de Nazaré”, já desativado.

A que casa espírita está vinculado presentemente?

Ao Grupo Espírita Cairbar Schutel, no Jabaquara, na capital paulista, vinculado à Editora FE e Associações médico-espíritas do Brasil e Internacional, sob a presidência da Dra. Marlene Nobre

Poderia nos fazer uma síntese de sua participação no movimento espirita durante esses anos

Passei a frequentar o Grupo Espírita Cairbar Schutel no ano de 1978 juntamente com minha mãe.

Quando entrei pela primeira vez, senti que ali era o meu lugar, minha família espiritual, e nunca mais deixei. Além das atividades doutrinárias, o Grupo tem um grande trabalho nas áreas educacional e assistencial. Comecei frequentando os estudos e os trabalhos de passe na sede no Jabaquara. Posteriormente passei a frequentar o desenvolvimento mediúnico. Paralelamente iniciei-me no trabalho na Creche “Lar do Alvorecer”, na assistência social e passei por vários setores, até que um dia no ano de 1985 fui chamado para trabalhar na evangelização infantil. A partir daí dediquei-me a dar aulas junto com os evangelizadores na Creche assumindo tempos depois a área de Evangelização Infanto-juvenil.

E no trabalho de divulgação?

O trabalho de divulgação ocorreu de outra forma. Desde que passei a frequentar o Grupo Espírita Cairbar Schutel comecei a acompanhar a Folha Espírita. Quando assumi a coordenação geral da evangelização, a Dra. Marlene me perguntou se eu gostaria de contribuir escrevendo a Folhinha Espírita juntamente com minha mãe na parte da música. Passados alguns anos comecei a escrever o “papo-cabeça” e o “cantinho do evangelizador” e minha mãe Anna Giorgetti Graciano continua publicando músicas de sua autoria. Há também o trabalho dos Congressos da Associação Médico Espírita do Brasil que eu e meus companheiros do Grupo Espírita Cairbar Schutel colaboramos com a supervisão da Dra. Marlene Nobre.

Quais os temas de sua preferência nesse trabalho?

Para escrever meus temas preferidos são: educação, juventude espírita e atualidades interpretadas à luz da doutrina. Estes são assuntos que levam as crianças e os jovens a ler e refletir, discutir com os pais, professores e evangelizadores.

Como pedagogo que é acha que nosso sistema de ensino vai bem?

Vejo o sistema atual de ensino no Brasil com uma grande lacuna entre suas propostas. Filosoficamente e metodologicamente falando parece um ensino de “primeiro mundo”, mas na prática, principalmente dentro da sala de aula, a coisa é bem diferente. Falta comprometimento e os resultados estão aí para comprovar.

Graciano lembro-me que algumas décadas atrás os próprios pedagogos e psicólogos pregavam que a criança devia ter liberdade. Hoje o que mais se vê falar são nos limites. Acha que foi equivocado aquele direcionamento?

Não vejo como um equívoco, vejo como uma mudança de paradigma. Uma experiência que deu errado.

Nós devemos entender que sem regras, limites e educação, jamais conseguiremos viver em sociedade. Muitos pais pensam que satisfazer todas as necessidades dos filhos é a forma mais certa de educá-los. Com a experiência e a vivência percebem que a falta de regras e limites acaba por prejudicar seus filhos, e as consequências são desastrosas para a criança, a família, e a sociedade de uma forma geral.

Uma coisa muito importante a ser observada pelos pais, professores e educadores em geral é que ao estabelecer limites, é importante adotar uma postura firme, coerente, e exemplificar. A criança aprenderá muito mais através dos exemplos do que simplesmente pelas palavras.

Hoje a criminalidade é grande e parece que vem passando de pai para filho independentemente da posição Social. Isto pode ser reflexo daquela forma de criar na liberdade total?

O que o Espiritismo nos ensina é que o espírito ao reencarnar, de uma forma geral, é preparado e orientado para uma reencarnação onde sairá vencedor. Porém precisa de uma educação adequada, que, a princípio, é dada pelos pais. Quanto à questão da liberdade, Emmanuel no livro O Consolador esclarece: a pretexto de que a criança deve desenvolver-se com a máxima noção de liberdade pode dar ensejo a graves perigos. Já se disse, no mundo, que o menino livre é a semente do celerado. A própria reencarnação não constitui, em si mesma, restrição considerável à independência absoluta da alma necessitada de expiação e corretivo? Deve nutrir-se o coração infantil com a crença, com a bondade, com a esperança e com a fé em Deus. Agir contrariamente a essas normas é abrir para o faltoso de ontem a mesma porta larga para os excessos de toda sorte, que conduzem ao aniquilamento e ao crime.

Pode nos falar sobre sua experiência como evangelizador espírita?

Minha experiência como evangelizador é muito rica porque atuo em frentes diferentes. Temos dois grupos de evangelização: um na Creche Lar do Alvorecer com crianças carentes e outro no Grupo Espírita, com os filhos dos frequentadores. Em todos os momentos o trabalho é enriquecedor. Ao longo dos anos tenho aprendido muito com as crianças e com meus colegas. Desde as questões básicas relativas ao horário, à assiduidade, à freqüência, ao amor e interesse que dispensam ao evangelizando de qualquer idade, até as questões mais complexas ligadas ao estudo e tarefas doutrinárias. Há também a Folha Espírita que me proporciona momentos de reflexão e muito estudo.

Acha importante os pais encaminharem seus filhos para as aulas de evangelização?

Costumo dizer que os grupos espíritas são locais especiais para as crianças. Trabalhamos e estudamos muito para atender a criança em suas necessidades de espíritos a caminho da luz. Cobro incansavelmente dos pais assiduidade e freqüência das crianças nos horários estabelecidos.

Outro ponto que costumo “pegar no pé” é a continuidade do estudo em casa através do diálogo e do Evangelho no Lar.

Ouvimos frequentemente de alguns pais: “eu não forço meus filhos a religião alguma, sou liberal vou deixá-lo crescer e depois ele escolherá”. Lembro a esses pais que eles tem o dever de oferecer aos filhos o que há de melhor. Se são espíritas e frequentam reuniões, por que não levar as crianças?

Frequentando as e exemplificando, podemos evitar que mais tarde eles caiam em toda sorte de vícios cujas consequências são terríveis e dolorosas. Ao se tornarem adultos, aí sim, farão as suas opções de ordem religiosa. Convido-os a lerem as explicações de Emmanuel quanto à educação infantil.

Acredita que esse trabalho vai indo bem em nosso meio espírita?

Acredito que o trabalho está crescendo. Através da internet conheci muitos grupos com os quais tenho me comunicado. Ao longo dos anos foram criados muitos sites com informações para troca de experiências, inclusive cursos online para aqueles que se interessam. Com boa vontade e trabalho podemos criar um grande banco de dados educacional espírita.

O que sugere?

Minha sugestão é comunicação. Aproveitar ao máximo todo o aparato tecnológico que dispomos atualmente para troca de experiências e material. E trabalho, muito trabalho na educação. Sobretudo agora que o planeta passa por grandes mudanças. A hora é agora!

Suas despedidas dos nossos leitores.

Ismael, em primeiro lugar gostaria de agradecer muito a oportunidade de fazer parte do seu blog. Gostaria também de enviar um abraço a todos os leitores e convidá-los ao trabalho da evangelização infanto-juvenil. Que possamos continuar a caminhada da divulgação do espiritismo sob a proteção dos espíritos benfeitores da seara de Jesus.


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Walther Graciano Jr, ao lado de Dra. Marlene Nobre com a última edição da Folha Espírita

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O bebê Walther Graciano Júnior

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Walter Graciano Jr com avó paterna e irmãos

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Walther com avós e familiares de Campinas

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Walter Graciano na extrema esquerda com o avô materno.e o primo.Marcelo.em Campinas

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Mãe e irmãos de Walther Graciano Jr

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Walther Graciano com irmã e sobrinhos

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Walther Graciano Jr. com familiares

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Walther Graciano Jr. Com os pais irmãos, avó e sobrinhos

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A mãe de Walther Graciano, dona Anna Giorgetti que é professora de música

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Walther Graciano Jr, no ano de 1985.cumprimentando Chico Xavier no Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, MG

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Walther Graciano Jr, de pé, na Creche Lar do Alvorecer

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Graciano em atividades com as crianças

na Creche Lar do Alvorecer


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sábado, 24 de dezembro de 2011

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 24-12-2011

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O SERMÃO DO MONTE

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Humberto de Campos (irmão X)

Psicografado por Francisco C. Xavier.


Jesus e seus discípulos eram muito visados pela multidão. Eram doentes, desalentados e tristes. Desejavam estes, explicações sobre o Evangelho do Reino, de modo a trabalharem com mais acerto na observância dos ensinamentos do Cristo.

- Que conseguiria o Evangelho do Reino, com esses aleijados e mendigos? pensou Levi, o discípulo (Mateus)

Jesus falou com bondade:

- No entanto, Levi, precisamos amar e aceitar a preciosa colaboração dos vencidos do mundo!...A Boa Nova, há de ser a mensagem divina para eles, que são os tristes e deserdados da imensa família humana! Os vencedores da terra, não necessitam de boas noticias. Nas derrotas da sorte, as criaturas, ouvem mais alto a voz de Deus. Buscando os oprimidos, os aflitos, os caluniados, os carentes de justiça, sentimo-los tão unidos ao Céu nas suas esperanças, que reconhecemos na coragem tranqüila que revelam, um sublime reflexo da presença de Nosso Pai em seus espíritos. Já observaste algum vencedor do mundo com mais alta preocupação do que a de defender o fruto de sua vitória material? Quem governa o mundo é Deus, e o amor não age com inquietação. Até que a esponja do tempo absorva as imperfeições terrestres, através de séculos de experiências necessárias, os triunfadores do mundo são pobres seres que caminham por tenebrosos abismos. É imprescindível, pois atentemos na alma branda e humilde dos vencidos. Para os seus corações Deus carrega bênçãos de infinita bondade. Esses quebraram os elos mais fortes que os acorrentavam às ilusões e marcham para o infinito do amor e da sabedoria. O leito de dor, a exclusão de toda as facilidades da vida, a incompreensão dos mais amados, as chagas e as cicatrizes do espírito, são luzes que Deus ascende na noite sombria das criaturas. Levi, é necessário amemos intensamente os desafortunados do mundo. Suas almas são a terra fecunda pelo adubo das lágrimas e das esperanças mais ardentes, onde as sementes do Evangelho desabrocharão para a luz da vida. Eles saíram das convenções nefastas e dos enganos do caminho terrestres e bendizem o Nosso Pai, como sentenciados que experimentassem, no primeiro dia de liberdade, o clarão reconfortante do Sol amigo e radioso que os seus corações haviam perdido. E é também sobre os vencidos da sorte, sobre os que suspiram por um ideal mais santo e mais puro, do que as vitórias fáceis da Terra, que o Evangelho, assentará as suas bases divinas.


O crepúsculo descia num deslumbramento de ouro e brisas cariciadas por Deus.

Ao longo de toda encosta, acotovelava-se a multidão, afim de ouvir a palavra do Senhor. Eram velhinhos trêmulos, lavradores simples, mulheres do povo com seus filhos maltrapilhos e doentes. Deixando perceber que se dirigia aos vencidos e sofredores do mundo inteiro, e esclarecendo o espírito de Levi que representava a aristocracia intelectual, pela primeira vez pregou as bem-aventuradas bênçãos Celestiais. Sua voz caia como bálsamo eterno, sobre os corações desditosos.

- "Bem-aventurados os pobres e aflitos (escravos).

- Bem-aventurados os sedentos de justiça e misericórdia (degredados).

- Bem-aventurados os pacíficos e os simples de coração (Índios)" .

Quando Jesus terminou a sua alocução, algumas estrelas já brilhavam no firmamento. Levi sentiu que, naquele crepúsculo inolvidável uma emoção diferente lhe dominava a alma. Havia compreendido os que abandonam as ilusões do mundo para se elevarem a Deus. No dia seguinte o ex-publicano, abriu suas portas

A todos os convivas daquele crepúsculo memorável. Jesus participou da festa, partiu o pão e se alegrou com eles.

Enternecido, disse:

- " Levi, meu coração se rejubila hoje contigo, porque são também BEM-AVENTURADOS todos os que ouvem e compreendem a palavra de DEUS."


(Texto copiado na Internet de http://www.forumespirita.net/fe/espiritismo-jovens/o-sermao-do-monte-1169/msg4131/?PHPSESSID=90b128bbc7f24034ff76ded07e26e6a8#msg4131)


Planície de Genesaré ás margens do Mar da Galiléia, Israel

Foto Ismael Gobbo

Estrada na Planície de Genesaré em direção a Cafarnaum nas proximidade de Magdala. Israel. Foto Ismael Gobbo

O Monte das Bem-aventuranças, à esquerda e o Mar da Galiléia. Israel. Foto Ismael Gobbo

Descendo o Monte das Bem-Aventuranças às margens do Lago de Tiberíades. Galiléia, Israel. Foto Ismael Gobbo








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