BLOG DE NOTÍCIAS DO MOVIMENTO ESPÍRITA.....ARAÇATUBA- SP

Atenção

"AS AFIRMAÇÕES, INFORMAÇÕES E PARECERES PUBLICADOS NESTE BLOG SÃO DE RESPONSABILIDADE EXCLUSIVA DE QUEM OS ELABOROU, ASSINA E OS REMETEU PARA PUBLICAÇÃO. FICA A CRITÉRIO DO RESPONSAVEL PELO BLOG A PUBLICAÇÃO OU NÃO DAS MATÉRIAS, COMENTÁRIOS OU INFORMAÇÕES ENCAMINHADOS."

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

...Até o fim dos tempos!

Tudo na Sua vida é uma aparente contradição que se enriquece de legitimidade em cada passo, após acurada reflexão.

Negando o mundo, Ele é o Senhor do mundo.

Falando sobre a vida, doa a Sua em legado de inexcedível amor.

Desde antes do nosso tempo, permanecerá até o fim dos tempos!...

Começando no anonimato, prossegue desconhecido, quanto mais é comentado.

Filho de Deus por excelência, conclama todos os homens a desvelarem o seu deus oculto e alcançarem o Supremo.

Seus silêncios são mais altissonantes do que todas as Suas palavras.

Os Seus não-feitos, têm um significado psico-sociológico mais poderoso do que todos os Seus atos.

Vivendo com todos, mas não Se permitindo pertencer a ninguém, senão ao Seu Pai em cujo Nome viera à Terra.

A Sua saga é o amor em plenitude; no entanto, escolhe pessoas simples, corações singelos, mentes não desenvolvidas culturalmente para estabelecer as bases da vida eterna.

Ama as criancinhas, defende as mulheres e socorre enfermos, pobres, desvalidos, abandonados, infelizes, num período em que a bajulação, a submissão e a indignidade predominam nas consciências e nos anelos dos povos.

Enquanto os multiplicadores de opinião de todos os tempos usam a tribuna, a pluma, o altar, a força e a glória terrestre para apresentar os seus planos, Ele sobe a um monte defronte de um pequeno mar e canta o maior poema que jamais se ouviu, alterando por definitivo o significado dos valores humanos através das inesquecíveis bem-aventuranças.

Junto ao poviléu e entre os malcheirosos Ele esplende de beleza sem os humilhar; destacando-se pela grandeza moral, sem os ferir, arrebanhando-os sem se impor...

Jesus é único!

Incomparável, ninguém se lhe assemelha em candura, em sabedoria, em majestade, em renúncia...

O Seu é o hino majestoso de encorajamento para os anseios do coração e as aspirações do pensamento.

Todos os fundadores de religião estabelecem regras, impõe cultos, exacerbam o fanatismo, convocam à submissão.

Não Ele.

Não fundou qualquer doutrina, nada exigiu, aparecendo como se fosse uma brisa perfumada em manhã de Sol, amenizando o calor e esparzindo harmonia. Só apresentou uma recomendação: o amor indistinto a Deus, ao próximo e a si mesmo...

Alterou porém, os conteúdos da sociologia, da metafísica, da ética, da filosofia, tornando a Sua uma Doutrina total, que explica os segredos da vida através de um autoconhecimento incomum e de uma revelação invulgar sobre todos os fenômenos existenciais.

Em quatro pequeninos livros, que lhe narram a existência, permanece a maior história jamais escrita na Humanidade, a mais concisa proposta de transformação humana, a mais simples estratégia de revolução para mudar as estruturas da Terra.

Cada versículo oferece visível e oculta uma mensagem que pode ser penetrada, porém, de forma variada, de acordo com a necessidade de cada um que a consulta e nela descobre a resposta.

São tesouros inesgotáveis de sabedoria, de ciência, de amor, que os tempos não consumiram.

Possuem interpolações, adulterações, mutilações que sofreram através dos dois milênios que se evolaram na ampulheta dos tempos e, não obstante, continuam vivos, ricos de luzes, atendendo a sede e a fome de verdade.

É paradoxal observar-se que, embora tenham sofrido a interferência de paixões, de interesses políticos e religiosos, permaneçam enriquecedores e nobres, norteando milhões de destinos e albergando outras tantas vidas.

Seus ensinos agigantam-se como verdadeiros tratados a respeito da renúncia, da abnegação, da caridade, da não-violência, da dignificação humana, da iluminação de consciência, da moral e do pensamento, ampliando espaços na cultura e na conduta de todos aqueles que se permitem consultá-los.

Podem ser considerados pérolas que adornam a cultura humana carente de amor e de respeito pela vida, emoldurando o campo das possibilidades a descortinar e conquistar pelo esforço de cada qual.

Ao alcance de quem os deseje, permanecem silenciosos ou cantantes através dos séculos em marcha inexorável para o infinito.

Tentar escrever sobre Jesus e Sua Doutrina é ousadia que desperta a coragem e o valor de todos quantos desejam mantê-lo vivo nas páginas da História.

A Sua é a vida mais comentada de todas as vidas.

A história mais narrada entre todas as histórias.

... E, no entanto, muito simples, discreta e incomum.

Desde a data do Seu nascimento que as controvérsias se apresentam.

Teria ocorrido, conforme escreveu o monge cita, Dinis, o Pequeno, também chamado Dyonisius Exiguus que, no século VI, em Roma, tomando por base o texto de S. Lucas - No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, Herodes, tetrarca da Galiléia, seu irmão Filipe, tetrarca da região da Ituréa e Traconides, e Lysânias, tetrarca de Abilene, sendo sumos sacerdotes Anãs e Caifás, veio a palavra de Deus a João, filho de Zebedeu, no deserto (III – 1 e 2) - descobriu a forma para definir o ano 754 da Era da fundação lendária de Roma, como a Sua data de Natal ?!

Ou ocorreu conforme as análises mais recentes em torno do recenseamento, que se teria dado antes em 748?!

Ou ainda, tendo-se em conta que, se Ele veio “até João, em janeiro de 28, com a idade aproximada de trinta anos”, não teria nascido anteriormente, dois ou três anos precedentes ao período estabelecido para início da nossa Era?!

Ou ainda, possivelmente no ano 6 anterior ao marco inicial aceito, conforme os apontamentos a respeito da morte de Herodes, que teria ocorrido em 4, antecipando o registro considerado como pilar do novo Milênio, tendo em vista a informação de Flávio Josefo, o historiador do povo hebreu, e as anotações da astronomia que, tomando por fundamento um eclipse lunar, estabeleceu aquele fenômeno como tendo acontecido na noite de 12 de março do referido ano?!

Ou ainda, conforme a narraçao do encontro de Herodes com os Reis magos em Jerusalém, quando ele já retornara dos banhos de Callorhoé e de Jericó, onde houvera passado os últimos tempos de sua existência, constataremos que há uma defasagem de 5 anos...

O quase certo, definitivo e aceito modernamente, é que o Seu nascimento deu-se no ano 6 antes de nossa Era.

Será porém isso importante, desde que Ele nasceu, viveu e morreu por amor?

De todas essas aparentes controvérsias surge a vida singular e grandiosa de Jesus, que arrebata vidas e continua conduzindo-as ao aprisco de Deus.

*

Não nos atrevemos a uma apresentação histórica da arrebatadora Vida de Jesus, tarefa que cientistas e teólogos, sociólogos e filósofos vêm realizando com brilhantismo e êxito.

Mergulhamos apenas em algumas passagens dos Seus feitos, para atualizar o Seu pensamento e incorporá-lo ao nosso dia-a-dia em busca de plenitude e de renovação espiritual.

Não é, portanto, mais um livro sobre a Sua vida.

São reflexões, gratidão e amor pelo Seu heroísmo, que permanecerá ao nosso lado, acompanhando-nos carinhosamente até o fim dos tempos.

Salvador, 5 de janeiro de 2000.

Amélia Rodrigues

Página magistral de abertura do livro:

...ATÉ O FIM DOS TEMPOS

Ditado pelo espírito Amélia Rodrigues

pela psicografia de Divaldo Pereira Franco



Jesus falando. Pintura em parede por Maria Tereza Braga. Casa da Caridade,

Araçatuba, SP. Foto Ismael Gobbo

O Mar da Galiléia em Cafarnaum. Foto Ismael Gobbo

Estátua de Jesus e Pedro na parte externa da Igreja do Primado em Tabgha, Israel

Foto Ismael Gobbo

Solo arado em fazenda na Planície de Genesaré com o Monte das Bem-aventuranças

e Mar da Galiléia ao fundo. Israel. Foto Ismael Gobbo





terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA. 07-02-2012

Clicar aqui:

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 06-02-2012

Clicar aqui:

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Dirigente do CEI e da FEB visita a instituições de Angola

Nestor Masotti fala no C.E. Paz e Fraternidade

No período entre 27 e 29 de janeiro, Nestor João Masotti, presidente da FEB e secretário geral do Conselho Espírita Internacional, acompanhado de assessor, visitaram instituições espíritas em Angola com o objetivo de se inteirarem da realidade das mesmas, sendo recepcionados e ciceroneados pela dirigente da Sociedade Espírita Allan Kardec de Angola, Amélia Cecília D. Carlos Cazalma, onde mantém extenso trabalho social. Visitaram o Centro Espírita da UECA e o Lar de Hansenianos, em Luanda. Esta foi a primeira viagem do Secretário Geral do CEI a Angola. Informações: www.seaka.org; www.intercei.com

Leprosário da Funda, Angola


Nestor Masotti no C.E. Paz e Fraternidade, Angola
Nestor Masotti na visita ao C.E. da UECA

Ouça Entrevistas por Adriano Marques do programa Roteiro da RBN realizadas na Aliança Espírita Varas da Videira no dia 27/1/2012

Acesse aqui:

http://radioboanova.com.br/novo/offlineplay.php?PROCODIGO=201&OFFDATA=270112&OFFPARTE=1&PRGCODIGO=338


Veio de lá

Richard Simonetti

richardsimonetti@uol.com.br


Agatha Christie (1891-1976) afirmava:

Um arqueólogo é o melhor marido que uma mulher possa ter: quanto mais velha ela fica, mais ele se interessa por ela.

Pena que existam tão poucos, dirá a leitora casadoira.

Anime-se! É uma profissão em expansão, graças à ação estimulante de arqueólogos que têm realizado grandes descobertas sobre culturas do passado.

Um deles foi notável: Jean-François Champollion (1790-1832) nasceu em Figeac, na França. Embora filho de pais franceses, tinha pele mais escura. As córneas amarelas e o talhe do rosto eram tipicamente orientais.

Detalhe singular: um vidente profetizara que aquele menino haveria de conquistar imorredoura glória.

Acertou!

Ele se destacaria como um dos grandes especialistas, talvez o maior, em egiptologia. Seu feito mais notável: decifrar a escrita hieroglífica, que há séculos desafiava os pesquisadores.

Champollion é o exemplo típico do Espírito que vem à Terra para determinada missão, ligando-se desde cedo ao t rabalho que lhe compete realizar.

Tinha incrível facilidade para idiomas.

Já aos onze anos sabia o latim e o grego. Dedicou-se, então, ao hebraico, aprendendo rapidamente a dominar aquele idioma.

Nesse tempo, tomou contato com uma coleção de papiros egípcios. Viu, fascinado, inscrições hieroglíficas em lajes.

– Pode-se ler isso? – perguntou a um especialista.

Ante a resposta negativa, afirmou convicto:

– Dentro de alguns anos eu os lerei! Quando for grande!

Com treze anos começou a estudar o árabe, o siríaco, o caldaico e, depois, o copta. Acentuam seus biógrafos: tudo o que ele aprendia, tudo o que procurava estava sempre relacionado com o antigo Egito. E aprendia rapidamente, como se apenas estivesse recordando algo que já conhecia.

Aos dezessete anos traçou um mapa histórico do império dos faraós. Mal começava sua jornada, mas, já nessa idade, pelo montante de pesquisas e trabalhos apresentados, foi eleito, por unanimidade, membro da Academia de Grenoble, importante centro cultural francês, na região dos Alpes.

De estudante passava a acadêmico, respeitado por sua incrível cultura e sagacidade, algo espantoso num jovem mal saído da puberdade.

Em breve, concluídos seus estudos, foi para Paris, levando consigo o sonho que acalentava: decifrar os hieróglifos.

***

Em seu caminho estava misteriosa pedra, encontrada nas proximidades da cidade de Roseta, no Baixo Egito, em 1799.

Era do tamanho de um tampo de mesa, de basalto negro, com granulação fina, muito dura, polida de um lado.

Apresentava três inscrições , em parte gastas e apagadas pela fricção da areia que o vento despejara sobre ela, durante milênios.

A primeira inscrição, com quatorze linhas, era hieroglífica.

A segunda, com trinta e duas linhas, demótica.

A terceira, com cinqüenta e quatro linhas, grega.

Cientistas e estudiosos, na França, na Inglaterra, na Alemanha, na Itália, empenharam-se em decifrar a inscrição hieroglífica, por comparação, considerando que devia ser um mesmo texto grafado em três línguas . Ninguém conseguira.

***

Havia um equívoco fundamental. Desde séculos, os pesquisadores imaginavam os hieróglifos como escrita ideográfica. Todas as interpretações buscavam o sentido simbólico daquelas figuras misteriosas.

Champollion seguiu outro caminho: considerou que as figuras hieroglíficas eram letras.

A partir daí decifrou a pedra de Roseta, tendo-a por ponto de partida para penetrar nos mistérios dos faraós.

Concluiu, também, acertadamente, que ao longo dos séculos a escrita egípcia modificara-se substancialmente e que era preciso identificar essas alterações para uma tradução correta, procurando, antes de tudo, considerar o período em que determinado texto fora grafado.

***

Champollion esteve no Egito de julho de 1828 a dezembro de 1829.

Aconteceu famoso déjà vu, o já visto, já vivido.

Nada era novidade. Caminhava pelas ruínas da antiga civilização com incrível familiaridade. Parecia um egípcio dos tempos dos faraós. Não só decifrava inscrições como as definia e interpretava, desfazendo enganos sobre a localização de monumentos, trazendo novos conhecimentos, avançando nas pesquisas.

Champollion nascera tão impregnado daquela milenar cultura que, não obstante filho de franceses, imprimira no próprio corpo, ao reencarnar, características morfológicas próprias dos antigos egípcios.

É um fenômeno curioso e raro, que desafia as leis da genética, mas facilmente explicável à luz da Doutrina Espírita.

O grande pesquisador do antigo Egito viera de lá!

Ficheiro:Leon Cogniet - Jean-Francois Champollion.jpg

O célebre Jean François Champollion “Pai dos Hieróglifos“

Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Leon_Cogniet_-_Jean-Francois_Champollion.jpg


O obelisco de Luxor, forrado de hieróglifos, foi doado pelo governo egípcio à França.

Chegou a Paris em 21 de dezembro de 1833 e está fincado na Praça da Concórdia. Foto Ismael Gobbo




Arquivos Notícias de Fevereiro


Arquivos Notícias de Janeiro


Focalizando o Trabalhador Espírita (125) Eliseu Florentino da Mota Júnior

Eliseu Florentino da Mota Júnior

motajunior@uol.com.br


Neste sábado temos a satisfação de ouvir em entrevista o nosso querido amigo e companheiro de ideal espírita Dr. Eliseu Florentino da Mota Júnior, um francano de berço e de coração. Eliseu é consagrado orador espirita, autor de livros , articulista e participante ativo em várias casas espíritas, em Franca, onde reside, e em Marilia onde também é professor universitário. Chama-nos atenção o fato de Eliseu ter ingressado no movimento espirita no ano de 1985 e apresentar uma folha de serviços tão extensa e proveitosa. É a força do exemplo falando mais alto para todos nós.


Dr. Eliseu poderia nos fazer sua auto apresentação?

Sou filho de Eliseu Florentino da Mota, desencarnado aos 10 de janeiro de 2005, e Luzia Inês Piccolo da Mota, encarnada e gozando de excelente saúde. Nasci em Franca, SP, no dia 02 de junho de 1952, e tenho três irmãs, Darlene, Marilene e Roselene. Sou casado há 33 anos com Karima e tivemos três filhas, Tatiana, Thalita e Taisa, além do Caio César, que desencarnou pouco antes de completar quatro anos de idade.


Qual a sua formação acadêmica e profissional?

Sou graduado e mestre em Direito, promotor de Justiça aposentado, advogado e professor universitário.


Como conheceu o Espiritismo e desde quando é Espírita?

Conheci o Espiritismo ainda na infância, levado por uma tia, mas só abracei a Doutrina a partir de 1985, quando era promotor de Justiça em São Carlos, SP, graças ao saudoso Dr. João Stella.


A qual Casa Espírita está vinculado presentemente?

Ao Templo Espírita Vicente de Paulo e à Fundação Espírita Allan Kardec, ambos em Franca, SP, além do Educandário Dr. Bezerra de Menezes e da Fundação de Ensino Eurípides Soares da Rocha, em Marília, SP. Também sou associado e fui membro da Diretoria do Centro Espírita Amantes da Pobreza, hoje Centro Espírita O Clarim, em Matão, SP.


Pode nos fazer uma descrição das atividades que desenvolveu no movimento espirita durante esses anos?

Poderia descrever minhas atividades espíritas em três vertentes. Como expositor, tenho viajado pelo Brasil proferindo palestras e seminários; como escritor, publiquei incontáveis artigos e algumas obras, que mencionarei na pergunta seguinte e, finalmente, como dirigente, presidi a Fundação Espírita Allan Kardec, em Franca, SP, mantenedora de um hospital psiquiátrico e do jornal A Nova Era.


Quais as obras espíritas e não espíritas de sua autoria?

Sou autor dos livros Pena de morte e crimes hediondos à luz do Espiritismo, Aborto à luz do Espiritismo e Que é Deus?, estas publicadas pela Casa Editora O Clarim, de Matão, SP, e Direito autoral na obra psicografada, publicada pela Editora A Nova Era, de Franca, SP, que é a minha dissertação de mestrado em Direito, pela UNESP, campus de Franca, SP.


Acha que o movimento espirita vai bem ou enxerga algum ponto que mereça reparo?

Acho o movimento espírita brasileiro excessivamente religioso, o que induz muita gente a confundir o Espiritismo com uma religião a mais, quando, na realidade, a Doutrina Espírita, elaborada por Allan Kardec é, na expressão do próprio codificador, “ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os Espíritos; como filosofia, compreende todas as consequências morais que dimanam dessas mesmas relações”. E sintetiza: “O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal”.


E com relação à bibliografia espírita que vem sendo produzida?

Autores e editoras descobriram, nas obras supostamente mediúnicas, um filão editorial e estão tirando proveito disso. Creio que cabe ao leitor escolher criteriosamente aquilo que vai ler, para evitar decepções.


O que fazer? Talvez mais responsabilidade por parte dos médiuns e das editoras?

Isso mesmo, principalmente por parte das editoras, que são as maiores responsáveis pela proliferação de obras que estão contaminando o movimento espírita com definições, conceitos e narrativas que desvirtuam o Espiritismo.

De que maneira os juristas espíritas podem dar sua contribuição no processo de espiritualização da humanidade?

Penso que o jurista espírita deve humanizar a justiça, procurando, através dos processos, solucionar os conflitos de interesses através de uma sentença justa, ou, melhor ainda, por meio de acordos e reconciliações entre as partes.


O que acha de programas polêmicos como o BBB que vem sendo veiculados pela TV aberta?

Já disse e repito: o reality show, inclusive esse BBB, consiste no confinamento de um bando de desocupados para comer, beber, dormir, conversar banalidades, fazer sexo casual (com ou sem o consentimento da vítima), e outras atividades inúteis, enquanto são vistos ao vivo por milhões de outros desocupados que não conseguiram entrar para o show ou não encontraram coisa melhor para fazer.


Acha que deveria haver maior rigor com relação a programas que banalizam o sexo ou fazem a apologia à violência?

Sou contra a censura prévia, que é um retrocesso na ordem democrática que deve presidir as sociedades atuais e futuras. Desse modo, cabe aos próprios telespectadores (ou seus pais e outros responsáveis) selecionar a programação que melhor atenda aos seus interesses, porque a televisão vive de audiência. Basta ignorar esse tipo de programa e eles morrerão de inanição.


Recentemente a legislação brasileira resolveu apertar o cerco em relação aos usuários de cigarro, de bebidas alcoólicas, de velocidade nas estradas, de uso indiscriminado de medicamentos, dentre outros. Já estamos vivenciando uma Nova Era?


Não acredito no progresso social por meio de legislação forte, também chamada “Direito Penal do Terror”. Basta atentar para a questão 796 de O livro dos Espíritos: “No estado atual da sociedade, a severidade das leis penais não constitui uma necessidade?” ‘Uma sociedade depravada certamente precisa de leis severas. Infelizmente, essas leis mais se destinam a punir o mal depois de feito, do que a lhe secar a fonte. Só a educação poderá reformar os homens, que, então, não precisarão mais de leis tão rigorosas.”


Também em relação à Administração Pública e à política nota-se disposição de criar leis inibitórias à corrupção e à malversação dos recursos. Embora ainda se enxergue na prática o famoso “jeitinho brasileiro” nem tudo está passando em brancas nuvens. Acredita que está próximo o momento em que a lei venha a ser efetivamente aplicada e cumprida no Brasil?

Mais uma vez tenho de evocar Allan Kardec, que estabeleceu, como condição para uma sociedade reformada, a educação. Não essa educação formal, que se transmite pela mera memorização, mas a educação moral. E prossegue o mestre: “Não, porém, a educação moral pelos livros e sim à que consiste na arte de formar os caracteres, à que incute hábitos, porquanto a educação é o conjunto dos hábitos adquiridos. Considerando-se a aluvião de indivíduos que todos os dias são lançados na torrente da população, sem princípios, sem freio e entregues a seus próprios instintos, serão de espantar as consequências desastrosas que daí decorrem? Quando essa arte for conhecida, compreendida e praticada, o homem terá no mundo hábitos de ordem e de previdência para consigo mesmo e para com os seus, de respeito a tudo o que é respeitável, hábitos que lhe permitirão atravessar menos penosamente os maus dias inevitáveis. A desordem e a imprevidência são duas chagas que só uma educação bem entendida pode curar. Esse o ponto de partida, o elemento real do bem-estar, o penhor da segurança de todos”.


Hoje em dia desde tenra idade as crianças estão tomando consciência da necessidade de preservação do meio ambiente, noções de direito e de cidadania. Essa geração que formará os próximos médicos, engenheiros, jornalistas, dentistas, professores, juristas, administradores, políticos, dentre outras profissões, poderão inibir os desmandos e injustiças que ainda vigem no âmbito das respectivas áreas?

Creio que essa indagação remete à resposta anterior: a solução está na educação, nos moldes sugeridos por Allan Kardec. Aliás, sobredito conceito de educação já integrava o programa pedagógico do professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, antes mesmo do seu envolvimento com os Espíritos.


E com relação á aplicação da lei penal no que tange ao cumprimento das penas como anda o nosso sistema? É um sistema falido como se apregoa?

Há um enorme vácuo entre o Brasil legal e o Brasil real e assim jamais são observadas na prática as normas de execução das penas e medidas de segurança previstas na legislação em vigor, porque os estabelecimentos carcerários que obedecem às recomendações da ONU são pouquíssimos, de modo que os presos acabam confinados em infectos, desumanos e superlotados calabouços improvisados nos centros de detenção, cadeias públicas e distritos policiais, que são destinados a presos provisórios, mas que acabam utilizados para o cumprimento de longas penas. Isto resulta em uma situação tão precária e alarmante, que se Beccaria estivesse reencarnado, com certeza absoluta escreveria novamente o seu famoso livro Dos delitos e das penas, publicado em 1764 e no qual ele denunciou as condições lastimáveis das leis e dos presídios daquela época.


Qual o caminho?

Conta-se que um homem, depois de um dia de trabalho, retorna ao lar ávido pelo banho, pela refeição e pelas notícias do telejornal, quando é abordado na soleira da porta pelo filhinho de poucos anos, que lhe implora: "— Papai vamos brincar um pouquinho? Você prometeu!" Ele já se negara àquilo várias vezes, mas naquele momento não encontrava argumentos para outra fuga. Perpassou então o olhar pela casa, em busca de inspiração, e deteve-se sobre um mapa da filha mais velha, que estava em um livro de geografia. Arrancou a página, cortou-a em dezenas de pedaços, e desafiou o filho: “— Se você conseguir montar esse 'quebra-cabeça', eu brinco com você depois do banho". A criança aceitou o repto. Quando o homem caminha para o jantar, já esquecido daquele episódio corriqueiro, o filho aproxima-se com um papel remendado nas mãos e diz: “— Olha papai, já montei o mapa-múndi; vamos brincar agora?" Ele então, estupefato, retruca: "— Mas como você conseguiu montar o mapa do mundo em tão pouco tempo?" E o menino explica: "— O mapa eu não consegui, não. Mas no verso dele há uma figura de um garotinho; eu montei o garoto, e o mapa-múndi, do outro lado, ficou pronto." Conclusão: se quisermos consertar o mundo de uma vez só, jamais conseguiremos. Porém, se começarmos por uma criança, a nossa que seja, vamos conseguir!


Como está sua atuação na tribuna espírita e como fazer os contatos para convite?

Já tenho uma ampla programação de palestras e seminários para este ano de 2012. Normalmente, os convites são através do e-mail motajunior@uol.com.br.


Suas despedidas aos leitores com o nosso agradecimento antecipado.

Gostaria de desejar a todos sinceros votos de muita saúde e paz!


A familia de Eliseu da Mota Jr.: Thalita (filha), Taisa (filha); Karima (esposa), Eliseu,

filho Caio César que desencarnou antes dos 4 anos e Tatiana a filha mais velha


Eliseu Florentino da Mota Jr. no colo da mãe Luzia Inês

Eliseu Florentino da Mota Jr quando começou a andar

Eliseu Florentino da Mota Júnior

O futuro jurista, professor, orador e escritor espírita Eliseu Florentino da Mota Jr aos 3 anos 04 meses e 29 dias. 0l 11 1955

Palestra por Eliseu da Mota Jr em Cambe, PR. Na mesa, à esquerda, o Sr. Hugo Gonçalves “Paizinho” uma legenda do Movimento Espírita de Cambé.

Eliseu Florentino da Mota Jr, Divaldo Pereira Franco e Aparecido Belvedere

Eliseu Florentino da Mota Júnior, na CONEAN 2001, em Auriflama, SP

Foto Ismael Gobbo

Eliseu Florentino da Mota Jr com a turma de Promotores Públicos.

Eliseu é o segundo a partir da direita na fila entre os de pé

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 04-02-2012

Clicar aqui: