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terça-feira, 27 de março de 2012

Homenagem a Jésus Gonçalves (1). Explicação e pedido de colaboração

Jésus Gonçalves

Neste 2012, precisamente no dia 12 de julho, o calendário assinalará os 110 anos de nascimento de Jésus Gonçalves, ocorrido na cidade de Borebi, no estado de São Paulo.

A história de vida de Jesus Gonçalves é linda e merece ser relembrada não apenas para registro do seu aniversário mas, acima de tudo, como um exemplo vivo a ser seguido por todos nós.

Muitas são as biografias acerca da vida e da obra desta figura singular que se tornaria no último trato da existência física um destacado vulto do movimento espírita brasileiro.

Para homenagear Jésus Gonçalves com todo carinho que merece abrimos espaço neste modesto “Noticias do Movimento Espírita” para quem queira enviar sua colaboração escrita, imagens de Jésus Gonçalves e reproduções digitais de publicações antigas. Neste caso, com a autorização dos detentores do acervo para consignação do devido crédito.

Como matéria inaugural iremos publicar no Noticias desta quarta-feira, 28 de março de 2012, a primeira das entrevistas que estamos realizando com o historiador e jornalista de Bauru, SP, Sr. Jaime Prado, que é funcionário do Instituto “Lauro de Souza Lima”, este sucessor do Asilo-Colônia Aimorés, onde Jésus Gonçalves esteve internado para tratamento de “hanseníase” no período de 1933 à 1937. Na sequencia outras entrevistas, depoimentos e artigos serão disponibilizadas à medida que nos chegarem ou que os tenhamos preparados.

Na primeira participação Jaime Prado nos contará um pouco da história da Colônia de Aimorés e sobre a discriminação e maus tratos a que os portadores da “lepra” eram submetidos, de forma muito parecida com o descrito no livro Levitico, o terceiro do Velho Testamento, onde à época os portadores eram considerados imundos e expulsos do meio em que viviam: “será imundo durante os dias em que a praga estiver nele; é imundo e habitará só: a sua habitação será fora do arraial. (Levitico 13: 46)

Que o nosso mestre excelso, Jesus, derrame toda sua luz sobre essa figura igualmente fulgurante que ora queremos homenagear: Jésus Gonçalves.

Envie-nos, pois, a sua colaboração. (Ismael Gobbo)


Vista parcial de Borebi, SP, cidade onde nasceu Jésus Gonçalves

Fonte da Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Borebi_020308_REFON_16.JPG

O jornalista e historiador Jaime Prado

Bauru, SP

Inscrição sobre o arco de ingresso ao cemitério do Asilo-colônia Aimorés,

inaugurado em 1933. Bauru, SP. A inscrição: “Aqui termina as dores da vida”

Portão de entrada ao Asilo-colônia Aimorés, em Bauru, SP. Foto do acervo particular de Jaime Prado.

Asilo-colônia de Aimorés, Bauru, SP, em 1937


NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 27-03-2012

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NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 26-03-2012

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segunda-feira, 26 de março de 2012

Focalizando o Trabalhador Espírita (134) Izabel Regina Rodrigues Vitusso

Izabel Vitusso

Izabel, poderia nos fazer sua autoapresentação?

Eu nasci em São Bernardo, no ABC paulista. Meus pais vieram do interior de São Paulo, Catanduva, assim que se casaram. Aqui tiveram e educaram os cinco filhos, dedicando-se intensamente ao movimento espírita. Eu me casei bem nova, com 21 anos, e fui morar em Minas: primeiramente em Belo Horizonte (por três anos) e depois Uberlândia (14 anos). Sempre digo que foi um período muito gostoso de minha vida, junto aos meus três filhos e marido. O movimento espírita lá é muito peculiar, com pessoas intensamente dedicadas... Foi um tempo de muitos amigos... Mesmo hoje, morando em São Paulo, quando volto para lá, tudo vira festa.

Qual a sua formação acadêmica e atividade profissional?

Tenho formação em comunicação social, em jornalismo, área em que sempre trabalhei. Em Uberlândia, fui docente na Faculdade de Jornalismo, no Centro Universitário do Triângulo, e trabalhei com comunicação corporativa, em grande empresa no ramo atacadista distribuidor. Lá também publiquei meus dois livros, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura e da Aliança Municipal Espírita. Atos de Amor (Minas Editora) e Terra Fértil, Semente Lançada – a História do Espiritismo em Uberlândia (AME).

Em São Paulo, estamos há onze anos. Aqui fui trabalhar em editora de livros e revistas científicas, até assumir a responsabilidade pela Editora Espírita Correio Fraterno.

De que maneira conheceu o Espiritismo e desde quando o frequenta?

Meu pai já nasceu em família espírita e desde novo foi bastante atuante, desde a época da Mocidade Espírita, em Catanduva, SP, no C.E Amor e Caridade. Ao vir para São Bernardo, passou a frequentar o único centro espírita que existia, o Centro Espírita Emmanuel, e em pouco tempo já estava engajado no projeto de fundação do Lar da Criança Emmanuel (fundado em 1960), ao qual a editora Correio Fraterno é vinculada, tendo sido fundada também pelo grupo em 1967. O compromisso de meu pai com a casa e a causa espírita permanece até hoje. Fora o Lar, do qual sempre esteve presente, fazendo parte inclusive da diretoria, também no Correio Fraterno ele esteve à frente na maior parte dos 44 anos de sua fundação. Mesmo morando hoje em Campinas, próximo a São Paulo, temos nele nosso conselheiro incondicional, nosso apoio experiente.

Poderia nos fazer uma súmula de sua participação no movimento espírita nesse período?

Desde pequenos, nós em casa acompanhávamos nossos pais nas atividades do Lar da Criança Emmanuel e outras que aconteciam no ABC, pois era um grupo de trabalhadores muito unidos. Vale a pena conhecer a história da instituição (www.laremmanuel.org.br) e seus desafios. Dentre eles, estão os recursos para ela se manter. Mensalmente os fundadores e voluntários do Lar faziam o churrasco beneficente para mais de 400 pessoas. Todos trabalhavam muito. E nós, as crianças, filhos dos diretores e colaboradores, ajudávamos no que podíamos. Com cerca de oito anos eu já tinha muito bem a noção do que significava aquele trabalho, no fundo também desfrutava do bem-estar por doar minha cota de solidariedade às crianças órfãs que lá moravam.

Ainda em São Bernardo, em casa, fomos uns dos primeiros integrantes a formar a evangelização do Grupo Fraternidade João Ramalho, assim que a sede foi fundada pelo casal Ruth e Orlando de Souza Brito. Já na Mocidade, vez por outra, éramos convidados a participar da reunião de efeitos físicos, realizada no centro. São lembranças inesquecíveis: com a comunicação de voz-direta, materializações, a presença ‘divertida’ dos espíritos José Grosso, Palminha – presença marcante no Movimento da Fraternidade –, com quem aprendemos, ainda na juventude, a naturalidade do fenômeno ‘morte’. E que trabalho sério também combinava com alegria e bom humor. Ficávamos dias comentando a respeito. Tudo o que assistimos com certeza serviu para sedimentar a nossa base na doutrina, não só nossa, mas de muitas pessoas que hoje estão à frente de outros trabalhos.

Morando já em Belo Horizonte, e com a mediunidade intensamente eclodida, passei a frequentar a reunião mediúnica e o trabalho da evangelização do Grupo da Fraternidade Espírita Irmã Scheilla. Como cantavam aquelas crianças!!!

Em Uberlândia, trabalhei com a querida equipe do C.E Joana d’Arc, sempre na reunião mediúnica e na equipe de evangelização. Quando cheguei em São Paulo, o projeto do CCDPE – Centro de Cultura Documentação e Pesquisa do Espiritismo Eduardo Carvalho Monteiro começava a ganhar força. Engajei-me nele, fazendo parte até pouco tempo da diretoria. Hoje participo apenas dos Encontros anuais da Liga de Pesquisadores do Espiritismo, o ENLIHPE. Também participo no Centro Espírita União, no Jabaquara, em grupo de reunião mediúnica e na editora Correio Fraterno e do Lar da Criança Emmanuel, esses em São Bernardo.

Fale-nos da sua atual participação no Correio Fraterno.

O jornal Correio Fraterno sempre foi muito presente em casa. Era lá que no começo eram feitas as expedições. Também nos mobilizávamos. Já contei que minha mãe fazia cola de farinha e nós, crianças, ajudávamos a colar os endereços em cada exemplar. Também ajudava em pequenas tarefas no jornal, quando ainda era estudante de jornalismo. Quando retornei de Minas para São Paulo, a pessoa que geria o jornal, seu Cirso Santiago, não estava mais à frente, o que fez com que, em 2004, eu o assumisse, para logo em seguida dar também continuidade às edições dos livros, sempre com o apoio de meu pai. E a cada ano surgem novos desafios. Mas o retorno que sempre recebemos sobre a qualidade do nosso trabalho, no jornal, nos livros e no nosso site, (www.correiofraterno.com.br), diariamente atualizado, nos enche sempre de alegria e nos faz acreditar que o caminho é esse.

Quais os momentos e as pessoas que mais lhe marcaram nesse trabalho?

São diversos os momentos marcantes. A publicação dos meus dos livros, em Minas, foi uma experiência muito gratificante, que me ajudou a entender a dedicação de muitos pioneiros no movimento espírita, e a conhecer uma porção de histórias instigantes que acabaram levando-os a procurar o espiritismo e a preparar o alicerce do movimento espírita na região. Atos de Amor traz as histórias de vida do casal D. Maria e seu Miguel Domingos de Oliveira (coautor da obra). Além de seu Miguel narrar como ninguém as histórias que se passaram com eles, elas eram muito ricas. Várias delas contam como os sessenta filhos adotivos chegaram até o casal. Além disso, quando criança, ele conheceu Eurípedes Barsanulfo, por quem tinha profunda admiração. Seu Miguel viajava com seu pai na carroça, de Araxá a Sacramento-MG, levando queijos para serem vendidos no comércio do seu Mogico – pai de Eurípedes . Adorava falar sobre tudo isso. Ouvindo-o, viajei com ele e senti saudades de um tempo que não vivi.

Já o livro Terra Fértil Semente plantada, a história do espiritismo em Uberlândia surgiu por sugestão em uma mensagem ditada por Corina Novelino, que dizia da necessidade de se pôr no papel a história dos pioneiros do espiritismo da região, o que ainda não havia sido feito. Foi uma experiência maravilhosa, muitos contatos, boas amizades. Aprendi muito.

Agora, o projeto mais marcante é o Correio Fraterno, claro, porque implica a superação dos desafios do presente. Na editora, somos um grupo muito afetivo, cheio de ideias, e superafinado com o ideal da divulgação. A equipe não é muito grande, mas conta com talentos polivalentes: Eliana Haddad, jornalista, Cristian Fernandes, o editor dos livros, sem contar os talentos administrativos e comerciais.

Nosso trabalho tem uma sinergia muito gostosa com o Lar. Trabalho de parceria mesmo. É tudo muito gratificante. Os desafios são grandes, mas só temos a agradecer!

Como tem enxergado a trajetória da Doutrina Espírita e do Movimento Espírita no Brasil?

O movimento espírita já passou por diversos períodos, desde a sua legitimização, com diversos pioneiros sendo chamados para defender o direito de acreditarem numa nova crença que não fosse a dominante. Só para lembrar, na década de quarenta, se consolida o trabalho de assistência social, com a fundação de importantes instituições pelo Brasil. Nesse período também as obras espíritas se multiplicam, principalmente porque se inicia a bela parceria espiritualidade/ Chico Xavier, que vão contar com o empenho dos trabalhadores espíritas para sua divulgação. Ao se difundir a doutrina, a mensagem imperativa era a de que na base do espiritismo estavam as obras da codificação, que era preciso realmente estudá-las e que tudo o que, pela lógica, dela fugisse, não seria espiritismo.

Vivemos agora o período de interiorização e reflexão, sobre tudo o que temos apreendido com a doutrina, trabalho interior, sem o qual não terá sentido todo esse nosso esforço. Espiritismo é meio e muitos de nós acabamos, pelo apego, por nossas dificuldades que ainda são tantas, fazendo dele um mero fim. Vivemos tempos de intensas mudanças, e as maiores delas no campo bem pessoal.

A literatura espírita está num bom caminho?

O mercado editorial espírita é um assunto bastante debatido hoje. A liberdade assegurada pela descentralização do poder representativo do espiritismo entrega a cada um o direito de seu livre exercício de entendimento. Em decorrência desta liberdade a nós assegurada vivemos hoje o grande desafio em relação às inúmeras publicações que imputam ideias à doutrina espírita que ela não tem. Sem contar a grande quantidade de obras que se intitulam espíritas e que na verdade não o são.

Esse assunto no movimento espírita é bastante delicado, pois que acabam existindo sentimentos não falados no que diz respeito a inúmeras publicações. E nem sei se houvesse um espaço para esse diálogo, se este seria amistoso como aprendemos com a doutrina.

Será que está faltando Kardec?

Se a codificação é a fonte primeira, é dela que temos que partir para nossas análises, mas isso não significa que não devemos nos aprofundar em nossas reflexões, ampliar o nosso entendimento, cotejar ideias, enxergar que a ciência espírita não é algo isolado, mas integrado a todas as áreas do conhecimento humano. Muitos espíritas, sem perceber, acabam se fechando. Por exemplo, só vão ao cinema para assistirem a filmes espíritas, não leem outras publicações que não sejam as da doutrina, perdendo a oportunidade de contextualizarem o conteúdo espírita das obras da codificação com as outras áreas do conhecimento, não correspondendo à proposta de liberdade, tão valorizada no espiritismo. Quem já leu o livro Viagem Espírita em 1862 teve a possibilidade de ver Allan Kardec como um homem liberto, dinâmico, estimulando na sociedade da época a integração de seus saberes. Fé raciocinada é isso!

Pela sua experiência jornalística, como antevê os dias futuros em termos de divulgação?

A meu ver, as mudanças são sempre bem-vindas, fruto do aprimoramento do conhecimento humano. Agora, a nós, cabe avaliar e nos posicionarmos para nos adequar e acompanhar, naquilo que condiz com os nossos objetivos.

Mudar é um exercício para o nosso autoaprimoramento. Nem sempre fácil. A comunicação social espírita é um tema bastante instigante e suscita uma série de debates. Como, por exemplo, a adequação e nosso discurso para os diversos públicos que se interessam pelo espiritismo, e que não se restringe mais à casa espírita. A utilização dos recursos da mídia cinematográfica para a difusão de fundamentos espíritas para público não espírita tem sido um belo exemplo. Porque hoje o mais desafiador não é o acesso à comunicação, facilitada pelos e-mails, redes sociais, sites, blog, aulas virtuais. Pelo contrário, em tempos de comunicação fácil, dobra a nossa responsabilidade sobre o que estamos falando e de que forma o fazemos; com coerência, com ausência de contradições, com encadeamento das ideias, dado que qualquer conteúdo gerado e publicado hoje pode ser acessado por milhões de pessoas em poucos segundos. É inegável o aumento do interesse pela doutrina, como inegável é também o grande interesse que ela desperta por seus aspectos fenomênicos. Espiritismo é muito mais. Tem toda sua filosofia a ser difundida. Poucos compreendem as causas e se prendem ainda aos efeitos. É papel nosso, dos comunicadores, ajudar nesta grande tarefa.

Algo mais que queira acrescentar?

Herminio Miranda cita uma frase em seu último livro O que é Fenômeno Anímico: “Escrevo para saber o que estou pensando”. Agradeço então por essa boa oportunidade de fazer uma retrospecção, lembrar de passagens tão gostosas, e ver que ainda há tanto por se fazer! Espero que essa ‘conversa’ sirva para motivar também os leitores.


00- opção de fotos Izabel com marido Nelson e filhos (1)

Izabel Vitusso, o marido Nelson e os três filhos Tássila, Lorena e Vinícius.

12- equipe Correio Fraterno

Equipe do Correio Fraterno em confraternização no final do ano. (A partir da esquerda Cristian Fernandes, à frente Tânia Teles, Geni Francisco (as duas do Lar Emmanuel), jornalistas Eliana Haddad, Izabel Vitusso, ao lado, Raquel Motta, Magali Marcos (Administrativo) Giovanna Verrone (site), à frente e ao meio a escritora Tatiana Benites, com os filhos do Cristian Pedro e Raiane.


02- Izabel e seus pais Raymundo Espelho e Maria Elena

Izabel Vitusso com seus pais

Raymundo Espelho e Maria Elena Stuginski

00- opção de fotos Izabel com marido Nelson e filhos (5)

Izabel Vitusso e o marido Nelson

11- 1978- Izabel em Campanha do quilo com a Mocidade em S  Bernardo

A jovem Izabel Vitusso na “Campanha do Quilo” da

Mocidade Espírita em São Bernardo do Campo, SP, no

ano de 1978

08- Izabel e Seu Miguel em Uberlândia- despedida para São Paulo

Izabel Vitusso e Sr. Miguel Domingos de

Oliveira, em 2000, em Uberlândia, dois anos

antes de ele desencarnar

Fotos simpósio comunicação social 2011 são paulo (46)

Izabel Vitusso no 7º. Simpósio de Comunicação

Social Espírita. São Paulo, 2011.

Encontro Nacional da Liga dos Pesquisadores deo Espiritismo 2010 SP

Izabel Vitusso ao lado da escritora Tatiana Benites no

Encontro Nacional da Liga dos Pesquisadores de

Espiritismo, no ano de 2010, em São Paulo

03 - fotos antigas Construção do Lar Emmanuel (3)

Lançamento da pedra fundamental do Lar da Criança Emmanuel (30/03/1960), em

São Bernardo do Campo, SP

03- Os próprios fundadores do lar ajudam na contrução dentre eles Raymundo Espelho ( mais para esquerda)

Os próprios fundadores do Lar da Criança Emmanuel trabalhando na mão de obra pesada.

Na extrema esquerda, em primeiro plano, Sr. Raymundo Espelho, pai de Izabel Vitusso.

Ao lado, José Carlos Schiurco, o de chapéu escuro Antonio Carlos de Carvalho, o e chapéu

claro Aurelino Pereira Lima. Ao fundo mais à esquerda é o sr. Manoel Martim Romero,

eleito presidente da instituição ainda no final da década de 60.

03- evento  na década de 60 para arrecadar fundos para o Lar

Evento beneficente na década de 1960, destinado a angariar recursos em prol do

Lar da Criança Emmanuel, em São Bernardo do Campo, SP

03- foto antiga das crianças no Lar Emmanuel

Foto antiga com as crianças do Lar Emmanuel, a primeira instituição a acolher as

crianças órfãs,

03-Foto da fachada do lar da Criança Emmanuel

Foto recente da bela fachada do Lar da Criança Emmanuel, no bairro Assunção,

em São Bernardo do Campo, SP

Facsimile da 1ª. página, da 1ª. edição de “Correio Fraterno” datada de outubro de 1967


OBS: AS FOTOS DESTA ENTREVISTA SÓ PODERÃO SER UTILIZADAS EM OUTRAS PUBLICAÇÕES MEDIANTE AUTORIZAÇÃO EXPRESSA DO ENTREVISTADO.


em São Bernardo do Campo, SP.


domingo, 25 de março de 2012

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 24-03-2012

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sexta-feira, 23 de março de 2012

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 23-03-2012

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quarta-feira, 21 de março de 2012

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 22-03-2012

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NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 21-03-2012

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NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 20-03-2012

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NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 19-03-2012

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terça-feira, 20 de março de 2012

Focalizando o Trabalhador Espírita (133) Jussara Korngold

Jussara Korngold

jukorngold@mac.com




Jussara, pode nos fazer a sua auto apresentação?

Nasci na cidade de São Paulo. Sou casada com João Korngold e tenho um filho de 16 anos, Gabriel.


Qual a sua formação acadêmica e profissional?

Sou formada em Economia e tenho especialização em finanças. Falo, além do Português, o Inglês, o Francês e o Espanhol, o que tem me ajudado muito na divulgação de nossa querida doutrina.


Sua ida para a Europa se deu em função do trabalho?


Em 1993, por motivo de trabalho, meu marido foi transferido para Londres, e vivemos lá até 1996.


Em quais países você já residiu?

Além do Brasil, cidade de São Paulo, também morei em Londres, Miami e Nova Iorque.


Como você conheceu o Espiritismo e desde quando é Espírita?

Bem, esta é uma história de amor. Estudei em um colégio de freiras e porque elas me achavam muito religiosa, permitiram que eu fizesse minha primeira comunhão aos 6 anos de idade. Devido ao estudo de preparação para a primeira comunhão passei a questionar o Deus que nos era apresentado. Eu não podia aceitar que Deus era um velhinho de barbas sentado num trono. E também não aceitava que a morte era o fim de tudo. Felizmente, como meu avô era espirita, e minha mãe conhecia o Espiritismo, aos 11 anos ela passou a me levar para as palestras e estudos da FEESP- Federação Espirita do Estado de São Paulo. Foi quando me encontrei, e desde então, passei a devorar os livros espíritas.

Atualmente faço parte do centro espírita que fundamos em Manhattan, na cidade de New York, há 11 anos atrás. Spiritist Group of New York, Inc. www.sgny.org


Pode nos fazer uma síntese de sua trajetória espirita no Brasil, na Inglaterra e nos Estados Unidos?

No Brasil, além da Federação Espirita de São Paulo, frequentei a Casa do Caminho, no Tatuapé, e me considero uma felizarda por ter tido uma mestra tão excepcional, Nilce Palotta. A ela devo muito do que sei hoje, além do amor ao estudo espírita.

Após minha ida para a Inglaterra, frequentei e trabalhei no Allan Kardec Spiritist Group, dirigido por Janet Duncan. A ela devo o amor por divulgar o Espiritismo na língua natal do país que nos recebe por pátria.

A mudança para os Estados Unidos, me levou a participar do Allan Kardec Spiritist Center (New York), onde era responsável pelos estudos espíritas em inglês, e em Miami, no Bezerra de Menezes Spiritist Center.

Agora além de palestras em centros espíritas dos EUA, e outros lugares do mundo, concentro meu trabalho no Spiritist Group of New York.


E no movimento de unificação por seus diversos órgãos?

Desde minha estadia em Londres, fiz parte da criação do BUSS, e participei de reuniões realizadas pelo CEI. Hoje ocupo os cargos de vice-presidente do Conselho Espirita Americano, Diretor da Federação Espirita do Tri-State (NY, NJ, CT), e sou um dos diretores do Conselho Espirita Internacional.


Jussara você não acha que como no seu caso e de diversos outros espíritas brasileiros radicados no exterior, há o dedo da espiritualidade colocando cada em no seu lugar e na hora certa, concretizando um planejamento superior?

Sabemos tão bem que nada acontece por acaso, e sem dúvida alguma, fomos dirigidos para outras pátrias, seguramente para resgatarmos dívidas passadas. Principalmente, em se tratando de tarefa tão importante, não podemos acreditar que a espiritualidade maior iria deixar ao acaso, a divulgação do Espiritismo.


Quando você faz para si mesma esses questionamentos íntimos emerge-lhe a certeza de que esta cumprindo compromissos espiritualmente assumidos?

Com certeza. E é tão interessante quando olho para trás e vejo os acontecimentos no caminho que me trouxeram até aqui, hoje. Sou muito grata a Deus, Jesus e a Espiritualidade maior por ter me permitido participar de obra tão sublime. E oro todos os dias para não esmorecer, e cumprir com os compromissos assumidos.


Houve um encadeamento profissional ou familiar para que as coisas acontecessem na forma como realmente aconteceu?

Como meu marido é espirita como eu, compreendemos perfeitamente que, apesar de o motivo de termos saído do Brasil tenha sido, aparentemente, profissional, na realidade estamos trilhando os caminhos necessários para melhor atendermos aos nossos compromissos espirituais. No meu caso em particular, minha paixão sempre foi o francês e tudo que se relaciona com a França, e digo, com um certo pesar, que nesta encarnação meu compromisso não era lá. Tive que aprender inglês na marra, pois as aulas de inglês eram as únicas que não tinha interesse em assistir. Minha vida profissional me levou a trabalhar em companhias multinacionais (Chase, Citibank, American Express), sempre no setor internacional, e ai, não teve jeito, tive que me especializar no idioma. Hoje, graças a isso, posso me dedicar ao movimento espirita no idioma inglês, com tradução de livros e matérias espíritas e mesmo escrevendo livros e material de estudo em inglês. No momento estou escrevendo, para o Conselho Espirita Americano, o estudo sistematizado de Espiritismo, incluindo o estudo da mediunidade, em inglês.


Jussara, poderia nos enumerar os principais vultos e acontecimentos espíritas ocorridos nos Estados Unidos?

Como vivo nos Estados Unidos, como forma de atrair o público americano de uma forma mais particular, sempre menciono a grande sabedoria de nosso Pai Criador. Digo que o ponto de partida do Espiritismo aconteceu graças aos fenômenos de Hydesville, no estado de Nova Iorque, com as irmãs Fox, fenômenos que foram levados a França, e se incorporaram na própria historia do Espiritismo codificado por Kardec poucos anos depois. Mas que o Espiritismo floresceu e tornou-se o que é hoje, no Brasil. Representam as fases de nascimento, desenvolvimento e amadurecimento.

Sabemos que contamos com a ajuda de Espíritos Americanos para o desenvolvimento do Espiritismo nos EUA. Entre eles podemos destacar: Benjamin Franklin, Abraham Lincoln, Andrew Jackson Davis, Emily Elizabeth Dickinson, Abigail Adams, Sojourner Truth e Thomas Edison.


Pode nos enumerar os mais antigos centros espíritas norte americanos?

Um dos centros espiritas mais antigos que conhecemos e ainda encontra-se em plena atividade é o Templo San Jose, em Nova Jersey, que brevemente estará completando 60 anos. Temos também que citar os trabalhos do Sr. Salim Salomão Haddad, que foi impulsionado pela visita que Chico Xavier fez aos Estados Unidos em 1965, e fundou o Christian Spirit Center, que era sediado no Estado da Carolina do Norte (Elon College).

Tem também o El Centro Libertad del Espiritismo o qual foi fundado em 1933, pelo casal Luis Perez e senhora Pilar Perez, imigrantes espíritas portoriquenhos que vieram para a cidade de Nova Iorque em 1930.


Nos fale sobre a Aliança Espirita de Livros/Spiritist Aliance for Books (SAB).

Quando abrimos o Spiritist Group of New York/Grupo Espirita de New York, não tínhamos nem os 5 livros da codificação traduzidos para o inglês, só os 3 primeiros. Havia apenas uns 6 livros espíritas em inglês, e mesmo assim, não necessariamente disponíveis para os leitores. Decidimos então, que para espalhar a doutrina espirita pelo território americano, teríamos que nos dedicar a tradução de livros espíritas para o inglês. Assim, abrimos o SAB, que é uma organização sem fins lucrativos.

Nossas duas primeiras publicações foram: O Céu e Inferno (Heaven and Hell) e a Genesis, e assim, pela primeira vez na historia, tivemos os 5 livros da Codificação de Allan Kardec, em inglês, e disponíveis ao publico. Só conseguimos esta façanha graças a generosidade do Lar Fabiano de Cristo, mais especificamente ao Prof. Cesar Soares dos Reis. Por isso somos eternamente gratos a eles, e sempre mencionamos que graças a eles pudemos finalmente dar inicio a divulgação, em inglês, do Espiritismo. Muitas pessoas não realizam a importância deste fato. Alguns perguntam porque o Espiritismo não era mais conhecido nos Estados Unidos. E como poderia, se nem os livros da Codificação em inglês estavam disponíveis. Isto ocorreu no final de 2003.

Hoje já publicamos pelo SAB 11 títulos em inglês, e fizemos a tradução e/ou revisão de mais de 20 livros, que foram publicados por outras editoras.

Lucro não temos nenhum, muito pelo contrario, mas não é isto que nos motiva.

Deus nos permita continuar com esta tarefa.


A partir de quando o Espiritismo começou a ser expandir nos EUA?

Como dissemos anteriormente, o Espiritismo foi impulsionado pela visita que Chico Xavier fez aos Estados Unidos em 1965, e logo após iniciaram-se as visitas de Divaldo Pereira Franco, o maior de todos os desbravadores espíritas.


O CEI tem contribuído para expandir o movimento espíritas nos EUA?

É muito importante termos o apoio de um órgão difusor do Espiritismo tão sério como o é o CEI - Conselho Espírita Internacional, e por este motivo, também sentiu-se a necessidade de se criar, aqui nos Estados Unidos, em 1996, o USSC - United States Spiritist Council.


Quantas casas espíritas estão filiadas ao Conselho Espírita dos Estados Unidos?

Afiliadas no momento temos 36, mas, temos aproximadamente 80 casas espíritas no território americano, segundo nossa ultima contabilização. Muitas das casas que ainda não estão filiadas encontram-se em processo de legalização de suas atividades espíritas no país.


Como o povo Norte Americano tem enxergado o Espiritismo em seu pais? A mídia norte americana e a população tratam os fatos espíritas na forma como nós brasileiros estamos acostumados no Brasil ou ainda os enxergam como algo meio que fantasioso ou sobrenatural?

O Espiritismo ainda esta engatinhando nos Estados Unidos, apesar de estar bem mais desenvolvido que há 10 anos atrás. Porém, a grande maioria dos centros espíritas são formados por brasileiros, bem como seus frequentadores. No entanto notamos um interesse cada vez maior pelo assunto, com um misto de curiosidade e investigação. A noção de espiritualidade, ao contrário do que muitos pensam, é muito presente na maioria da população americana, então a divulgação se torna um pouco mais fácil. Porem acredito que só vai se espalhar realmente em grande escala quando mais americanos tomarem conhecimento da doutrina e começarem a divulgar por eles mesmos. Por exemplo, as manifestações mediúnicas não são divulgadas pela mídia, o que a grande maioria da população conhece são os chamados “psychics”, “mediums” que fazem leitura de cartas ou de futuro através de pagamento

.

Pode nos citar os principais eventos espíritas realizados no pais?

Além dos eventos locais, promovidos pelas mais de 80 casas espíritas espalhadas pelo território americano, o principal evento nacional, totalmente em Inglês, tem sido o Simpósio Espirita. Este Simpósio tem se realizado anualmente, em estados diversos dos Estados Unidos, desde 2007. Nosso próximo Simpósio será na cidade de Atlanta, Georgia, dia 12 de maio de 2012.

Podemos destacar também o Primeiro Congresso Espirita Americano, em 2000, realizado em Miami, que contou com a presença de mais de 800 pessoas.


Que meios tem sido utilizados pelos espíritas para divulgar a doutrina nos EUA?

Um dos principais meios de divulgação que temos hoje, é a internet. Contamos com vários websites que disponibilizam livros, matérias de estudos, palestras, vídeos, e mais recentemente com a Radio Kardec.


Algo mais que queira acrescentar?

Minha grande paixão é o livro espírita e por isso, mais uma vez recorro, através desta oportunidade, a ajuda de irmãos que possam estar dispostos a nos auxiliarem na tarefa de tradução.

Temos nos Estados Unidos uma nação ainda extremamente carente no que se refere as verdades espirituais. Nos encontramos aqui, cercado de pessoas carentes e com sede de saber mas que infelizmente não lêem português, francês ou espanhol.

Pois bem meus, irmãos, nosso apelo é para que os irmãos de boa vontade se unam e nos auxiliem, dentro de suas possibilidades, para nos propiciarem condições de termos mais livros traduzidos. Necessitamos de tradutores, de pessoas que nos auxiliem na tarefa de revisão, e de editoras que não se preocupem em receber suas recompensas no plano material, mas que tenham a consciência dos frutos que estarão plantando e das oportunidades que estarão abrindo quando trabalham pelo esclarecimento de cada um de nossos irmãos.


As suas despedidas dos nossos leitores.

Somos muito gratos pela oportunidade que nos foi dada, através desta entrevista e convidamos a todos a nos visitarem quando estiverem em New York.

Confiram nosso endereço e programação das atividades, em nosso website www.sgny.org


Jussara e o esposo João Korngold ladeando o filho Gabriel

Jussara, Divaldo Pereira Franco e Gabriel (filho de Jussara e João Korngold). 03/2012

Nilson S. Pereira, Jussara Korngold e Divaldo Pereira Franco

Jussara Korngold e Nilce Palotta

Jussara Korngold, na estrema esquerda e Elsa Rossi na extrema direita com Claudia Bonmartin e outra companheira do CESAK em Paris, França.

Janet Duncan, Andre Luiz, Jussara, Joca em Londres

Jussara Korngold e Mauricio Cisneiros

Conferência por Jussara Korngold

Segundo Simpósio Espirita realizado no New York Historical Society

Exposicao de fotos de espíritos que aconteceu no Metropolitan Museum de New York

Foto do Terceiro Simpósio Espirita realizado em Boston em 2009

Grupo de voluntarios da Brazil Child Health/Associação Saúde CriançaF

Jussara Korngold acolitando sua cachorrinha Lizzie


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NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 17-03-2012

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domingo, 18 de março de 2012

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 16-03-2012

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quinta-feira, 15 de março de 2012

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 15-03-2012

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