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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O Antigo Egito (Ismael Gobbo). VI– Pré-história e Antigo Império



A história do Egito, seguindo a trilha dos principais acontecimentos, é apresentada em períodos.
     As datas que demarcam essas idades são às vezes imprecisas e em alguns casos conjecturais, razão pela qual as classificações, segundo suas fontes, podem apresentar algumas divergências.
     O fato se explica por dois motivos: a falta de dados, circunstância que, infelizmente, deixa muitos lapsos obscurecidos e a forma de calcular que, às vezes contando exclusivamente com a astronomia, não tem levado os egiptologistas à unanimidade.
     Essas tabelas, de cunho didático, não podem ser consideradas exaustivas ou imutáveis, podendo com as rotineiras descobertas arqueológicas do Egito, serem aclaradas em pontos desconhecidos ou revisadas naqueles em que hajam dúvidas pairantes.
     Isso enseja, como vem ocorrendo há séculos, o inigualável interesse pelo estudo da bela, atraente e rica história do Egito.

As Dinastias

     A cronologia da história egípcia costuma ser esboçada nas seguintes épocas: período pré-histórico, a época faraônica, o período grego ou ptolomaico, o período romano, o período bizantino, a época copta e a época árabe.
     As várias etapas do período faraônico, que sempre gerou maior interesse, ficaram conhecidas como dinastias, termo que, no caso do Egito, significou alguma mudança no terreno religioso ou político.
    As dinastias são apresentadas em número de trinta e a base para essa distribuição se deve às informações de vários sábios da antiguidade.
     Destacam-se, entre as principais, os estudos do sacerdote e historiados egípcio Máneton, do século III aC., através da obra “Aigtptiaka”, cujos fragmentos, chegando até nossos dias, apresentam uma longa listagem de governantes que foram distribuídos ao longo das dinastias.
     Também contribuíram os historiados e geógrafos gregos e romanos, como Heródoto, Estrabão, Plutarco e Plínio; alguns relatos da bíblia e memórias dos hititas, assírios e babilônios.
     O corolário de tudo, com justiça, foi a descoberta dos hieróglifos por Champollion, que possibilitou, com mais exatidão, dizer o que era de quem, de onde e se possível de quando, esclarecimentos tão preciosos que, provavelmente, nem os cidadãos e estudiosos antigos conheciam integralmente.

Os faraós

     Ao longo das dinastias, muitos foram os que governaram o Egito.     
     De alguns só se sabe o nome e muitos não são conhecidos.
     Foram chamados de faraós, designação tida como significando “Casa Grande” e que denominou tanto os governantes nacionais como vários estrangeiros que ascenderam ao poder, entre os quais se inserem líbios, núbios, hicsos, assírios, babilônios, persas, gregos e macedônios.
     As dinastias do período faraônico foram agrupadas pelos estudiosos nos chamados Impérios: Antigo, Médio e Novo.
     Entremeando-os, aparecem os chamados Períodos Intermediários, quase sempre obscuros, aqueles nos quais ocorreram distúrbios políticos mais sérios com o tendente enfraquecimento do governo central, e os posteriores esforços objetivando a reunificação e o restabelecimento da autoridade do faraó.

O período pré-histórico

     Os achados arqueológicos comprovam que o Vale do Nilo já era habitado desde o V milênio aC.
     Desde 3.600 aC., os egípcios desenvolviam uma agricultura organizada de uma forma muito parecida com a de algumas tribos atuais, armazenavam os grãos em celeiros e já fiavam o linho.
     Os primeiros instrumentos e objetos eram confeccionados em sílex, material que os egípcios trabalharam de forma esplendorosa, posteriormente, em ossos, marfins, conchas e pedras preciosas.
     Elaboravam a tinta para pálpebras, cosméticos, haviam inventado engenhos de arremesso, trabalhavam as vasilhas em barro para cozimento, desenvolveram a cerâmica, a principio, as de bordas negras, posteriormente, a vermelha com traços brancos e, por último, a decorada.
     As choças primitivas encontradas ao longo do Nilo permitiram aos estudiosos asseverarem que viviam em pequenas comunidades, já apresentando diferenças as que viviam ao Norte em relação às do Sul.
     A principio, esses pequenos agrupamentos independentes, denominados “nomos”, eram governados pelos “nomarcas”.
     Cada um deles tinha a proteção de um “totem”, que era representado por um animal, uma planta ou um objeto.
     Posteriormente, foram surgindo as cidades, que eram o centro de várias comunidades, locais de edificação dos templos e incorporadas a duas grandes divisões administrativas: o Alto Egito e o Baixo Egito.

A unificação

     Em determinado momento, situado por volta de 3.100 aC., ocorreu um dos mais expressivos acontecimentos da história egípcia, ou seja, a unificação do Alto e  Baixo Egito, através do lendário “rei Menés”, identificado como Narmer, rei do Alto Egito, que é representado em um relevo de Hieracômpolis usando as duas coroas dos reinos unificados.
     Teria sido o fundador da cidade de Mênfis, próxima ao Cairo. Narmer passou a ser considerado o primeiro faraó, inaugurador de um dos mais antigos regimes administrativos de governo em todo o mundo e fundador da primeira dinastia histórica do Egito.

O Império Antigo 

     Já á época de Narmer, depois da fusão dos dois reinos, o Egito tinha as fronteiras estabelecidas numa configuração próxima à dos nossos dias.
     O país estendia-se da Núbia até o Mediterrâneo e do Mar Vermelho até aproximadamente sua fronteira atual com a Líbia, incluindo toda a Península do Sinai.
     A fronteira ocidental muda algo através da história do Egito durante longos períodos, a Cirenaica (atualmente a região de Barka, na Líbia)  pertenceu ao Egito.
     As duas primeiras dinastias, também denominadas “arcaicas”, estabeleceram-se em Tinis, cidade do Alto Egito e, por isso, tal período foi batizado como Tinita.
     Nessa época, foram promovidas incursões visando o controle das minas de cobre da região, o estabelecimento de relações comerciais com países estrangeiros, como o Líbano, de onde o Egito importava as madeiras.
     Da II dinastia, não são muitas as informações existentes.
     De mais relevante, sabe-se que, por volta de 2700 aC., Djoser, um dos últimos daquela dinastia, transfere a capital do Egito para Mênfis, funda a III dinastia, inaugurando o chamado período menfita.
     Nessa época solidifica-se o culto ao faraó, considerado como uma entidade divina, surgem os grandes monumentos funerários em forma de pirâmides e os processos de mumificação.
     Destacou-se nesse período o sábio Imhotepe, astrônomo, arquiteto e médico, a quem se atribui a construção da famosa pirâmide dos degraus de Sacará, que serviu de túmulo a Djoser.
     A IV dinastia, que, paradoxalmente não deixou muitos registros de acontecimentos, lega-nos os mais belos monumentos egípcios até hoje preservados: as três pirâmides,  de Quéops, Quéfren e Miquerinos, e a chamada esfinge de Gizé, localizadas nas proximidades do Cairo.
     Esse período, marcado pelas obras de grande vulto, exigiu muita mão-de-obra e materiais de construção. Nele ocorreram conquistas dos territórios vizinhos e, segundo informações colhidas e transmitidas por Heródoto, foi um período marcado por muito despotismo e crueldade, sobretudo nos governos de Quéops e Quéfren. No decurso da V dinastia, em Abussir e Sacará, as pirâmides aparecem menores e mais decoradas.
     Aumenta a importância de Heliópolis, as esculturas em madeira e pedra atingem expressivo desenvolvimento e são promovidas expedições ao chamado país do Punte (na atual Somália).
     Ao final da VI dinastia o Egito conhece um período de grande decadência e, agonizante, entre na fase que os historiadores denominaram como Primeiro Período Intermediário.       

     Próximo artigo, na próxima semana: VII–  Primeiro período intermediário e médio império
Ficheiro:Egypte louvre 316.jpg
Um típico jarro Naqada II decorado com gazelas (Período pré-dinástico)
Frente e Verso da Paleta de Narmer, em exibição no Museu Real de Ontário, em Toronto, 
cANADÁ. Narmer, na tradicional pose onde golpeia os inimigos do Egito,
Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:NarmerPalette_ROM.jpg
Ficheiro:BaboonDivityBearingNameOfPharaohNarmerOnBase.png
Estátua em alabastro de divindade em forma de babuino que contêm gravado em hieróglifo o nome do faraó Narmer. Museu Egipcio de Berlim. Imagem:http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:BaboonDivityBearingNameOfPharaohNarmerOnBase.png

Pirâmide dos Degraus em Sacará, nas proximidades do Cairo. Primeiro complexo funerário em
forma de pirâmide e a obra mais antiga a usar alvenaria de pedra em larga escala.
Foto Ismael Gobbo



Djoser
Museu do Cairo, Egito. Foto Ismael Gobbo

Miquerinos, penúltimo rei da IV dinastia e construtor da terceira pirâmide em Gizé.
Aqui aparece entre a deusa Hathor e uma deusa regional. Museu do Cairo, Egito.



Pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos. Gizé, Egito. Foto Ismael Gobbo
Sarcófago de Teti, no complexo funerário em Sacará, escavado pelo egiptólogo britânico  James Quibell entre 1907/1908. Teti foi o primeiro rei da VI dinastia (2345 – 2181 a.C). Foto Ismael Gobbo

Texto das Pirâmides


Os Livros dos Mortos, escritos em papiro, originam-se desses antigos textos.
Pirâmide de Teti, Sacará. Foto Ismael Gobbo

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 13-08-2012

Clicar aqui:
http://www.noticiasespiritas.com.br/2012/AGOSTO/13-08-2012.htm

sábado, 11 de agosto de 2012

Focalizando o Trabalhador Espírita (154) William Alves de Oliveira


William Alves de Oliveira

Nesta entrevista vamos conhecer um pouco do trabalho desenvolvido pelo nosso companheiro William Alves de Oliveira. William, que é nascido em Monte Carmelo, MG, atua no movimento espírita da sua cidade natal e  também no de  Uberaba, MG, onde reside atualmente. É orador espírita, divulgador do espiritismo pela internet através do blog   Jornal Espírita de Monte Carmelo e desenvolve várias atividades de assistência e promoção nas casas espírita onde vem atuando. 


William, por favor, apresente-se aos nossos leitores.

Meu nome é William Alves de Oliveira, nascido no dia 23 de fevereiro de 1977 na cidade de Monte Carmelo, MG,  minha mãe se chama Aparecida Luiza Alves e meu pai Antônio Fernandes de Oliveira, tenho uma irmã por parte de pai, chamada  Juliana, residente em  Araxá, MG, com 17 anos de idade. Sou casado há 11 anos com  Fernanda Maria Alves de Souza, que  conheci dentro da casa espírita, e temos a dádiva de dois filhos,  Rafaelly Luiza Alves de Souza de 9 anos e  Emmanuel Alves de Souza de 3 anos.

Qual a sua formação acadêmica e profissional?

Sou formado em Enfermagem  desde 2007, onde atuo nos dias atuais, e graduando em Direito pela Universidade de Uberaba, com término para 2014.

Quando você conheceu o Espiritismo e desde quando é Espírita?

Já tive a dádiva de nascer em berço espírita. Meus avós maternos (Flozina Luiza de Jesus e Paulino Cândido Alves) já eram espíritas e atuantes no Centro Espírita Luz e Caridade, Monte Carmelo, onde atuei desde criança.

A que casa espírita esta vinculado presentemente?

Atualmente devido aos estudos e a profissão, resido na cidade de Uberaba, MG, e frequento o Lar Espírita Irmã Valquíria e o Centro Espírita Apostolado do Cristo.

Pode nos fazer uma retrospectiva de sua atuação no movimento espirita durantes esses anos?

Iniciei meus trabalhos, como disse anteriormente,  desde criança, auxiliando nas Campanhas do Quilo e nas confecções das sopas fraternas. E quando adolescente fui convidado a participar como orador da Mocidade Espírita de Monte Carmelo. Lembro-me que naquele dia eu dispunha de 15 minutos de tempo para falar, e para mim aqueles 15 minutos foram uma eternidade. Pensava comigo mesmo, meu Deus me ajuda, pois vou travar, vai dar branco na memória. Mas graças a Ele e aos irmãos espirituais, tudo correu bem e acredito que tenha dado conta da tarefa.  
Portanto  a partir daquele dia passei a ser orador da Mocidade, orador do Centro Espírita Luz e Caridade e humilde auxiliar no programa Ondas de Luz da Rádio Cultura AM. Após alguns anos, mais precisamente em 2005, mudamos para Uberaba, onde passei a frequentar as casas acima citadas. Fui um dos representantes dos expositores espíritas da AME – Uberaba, sou fundador juntamente com minha esposa do blog Notícias espíritas de Monte Carmelo e Região, cujo o endereço eletrônico é http://jornalespiritamontecarmelo.blogspot.com.br/  para o qual convido
todos vocês a acessarem e serem nossos seguidores.
E foi daqui de Uberaba, que minha esposa e eu, tivemos a inspiração divina de criar e manter a “Campanha do brinquedo Vovó Flozina Luiza”, que atende a mais de 700 crianças carentes da cidade de Monte Carmelo, sempre no dia 12 de outubro (dia da criança). E aproveitando a oportunidade, gostaria de convidar a todos os eleitores para nos auxiliarem, pois estamos precisando muito arrecadar brinquedos novos e/ou usados para serem doados àquelas crianças. Aqueles que não puderem nos doar brinquedos, podem nos auxiliar financeiramente a partir de 1 real. É só depositarem na:
Caixa Econômica Federal
Agencia: 0709
Operação: 013
Conta poupança: 55608*0
Em nome de Rafaelly Luiza Alves de Souza
Qualquer quantia será muito bem recebida, pois além dos brinquedos estamos com  plano de arrecadar uma determinada quantia para comprarmos uma fantasia de palhaço para que enquanto as crianças aguardem na fila de espera, nosso “palhaço” possa ir brincando com elas, além de guloseimas e lanches. Enfim como diz nossa querida Vovó Flozina Luiza: “O brinquedo é pequeno, mas o pequeno doado com amor se torna imenso dentro do nosso coração”.  Assim estamos fazendo a nossa parte, esperando que a espiritualidade possa continuar nos auxiliando sempre.

William, pode nos contar como surgiu o Jornal Espírita de Monte Carmelo?

O Jornal Espírita Monte Carmelo, surgiu de uma vontade imensa de levar o nome desta cidade para o meio espírita, pois o que  estávamos vendo, é que, em meio a tantas notícias espíritas de outras cidades, quando havia algum evento a ser realizado em Monte Carmelo a notícia não passava de duas linhas. Então, tivemos esta vontade de destacar a cidade e seus eventos e também aqueles da região. Como o tempo para mim e minha esposa era e ainda é escasso, estávamos criando o jornal de forma bimestral, e com o passar dos tempos, as pessoas, estavam solicitando mais notícias e de preferência que fosse diariamente. Em nome destas pessoas, resolvemos deixar de manter o Jornal que era eletrônico, ou seja, enviado gratuitamente para o e-mail das pessoas cadastradas, e passamos a criar o blog, o qual já informamos logo acima. Assim, ficou mais fácil lidar com as noticias que vem surgindo, e vamos postando.
Lá já postamos algumas fotografias de nossa cidade Monte Carmelo, e também de algumas crianças durante a distribuição dos brinquedos da campanha.

Como se deu a sua ligação com o movimento espirita de Monte Carmelo embora residindo em Uberaba?

Apesar de residir atualmente aqui em Uberaba, não deixamos de lado a nossa afinidade com a casa, onde nossos avós levaram seus filhos e netos. Afinal, foi lá que crescemos ouvindo as palavras e os ensinamentos de Jesus, e esperamos, minha esposa e eu,  que nossos filhos possam continuar a frequentar lá, mesmo que seja esporadicamente. Temos muitos irmãos da lide por lá, e que sempre esperam contar conosco em reuniões, campanhas assistenciais e palestras que eu realizo lá e em  outras cidades também.
Assim como também fizeram nossos queridos Waldo Vieira e Dr Elias Barbosa, ambos nascidos em Monte Carmelo, que também retornaram muitas vezes à cidade para desenvolver seus trabalhos.
Se algum dirigente de casa espírita de qualquer cidade do Brasil quiser me convidar para realizar palestras espíritas em sua cidade, é só me convidar através do e-mail jornal.espirita@hotmail.com que iremos com prazer.

Pode nos falar sobre as origens do movimento espirita em Monte Carmelo?

Quanto a esta pergunta, não saberia dizer precisamente, mas posso lhe indicar um livro que conta toda a história, cujo o título é: A história do espiritismo em Monte Carmelo, do autor Airton Veloso,  que tece os seguintes comentários a respeito no livro: Sugeriu-nos o nosso confrade, Dr. Elias Barbosa - o dedicado e culto médico carmelitano, há anos radicado em Uberaba - que procurássemos reunir o material que documentou a visita de Chico Xavier a Monte Carmelo (MG) e escrevêssemos um livro. Após marchas e contramarchas, juntamente com o nosso irmão Marival conseguimos reunir as mensagens psicografadas em Monte Carmelo, no período de 1956 a 1959. Responsável pela parte histórica, procuramos compilar dados, através de pesquisas, principalmente dos fatos que caracterizavam o aludido período. Daí nasceu "O Chico no Monte Carmelo"1, editado pela União Espírita Mineira, nossa querida federativa estadual. À medida que pesquisávamos a documentação dos primeiros Centros Espíritas "Humildade, Amor e Luz" e "Luz e Caridade" fomos tomando conhecimento sobre o Espiritismo em Monte Carmelo; as primeiras personagens, os primeiros eventos e de outras singularidades. Outros testemunhos recorrentes foram as fontes orais. Através de entrevistas com pessoas que participaram do movimento na época, nos foram oferecidos dados importantes. Uma dessas informações foi sobre o iniciador do Espiritismo em terras carmelitanas, Sr. Jorge Fernandes. Constatamos que 15 de dezembro de 1937 é a data oficial do início das atividades do "Centro Espírita Humildade, Amor e Luz". Em 14 de dezembro de 1944 comemora-se a fundação do Centro Espírita Luz e Caridade, como Entidade jurídica. Ao término de nossa pesquisa, juntamente com o responsável pela elaboração do livro "O Chico no Monte Carmelo", chegamos à conclusão de que, em face da farta documentação existente, deveríamos escrever um outro livro que abordasse a HISTÓRIA DO ESPIRITISMO EM MONTE CARMELO. A nossa preocupação com a elaboração da História do Espiritismo em Monte Carmelo tem como objetivos: Mostrar a evolução da Doutrina de Kardec, dentro de um processo histórico que fugiu de uma História linear, seguindo uma linha de evolução de acordo com os ditames de uma conjuntura em nível mundial, que refletiu sobremaneira na nossa comuna. A outra preocupação foi mostrar o quanto os pioneiros foram importantes para os destinos do Espiritismo em Monte Carmelo. Suas ações exerceram imponentes influências e esses pioneiros, até hoje, são reverenciados com respeito e admiração pelo seu caráter e probidade. Apresentamos 42 biografias. Algumas não constam nesse registro em virtude de uma série de empecilhos, tais como dificuldades de encontrar familiares para o fornecimento de dados, e a falta de documentação, tanto de fontes escritas como orais. A guisa de informações, citaremos alguns nomes que se destacaram na divulgação e preservação da Doutrina em nossa cidade; eles, juntamente com outros confrades, cujas biografias serão apresentadas, foram baluartes. Registramos nossas lembranças e os nossos preitos de gratidão extensivos a Alípio Delfino dos Santos, António Gama da Silva, Feliciano Gama da Silva, Sérgio Rodrigues da Costa, Joaquim Ferreira Leite, Madalena Bonifácio, António de Paula Marques, Homero Rocha, Benedito da Boa Sorte, Dornellos de Santos Guimarães, João Valadão, João Cândido da Silva, Escolástica do Crato, Canuto Crato, Camilo Castro, José Thomaz de Lima, Manoela Barbosa de Rezende, João Rodrigues da Costa, Isaura Mendes, José Furtado de Almeida, Vital Rodrigues da Costa, Argentino Rodrigues da Costa, Nicésio Pinto de Oliveira, Etelvino Ferreira Jorge, Calimério de Melo, Saturnino Leocádio, Pedro Ricardo de Souza, Aparício Lamounier Vilela, David de Mello, José Vitoriano da Silva, Cipriano de Araújo Lima, João Teodoro da Silva, José Carvalho da Silva, Isaura Carmelita, Teresa Moraneli Vilela Silva, Aristides de Paiva, Adelardo Teixeira e José Moreira dos Santos. Estes nomes ajudaram a construir a História do Espiritismo em Monte Carmelo. A eles nosso preito de gratidão, o eterno agradecimento.


E como está presentemente?

Atualmente Monte Carmelo se encontra com 9 casas espíritas registradas quais sejam:
Centro espirita Nosso Lar
Centro espírita Luz e Caridade II
Centro Espírita Joana D”arc
Centro Espírita Cairbar Schutel
Centro Espírita Luz de Joana D”arc
Centro espírita Luz e Caridade
Associação Espírita Humildade, Amor e Luz
Centro Espírita Eurípedes Barsanulfo
Centro Espírita Maria Dolores – Anexo ao Lar dos Idoso Allan Kardec
Esperamos que dentre alguns anos, este número possa aumentar.

Algo mais que queira acrescentar?
Gostaria apenas de agradecer a oportunidade que esta entrevista me proporcionou de refletir ainda mais sobre minhas próprias experiências e o quanto ainda temos que realizar na grande Seara Espírita. Devo ao Espiritismo o melhor que me aconteceu e ainda acontece na presente existência e, tenho certeza, por mais que fizer, não retribuirei o tanto de valores, ideais, conhecimentos e vivências propiciadores de uma ampla compreensão da vida que a Doutrina me proporcionou. Tomara que algumas dessas ideias possam ir positivamente ao encontro de outras mentes e corações, pelo mundo da internet que tem proporcionado encontros de almas que vibram na mesma emoção. Grato.

As suas despedidas dos nossos leitores.

Um abraço a todos os companheiros que labutam cada vez mais, parabenizando a todos  pelo árduo trabalho de divulgação da Doutrina.
Aqueles que desejarem, deixo mais uma vez o meu e-mail de contato para eventuais palestras que possamos agendar em qualquer cidade do Brasil. Fico aguardando o contato de vocês. Recebam o abraço de todos daqui de Uberaba, MG.  jornal.espirita@hotmail.com
William Alves de Oliveira aos 2 anos e 9 meses e aos 5 anos
William, esposa e filhos visitando o túmulo de Chico Xavier, em Uberaba, MG
William na distribuição de brinquedos da Campanha do brinquedo Vovó Flozina Luiza 2011, em Monte Carmelo, MG
Centro Espírita Luz e Caridade, em Monte Carmelo, MG

Acesse o blog do Jornal Espírita de Monte Carmelo:




jornal.espirita@hotmail.com


Programação de palestras com William Alves de Oliveira

Dia 24 de Agosto em Conquista, MG, no Albergue Espírita.
Dia 21 de setembro, em Coromandel, MG, no C. E. Paulo de Tarso.
Dia 07 de Outubro, em Pratinha, MG, ainda a confirmar o local.
Dia 12 de Outubro, em Monte Carmelo, MG, Centro Esp. Luz e Caridade.
Dia 18 de novembro, em Lagoa Formosa, MG, a confirmar o local.
dia 16 de Dezembro, em Presidente Olegário, MG, a confirmar o local.

OBS: AS FOTOS DESTA ENTREVISTA SÓ PODERÃO SER UTILIZADAS EM OUTRAS PUBLICAÇÕES MEDIANTE AUTORIZAÇÃO EXPRESSA DO ENTREVISTADO.

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 11-08-2012

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NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 10-08-2012

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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 09-08-2012

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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 07-08-2012

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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 06-08-2012

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domingo, 5 de agosto de 2012

Focalizando o Trabalhador Espírita (153). Eduardo Guimarães


Eduardo Guimarães



Hoje temos a oportunidade de ouvir mais  um brasileiro
que  vem  prestando  relevantes  serviços ao  movimento
espírita nos Estados Unidos. Trata-se do fluminense  da
cidade de  Niterói, Eduardo  Guimarães,  hoje   radicado
na cidade de  Nova Iorque. Como  espírita iniciou-se  na 
cidade onde nasceu, participando e depois   contribuindo
nas áreas da evangelização  infantil e mocidade espírita.
Participou de atividades diversas no Estado do Rio   de
Janeiro; é  orador; conheceu e  trabalhou no  movimento
espírita  francês de 1996 à 2002 quando   se mudou para
a  cidade  americana  onde até hoje vive. Eduardo   vem
participando ativamente  do movimento  espírita de uni-
ficação,  fazendo  parte dos órgãos espíritas dos Estados 
Unidos.

Eduardo, faça-nos por favor sua auto apresentação.

Ismael, sou o segundo filho de Maria da Gloria Vasconcellos Guimarães e José Maria Guimarães. Tenho duas irmãs; Maria Cecília e Maria Ignez e um irmão; José Vinícius. Nasci na cidade de Niterói, apesar de meus pais, à época, viverem em Minas Gerais, onde meu pai era funcionário da Secretaria de Fazenda do Estado. O trabalho do meu pai exigia que nos mudássemos frequentemente. Com o divorcio dos meus pais, nos mudamos para o Rio de Janeiro com minha mãe, aos 9 anos de idade. Do Rio fomos para Niterói, cidade que vivi por mais tempo. Até a idade de 20 anos eu e meus irmãos contamos quase 20 mudanças de cidade ou de bairro. Esse estilo de vida um tanto nômade talvez tenha influenciado a minha vontade de mudar para o exterior e o fascínio por outros países e culturas.

Qual a sua formação acadêmica e profissional?

Sou formado em Educação Física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em Ciências da Linguagem pela Universidade Sorbonne Nouvelle de Paris e tenho Mestrado em Francês como Língua Estrangeira pela Universidade René Descartes de Paris. No Brasil, trabalhei de 1986 a 1996 na educação pública do Estado do Rio de Janeiro. Em Paris trabalhei como instrutor de capoeira para crianças e adolescentes e como recepcionista no “Hôtel des Hollandais”. Em Nova Iorque eu dei aula particular de francês, fui personal-trainer, trabalhei em mudanças, em demolição, em limpezas, e como engraxate. Atualmente caminho com cachorros e dou aulas de português no POLI (Portuguese Language Institute) que funciona dentro das Nações Unidas, coordenado por nossa amiga e também espírita, Rosely Saad.

Como conheceu o Espiritismo e desde quando é Espírita?

Meu tio, por parte de mãe, Luiz Gonzaga, casou-se com Carmen Cesar que é espirita e trabalhadora da Sociedade Espírita Fraternidade, do nosso querido Raul Texeira em Niterói. Até então, em nossa família não havia ninguém vinculado ao espiritismo. Éramos de uma tradicional família católica. No entanto, eu nunca havia me interessado pela religião dos parentes. Me interessava muito mais pelo esoterismo, gostava da revista Planeta, de mapa astral, ufologia, civilizações perdidas, Tai-Chi-Chuan etc... Minha tia Carmen chegando na família começou a dar livros espíritas de presente. Eu ganhei o livro “E a Vida Continua” de André Luiz, e o coloquei na estante, onde permaneceu por bastante tempo. Um dia senti uma vontade de o ler, na época, para mim, inexplicável. Devorei o livro e nunca mais parei de ler e estudar. Minha mãe e minha irmã mais nova nessa mesma época me chamaram para irmos juntos ao Grupo Espírita Estudantes da Verdade, que nosso grande amigo João Luiz Pessoa, então presidente da Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro, estava reorganizando, depois de uma fase de decadência por ter, todos seus diretores, envelhecido sem que o centro tivesse se renovado com novos trabalhadores. La estudei e trabalhei encorajado e orientado pelo conhecimento sólido, pela energia realizadora e pelo amor fraterno do João Luiz. Criamos a Escola Jesus Cristo, um centro espírita no Morro do Eucalipto no bairro do Cubango  que tinha como tarefa primordial a educação espírita das crianças, jovens e suas mães. A escola funcionou durante dez anos tendo, infelizmente que fechar as portas quando o tráfico de drogas tornou-se mais violento e ameaçou-nos, caso permanecêssemos no morro. O Grupo Espirita Estudantes da Verdade continua seu trabalho amparando a comunidade do Morro do Eucalipto, que se localiza em frente, até hoje.
Minha tarefa tanto em um centro como no outro era a de coordenador do DIJ e a de evangelizador. Nesse ínterim fui convidado para participar da equipe de estudo da COMEERJ, onde atuei durante alguns anos até que em 1996 mudei para a França. Nesse país trabalhei no Group Spirite Allan Kardec de Orly-Ville, nos arredores de Paris, também na mesma função, depois de haver passado pela Associação Parisiense de Estudos Espíritas, dirigido por Anita Becquerel e no Centre Spirite Allan Kardec, dirigido por Cláudia Bonmartin. Lá, tive o prazer de conhecer o movimento espírita francês e seus trabalhadores mais eminentes, entre 1996 e 2002.

Qual a casa espirita que freqüenta?

Com minha mudança para Nova Iorque para encontrar minha mãe e meu irmão, que na época moravam aqui, participei do Allan Kardec Doctrinal Society, mais tarde, do Allan Kardec Spiritist Center, de onde saímos para fundar o Inner Enlightenment Spiritist Society com o objetivo de divulgar o espiritismo na língua inglesa, já que tanto o AKDS quanto o AKSCENTER, trabalham em português.

Como se deu sua ida para os Estados Unidos?

Eu vivia em Paris desde de dezembro de 1996, onde estava estudando. Quando estava terminando o mestrado, minha mãe e meu irmão não andavam bem de saúde. Em junho de 2002, exatamente no dia em que Chico Xavier desencarnava eu aportei em Nova Iorque para ajudá-los e também para aprender inglês e tentar juntar algum dinheiro como a grande maioria dos brasileiros que vivem ou viveram aqui. Comecei então a estudar a língua e a trabalhar. O tempo estava passando e a situação deles não melhorava. Chegamos à conclusão que a vida de imigrante não permitia a eles o tratamento e as medidas necessárias para a melhoria. Decidimos então pela volta deles ao Brasil enquanto eu ficaria para estudar um pouco mais e juntar um pouco mais de dinheiro. Entre os estudos de inglês e o trabalho no centro, não sobrava muito tempo para atingir o objetivo financeiro. Assim, como acontece com muitos de nós aqui, a cada fim de ano eu me prometia que ficaria só mais um ano e depois retornaria para o Brasil. Isso já faz 10 anos... Com o passar dos anos, e a fundação do Inner Enlightenment Spiritist Society, há 5 anos, fui criando raízes e desenvolvendo o amor por essa terra, pelos amigos e pelo movimento espírita.

Pode nos fazer uma súmula de sua participação no movimento espirita brasileiro?

No movimento espírita brasileiro como disse acima eu trabalhei no Departamento de Infância e Juventude do Grupo Espirita Estudantes da Verdade no bairro do Cubango em Niterói, e da Escola Jesus Cristo no morro do Eucalipto, no mesmo bairro. Fui membro da equipe de educadores da Confraternização das Mocidades Espiritas do Estado do Rio de Janeiro, COMEERJ, no Pólo X, Niterói/São Gonçalo. Também atuava como expositor em alguns centros de Niterói.

E ai nos Estados Unidos?

A minha mãe é uma pessoa extremamente comunicativa e fácil de fazer amizade. Essa característica dela, a fez conhecer todos os dirigentes espíritas de Nova Iorque e estados próximos, que na época não eram tantos. Com a minha chegada, ela, como toda mãe, fez a propagando do filho, organizando uma agenda de palestras na região. Essa atitude dela me deu a oportunidade de me entrosar com os trabalhadores espíritas dos EUA. Comecei trabalhando em um grupo em português devido ao fato de não falar inglês no inicio de minha vida aqui.  Nessa época, trabalhando no Departamento de Infância e Juventude do Allan Kardec Spiritisit Center, mais conhecido como Ponto de Luz, entrei em contato com trabalhadores dos DIJs dos outros centros para organizarmos o “Encontro de Educadores Espiritas do Nordeste dos EUA”. Desse encontro surgiu mais tarde o Encontro Espírita da Família, que neste ano está na sua nona edição. Esses dois eventos contam com a participação fundamental do companheiro Nahur Fonseca de Massachussets; Armando Velez de Nova Jersey; Helder Martins e Jenny Yoshimura de Nova Iorque, além de trabalhadores de quase 15 centros espíritas desses estados. Organizamos também o “Juventude Espirita dos Três Estados (NY, NJ, CT), Estudando Espiritismo Juntos”, o que em inglês dá a interessante sigla TSSTSST, que os jovens gostam muito. Somos um dos fundadores da Federação Espírita dos 3 Estados (NY, NJ, CT) e do Inner Enlightenment Spiritist Society, centro que divulga a doutrina espirita em inglês.

Edu você poderia nos fazer uma síntese histórica do Espiritismo em Nova Iorque desde os tempos dos fenômenos de Hydesville?

Recentemente fundamos a Tri-State Spiritist federation ou Federação Espírita dos Três Estados (Connecticut, New Jersey, New York), e algumas vezes temos falado da necessidade de resgatarmos essa história. Não temos muitos dados. O que temos é a história recente contada pelos que a viveram. Assim a nossa amiga Norma Guimarães que vivenciou os primeiros dias do movimento espírita em NY nos ajudou com as suas lembranças. No entanto vamos lembrar daqueles primeiros dias de Hydesville. Na década de 40 do século 19, Andrew Jackson Davis, um dos maiores médiuns americanos de todos os tempos ditava através da psciofonia obras de grande importância filosófica que lhe traziam seus guias Emmanuel Swedenborg, e Galeno. Sua obra mediúnica é muito vasta, sendo a principal a que se chama “Principals of Nature”, com aproximadamente 700 páginas. O conteúdo é extremamente similar aos ensinos da codificação espírita, contendo ainda inúmeras revelações de fatos e descobertas futuras que se confirmaram e outras ainda que virão, como por exemplo o controle do clima pelo homem. No dia 31 de março de 1848, ele ouviu uma voz que dizia: “Hoje um grande trabalho foi iniciado”.  Esse era o dia exato em que os fenômenos se iniciaram na casa da familia Fox. No desdobramento desses fenômenos nos EUA, surgiu o movimento do Espiritualismo moderno tendo o obra de Andrew Jackon Davis como pilar e o médium como um dos seus mais eminentes membros. Ao mesmo tempo sabemos que na França Kardec seria convocado em breve para a realização do trabalho gigantesco da codificação do espiritismo. No entanto nos EUA, o Espiritualismo Moderno seguiu seu rumo, tendo como foco principal os fenômenos mediúnicos, o que levou Andrew Jackson Davis a abandonar o movimento dizendo em um dos seus congressos que os espiritualistas modernos não haviam entendido que os fenômenos não eram um fim em si mesmo,  mas apenas um meio para o crescimento moral da humanidade. Até hoje o espiritualismo moderno segue a tradição dos primeiros dias o que talvez explique a razão de o movimento não ter crescido.
Vamos dar um salto no tempo para o ano de 1986, no mês de maio com uma palestra de Divaldo Franco no hotel Doral Inn - em Manhattan, na Primeira Avenida. Quem promoveu a vinda dele foi John Zerio, professor da Universidade de Phoenix, no Arizona, onde passou a viver mais tarde. Ele fundou, em 1982, um grupo espírita aqui em NY, o Francis of Assis Christian Spirit Society- FACSS,  que funcionava no porão da igreja São Francisco de Assis na rua 33, atrás do Madison Square Garden. Dona Luzia de Almeida, Luzia filha, Maria de Jesus e Marcelo Almeida eram os responsáveis por esse que foi o primeiro grupo espírita da cidade de Nova Iorque e até onde se sabe, do estado de Nova Iorque. Quando a família Almeida mudou-se para Philadelphia, Marcelo ficou na direção do grupo que se reunia todas as sextas feiras as 6:30 da tarde, para estudos dos livros da codificação.
Em 1989, alguns membros do grupo se dispuseram a fazer bazares e chás beneficentes convidando pessoas de suas relações que acabavam se integrando ao grupo de estudo.
Em 1990 Marcelo se mudou para a Flórida, mas o movimento continuou. O grupo passou a fazer reuniões as segundas feiras na casa da Norma Guimaraes, mais tarde alugando um espaço próprio para as reuniões. Assim surgiu a primeira casa espírita com organização mais complexa e legalizada na cidade de Nova Iorque e uma das primeiras do país, fundada por Vilma Garcia, Conceição Durval, Genoveva Rodrigues e Norma Guimaraes Hoppe. Essa instituição existe até hoje, o Allan Kardec Doctrinal Society, mais conhecido como AKDS, que funciona no bairro de Astoria no Queens.
Hoje, no estado nós contamos, além do AKDS, com o Allan Kardec Spiritist Center, o Spiritist Group of NY, o Inner Enlightnement Spiritist Society, o Mount Vernon Spiritist Center,  Spiritist Group of Hamptons, o Long Island Spiritist Doctine Study Group, e o Grupo Espirita Seara de Luz. Esses grupos de Nova Iorque juntamente com o Centro Espírita Caminho da Luz, Spiritist Center Divine Light,  e Templo San Jose (estudos em espanhol) de Nova Jersey, e o Allan Kardec Spiritist Center e a Sociedade Espirita Renascer de Connecticut, formam a Federação Espírita dos Três Estados, que se tornou um órgão legalizado no ano passado, 2011.

Quais os principais eventos que vocês realizam anualmente ensejando a participação das casas espíritas da cidade, da região e do país?

Acabamos de ter o VI US Spiritist Symposim em Atlanta, Geórgia, que e um evento nacional organizado pelo US Spiritist Council e o Encontro Espírita da Família no Estado de Connecticut, no dia 24 de junho, organizado pelo Inner Enlightnemnet Spiritist Society de NY, pelo Templo San Jose de NJ, e pelo Caminho, Verdade e Vida de Massachussets, com apoio da Tri-State Spiritist Federation e do US Spiritist Council.
O próximo evento na nossa região será um encontro de formação de trabalhadores espíritas organizado pela federação no mês de outubro e a nível nacional o Medical Spiritist Congress em Washington.

As palestras e estudos que vocês realizam são na língua inglesa?

Sim, no Inner Enlightnemnet (IESS) todos os estudos são em inglês

E quem não conhece a língua fluentemente tem como acompanhar?

Geralmente as pessoas que vem ao IESS, falam inglês ou querem aprender. Se a pessoa tem uma base da língua e uma base da doutrina, e possível acompanhar, com alguma dificuldade a princípio, mas nada que impeça a participação.

No universo de freqüentadores qual o percentual segundo a nacionalidade?

Os brasileiros são a grande maioria ainda. Temos 2 americanas-argentinas, quatro americanos, um indiano, e as crianças que são todas americanas, sendo alguns filhos de casal brasileiro-americano.

Quando vocês convidam oradores do exterior que não conseguem fazer as palestras em inglês vocês fazem a tradução simultânea?

Nós convidamos preferencialmente os expositores que falam inglês, que são os que moram aqui. Quando alguém vem do Brasil, convidado pelas federações ou por um grupo em particular, nós temos a tradução simultânea com uma intérprete profissional que trabalha em nossa casa.

Quais os principais meios que vocês utilizam para divulgar os eventos?

Toda a nossa divulgação é através da Internet e de boca-a-boca.

Poderia nos citar os principais sites espíritas nos Estados Unidos?

Penso que os principais são os do United States Spiritist Council, da Spiritist Society of Baltimore, do Spiritist Group of New York. Todos eles facilmente acessíveis através do google.

Há algum site que tenha a relação de todas as casas espíritas no país?

Sim. O site do US Spiritist Council (USSC), que federa os centros do país, e muitos outros de casas espíritas ou outras federações  que utilizam o mapa do USSC.

Quais os órgãos que os apóiam no trabalho?

Como é de se esperar, o CEI e a FEB tem amparado de maneira importantíssima o movimento espírita a nível mundial, onde quer que haja “dois ou mais” reunidos com o objetivo de levar adiante a bandeira do espiritismo. O USSC faz um brilhante trabalho nos EUA, a nível nacional, a Federação Espirita da Florida, a Federação Espírita dos Três Estados. Além desses órgãos, obviamente temos a presença constante e fundamental de nossos queridos, Divaldo Franco, Raul Texeira (que sofreu o AVC, na sua chegada a NY, onde tinha compromisso doutrinário) entre outros espíritas de renome.

Algo mais que queira acrescentar?

Gostaria de falar de um aspecto do meu aprendizado no exterior. Aprendi que todo ser humano, seja do país que for, da cultura que for, é o mesmo em toda a parte. Rico ou pobre, país “desenvolvido” ou “em desenvolvimento”, as necessidades íntimas são exatamente as mesmas, as carências são idênticas, as provas e expiações seguem seu curso. E em relação ao país em si, eu, de uma postura preconceituosa, para com os EUA e para com os americanos, entendi com a convivência e com as amizades sem preço que pude fazer aqui que somos realmente uma única e grande familia do planeta Terra, e que há muito mais motivos para união do que para separação e preconceitos.

As suas despedidas dos nossos leitores.

Apenas gostaria de ressaltar a alegria de sermos partícipes dessa enorme família espírita da Terra. Cada um de nós, no seu posto, contribuindo com Jesus no melhoramento da humanidade a começar por nós mesmos. Para continuarmos nessa estrada, que o Mestre nos inspire e guie, de modo a nos mantermos fiéis a Kardec, e aos autores basilares do espiritismo, prevenindo modismos e adaptações tão ao gosto de muitos, como o próprio codificador afirma em Obras Póstumas , Segunda Parte, Constituição do Espiritismo II, Dos Cismas.
Agradeço a você amigo Ismael pela oportunidade de participar desse seu trabalho de divulgação trazendo a nossa migalha. Sem a presença de nossos guias e de Jesus, nada desse mínimo que realizamos até hoje teria sido concretizado.
Toda a glória e gratidão ao Mestre Amado e aos Seus Mensageiros que tem nos arrebatado das trevas interiores para a luz do amor.

Eduardo Guimarães em foto recente; com os pais, irmãos e primos, Eduardo é o menino  logo a frente da criança de colo; Eduardo com a irmã mais velha e na seguinte com o pai e o irmão à frente.



Eduardo Guimarães logo atrás dos pais; nesta foto segurando uma criança cuja mãe está a seu lado no Grupo Espirita Estudantes da Verdade, onde começou a freqüentar o Espiritismo; agachado na extrema direita, na COMEERJ, Confraternização das Mocidades Espíritas do Estado do Rio de Janeiro e numa de suas visitas bissemanais a um asilo do Brooklyn em NY.
As irmãs Fox; chalé  onde residiam os Fox em Hydesville, NY, EUA; marco que assinala o local
onde ficava o chalé dos Fox, quando transferido para Lily Dale; o baú de Charles B. Rosna, o mascate assassinado e sepultado na casa dos Fox por antigos moradores e que começou a se comunicar com as meninas através de pancadas. 



Eduardo, de camisa azul, à frente agachado, em reunião da Tri-State Spiritist Federation
Diretoria do IESS com Mauricio Cisneiros, presidente do United States Spiritist Council ao centro de camisa azul; Eduardo,  na cabeceira da mesa, na Reunião de coordenação do Encontro Espírita da Familia; Eduardo, no centro, em visita das crianças da evangelização ao Museu de História Natural quando estudavam “Deus e a Criação”; Eduardo no II Spiritist Fórum of NY
Divaldo Pereira Franco,  de terno escuro, em visita a Lily Dale, tendo a  seu lado  Tom Cratsley,
presidente da entidade à época. Na extrema esquerda Vanessa Anseloni, presidente da
Spiritist Society of Baltimore.

Acima  algumas fotos do encontro da familia 2012.
A barraca branca em forma de estrelas de 6 pontas é o prédio da governadoria
e as cadeiras foram dispostas em triângulos formando os diversos ministérios da cidade de Nosso Lar, que foi o tema do encontro desse ano.
A foto em que as pessoas de camisas azuis caminham dentro de um elo com pedras nas mãos
representa os samaritanos resgatando os sofredores do umbral, em uma das dinâmicas.


Cartaz de Divulgação do 5º. aniversário do IESS
Dia 18 de agosto de 2012. Nova Iorque, EUA
OBS: AS FOTOS DESTA ENTREVISTA SÓ PODERÃO SER UTILIZADAS EM OUTRAS PUBLICAÇÕES MEDIANTE AUTORIZAÇÃO EXPRESSA DO ENTREVISTADO.




sábado, 4 de agosto de 2012

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 04-08-2012

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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 03-08-2012

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NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 01-08-2012

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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 02-08-2012

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terça-feira, 31 de julho de 2012

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 31-07-2012

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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Um pouco da história

O Antigo Egito (Ismael Gobbo)
IV–  O Nilo e suas inundações



     Quando Heródoto, o “Pai da História”, afirmou que “O Egito é uma dádiva do Nilo”, não cometeu nenhum exagero. Evidentemente que o povo egípcio, com seu labor, sempre emprestou o seu concurso para que as enchentes do Nilo se transformassem nos grãos que abarrotaram seus celeiros. O que não se pode olvidar é que, na realidade, sem a existência do importante rio, debalde seriam todos os esforços. O Nilo é, por isso, a dádiva que os antigos deificaram em Hapi e nunca deixaram de celebrar seus cânticos, poesias e orações. Uma pequena mostra é asseverada nestes trechos poéticos: “Salve, ó Nilo, saindo da terra, vens para sustentar o Egito... É ele que inunda os campos,criados por Ra, saciando tudo isto que tem sede: irriga o árido deserto... Produz cevada, faz nascer o trigo e permite que os templos estejam em festa... Ó alegria, quando tu surges, ó, Nilo... Tu és aquele que nutre os homens e os animais”. Com efeito, é ele em sua majestade que rega o grande oásis, estreito e longo, a enfeitar o território árido e desértico do Egito desde a catarata de Assuã até a sua embocadura, no Mediterrâneo. Ali, a grande artéria se esparrama em inúmeros vasos, formando o chamado Delta, que, à semelhança de uma mão aberta, generosamente vivifica uma das mais férteis regiões agrícolas do mundo. Na antiguidade, assim como hoje, embora com um perfil bem diferente, ditado pela construções de barragens reguladoras e modernos canais de irrigação, o Nilo continua sendo o grande propulsor do desenvolvimento do Egito e impera altaneiro como o único manancial de relevância a responder pela própria existência daquele país.

As águas fertilizantes

     O rio Nilo tem um curso de 6.696 km. A explicação para as inundações ensejou, na antiguidade, várias teorias, muitas das quais fantasiosas. Atualmente, sabe-se que o limo fertilizante trazido pelas torrentes do Nilo, tem sua origem à montante, bem antes do ingresso do rio em território egípcio. O Nilo que palmilha pelo Egito resulta da junção, na região de Cartum, capital do Sudão, dos chamados Nilo Branco e Nilo Azul. O primeiro é fruto das complexas redes de drenagens de sua cabeceira e das chuvas que caem durante todo o ano na região do Lago Vitória, que mantém o leito regular do Nilo durante todo o ano. Projetando-se de uma altitude de 1.134m, vai se enriquecendo de várias substâncias vegetais e adquirindo uma coloração esbranquiçada, daí o seu nome. O chamado Nilo Azul é o responsável pelas enchentes que ocorrem  entre os meses de julho e outubro. Nasce no Lago Tana, na Etiópia. O degelo e as chuvas que caem nos altiplanos etíopes provocam aumento do volume do Lago Tana, que faz o caudal lançar-se a partir de uma altitude de 1.830m, arrastar das rochas basálticas os componentes minerais do limo e tomar uma coloração escura. Aumentado o volume do Nilo Branco pela junção em Cartum, já carregado das riquezas vegetais e minerais que fertilizam, é hora de adentrar a terra dos faraós, muitos metros acima do seu nível normal, ser saudado com festas e orações nas casas e templos, inundar-lhes as margens, enriquecer-lhe o seio e aguardar o lançamento das sementes da fartura.

Um rio de integração

     O Nilo sempre foi a mola mestra do desenvolvimento do Egito. Às vezes, por motivos climatéricos, também ocasionou catástrofes. Na antiguidade, isso acontecia com mais freqüência e se dava quando as inundações ultrapassavam ou não atingiam a cota ideal. O resultado se traduzia ou pela devastação das vilas e cidades, ocasionado pela violência das águas, ou pela insuficiência de área fertilizada, propícia ao plantio, pela escassez das chuvas. Nestas circunstancias, muito adversas, imperava a época das “vacas magras”, como aquela que José, o hebreu, se referiu na interpretação dos sonhos do faraó. Esses percalços de efeitos cruéis eram os ensejadores dos cultos e sacrifícios onde os egípcios, dando demonstração de fé, buscavam aplacar, pelo recolhimento espiritual, aquela que traduziam como sendo a manifestação da ira dos deuses.
     Através do Nilo se comunicavam os povos dos chamados Alto e Baixo Egito. Suas águas foram sulcadas pelas embarcações cargueiras que transportavam grãos e os imensos blocos de pedra calcária e de granito, responsáveis pelo erguer dos templos colossais, palácios suntuosos e as tão admiradas pirâmides.
     Por ele trafegaram as embarcações reais, com suas velas coloridas e as tropas guerreiras, em sua faina conquistadora. Ao longo de seu curso, floresceram cidades poderosas, entre as quais Filé, Hieracômpolis, Tebas, Abidos, Tel-El-Amarna, Hermópolis, Mênfis, Heliópolis, Sacará e Saís, cujos monumentos atestam de forma insofismável toda a grandeza daquela civilização.
     Pelo Nilo passaram as expedições cientificas, aquelas dos sábios que durante séculos buscaram conhecer seus mistérios e também os comboios de pirataria e saque, que lamentável e desordenadamente arrastaram para fora do Egito, por interesses econômicos, uma infinidade de estátuas, sarcófagos, obeliscos, jóias e toda sorte de riquezas artísticas, tão excepcionalmente concebidas pelo gênio egípcio, aquele que tão bem soube manejar o buril, o cinzel e as tintas multicores.
     Enfim, Egito e Nilo têm uma história comum, bela e inseparável, cheia de poesia, mistério e até de dor, aquela que perdura indelével pelos séculos do mundo.   

     Próximo artigo, na próxima semana: V – A agricultura
File:NileDelta-EO.JPG
O Delta do Rio Nilo visto do espaço
File:Blue Nile Falls 02.jpg
Cataratas no Nilo Azul
File:Zusammenfluss der Nile.JPG
Confluência do Nilo Branco e do Nilo Azul em Cartum.


Busto de Heródoto, o grego cognominado de “Pai da História”
Museu da Ágora, Atenas, Grécia. Foto Ismael Gobbo
Livro dos Mortos do Sacerdote Nebhepet. Papiro com 23 cm de altura, de Tebas.
Detalhe do papiro onde se vê o defundo ocupado na atividade agrícola. XX dinastia
Foto gentilmente cedida a Ismael Gobbo pelo Museu Egípcio de Turim, Itália.



Pintura a Têmpera sobre superfície preparada com palha e barro.
Transporte de trigo e enchimento dos celeiros. Túmulo do I Período Intermediário.
Foto gentilmente cedida a Ismael Gobbo pelo Museu Egípcio de Turim, Itália.
File:Hapy tying.svg



deus Hapi, da mitologia egípcia,  em uma representação duplicada significando a união do Baixo e Alto Egito.
Na cena atam as duas plantas símbolos das regiões: Papiro e Flor de Lótus
A Flor de Lótus em um espelho d’água no Museu do Cairo, Egito. Foto Ismael Gobbo
Planta do Papiro que fornecia a matéria prima para fabrico do papel dos egípcios.
Luxor, Egito. Foto Ismael Gobbo
 O Rio Nilo e a Torre do Cairo. Trata-se de uma  torre de TV em concreto  com 180 metros de altura.
Projetada pelo arquiteto egipcio Naoum Shelib tem o formato da  Flor-de-Lótus.  Foto Ismael Gobbo

A Bibliografia pesquisada para os artigos será informada ao final do 22º. texto.





NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 30-07-2012

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