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terça-feira, 16 de outubro de 2012
O Antigo Egito (Ismael Gobbo) XV– As grandes necrópoles
A maneira de sepultar os mortos no antigo Egito foi quase sempre subterrânea e, neste sentido, os pesquisadores não registraram grandes avanços nos seis milênios que medearam a pré-dinastia e o final do período romano.
Os sepultamentos ocorreram em covas simples, nas sepulturas escavadas nas encostas rochosas ou ainda, em câmaras construídas com tijolos de barros ou pedra.
O método das covas, muito utilizado nos tempos pré-dinásticos, foi o mais persistente ao longo de toda história do Egito por ser acessível às classes mais pobres.
As sepulturas escavadas nas rochas têm exemplares espalhados por todo o país. Dezenas delas podem ser contempladas nas belas paredes do monte Tabet El-Haua, uma esplêndida paisagem à margem do Nilo, em Assua, ou nas famosas necrópoles de Sacará, Gizé e Tebas.
No estudo das necrópoles egípcias, a atenção dos especialistas concentram-se quase sempre nas obras que foram edificadas sobre as câmaras funerárias, invariavelmente em forma de “capelas de oferendas”. Eram nelas que ficavam os pertences dos mortos, o altar das ofertas e um sem número de representações e fórmulas que os egípcios cultuavam como o guia para a alma na eternidade. Essas belas construções no Antigo e Médio Império se apresentaram sob duas formas: as Mastabas, construções quadradas com as paredes ligeiramente inclinadas, e as pirâmides, em forma de degraus, como em Sacará, ou as de faces lisas e pontiagudas, como as de Gizé.
No Novo Império, as chamadas tumbas não mais apresentavam construções externas visíveis e os templos funerários eram separados daquelas, uma alternativa adotada para tentar fugir dos olhares cúpidos dos ladrões de túmulos.
Sacará
Vizinho da cidade do Cairo, constitui-se no complexo funerário mais extenso do Antigo Egito e, sob o ponto de vista histórico, é o mais importante. Seu nome deriva do deus “Sokar” patrono da necrópole.
O interesse por Sacará tem uma explicação mais que convincente. Ali se encontram exemplares de túmulos que remontam da primeira dinastia até as épocas ptolomaicas, um impressionante acervo arqueológico colecionado ao longo de mais de três milênios.
Como as sepulturas egípcias são riquíssimas em escritos e desenhos que retratam as cenas do dia-a-dia, esse cemitério é uma verdadeira história ilustrada de todo o período faraônico. Ainda hoje, a busca de riquezas arqueológicas enterradas em suas imediações, sob as areias saarianas, constitui-se em verdadeiro filão para os arqueólogos que ali fazem inesgotáveis descobertas. É o caso, por exemplo, do descobrimento, em 1975, da tumba de Horemheb, comandante supremo e regente de Tutancâmon, que, com a morte inesperada do jovem faraó, acabou reinando em seu lugar.
No ano de 1976, num túmulo de pedra na estrada de Unas, foi encontrada uma múmia identificada como a mais antiga já descoberta no Egito, tendo permanecido naquele local por mais de 4 mil anos.
Procurada pelos arqueólogos, vem sendo a tumba de Imhotepe, o famoso arquiteto da Pirâmide dos Degraus, ao que parece sepultado naquele cemitério.
Em suas adjacências, encontra-se um vasto complexo de palácios e templos que são os mais antigos modelos de construção de pedra em larga escala, o Palácio Heb-Sed, a Casa do Sul e as inscrições em grafita nos muros do santuário.
Também se destacam a chamada Casa do Norte, com os mais antigos exemplares de colunas papiriformes; Serdab, encerrando uma réplica da estátua de Djoser, cujo original encontra-se no Museu do Cairo; e a Cobra Frieze, próxima da qual, a trinta metros de profundidade, foi encontrado o apartamento funerário de Djoser.
Dignos de menção são a famosa Pirâmide de Unas (V dinastia), escavada por Mariette em 1881, contendo os famosos “Textos das Pirâmides”, a pirâmide de Teti (VI dinastia), além de várias Mastabas e inúmeros sarcófagos de pedra espalhados pela areia.
Não menos importante é o “Serapeum”, uma das maravilhas de Sacará, o imenso complexo subterrâneo de 64 criptas funerárias, 20 das quais ainda contendo os imensos sarcófagos de granito dos “Boi Ápis” com suas oitenta toneladas.
Ainda em Sacará, foram descobertas várias estelas funerárias que registram a cronologia dos faraós, de Amenófis III até os Ptolomeus, com números de dias, semanas e anos de seus reinados.
Gizé
É o sitio arqueológico que ganhou notoriedade por abrigar as três maiores e melhores pirâmides construídas durante o Antigo Império, ou seja, as dos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, todos governantes da IV dinastia.
Ainda que as grande pirâmides e a Esfinge de Gizé sejam os monumentos mais importantes da região, o platô de Gizé não pode ser considerado como completamente explorado, possibilitando novos achados ao longo do tempo.
Também ali, sob o mar de areia, o encontro de tesouros arqueológicos é a expectativa constante dos escavadores.
O último monumento descoberto, a Mastaba V, provavelmente da I Dinastia, teria sido construída durante o governo de Djete (2.980 a.C). Embora o nome de seu proprietário não seja conhecido, a presença de 56 sepulturas de auxiliares indicam ele ou ela pertenciam à elite real.
Nas proximidades das pirâmides, foram descobertos vários barcos funerários, um deles, cuja reconstrução durou vários anos, está exposto no local do seu encontro.
No lado leste da Grande Pirâmide, foi localizado o túmulo de Hetepheres, mãe de Quéops, com algumas indicações de que poderia também ter abrigado um dos faros do período.
As pirâmides, cujos comentários a respeito de sua construção merecem um capitulo á parte, possuíam em seu interior vários corredores e câmaras, uma das quais, provavelmente, guardava o sarcófago com o corpo do faraó. Tantos elas, as pirâmides, como as Mastabas, foram despojadas de suas riquezas, ao que parece pelos ladrões de túmulos, à época do Primeiro Período Intermediário, quando ocorreu a queda das autoridades responsáveis pela manutenção.
O Vale dos Reis
Os faros do Novo Império, visando obter um local mais tranqüilo e seguro para última morada, escolheram os vales do outro lado do Nilo, defronte de Tebas, para implantação de sua necrópole. É conhecido como Vale dos Reis.
Os sepulcros desse recanto montanhoso seguem um estilo mais ou menos comum e consistem em grandes poços escavados na rocha em estilo de escadas, á vezes íngremes, comportando várias câmaras, entre elas uma que abrigava o sarcófago real. Eram vedadas por portas seladas em alvenaria, encobertas por aterro e não mais possuíam as grandes obras que as encimavam, como nos períodos precedentes. Os templos funerários passaram a ser construídos à parte.
Porém, ainda que aparentemente ocultos, da mesma forma que as pirâmides e as mastabas, os túmulos de Tebas não se livraram da costumeira rapinagem. Salvo o de Tutancâmon, encontrado quase intacto, todos os demais acabaram praticamente vazios, embora ostentando ainda em suas paredes riquezas artísticas de valor inestimável.
Muitas das múmias expostas no Museu do Cairo e procedentes de Tebas só chegaram até nós porque os sacerdotes em várias épocas, tentando proteger os soberanos dos ladrões, os enterraram improvisadamente em sepulturas feitas às pressas, amontoadamente, sem qualquer daqueles cuidados dispensados em suas ricas sepulturas originais. No Vale dos Reis encontram-se entre outros os esplêndidos túmulos de vários Ramsés, de Seti I, Amenófis II, Horemheb (que também tinha um escavado em Sacará), Tutmés III, Hatshepsute, Mineftá e do célebre Tutancâmon.
O Vale das Rainhas
É conhecido hoje por Biban El-Harim e fica a menos de dois quilômetros do Vale dos Reis. Os antigos egípcios o chamavam de Set Neferu, que significa “sede da Beleza”.
A expedição arqueológica comandada pelo italiano Ernesto Schiaparelli descobriu, entre 1903 e 1906, cerca de oitenta tumbas, muitas delas em estado calamitoso, algumas com vestígios de incêndios e outras reduzidas a mera condição de estábulos. Nessas tumbas estiveram sepultadas as rainhas e os príncipes de sangue real das dinastias XIX e XX. Ali se pode contemplar a tumba da rainha Titi, possivelmente esposa de Ramsés IV, com sua colocação predominantemente rosada; a de Amon-her-Khopechef, filho de Ramsés III, a da rainha Nefertari, esposa de Ramsés II, uma verdadeira jóia arquitetônica e a melhor preservada; a de Kamuast, também filho de Ramsés III, igualmente de soberba decoração, com cenas de oferendas e tributos pintados com cores intensas e brilhantes.
Próximo artigo: As Pirâmides
Pirâmide de Sacará, na região do Cairo, Egito. Foto Ismael Gobbo
Estatueta em bronze de Imhotepe. Museu do Louvre, Paris, França;
Complexo funerário de Sacará, nas proximidades do Cairo, Egito. Foto Ismael Gobbo
Estátua de Djoser. Museu do Cairo, Egito
Foto Ismael Gobbo
O rio Nilo na região de Luxor, antiga Tebas. Ao fundo na margem Oeste se situam os Colossos de Menon e várias
necrópoles dentre as quais as do Vale dos Reis e do Vale das Rainhas. Foto: Ismael Gobbo
Vista aérea da região das famosas necropoles tebanas.
Entrada do “Serapeum” de Sacará onde se encontram os grandes túmulos dedicados aos touros sagrados,
“Touro Ápis”, descobertos pelo egiptólogo francês Auguste Mariette em 1851
Necrópole dos Príncipes. Nas paredes do monte Tabet El-Haua “acima dos ventos”, em Assuã,
podem ser vistas numerosas tumbas escavadas, pequenos templos funerários e o Mausoléu
de Aga Khan, falecido em 1957. Foto Ismael Gobbo
Templo de Hatshepsute em Deir-el-Bahari. Projeto concebido pelo arquiteto Senemute em dois pisos
e escavado na rocha. foto Ismael Gobbo
O Egiptologista italiano Ernesto Schiaparelli que descobriu a tumba de Nefertari.
Pintura mural na tumba de Nefertari, esposa de Ramsés II.
Vale das Rainhas, Tebas. Imagem: http://en.wikipedia.org/wiki/Nefertari
Postado por Gislaine às 15:57 0 comentários
Focalizando o Trabalhador Espírita (164) Ieda Irma Lamas Cunha
Ieda Irma Lamas Cunha
Focalizamos neste sábado nossa companheira de
ideal espírita residente em São Paulo, Ieda Irma
Lamas Cunha. Ieda desenvolve atividades em vá-
rias casas espíritas; é oradora e também escritora.
Nesta entrevista ela nos conta sua trajetória no
movimento espírita e particularmente sobre o seu
livro recentemente lançado “Revivendo o Cristia-
nismo” escrito a partir de suas aprofundadas pes-
quisas acerca da vida do Mestre, enriquecido com
belas imagens que ela mesma fez em Israel.
Ieda, pode nos fazer sua apresentação pessoal:
Ismael, nasci em Capivari, Estado de São Paulo no dia 06 de outubro de 1952. Sou casada com Marcio Angelieri Cunha, com quem tenho dois filhos Melisa (35anos) e Raphael (25anos). Melisa é casada com Milton e tem dois filhinhos, o Guilherme, de 3 anos, e Victória de 10 meses.
Sou aposentada como professora e pesquisadora da área de química nuclear e hoje atuo como voluntária em vários orfanatos e asilos da região, Sou palestrante de várias Casas Espíritas e colaboro na divulgação da doutrina espírita no Jornal Fraterno divulgado pelo Grupo Maria de Magdala.
Qual a sua formação acadêmica e profissional?
Sou formada em Química pela Universidade Estadual de Campinas-UNICAMP, com Mestrado e Doutorado pela Universidade de São Paulo-USP.
Na área científica sou autora e co-autora de artigos, com expressiva participação em Congressos nacionais e internacionais. Atuei como orientadora de alunos de pós-graduação em Mestrado e Doutorado pela USP.
Como voce conheceu o Espiritismo e desde quando é Espírita?
Nesta vida conheci o Espiritismo pela dor. Com um potencial adormecido para ajudar o próximo, para divulgar a Doutrina Espírita estava eu voltada só para a vida familiar e profissional. Sem a reforma interior, sem procurar o próximo, com uma mediunidade em desequilíbrio, todo o meu ser adoeceu. Aparentemente sem causas aparentes, pois essas estavam no Espírito e não no físico.
Sem encontrar a razão e a cura para os sintomas físicos procurei o Grupo Maria de Magdala. Assistia às palestras, tomava os passes, logo o que já estava espiritualmente latente em mim, despertou. Comecei a Escola de Evangelização em 2000 e com os estudos fui me aproximando de Jesus até que, na Terra Santa, tive um despertamento para a minha missão nesta vida, de levar as palavras de Jesus aqueles que já o encontraram e aos outros que ainda precisam desse encontro pessoal com Jesus.
Qual casa espirita você freqüenta?
Frequento como palestrante os Grupos Maria de Magdala, Edgar Armond e Maria e Marta. Sou também convidada pela União Fraternal a apresentar palestras em outros Centros do estado de São Paulo e também em outros estados do Brasil.
Pode nos fazer uma descrição de sua atuação no movimento espirita durante esses anos?
Nas Casas acima mencionadas sou palestrante e dou aulas nos Cursos das Escolas de Evangelização. Trabalho na Orientação de Mães e Crianças no Grupo Maria de Magdala. Escrevo artigos relacionados à Doutrina Espírita para o Jornal Fraterno do Grupo Maria de Magdala.
Trabalho na arrecadação de alimentos e envio desses aos asilos e orfanatos. Ajudo na distribuição de sacolas de Natal às crianças carentes e velhinhos dos asilos.
Quais os livros de sua autoria e de que tratam?
Sou autora do Livro “Revivendo o Cristianismo”. Tenho outros já engatilhados.
Ieda pedimos que nos fale do seu livro “Revivendo o Cristianismo”. Como tudo começou?
As aulas da Escola de Evangelização que eu frequentava no Maria de Magdala já despertaram em mim a vontade de conhecer Jesus, sua vida, seus ensinamentos. Quando terminei a Escola comecei a dar palestras no Magdala e eu sempre senti uma necessidade de incluir Jesus, o que eu falava sobre seus ensinamentos, o que eu descrevia sobre os seus fluidos amorosos, atingia os assistidos.
Quando fui a Terra Santa, aquela terra me tocou profundamente. Deixei o meu sentir fluir e não há como não ser tocada pelos fluidos amorosos de Jesus, de Maria de Nazaré e de tantos outros seres elevados que lá viveram por ocasião da implantação do Cristianismo. Em um determinado momento, a inspiração foi imediata, inesperada, densa. Em poucos segundos tive uma visão do presente livro. Nos anos que se passaram transformei a inspiração em ação e escrevi o livro.
Terminei o livro, mas algo me impedia de editá-lo.
Dois meses depois da redação do livro ter terminado, surgiu a oportunidade de voltar a Terra Santa. No Monte das Bem Aventuranças fui invadida por um sentimento de amor tão intenso que não conseguia parar de chorar. Naquele momento senti o reconhecimento do objetivo cumprido. Ali se fechava um ciclo importante da minha vida. O livro estava pronto para ser editado.
Pode fazer uma síntese do livro para os leitores?
Este livro relata a história da implantação do Cristianismo e tem como tema central a vida de Jesus, seu destino, sua missão. Textos históricos falam da Terra Santa, dos grandes construtores do Cristianismo antes e depois de Jesus, com capítulos especiais sobre os apóstolos Maria de Magdala, Pedro, Paulo e João.
O Evangelho de Jesus é revivido com o relato de seus ensinamentos marcantes e a autora mostra as fotos dos locais que ela visitou por ocasião de suas peregrinações à Terra Santa.
A apresentação dos textos permite ao leitor ter uma visão da Palestina histórica do tempo de Jesus, como também dos Lugares Santos que hoje são locais de interesse para os cristãos que viajam em peregrinação a Terra Santa.
Os leitores através da internet citam que o livro é interessante, bem escrito, os textos dos ensinamentos de Jesus são de fácil compreensão e ao mesmo tempo profundo, o que parece paradoxal.
Muitos destacam que a abordagem que a autora faz sobre a Terra Santa é diferente da realizada por outros autores, sendo um guia eficaz para conhecer essa Terra ímpar no Planeta, que recebeu os profetas, os Dez Mandamentos, o rei Davi e Salomão. Ali nasceu Maria, a mais iluminada das mulheres que concebeu um menino, que se tornou a luz do mundo – Jesus, o divisor dos tempos.
O carinho com que Jesus é apresentado leva o leitor a querer senti-lo e conhecer Aquele que nos mostrou que não há noite sem alvorecer.
No seu livro encontramos bibliografia e citações de autores espíritas. Ele é um livro espírita?
Quando recebi a inspiração do livro me foi cuidadosamente colocado que esse livro era sobre Jesus e que não deveria conter contendas, debates. Esse Livro deveria ser para todos os cristãos. Assim este livro é universal, independente de religião.
Com um cuidado muito grande fui inspirada para escrever o Capítulo Revelações Veladas, onde se fala sobre a Reencarnação. Como escritora espírita não poderia deixar de incluir nesse livro o parecer de nossos grandes autores espíritas sobre Jesus Cristo.
A excelente qualidade gráfica de seu livro, como papel, impressão e ilustrações, foge aos padrões normais. É um livro caro? Quem o bancou?
Sim, eu mesma banquei os custos da edição. Recebi o livro por inspiração e também que deveria custear o livro e divulgá-lo. Isso faz parte da minha missão na atual vida terrena. Embora seja um livro caro, o preço de venda não o é, pois na comercialização do livro não está inserido o valor que paguei ou qualquer outro valor de lucro.
O livro surgiu a partir de viagens que você fez aos locais históricos do Cristianismo ou já vinha sendo elaborado antes mesmo das viagens?
Como citei acima o livro foi inspirado quando eu visitei a Terra Santa. Lá nasceu a ideia de escrever esse livro, mostrando a Terra Santa que recebeu Jesus e a de hoje, um local de peregrinação. Reviver o Evangelho de Jesus e mais uma vez trazer Jesus para o centro da história.
Pelo que vimos no seu livro ele serve como um guia para quem queira visitar esses locais. Você o concebeu pensando nessa possibilidade?
Quando se faz uma peregrinação à Terra Santa, visita-se um grande número de locais em um curto período de tempo, por isso é difícil ter uma visão pormenorizada dos lugares santos, o que cada um representa, com qual fato da vida de Jesus está relacionado.
Então pensei esse livro poderia também ter esse enfoque, ser um guia para o cristão que queira conhecer a Terra Santa. Antes da minha viagem procurei nas livrarias de São Paulo e não encontrei um livro satisfatório para esse fim.
Para facilitar o entendimento apresentei os ensinamentos de Jesus separando-os por região geográfica, os que ocorreram na Galiléia e os que se passaram na região da Judéia.
O livro contém um encarte colorido com fotos da Terra Santa. No Apêndice também tem um pouco sobre a história de Israel, ou seja, da Terra Santa.
Quais os locais que você visitou para compor o Revivendo o Cristianismo?
Visitei a região da Galiléia que tem vários pontos de interesse: O Mar da Galiléia, Cafarnaum, onde ficava a casa de Pedro, o Vale dos Pombos, por onde Jesus passava quando vinha de Nazaré para pregar no Mar da Galiléia, Tabgha, o local da multiplicação dos pães, o Monte Tabor, local da Transfiguração de Jesus, O Monte das Bem Aventuranças, o Vale de Jesreel, local onde o Apocalípse cita como o Armagedon, onde será travada a batalha final do Bem contra o Mal.
Depois fui para a Judéia. Passei por Jericó, Betânia onde ficava a casa de Lázaro e suas irmãs Maria e Marta, em Jerusalém, onde estão locais importantes da vida de Jesus, ali ficava o Templo de Jerusalém, ali se pode visitar o Domo da Pedra, o Muro das Lamentações, o Monte das Oliveiras onde Jesus orava com Deus e derramou lágrimas de sangue, andei pela Via Crucis, local que compreende desde a condenação de Jesus até a sua Crucificação. Visitei o local em que Jesus fez a sua ultima Ceia com os apóstolos, o Cenáculo, local também onde depois ocorreu o Pentecostes.
O livro vem sendo comercializado de que maneira?
O Livro está sendo vendido em várias Livrarias e Centros espíritas da cidade de São Paulo e distribuído por Distribuidoras.
Como os leitores poderão fazer para adquiri-lo?
Os leitores podem adquirir via as distribuidoras Loyola e Aliança, nos sites:
www.editoraalianca.com.br ou www.livrarialoyola.com.br digitando na Busca o nome do livro Revivendo o Cristianismo.
Se tiverem dificuldade enviar um email para a autora ieda-cunha@uol.com.br que indicará a livraria ou centro espírita mais próximo.
Algo mais que queira acrescentar?
Neste novo milênio não nos satisfaz mais só o viver material. Vivemos a era do Espírito, que necessita de um alimento mais substancial que a matéria. O homem deve deixar a razão com suas análises subjetivas e entrar em um novo plano conceptual mais intuitivo, regido por Valores Absolutos. Com esta mudança de estado psíquico o homem tem uma ampliação de consciência o que o faz refletir sobre a sua vida terrena, seus atos, seus valores, suas escolhas e como isto poderá influenciar a sua vida futura, numa outra dimensão, a dimensão espiritual.
Com a consequente ampliação espiritual do seu ser, o homem compreenderá que Jesus, como Mestre, Cristo como Redentor, nos mostrou o caminho para atravessar a porta estreita que nos levará de volta a Casa do Pai.
As suas despedidas aos nossos leitores.
Que vocês queridos leitores possam através dos ensinamentos de Jesus e daqueles que o ajudaram na implantação do Cristianismo possam, pelo Conhecimento e exemplo de Conduta que manifestaram, ajudar a si próprios a se conhecerem, a compreenderem a razão de suas existências e a propiciar o seu crescimento espiritual.
Mas nós Espíritas devemos estar sempre atentos que muitos leem sobre Jesus, mas quantos incorporam os seus Ensinamentos em suas vidas diárias? Em seus relacionamentos com os familiares e com o próximo?
Conhecer os Ensinamentos de Jesus e manifestá-los no nosso interior. Um abraço carinhoso a cada um leitor. Com Carinho, Ieda Irma
Ieda Irma e o marido com a filha Melisa no centro
Ieda e o filho Raphael
Ieda Irma no Rio Jordão em local onde religiosos realizam cerimônias de batismo
Ieda na margem do Mar da Galiléia em Cafarnaum
Capa do livro de Ieda Irma “Revivendo o Cristianismo”
OBS: AS FOTOS DESTA ENTREVISTA SÓ PODERÃO SER UTILIZADAS EM OUTRAS PUBLICAÇÕES MEDIANTE AUTORIZAÇÃO EXPRESSA DO ENTREVISTADO.
Postado por Gislaine às 15:45 0 comentários
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
sábado, 6 de outubro de 2012
Focalizando o Trabalhador Espírita (163) Maria Bernadete May
Maria Bernadete May
Focalizamos neste sábado nossa companheira
de ideal espírita Maria Bernadete May, nas-
cida em Recife, Pernambuco, hoje residindo
em Londres, no Reino Unido. Por motivações
profissionais Maria Bernadete saiu de São
Paulo em 1977, com intenção de fazer um apri-
moramento em inglês por um ano. Todavia lá
se casou, por necessidades buscou o Espiri-
tismo e acabou se engajando no movimento.
Hoje é presidente do Blue Light Circle, uma
entidade que se iniciou a partir de reuniões
realizadas em sua residência. É mais uma bra-
sileira trabalhando com muito amor pelo Espi-
ritismo de além-mar sob inspiração de Jesus.
Pode nos fazer sua apresentação pessoal?
Nasci em Recife, Pernambuco, tenho 63 anos. Sou filha de Jose Paes de Lima, que exerceu a profissão de enfermeiro no Hospital Dom Moura, na cidade de Garanhuns – PE., muito querido pela sua dedicação para com todos (desencarnado em 1980) e de Durvalina da Silva Lima, pessoa doce e amável, tem 89 anos e reside em Recife. Tenho cinco irmãos Durval, Carlos, Fernando, Cristovão e Ivo (desencarnado) e duas irmãs Cristina e Elisabete.
Meus pais me incentivaram muito a estudar e me ensinaram desde cedo a ser responsável e agir com caridade e respeito para com todos. Fui educada em colégio católico, como também frequentei a igreja católica, o que me levou desde cedo a conhecer Jesus..
Qual a sua formação acadêmica e profissional?
Conclui o Magistério e fiz concurso Publico Estadual para Professora. Apos o Magistério me formei em Estudos Sociais, pela Faculdade de Professores de Garanhuns. Iniciei minha carreira profissional lecionando em uma escola da zona rural de Garanhuns.
Mudei-me para São Paulo onde trabalhei por vários anos na Companhia Siderúrgica Paulista- Cosipa. Neste trabalho eu já utilizava meus conhecimentos de Inglês, e com o intuito de aprimorar os estudos desta língua decidi fazer um estágio na Inglaterra pelo prazo de um ano.
No entanto meus planos originais de retornar ao Brasil, não se concretizaram porque casei-me com cidadão britânico e fixei residência em Londres. Trabalhei no Banco do Brasil, agencia de Londres, por vários anos.
Dei continuidade aos estudos de Inglês obtendo, entre outros, o Certificado Proficiency for Foreign Students, reconhecido pela Universidade de Cambridge.
Conclui também o Nivel I do curso British Business and Technology Educational Council BTEC , no Kingston College of Further Education.
Em 1999 tornei-me Reiki Master sob a tutela dos Professores Helen e Andrew Hain, e este ano classifiquei-me como Reiki Four Teaching Master. Trabalhar com o Reiki me traz uma imensa satisfação pessoal.
Como você conheceu o Espiritismo e quando começou a frequentar a casa espírita?
“Se você não for pelo Amor ira pela Dor” – Esta famosa frase utilizada no meio espírita se enquadra bem a minha pessoa.
Passava por uma fase difícil e devido a minha imaturidade espiritual entrei por caminhos que me levaram a grande tristeza e desarmonia, o que me levou a entrar numa casa espírita pela primeira vez, para pedir ajuda espiritual. Gostava de ler livros espíritas, inclusive as obras de Kardec e simpatizava bastante com os ensinamentos do Espiritismo. Passei a frequentar a casa espírita assiduamente, fazer o Evangelho no Lar e tomar passes, senti-me renovada. A partir de então, não mais deixei de frequentar uma casa espírita.
Frequentava as reuniões na Kingston Spiritualist Church, gradualmente fui me envolvendo nos trabalhos, posteriormente passei a fazer parte da Diretoria e apos alguns anos fui eleita Vice-Presidente, cargo que ocupo atualmente.
Faça uma breve resenha do Blue Light Circle
Tudo começou em fevereiro de 2005, em que fui intuída a convidar a amiga Marion para iniciarmos, em minha casa, uma Reunião Fraterna com a finalidade de orarmos pelas pessoas em geral e enviarmos vibrações de luzes para o planeta. A primeira reunião aconteceu do dia 4 de fevereiro do mesmo ano, aos poucos o circulo foi crescendo.
No grupo temos portugueses, brasileiros e na maioria ingleses. Nosso estudo é sempre feito na língua Inglesa. Utilizamos, não somente livros originais ingleses, como também obras espíritas em Português que foram traduzidas para o Inglês.
O Blue Light Circle é um grupo particular, sem fins lucrativos com o objetivo principal de promover o Espiritualismo em seus três aspectos: Ciência, Filosofia e Religião. Para isso, se estuda e discute obras espíritas como sejam, os Livros da Codificacao de Allan Kardec, obras de Andre Luiz, de Franciso Candido Xavier, de Divaldo Pereira Franco, Shanta Gabriel, Paramhansa Yogananda, entre tantos outros. Através deste aprendizado cada um é levado a realizar sua reforma íntima.
O Círculo envia vibrações de luzes para ajudar aqueles que passam por situações difíceis, seja nos campos físico, moral ou espiritual, a fim de que, possam encontrar paz e harmonia. Temos um livro chamado absent healing book onde as pessoas podem colocar os nomes daqueles que desejam receber luzes de cura, ou seja, passes a distancia.
O Circulo recebe palestrantes que expoem sobre temas variados e interessantes, entre outros ja tivemos Dr. Alan Sanderson, President do Spirit Release Foundation e a medium inglesa Janet Neville.
Em Junho de 2008 alguns amigos do Círculo e eu atendemos uma palestra em Londres, com Divaldo Pereira Franco, organizada pela BUSS– British Union of Spiritist Societies (União das Sociedades Espíritas Britânicas), ocasião em que conheci Elsa Rossi, atualmente Presidente desta Instituição. A partir daí, o Blue Light Circle uniu-se fraternalmente ao BUSS, e sempre que requisitado contribue com humilde ajuda nos trabalhos que estes realizam.
Outras eventos que o Blue Light Circle ajudou a promover na cidade de Kingston, estas a pedido do BUSS, foram as palestras em 2008, com Dr. Nazareno Feitosa, e em 2009 e 2010 com Divaldo Pereira Franco, e este ano com Dr. Andrei Moreira.
Percebemos que a Doutrina Espírita vem se espalhando rapidamente pelo mundo com surgimento de núcleos em diversos países. A que você atribui essa busca pelo Espiritismo?
O ser humano ao longo dos anos tem se preocupado tanto em melhorar sua condição de vida no aspecto tecnológico e material que acabou se esquecendo de se religar consigo mesmo, com o Criador/Deus e com o Universo. Quanto mais distante estamos da nossa essência de vida, mas nos colocamos em situações que nos causam desconforto e problemas, nos afastando da felicidade plena. Vivenciamos tempos que nos convidam a procurar “algo mais” para nos sentirmos felizes, na realidade procuramos a paz interior.
Acreditamos que a Doutrina Espírita em seus três aspectos:- Ciência, Filosofia e Religião incentiva-nos a busca do autoconhecimento, que infalivelmente nos convida a realizar a reforma íntima, trazendo consequentemente a paz de espírito tão necessária para se viver feliz.
Devemos lembrar que a disseminação da doutrina espírita deve-se a trabalhadores incansáveis, entre tantos outros, Francisco Candido Xavier, Divaldo Pereira Franco, que completou neste ano, 85 anos de vida, sao muitos anos de trabalho e perseverança no caminho espírita.
Somos imensamente gratos pela iluminação que Deus tem nos proporcionado através dos inúmeros Mestres e Embaixadores da Paz, que viajam mundo afora fazendo palestras e disseminando o Espiritismo. O Conselho Espírita Internacional (CEI), atualmente com 35 países integrados, também trabalha incansavelmente para levar a luz do Espiritismo para todas as partes do globo e evidentemente a internet e uma ferramenta importante na divulgação da doutrina espirita.
Tem havido intercâmbio entre os núcleos espíritas ingleses?
Sim, com vários eventos conjugados. Dirigentes e trabalhadores de alguns Grupos fazem palestras em outros, como também qualquer atividade a ser realizada é divulgada entre os grupos e para o publico em geral.
Na Inglaterra temos o BUSS – British Union of Spiritist Societies presidida por Elsa Rossi, organização que trabalha incansavelmente para a promoção do Espiritismo. A BUSS já organizou três Congressos Médico-Espíritas em Londres e oferece com regularidade cursos e seminários de Mediunidade e de Passes. Organiza palestras com convidados locais e internacionais; promove a venda de livros com títulos em varias línguas, fazendo com frequência a Feira do Livro. Com bastante sucesso fez a mostra de filmes espíritas e espiritualistas, na Universidade Queen Mary de Londres.
Perguntamos algumas vezes, como podemos nos espiritualizar e progredir aqui neste planeta tão cheio de tumultos?
Acreditamos que se agirmos com sincero interesse, dedicação, honestidade e acima de tudo, com amor incondicional, lembrando as palavras do Mestre Jesus: “Fora da caridade não há salvação”, em tudo aquilo que estamos realizando estaremos no caminho do nosso progresso e sentiremos muita paz no coração. A paz é o maior tesouro que podemos encontrar.
Suas despedidas dos nossos leitores
Descobri que pela meditação aprende-se a relaxar
Relaxando, ouve-se a voz da sabedoria interior
Ouvindo a voz da sabedoria interior, acredita-se no bem
Acreditando e praticando o bem, a felicidade aparece
Sendo felizes, sentimos a presença de Jesus no coração.
Nossos sinceros agradecimentos pelo gentil convite desta entrevista e desejando continuo sucesso nos trabalhos desta maravilhosa publicação diária que divulga o Espiritismo em grande escala.
Desejamos a todos uma Jornada de Paz e Luz.
Blue Light Circle: bluelightcircle2005@yahoo.com
Bernadete May e sua mãe dona Durvalina.
Maria Bernadete May com sua professora Irma Fatima
Ginásio do Arraial, Garanhuns, PE
Maria Bernadete May e Elsa Rossi
Maira, Bernadete, Elsa; Cherry, Punya e Nagila.
Encontro: A Paz e Você- Londres 2012
Encontro: A Paz e Você- Londres 2012
Participantes do Blue Light Circle com Dr. Alan Lindsay Sanderson, President of the Spirit Release Foundation, London.
Dr. Andrei Moreira, com representantes do Blue Light Circle e
do BUSS- British Union of Spiritist Societies
Dr. Andrei Moreira com representantes do Blue Light Circle
e do BUSS- British Union of Spiritist Societies
Dr. Nazareno Feitosa, com representantes do Blue Light Circle e
do British Union of Spiritist Societies
Representantes do Blue Light Circle com Divaldo Franco e Ana Sinclair
no 2o Encontro A Paz e Voce-Promovido pelo BUSS -Maio 2012
no 2o Encontro A Paz e Voce-Promovido pelo BUSS -Maio 2012
OBS: AS FOTOS DESTA ENTREVISTA SÓ PODERÃO SER UTILIZADAS EM OUTRAS PUBLICAÇÕES MEDIANTE AUTORIZAÇÃO EXPRESSA DO ENTREVISTADO.
Postado por Gislaine às 04:44 0 comentários
Elsa Rossi (Londres, Reino Unido) Homenagem ao Sr. Hugo Gonçalves (Paizinho) em seu aniversário de “99 anos de amor”. Cambé, PR
Elsa Rossi e Hugo Gonçalves (Paizinho de Cambe, PR)
HOMENAGEM AO QUERIDO PAIZINHO HUGO GONÇALVES NOS SEUS 99 ANOS DE LINDA EXISTENCIA.. ANO QUE VEM, QUANDO O REINO UNIDO COMPLETAR 30 ANOS DE ESPIRITISMO, O PAIZINHO COMPLETARA 100 ANOS.. QUE BENÇÃO A VIDA!
Parece que foi ontem.
Os cabelos já eram brancos.
Entrei no Centro Espírita Allan Kardec ha 37 anos atrás, fui tão bem recebida que isso muito me cativou. Após a reunião, a palestra, o passe, todos se levantavam para sair, mas paravam e abraçavam essa criatura linda, que já brilhava, refletindo ainda mais a luz espiritual nos seus cabelos brancos da paz.
Quando eu estava saindo ao término da reunião, recebi de suas santas mãos um exemplar do jornal "O Imortal". Esta foi a primeira vez que um periódico espírita chegava as minhas mãos. Ao chegar em casa, em Londrina, após colocar as crianças a dormir, sentei-me para folhear o jornal que eu havia recebido na casa espírita. No silêncio da noite, as palavras saltavam das páginas do jornal, e a leitura me deu um conforto imenso.
Eu tinha absoluta certeza de que tudo aquilo faria parte de minha vida. Algum tempo antes eu tinha ido conhecer o Centro Espírita Nosso Lar em Londrina. Tudo contribuiu para esse chamamento de volta à minha realidade espiritual, que é a nossa Doutrina de Amor.
Devo muito ao “Paizinho”, pelas palavras a cada visita, pelas mensagens de encorajamento quando Luiz, meu esposo, retornou a verdadeira pátria em 1991. Quando possível, fui visitá-lo e à dona Dulce, sua esposa. A foto é de uma visita feita em 1994.
Obrigada seu Hugo, querido "Paizinho" de muitos de nós. "Ave Sr Hugo"!
com gratidão.
elsa
Hugo e Dulce. “Paizinho” e “Mãezinha” de Cambe. Arquivo LIMB
Postado por Gislaine às 04:36 0 comentários
SBT Chico Xavier foi eleito “O Maior Brasileiro de todos os tempos”
O programa aconteceu na noite de 3 para 4 de outubro de 2012. Com Saulo Gomes atuando como representante de Chico, que contou com animada torcida no auditório e, com certeza, no mundo todo pela TV. Ao final de forma emocionante o apresentador Carlos Nascimento proclamou o resultado que conferiu ao médium 71,4% dos votos na disputa com outros dois grandes brasileiros: Princesa Isabel e Santos Dumont.
Veja matérias e vídeo aqui:
Saulo Gomes, Eurípedes Higino dos Reis e Oceano Vieira de Melo
Final de O Maior Brasileiro de Todos os Tempos , no SBT
Foto do acervo de Oceano Vieira de Melo
Os torcedores de Chico Xavier no SBT. Foto do acervo de Oceano Vieira de Melo
Convidados espíritas na final de “O Maior Brasileiro de Todos os Tempos” no SBT
Foto do acervo de Oceano Vieira de Melo
O palco e as torcidas na final de O Maior Brasileiro de Todos os Tempos
Foto do acervo de Oceano Vieira de Melo
Postado por Gislaine às 04:33 0 comentários
O Antigo Egito (Ismael Gobbo) XIII– O Livro dos Mortos
Ao lado do processo de mumificação, o chamado “Livro dos Mortos” inscreve-se entre os costumes mais interessantes que os egípcios adotaram em suas cerimônias funerárias e, seu uso, na forma mais conhecida, a dos extensos papiros multicores, generalizou-se à época do Novo Império.
Esses escritos tiveram como fonte inspiradora textos mais antigos, sobretudo os do Médio Império e do Primeiro Período Intermediário, conhecidos como Livros dos Dois Caminhos ou os Textos dos Sarcófagos, que, por sua vez, foram uma retomada dos remotíssimos Textos das Pirâmides.
Entre os antigos egípcios tais textos eram denominados “Formulas para sair o Dia”, porque, para eles, o renascer do sol equivalia ao renascimento para o mundo, o reencontro com Rá e a felicidade de estar em sua companhia; a oportunidade do morto sair da sepultura e ir a todos os lugares agradáveis que conhecera na terra e, ao final do dia, retornar à sua morada sem encontrar quaisquer tipo de obstáculos.
É o que se infere no texto: “Aquele que brilha abre seu livro sobre a terra, o que brilha fez escrever em sua sepultura; Ele sairá todos os dias que lhe forem dados e a ela retornará sem obstáculos; A ele será dado do pão, da cerveja e da carne do altar de Rá; Receberá sua propriedade no campo dos canaviais; Também lhe será dado da cevada e do trigo e ele será feliz sobre a terra”.
O Livro dos Mortos, além de documentar as crenças religiosas é, sem dúvida, o grande informativo do modo de vida dos egípcios. Através dele são conhecidos os tipos de ferramentas que usavam para o trabalho, os instrumentos musicais, as comidas e as bebidas, as festas, a poesia, a fauna e a flora, vestimentas, meios de transportes, cenas retratando o defunto ao lado de seus familiares, ou, ainda, caçando, pescando ou jogando. Enfim, um verdadeiro filme de suas vidas encenado com rara graça, muita beleza estética e riquíssimas informações culturais.
Um hino de introdução
É comum no Livro dos Mortos aparecerem os hinos de introdução antecedendo as fórmulas mágicas e as respectivas formas de implementação que, por superstição, não desprezavam as oferendas de comidas, bebidas, jóias e os diversos tipos de promessas.
Essas passagens iniciais endereçadas aos deuses, sobretudo Rá e Osíris, caracterizam-se por belas expressões poéticas e são carregadas de enorme sentimento de submissão, respeito, reverência, louvor e agradecimento, como se nota no trecho que reproduzimos:
“Hino a Osíris Unéfer, o grande deus que habita a província de Taur, rei da eternidade, senhor imortal, cuja vida se estende pelos milhões de anos. Filho primogênito saído do ventre de Nut, gerado por Geb. Príncipe soberano das duas coroas, aquele cuja coroa branca é alta, soberano dos deuses e dos homens, o que recebeu o cetro e o abanador de seus pais. Ditoso és, que habitas o mundo dos mortos, enquanto seu filho Hórus, assenta-se sobre teu trono. Foste coroado o senhor da Vila de Busíris, soberano de Abidos, tu, formoso, venerável e temível em teu nome de Osíris, tu que sobreviverás para sempre em teu nome de Unéfer. Homenagens sejam rendidas a ti, ó rei dos reis, senhor dos senhores, soberano dos soberanos, aquele que conquistou as duas terras quando ainda no ventre de Nut... Permita-me receber as bênçãos dos céus, a riqueza sobre a terra, o perdão no mundo dos mortos, possa eu, com a alma viva, ir a Busíris, voltar como fênix a Abidos, sem encontrar embaraço algum em qualquer porta do outro mundo. Possa também receber do pão na casa da purificação, das oferendas na Vila de Heliópolis e que seja fixada minha propriedade no campo dos canaviais, rico de trigo e cevada”.
Forma de composição e conteúdo
O Livro dos Mortos que equivalia a um verdadeiro guia para alma no além apresenta-se como uma sucessão de fórmulas independentes, cada qual para uma determinada situação específica, obedecendo uma regra estrutural mais ou menos comum.
A sua feitura se dava através de artistas que se dedicavam ao ramo, atendendo as encomendas de familiares do morto, ou, quem sabe, do próprio falecido quando ainda em vida. Através dele, recitando as fórmulas, seria possível se defender do ataque de seres malignos, os chamados “inimigos dos deuses”; poderiam assumir formas que facilitassem atingir objetivos, como, por exemplo, transformar-se em falcão, em decano de tribunal; conhecer as divindades dos diversos centros religiosos e estar na companhia dos deuses.
Os interessados escolhiam os capítulos que achassem mais necessários e adequados ao defunto, alguns deles encontrados em praticamente todos os exemplares. Tal, por exemplo, o da psicostasia ou pesagem da alma, que retrata o momento do defunto ser julgado no tribunal de Osíris.
Feita a escolha, onde certa liberdade, criatividade e bom gosto do artista e também do cliente apareciam, os copistas passavam à elaboração do trabalho seguindo as diretrizes básicas, mais rígidas, peculiares às obras dessa natureza.
As vinhetas
A extensão e suntuosidade de um exemplar do Livro dos Mortos guardava relação direta com as posses dos clientes, da mesma forma como ocorria com os processos da mumificação em suas várias modalidades. Assim os trabalhos se apresentam das mais variadas formas.
Alguns são bem simples e não vão além de textos escritos em forma cursiva bem resumida. Outros, um pouco mais caros, ganham direito a vinhetas desenhadas, porém sem nenhum colorido. Os mais caros, encomendados pelas famílias nobres, apresentam a cada capitulo, a ilustração respectiva, já trazendo em suas páginas multicores a púrpura e o ouro, que os habilidosos artistas egípcios tão bem souberam empregar.
Como se vê, embora milênios nos separem da antiga civilização egípcia, ainda hoje os costumes guardam muita relação com aqueles da antiguidade. No caso das cerimônias fúnebres, como acontecia entre os egípcios, também hoje os velórios acontecem com ou sem pompa, na razão direta da disponibilidade orçamentária de cada freguês.
Próximo artigo: Os animais e a mitologia
Moita de papiro. museu do Cairo, Egito. Foto Ismael Gobbo
Texto das Pirâmides
Os Livro dos Mortos, escritos em papiro, originam-se desses antigos textos.
Pirâmide de Teti, Sacará. Foto Ismael Gobbo
Cena da Psicostasia (Pesagem da Alma) retratada em papiro egípcio
Museu Britânico, Londres, Reino Unido
Vinheta do Livro dos Mortos de Hunéfer. O morto diante de Osíris. Museu Britânico, Londres.
Papiro Egípcio do Livro dos Mortos. Kha e a esposa Merit diante de Osíris. Foto do Museu Egípcio de Turim, Itália. Acervo de Ismael Gobbo
A fórmula mágica 17, do papiro de Ani. A Vinheta traz na parte superior da esquerda para a direita o deus Rá em uma representação do mar, uma porta do reino de Osíris, o olho de Horus, a vaca celeste Mehet-Uret e uma cabeça saindo do sarcófago guardada por quatro filhos de Horus. Imagem:http://en.wikipedia.org/wiki/File:Bookofthedeadspell17.jpg
Trecho do Livro dos Mortos do escriba Nebqued, que viveu sob o reinado do faraó Amenophis III , da 18ª. dinastia.
Nebqued acompanhado pela mãe Amenemheb e pela mulher Merit estão diante de Osiris, deus dos mortos.
Departamento de antiguidades egípcias do Museu do Louvre, Paris, França.
Folha de papel de papiro já pronta, confeccionada artesanalmente. Cairo, Egito.
Essas folhas as vezes eram emendadas para formar os extensos rolos dos “Livro dos Mortos”
Foto Ismael Gobbo
Jean François Champollion, célebre egiptólogo e lingüista francês, cognominado de
‘Pai dos Hieróglifos’. Graças à decifração da antiga escrita egípcia se pôde conhecer com
profundidade a história daquela civilização.
(Pintura óleo sobre tela de Léon Cogniet. Museu do Louvre, Paris, França.
Postado por Gislaine às 04:28 0 comentários
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
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