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terça-feira, 3 de abril de 2012

Homenagem a Jésus Gonçalves (III). O encontro de Divaldo Pereira Franco e Jésus Gonçalves (espírito)

Jésus Gonçalves

Borebi, SP 12-7-1902/ (Pirapitingui) Itu, SP 16-2-1947


Querido irmão Ismael:

Jésus Gonçalves merece esse carinho nosso. O que você vem fazendo é um trabalho de resgate da memória espírita e dos vultos espíritas de ontem.

Deus o inspire sempre!

Eu visitei o sanatório onde ele viveu e conheci a sua então esposa, uma excelente médium clarividente, embora fosse cega, de nome NINITA, bem como o filho de ambos, que se tornou, mais tarde, radialista.

Isso foi em janeiro de 1951, quando fui convidado a visitar São Paulo por primeira vez, e fui acompanhando D. Zaira Pitt, que era uma benfeitora do sanatório de Pirapitinguí onde ele viveu. Zaira foi sua amiga no corpo físico. Havia também uma jovem que trabalhava em favor dos hansenianos de nome Julinha Kohleisen, igualmente espírita.

D. Zaira ajudou a construir um pavilhão para cegos, surdos e tuberculosos do Sanatório.

Nessa oportunidade eu proferi uma palestra no Centro que ele ali fundara, chamado Santo Agostinho, abordando a vida de Maria de Magdala, que terminou a existência no vale dos leprosos.

Na visão que dele tive, um ano antes, no quintal da casa em que então residia, apareceu-me deformado pela hanseníase e fiquei chocado. Eu era quase totalmente ignorante em relação ao conhecimento espírita.

Ele disse-me ser meu irmão... Eu pensei: que tipo de irmão eu tenho no Além... Então ele se foi transfigurando e apareceu-me todo iluminado. Nos lugares do corpo em que a doença havia-lhe desfigurado, apresentava-se uma tecelagem em luz. Então, ele propôs-me visitar o Sanatório de Àguas Claras, em Salvador, para hansenianos. Apavorado com a doença eu respondi-lhe que não iria. Foi então, que ele me perguntou:

- Tu não preferes ir lá, a fim de não ires para lá?

Claro que aceitei o desafio e, durante 55 anos fomos visitar os irmãos internados, realizando um encontro de alegria, sempre no dia 1° de janeiro.

Quando os sanatórios passaram a abrigar somente casos cirúrgicos, já não havia necessidade de ali volver, porque o tratamento passou a ser ambulatorial e o denominado perigo de contágio ficou muito reduzido...

Ele informou-me haver sido em outras existências, Alarico (rei dos visigodos) que invadiu Roma em 410... Um pouco antes, ao tentá-lo, Santo Agostinho foi de barco pelo rio Tibre até fora dos muros da cidade, e com um gesto, apontando a distância, expulsou-o e as suas hordas... Mas ele retornou...

Curioso é Santo Agostinho haver-se tornado, desde aquela oportunidade, o que chamaríamos o seu guia espiritual.

Mais tarde ele reencarnou-se com o cardeal de Richelieu, quando eu teria sido alguém que lhe esteve ao lado (Mas esta é uma outra história, que um dia lhe narrarei).

E passou a ajudar-me, a socorrer-me. Em homenagem a ele visitei quase todos os antigos Leprosários existentes no Brasil e alguns no Exterior.

Chico Xavier também narrou-me que mantinha correspondência com ele, enquanto reencarnado, e que, ao desencarnar, apareceu-lhe e ditou-lhe um belíssimo poema, no qual ele diz sutilmente quem fora antes e que a hanseníase o libertou do luxo e das extravagâncias...

Perdoe-me por estender-me.

Abraços,

Divaldo



(Texto que pedimos e Divaldo P. Franco gentilmente nos escreveu em um intervalo

de suas atividades doutrinárias em São José, SC, em 27/ 03/2012)


Alarico e o saque de Roma em 24 de agosto de 410

Imagem: http://povosgermanicos.blogspot.com.br/2009/12/alarico-i.html

O rio Tibre com a ilha Tiberina e as pontes Cestius (E) e Fabricius, em Roma. Foto Ismael Gobbo

Alarico I, Rei dos Visigodos

Ilha de Peuce, atual Romênia 375/ Cosenza, Itália 410

Imagem:http://alaricomodelismo.blogspot.com.br/p/alarico-i.html


Cardeal de Richelieu

Paris 1585/ Paris 1642

Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cardeal_de_Richelieu

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 03-04-2012

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segunda-feira, 2 de abril de 2012

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 02-04-2012

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domingo, 1 de abril de 2012

Focalizando o Trabalhador Espírita (135) João Xavier de Almeida

João Xavier de Almeida

Jxalmeida26@gmail.com


Esta entrevista para o Focalizando o Trabalhador Espírita

foi realizada pelo português Nuno Emanuel, ora residindo

no Brasil. A ele o nosso profundo reconhecimento. Nela

iremos conhecer um pouco da vida e da obra do angolano

João Xavier de Almeida que, naquela então colônia portu-

guesa, travou seus primeiros contatos com o Espiritismo

nas reuniões que se realizavam na clandestinidade para

fugir das perseguições da ditadura que só foi derrubada

aos 25 de abril de 1974. A partir do ano de 1976 em Portu-

gal, João Xavier passou a integrar o movimento espirita

que ainda vivia sob os efeitos da ditadura salazarista,

acompanhando sua trajetória de expansão com ajuda de

brasileiros como Divaldo Pereira Franco e Chico Xavier. A

entrevista resgata lances históricos como o do esbulho dos

bens da Federação Espírita Portuguesa pela ditadura -ainda

objeto de disputa judicial - e excelentes respostas de conteú-

do doutrinário à luz do Espiritismo codificado por Kardec.


Pode-nos falar um pouco de si?

Muito obrigado eu, pela deferência de me ouvirem.

Nasci em Angola, em 1932. O meu pai, angolano, filho de uma angolana e de um indiano, de Goa, era perito contábil, formado em Portugal; minha mãe, de S. João da Pesqueira, Portugal, doméstica, era profundamente católica. Finda a instrução primária, frequentei por seis anos o seminário diocesano de Luanda, concluindo o primeiro ano de filosofia. No início dos anos 60, já na vida profissional (Serviços de Fazenda Pública de Angola) fiz os exames do antigo sétimo ano do ensino secundário oficial (curso complementar dos liceus); em 1976 frequentei com aproveitamento um semestre do primeiro ano de ciências jurídico-administrativas da Universidade de Luanda, mas logo a seguir abandonei Angola.

Após desistir do seminário, em 1949, continuara católico praticante e militante; sentia no entanto muitas dúvidas e resposta insuficiente a certas questões doutrinais, desde a mais tenra idade. Em 1959 essa inquietação atingiu foros de quase paroxismo e, muito confuso, rompi com a religião da infância.

Como foi seu primeiro contacto com o Espiritismo? E quando se tornou Espírita?

O meu encontro consciente, não ainda com o Espiritismo mas com fenómenos mediúnicos, ocorreu em 1960, junto de uma médium afastada do Racionalismo Cristão. Sem noção alguma sobre mediunidade, pude observar com os próprios olhos coisas que nunca vira, e da referida médium ouvi algumas elucidações. No mesmo ano, a amizade de um colega profissional ensejou-me a leitura de um livro de seu pai: “Racionalismo Cristão”, por Luís José de Matos; e tive ocasião de frequentar reuniões clandestinas de um grupo racionalista cristão (em Angola, então colónia da ditadura portuguesa só derrubada em 1974, no tocante a religião vigiava-se implacavelmente tudo que não fosse católico romano). Era muito difícil o acesso a leituras que o obscurantismo da omnipresente polícia política rotulasse de subversivas (até obras de psicologia e de yoga eram apreendidas nas estações de correios, nas livrarias, em residências particulares). Mas leitura furtiva não deixava de se conseguir e pude aprofundar um pouco o conhecimento espiritual, sem ainda distinguir entre Espiritismo e Racionalismo Cristão. Durante uma estadia de dez meses em Portugal, em 1964-65, o providencial contacto com Eduardo Fernandes de Matos e a sua “Fraternidade” (mais tarde Associação de Beneficência Fraternidade) vinculou-me de vez ao Espiritismo; em 1971, esse vínculo foi reforçado solidamente pela primeira e marcante visita de Divaldo Franco a Angola, a qual ajudei a organizar.

Qual foi a sua trajetória no movimento espírita português?

Deixando Angola em fins de Outubro de 1976, fixei-me em Portugal, acolhido por familiares. O movimento espírita lusitano emergia com dificuldade da era “das catacumbas” e do desmantelamento infligido pela ditadura, a cujo derrube (25 de Abril de 1974) sobreviveram bolsas de surda e sinistra influência. Ainda hoje, após quase quatro décadas, e empreendidas tantas diligências de foro administrativo e judicial, a Federação Espírita Portuguesa, FEP, não logrou reaver os bens imóveis e outros, de que nos anos 60 fora indignamente espoliada pelo despotismo fascista. Já em 1998 (em plena democracia!!) esse esbulho vergonhoso teve um “coroamento” adequado: uma escritura sorrateira forjada em cartório notarial dos arredores de Lisboa (nula em direito, mas parece que aceite por uma Conservatória de Registo Predial lisboeta!) passava, do nome da FEP para o de um terceiro, a posse de valiosa propriedade imóvel onde, em área nobre da Capital, funcionara a sede da mesma FEP!… Esta, ainda em 1998, casualmente teve conhecimento do sucedido e procedeu judicialmente contra a má fé da bizarra escritura e dos seus outorgantes; no mandato seguinte, por estratégia jurídica, a diretoria da FEP desistiu do processo e introduziu-o em novos termos, perdendo a causa; recorreu para 2ª instância, e, no momento em que respondo à entrevista, aguarda a sentença.

Quando cheguei a Lisboa, em 1976, o movimento espírita fazia por se reestruturar e reorganizar. Recebeu grande impulso de Divaldo Franco e dos irmãos Gasparetto, cautelosamente iniciado nos últimos anos da ditadura salazarista: o estudo e prática do Espiritismo foram por eles muito estimulados e em 1976 já se iam formando grupos em vários pontos do País; na região do Porto, o Núcleo Espírita Cristão tornou-se autêntico foco gerador de novos agrupamentos e um deles foi o embrião do que se tornou a Comunhão Espírita Cristã, em Rio Tinto.

Inexperientes no conhecimento espírita, amadurecíamos com o apoio inestimável do Brasil, já mencionado; e em 1980-81, Joaquim Alves (Jô), espírita de ouro, modesto e discreto mas operosíssimo, demorou-se largos meses em Portugal e aqui desenvolveu uma atividade muito valiosa em formação doutrinária, colhendo muitas amizades e respeito pelo aprumo irrepreensível do seu convívio.

Que cargos e que encargos teve e tem neste momento?

A partir de 1977, frequentei como colaborador espírita (melhor dizendo: “aprendiz”) o grupo de Rio Tinto que se tornou em 1980 a Comunhão Espírita Cristã. Em 1982 mudei-me para Lisboa, onde obtivera um emprego; lá aderi a um grupo de estudos, dominical, do Centro Espírita Perdão e Caridade, até ser convidado por D. Maria Raquel Duarte Santos, em 1984, para integrar uma lista por ela encabeçada, candidata aos corpos sociais da FEP, a qual venceu essas eleições.

Participei desde então na diretoria da FEP em mandatos sucessivos, como tesoureiro; em 1991-92, como vice-presidente; e de 1993 a 1998 como presidente. Ao mesmo tempo, frequentava um grupo em Linda-a-Velha, arredores de Lisboa: o Grupo Espírita Estrela do Mar, que continua a funcionar no mesmo local, recebendo e espalhando bênçãos. Nele fiz parte, em 1997, do núcleo de fundadores do Grupo Espírita Batuíra, com sede em Algés; fui igualmente cofundador do Cenáculo Espírita Isabel de Aragão, em Queluz, localidade também situada na área suburbana de Lisboa.

Regressado à região do grande Porto em 2002, servi até 2009 em várias agremiações espíritas da zona (Centro Espírita Caminheiros da Luz, Porto; Comunhão Espírita Cristã e Associação Cultural Espírita Fernando de Lacerda, Rio Tinto). Atualmente colaboro na ADEP e seu jornal bimestral. Desloco-me a instituições espíritas do País, quando convidado para proferir palestras.

Do tríplice aspeto da doutrina há algum que o sensibilize mais?

Talvez o religioso, pela sua natureza intrínseca enaltecida por Emmanuel e Bezerra, sem o mínimo desdouro pelo científico e o filosófico: os três mutuamente se robustecem e se disciplinam. Mas cuidado: Deus nos livre de fazermos do Espiritismo uma religião de certezas instituídas, sem análise, desenvolvimento, aprofundamento; uma confraria de “verdades” intocáveis, hostil a diferenças de perspectiva; fundamentalista, rígida - enfim, com os tiques criticados noutras correntes espiritualistas, mas que por vezes tendemos a acolher na nossa.

O Codificador frisou que não deixava dita a última palavra sobre Espiritismo; e que, se a ciência provasse a falsidade dum ponto da doutrina, deveríamos ir com a ciência e deixar esse ponto (a doutrina espírita foi, ela mesma, compilada com metodologia científica: é uma ciência, não reconhecida formalmente pelo preconceito acadêmico).

Kardec esclareceu em que sentido entendia o Espiritismo como religião: no sentido estritamente filológico e filosófico do termo, e jamais conotado a mitologias, folclore, opulência ritual de culto externo, hierarquia.

A meu ver, em nenhuma das suas três vertentes o Espiritismo se reclama proprietário da Verdade: dá-se por feliz como um roteiro para ela. Para o seguirmos em busca dela, propõe trabalho, disciplina, perseverança: ninguém a serve a ninguém ou contra ninguém, pois compete a cada um atingi-la intimamente e em paz. A infeliz expressão “verdades do Espiritismo”, ouvida por vezes, parece-me uma subconsciente e típica ancestralidade religiosa de triste memória.

Conhece(u) o movimento espírita brasileiro?Que vivências tem dessa sua experiência?

Conheço-o não muito, até pela imensidão territorial da encantadora pátria brasileira. Tenho tido contactos pontuais úteis e benéficos, dado o elevado grau de experiência e conhecimento que o pacífico gigante sul-americano, em seu conjunto, alcançou no domínio espírita; possui grande quantidade e qualidade de valores humanos individuais, do passado e do presente, em todas as áreas da atividade espírita: autores, divulgadores, investigadores, expositores, médiuns idôneos - valores de cujo mérito incontestável beneficia o Mundo inteiro.

Que outros momentos destaca no movimento espírita internacional?

O fenômeno demográfico da onipresença brasileira no Mundo, levando a toda a parte uma cultura bem humorada e muito criativa, comunicativa, com múltiplas áreas de atividade, transportando o filão de uma entranhada espiritualidade - incluindo a bem específica do Espiritismo, do qual o Brasil se tornou naturalmente pátria ubérrima e possante locomotiva mundial.

Quais os eventos (congressos, seminários) em que participou que mais e melhor recorda?

Os oito congressos espíritas mundiais, trienais, com exceção do 3º e do 7º, de que não pude participar. Entre eles, destaco dois por razões diferentes: o 2º (1998, realizado em Lisboa pela FEP e promovido como todos pelo CEI, Conselho Espírita Internacional), de alta qualidade e produtividade doutrinárias, com quase 3000 participantes, dos quais 800 brasileiros. E o 4º, em Paris, 2004, onde a imensa alegria de sempre dum encontro mundial de espíritas, foi toldada pela indiferença da comunicação social da Cidade Luz, ante tão significativo evento e a efeméride notável por ele evocada: o segundo centenário do nascimento de Allan Kardec, celebrado no País onde ele veio ao Mundo e presenteou a Humanidade com a obra grandiosa da codificação espírita.

Que recordações tem do 2º Congresso Nacional de Espiritismo em Portugal em 1994?

Gratíssimas. Foi a primeira grande e condigna afirmação pública do Espiritismo em Portugal, depois da melancólica “era das catacumbas”. Com quase 500 participantes, a novidade atraiu ao Hotel Méridien, em Lisboa, toda a comunicação social (imprensa, rádio, TV), vivamente surpreendida pelo elevado padrão cultural que testemunhou.

Sentiu a perseguição aos espíritas durante o regime ditatorial?

Perseguição explícita, quase não. Mas muito, o peso opressivo do preconceito social e religioso, além do político, bem assim a amarga sensação de impotência para expor dignamente as nobres propostas e pontos de vista do Espiritismo.

Ainda sente alguma descriminação em relação aos espíritas na sociedade portuguesa atual? E desinformação?

Ambas, em grau ocasionalmente ainda elevado, mas com tendência muito acentuada para decrescer, graças à influência de diversos fatores: um, a gradual disseminação da informação correta nos meios sociais; outro, o incremento das tecnologias de comunicação, cada vez mais utilizadas no movimento espírita (pela FEP e algumas instituições federadas). Na área das tecnologias de comunicação, destaca-se a excelente e multímoda produtividade da ADEP: ministra há anos cursos on line de doutrina espírita a mais de dois mil aderentes de Portugal e do exterior (África, Europa, Austrália, Japão…). É interessante registrar, nesses cursos, algumas inscrições semi-anônimas que, perante o valor e seriedade intelectual das sucessivas lições, acabam por revelar, satisfeitos, a identidade até aí semi-oculta. Entre os alunos on line, figuram todos os graus de formação escolar, incluindo o superior. De notar ainda, na atividade da ADEP, as suas intervenções públicas na comunicação social: pertinentes, oportunas, formativas e informativas.

Quais as personalidades (inter)nacionais mais marcantes no início da divulgação da doutrina espírita em Portugal?

Sem dúvida, destaca-se incomparavelmente a de Chico Xavier pela altíssima qualidade didática e literária da sua grandiosa obra mediúnica, aliada a um perfil cristão modelar; assim como numerosas outras figuras exemplares do movimento espírita brasileiro, do presente e do passado. Em Portugal, granjearam grande respeito e gratidão dos seus concidadãos, os “consagrados” do pós 25 de Abril: Isidoro Duarte Santos, Casimiro Duarte, Jorge Raimundo, Eduardo Fernandes de Matos, José Cabrita, Ivone Sousa, Ferdinando Pestana Marques. E as grandes figuras da primeira metade do século XX, sobressaindo entre elas Fernando de Lacerda e Fernando Couto; posteriormente, as de Joaquim António Freire, António Lobo Vilela, Acácio Velho, Maria O’Neil, Maria Veleda, Firmino Teixeira, coronel Faure da Rosa - e peço vênia por nomes respeitáveis que involuntariamente esteja a omitir no momento.

Como acha que está o movimento espírita em Portugal?

Vem crescendo numericamente em adeptos e agrupamentos, por todo o território. Sem menosprezo pelo trabalho das instituições e abnegação de muitos companheiros nossos, precisamos de definir estratégias de mais união, coordenação, senso de unificação e integração. Tais fatores, ainda pouco implantados mas com tendência manifesta para crescer, por certo incrementarão os padrões qualitativo e quantitativo do movimento, e com isso o influxo benfazejo da mensagem espírita na nossa sociedade.


João Xavier, de terno marrom, cumprimentando Nilson e Divaldo, com Isaías Sousa, Pereira Luz e outros dirigentes.

João Xavier de Almeida (E)com o dirigente espírita José Galvão, obtendo um autógrafo

de Divaldo Franco, em 2009, na Escola de Beneficência Caridade Espírita, em

São João-de-Ver, Portugal

João Xavier

João Xavier em 1997

João Xavier quando presidente da FEP em 1998

João Xavier na CEC de Lisboa aos 19-7-2011

João Xavier na Comunhão Espírita Cristã, em Lisboa, Portugal

Comunhão Espírita Crista de Rio Tinto.

OBS: AS FOTOS DESTA ENTREVISTA SÓ PODERÃO SER UTILIZADAS EM OUTRAS PUBLICAÇÕES MEDIANTE AUTORIZAÇÃO EXPRESSA DO ENTREVISTADO.

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA. 31-03-2012

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sexta-feira, 30 de março de 2012

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA. 30-03-2012

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NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 29-03-2012

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quarta-feira, 28 de março de 2012

Homenagem a Jésus Gonçalves (II). Entrevista com Jaime Prado (1): A hanseníase e o Asilo-colônia de Aimorés

Jésus Gonçalves

Esteve internado no Asilo-colônia de

Aimorés entre 1933 e 1937


Nesta página o historiador e jornalista Jaime Prado, residente em Bauru,

SP, nos conta um pouco da história do antigo Asilo-colônia de Aimorés,

hoje Instituto “Lauro de Souza Lima”, local onde eram internadas as

pessoas portadoras da lepra ou hanseníase. Jaime trabalha na instituição

desde o ano de 1976 como Servidor Público. Ao longo dos anos Jaime tem

produzido muitos materiais registrando a história daquela instituição que

abrigou milhares de pessoas enfermas, dentre as quais Jésus Gonçalves, o

nosso homenageado que ali viveu entre 1933 e 1937. Em artigos e registros

fotográficos que pretendemos amealhar com o concurso de amigos colabo-

radores, tentaremos prestar da melhor forma que conseguirmos esta justa

homenagem a este homem exemplar ao qual endereçamos nossos pensa-

mentos da mais profunda e sincera gratidão. (Ismael Gobbo)


Jaime, você pode nos fazer sua auto apresentação

Ismael, sou Jaime Prado 59 anos, brasileiro, casado com Helena Maria Antônio Prado, tenho uma filha Thaynara Fernanda Antônio Prado. Nasci na cidade de Santópolis do Aguapéi, SP, aos 25 dias de Março de 1953, filho de Mariano de Almeida Prado e Mariacy da Costa Prado. Meus pais tiveram três filhos, eu e minhas duas irmãs.

Sou de família simples e por este motivo tenho minhas raízes profundas na humildade e preservo os ensinamentos dos meus pais já falecidos.

Qual a sua formação acadêmica e profissional?

Sou servidos público estadual há 36 anos, no atual Instituto “Lauro de Souza Lima”, em Bauru, SP, onde realizo um modesto trabalho na preservação da história do antigo Asilo-Colônia Aimorés, expondo fotos em preto e branco com datas, dados e textos referentes à história desta instituição genuinamente bauruense. Não sou nada além de um simples apaixonado pela história que eu conheço desde 1968, que apesar de possuir um rico material de informação nada em representado para a instituição. Sou Jornalista na Função de Repórter Cinematográfico: Mtb: 038076 pela FENAJ – Federação Nacional de Jornalismo.Trabalhei como Repórter Cinematográfico e colaborei na fundação da TV Centrinho da USP em Bauru/SP em 1996. Participei na fundação da TV USC da Universidade do Sagrado Coração a USC de Bauru/SP. Militei durante 10 anos consecutivos como Repórter Cinematográfico na Televisão da Universidade do Sagrado Coração, onde tive o prazer e o privilégio de acompanhar a visita do Papa Bento XVI no Brasil, de gravar com o Juiz Italiano Baltazar Garzon, o mesmo que prendeu o Pinochet e de documentar e gravar a última matéria com o professor do Toquinho, o saudoso PAULINHO NOGUEIRA, em sua residência em São Paulo dois dias antes da sua partida terrestre. Também gravei as ultimas entrevistas com as personalidades que cito: os inesquecíveis Paulo Autran, Mauro Rasy, Dom Vicente Marcheti Zioni, primeiro Bispo da História de Bauru e o Arquiteto bauruense Jurandir Bueno Filho. Ainda, tive o prazer de documentar com exclusividade a história do primeiro astronauta brasileiro Marcos Pontes em um passeio a bordo da antiga Maria Fumaça, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia realizada no prédio da extinta estação ferroviária de Bauru.

Como se deu o seu ingresso como funcionário no Asilo-Colônia Aimorés em Bauru, destinado aos portadores da hanseniase?

Bem, minha história com o Asilo-Colônia Aimorés vem de muito tempo. No ano de 1937, uma tia querida foi internada nessa colônia de isolamento. Ela foi levada de sua casa, numa cidadezinha do interior onde a família morava, pelos guardas do Departamento de Profilaxia da Lepra. Lá ela faleceu em 1946 e a família não teve o direito de saber onde ela estava, nem mesmo após a morte para visitar o seu túmulo. Este trauma eu carrego desde quando ouvi os relatos dos meus avôs sobre o fato. Também outro acontecimento marcante foi a internação de outra tia nossa ocorrido em 1956 o que a obrigou ficar separada dos quatro filhos por muitos e muitos anos, cerca de 30 anos, até a conclusão do seu tratamento. Apesar dos meus 59 anos de vida, o passado ficou gravado na minha memória, com imagens em preto e branco, e que fazem parte do meu arquivo histórico intimo.

Sabemos que a lepra, Mal de Hansen, ou hanseníase, é uma das doenças mais antigas e cujos registros encontramos na Bíblia, dentre outras fontes. Poderia nos falar alguma coisa sobre a doença desde a antiguidade e como eram tratadas as pessoas que a possuíam?

Nos registros da antiguidade, no Velho Testamento e também no Novo, o assunto é tratado em diversos momentos, inclusive com os relatos de que Jesus Cristo curou vários leprosos.. No livro Levítico, ao que consta escrito por Moisés, em seus capítulos 13 e 14, há descrição da doença, relatando sobre as manchas que apareciam na pele do doente e a consequente proibição das vítimas de conviverem com as demais pessoas. Segundo consta em países como a França, se queimava os portadores da lepra, para que o mal não se propagasse. A doença não deixa de ser um estigma ainda. Concluindo posso dizer que se acabamos com a palavra “lepra” ainda convivemos com a hanseníase que ainda é vista com ares preconceituosos e de temor.

Os portadores da lepra eram discriminados no Brasil?

Não só eram discriminados como afastados da família e da sociedade. Prova disto é que as antigas colônias eram construídas longe das cidades, como aconteceu com o Asilo-Colônia Aimorés, a ultima a ser construída no Estado de São Paulo, cujo início da construção se deu em 1928. Esta colônia está localizada, propositalmente, a cerca de 12 quilômetros do centro de Bauru., para excluir os doentes do convívio social.

Como eles, os doentes, eram segregados nessa época?

Muitos doentes eram retirados do convívio familiar ou isolados, alguns nas próprias casas onde residiam, em quartos independentes ou as vezes trancados em algum cômodo sem manter contato com os demais familiares. A alimentação era servida através de um buraco. As famílias desconheciam a causa da moléstia e isso causava clima de terror entre as pessoas. Alguns enfermos chegavam a carregar um pequeno sino para anunciar que era doente da lepra.

Quais as leis brasileiras que determinaram a segregação dos leprosos?

No Brasil as leis são antigas e dados históricos da década de 1920 já falam do inicio das construções dos conhecidos leprosário. A Lei Federal número 610, de 13 de janeiro de 1949 foi criada para isolar os portadores da lepra, quando os guardas do Departamento Sanitário e do DPL - Departamento de Profilaxia da Lepra saiam à procura dos doentes que muitas vezes eram denunciados pela própria família ou pelos vizinhos. Na época muitos eram levados à força, sem rumo e sem destino, ou melhor era encaminhados para a cidade dos excluídos, as antigas colônias de leprosos.

No Brasil, onde foram criados os estabelecimentos para abrigar os portadores da lepra?

Em vários estados foram construídas as colônias de isolamento. No estado de São Paulo podemos registrar: Colônia do Padre Bento, em Guarulhos; Colônia de Santo Ângelo, em Mogi das Cruzes; Colônia de Cocais, em Jundiapeba, Colônia do Pirapitinguí, em Itu, e, por ultimo, a Colônia Aimorés, em Bauru que, por muito tempo, foi conhecida como “Cidade Jardim”, em referência à beleza da sua arquitetura e a bela jardinagem, bem cuidada pelos próprios internos da instituição.

Como foi concebida Colônia Aimorés?

A Colônia Aimorés surgiu como resultado de uma Campanha na Imprensa Bauruense, em março de 1926, idealizada pelo jornalista José Maria de Jorge Castro, do Diário da Noroeste. A proposta consistia na realização de um Congresso Regional, com a participação de todos os municípios da Região Noroeste para tratar da situação dos portadores de lepra. Como um dos resultados advindos do congresso, se deu a publicação de vários artigos na imprensa com a finalidade de sensibilizar a sociedade bauruense para com o drama dos doentes que viviam perambulando pelas ruas da cidade, esmolando para o sustento da sua própria família. Ressalta-se que apesar de doentes, eles, os portadores da lepra, precisavam pedir esmolas para a sua sobrevivência. Como Bauru era na época um centro dos entroncamentos ferroviários, a cidade recebia pessoas de todas as regiões do estado a procura de um lugar digno para amenizar seus sofrimento em relação a moléstia que lhes afastavam da sociedade. Em razão da discriminação, os doentes construíam seus barracos e tendas às margens das estradas de ferro Noroeste, Sorocabana e Paulista, no Horto Florestal e ao lado do Matadouro Municipal. No tocante aos modelos, as colônias eram mais ou menos iguais, e, segundo as informações e dados, elas seguiam os modelos das colônias de Carville, nos Estados Unidos.Em Bauru depois da primeira reunião com os 84 municípios da Região Noroeste, da qual foi aprovada a doação de 10% dos impostos dos municípios participantes, um projeto pioneiro no Brasil, diga-se de passagem, do qual a sua cidade, Araçatuba, fez parte, na reunião do dia 27 de Setembro de 1927, conforme consta da primeira Ata lavrada. Em 1928 iniciou-se a construção dos primeiros pavilhões que, em 13 de Abril de 1933, ou seja, há 79 anos passado, inauguraram o Asilo-colônia Aimorés, que nunca mais fechou seus portões em forma de arco para receber os doentes portadores da lepra.

Nesse estabelecimento os familiares eram admitidos junto com o doente?

Não se admitiam os contatos familiares. Exemplos claros, verídicos e comprovados foi o fato ocorrido com minhas tias, uma internada em 1937 e outra em 1956. A família não foi comunicada para onde elas foram levadas, deixando para trás os familiares, filhos e seus entes queridos. Foram levados para um verdadeiro campo de concentração nazista em terras brasileiras. .

É verdade que na época os portadores da doença que não se apresentavam espontaneamente eram caçados pelas autoridades?

Sim, a polícia e os guardas, verdadeiros jagunços do tenebroso e temível DPL - Departamento de Profilaxia da Lepra do Estado de São Paulo, e do Departamento de Vigilância Sanitária, com os homens armados e sem amor algum ao próximo, caçavam e pegavam impiedosamente aqueles que eram portadores da lepra. Muitos deles foram denunciados como no caso da minha tia em 1937, que foi colocada dentro do “camburão preto” que trazia gravado as três letras do terror DPL – Departamento de Profilaxia da Lepra, no caso do Estado de São Paulo.

Como era a vida na Colônia?

Segundo os relatos de um ex-interno do antigo Asilo-Colônia Aimorés, hoje com 93 anos de idade - eu sempre procuro conversar com ele obtendo informações sobre a história do passado objetivando repassar para as futuras gerações o significado da palavra lepra – este senhor nos diz que os campos de concentração nazistas deviam ser até melhores que as colônias de leprosos porque os guardas nazistas tinham saúde e agiam por si próprios enquanto que nos leprosários, o que se via, eram doentes espancando os próprios doentes por ordem do delegado que existia na colônia. Até cadeia ou masmorra existia na colônia. Os doentes trabalhavam para cuidar da colônia a fim de torná-la uma “gaiola de ouro”. Na verdade, por detrás das cercas que separava os dois mundos, o do sadio e o do doente, existia uma outra realidade da história, que a própria história ainda desconhece.

Pelo que se pode constatar nos registros fotográficos era uma verdadeira cidade?

Sim, era um verdadeira cidade, construída pelo Estado, como já disse, distando cerca de 12 km do centro da cidade. Aqui existia o Cassino Cine-Teatro, salas de jogos, coreto na Praça Adhemar de Barros, Cadeia, Igreja, Cemitério, Fábrica de Guaraná, Padaria, Sorveteria, Marcenaria, Marmoraria, Tipografia, Olaria, Alfaiataria, quadra de basquete, campo de Malha e Bocha e lagos para natação.Tem-se que registrar que, entre 1933 a 1937 período em que Jésus Gonçalves esteve internado, aliás o mais ilustre deles, este liderou uma série de iniciativas que buscava promover a integração entre os internos, amenizando-lhes a dor e o insulamento compulsório. Com efeito, por sua iniciativa surgiram o Grupo de Balé, de Teatro, a Equipe de Futebol, a Rádio Publicidade Aimorés (RPA), a Jazz Band, a Banda Furiosa, o jornal O Momento, o Centro Espírita e inúmeras outras conquistas que de alguma forma permitiam alguns momentos de alegria para quem carregava no peito tantos e tantos sofrimentos. Não foi por acaso que cognominaram Jésus Gonçalves de Missionário dos Leprosos no Asilo-Colônia Aimorés.

Jaime, o atual Instituto Lauro de Souza Lima continua a atender os pacientes portadores de hanseníase?

Sim, Ismael, o Instituto Lauro de Souza Lima em Bauru, SP, continua atendendo pacientes de todas as regiões do país. Como os pioneiros no Brasil, é um instituição de referencia da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo e do Ministério da Saúde e, também referência mundial no tratamento e nas pesquisas em hanseníase.

A trajetória do órgão foi esta ao longo do tempo:

Leprosário de Bauru, em 1925

Leprosário da Estação Aimorés em 1927.

Em 1928 iniciou-se a construção do Asilo-Colônia Aimorés que foi inaugurado em 13 de Abril de 1933.

Sanatório Aimorés em 1949.

Hospital Aimorés de Bauru em 1969.

Hospital "Lauro de Souza Lima em 1974.

Instituto "Lauro de Souza Lima" em 1989.

Como se vê, a caminhada foi longa e pela instituição passou grandes personalidades da área médica voltadas ao combate da lepra, mal de Hansen ou hanseníase. Dentre eles podemos destacar o Prof. Dr. Diltor Vladimir Araújo Opromolla, que foi um dos discípulos do inesquecível Dr. Lauro de Souza Lima, um verdadeiro Bandeirante da Ciência Brasileira, o Médico Missionário dos Hansenianos, um Apostolo da Caridade que aplicava a medicina com o coração. Foi o responsável pela implantação do tratamento Sulfônico no Brasil, principalmente nas cinco colônias de isolamento do Estado de São Paulo. Foi Diretor do DPL- Departamento de Profilaxia da Lepra, Consultor Científico da ONU e que foi distinguido com vários títulos pela luta no combate á lepra.

São muitos os casos atendidos no Instituto Lauro de Souza Lima? Ainda é grande o índice de incidência da doença?

Sim, muitos casos que chegam de várias cidades da região e de outros estados. Infelizmente somos o segundo país do mundo em casos e com o índice de 8 a 10% deles apresentando sequelas irreversíveis, segundo os dados do Morhan Nacional. A incidência da moléstia ainda é preocupante no Brasil e em outros países também, motivo pelo qual a ciência luta incansavelmente para debelá-la, porém ainda fica no ar a pergunta: até quando? E ainda não temos a resposta.

Os pacientes atendidos são de que regiões?

De todas as regiões do estado e do Brasil chegam pessoas a procura de tratamento e, para isto, o Instituto Lauro de Souza Lima se destaca entre um dos mais conceituados no país.

Ainda existe preconceito com relação aos portadores do mal de Hansen?

Amigo, o preconceito sempre vai existir por mais informação que se tenha. O trabalho do Morhan Estadual e Nacional que caminha prestando informações mas acho que ainda deveria ser divulgado muito mais nas Escolas, Municipais, Estaduais, nas Universidade Públicas e particulares.

Visite a home Page:

Ali você encontrará muitas informações

http://www.morhan.org.br/


O jornalista e historiador Jaime Prado com a esposa

Helena Maria ocasião em que restaurou o relógio

da torre da igreja que permaneceu parado durante

30 anos


O relógio da torre da igreja de Nossa Senhora das Dores

no Asilo-colônia de Aimorés, restaurado por Jaime Prado

Igreja de Nossa Senhora das Dores no Asilo-colônia de

Aimorés, em Bauru, SP

A Jazz Aimorés Band do Asilo-colônia Aimorés

Vista aérea do Asilo-colônia de Aimorés, em Bauru, SP

Foto de pavilhão do Asilo-colônia Aimorés

O primeiro Baile da “Kermesse” no Asilio-colônia Aimorés no ano de 1935




NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 28-03-2012

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terça-feira, 27 de março de 2012

Homenagem a Jésus Gonçalves (1). Explicação e pedido de colaboração

Jésus Gonçalves

Neste 2012, precisamente no dia 12 de julho, o calendário assinalará os 110 anos de nascimento de Jésus Gonçalves, ocorrido na cidade de Borebi, no estado de São Paulo.

A história de vida de Jesus Gonçalves é linda e merece ser relembrada não apenas para registro do seu aniversário mas, acima de tudo, como um exemplo vivo a ser seguido por todos nós.

Muitas são as biografias acerca da vida e da obra desta figura singular que se tornaria no último trato da existência física um destacado vulto do movimento espírita brasileiro.

Para homenagear Jésus Gonçalves com todo carinho que merece abrimos espaço neste modesto “Noticias do Movimento Espírita” para quem queira enviar sua colaboração escrita, imagens de Jésus Gonçalves e reproduções digitais de publicações antigas. Neste caso, com a autorização dos detentores do acervo para consignação do devido crédito.

Como matéria inaugural iremos publicar no Noticias desta quarta-feira, 28 de março de 2012, a primeira das entrevistas que estamos realizando com o historiador e jornalista de Bauru, SP, Sr. Jaime Prado, que é funcionário do Instituto “Lauro de Souza Lima”, este sucessor do Asilo-Colônia Aimorés, onde Jésus Gonçalves esteve internado para tratamento de “hanseníase” no período de 1933 à 1937. Na sequencia outras entrevistas, depoimentos e artigos serão disponibilizadas à medida que nos chegarem ou que os tenhamos preparados.

Na primeira participação Jaime Prado nos contará um pouco da história da Colônia de Aimorés e sobre a discriminação e maus tratos a que os portadores da “lepra” eram submetidos, de forma muito parecida com o descrito no livro Levitico, o terceiro do Velho Testamento, onde à época os portadores eram considerados imundos e expulsos do meio em que viviam: “será imundo durante os dias em que a praga estiver nele; é imundo e habitará só: a sua habitação será fora do arraial. (Levitico 13: 46)

Que o nosso mestre excelso, Jesus, derrame toda sua luz sobre essa figura igualmente fulgurante que ora queremos homenagear: Jésus Gonçalves.

Envie-nos, pois, a sua colaboração. (Ismael Gobbo)


Vista parcial de Borebi, SP, cidade onde nasceu Jésus Gonçalves

Fonte da Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Borebi_020308_REFON_16.JPG

O jornalista e historiador Jaime Prado

Bauru, SP

Inscrição sobre o arco de ingresso ao cemitério do Asilo-colônia Aimorés,

inaugurado em 1933. Bauru, SP. A inscrição: “Aqui termina as dores da vida”

Portão de entrada ao Asilo-colônia Aimorés, em Bauru, SP. Foto do acervo particular de Jaime Prado.

Asilo-colônia de Aimorés, Bauru, SP, em 1937


NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 27-03-2012

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NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 26-03-2012

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