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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Artigo especial O Evangelho Segundo o Espiritismo


Maria Helena Marcon
Curitiba, PR
No dia 29 de abril de 1864, Paris foi palco de mais um extraordinário lançamento. Vinha a lume, naquele dia, anunciado na Revista Espírita daquele mês e ano, Imitação do Evangelho segundo o Espiritismo.
Em Bibliografia – à venda – anuncia Kardec que a obra contém a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e sua aplicação às diversas circunstâncias da vida.
Destaca ainda a epígrafe: Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade.3
Em 9 de agosto de 1863, enquanto trabalhava nessa obra, Kardec indagou aos Espíritos, através do médium Sr. d´A..., sobre o que pensava a Espiritualidade a respeito dela, recebendo a resposta de que: Esse livro de doutrina terá considerável influência, pois que explanas questões capitais, e não só o mundo religioso encontrará nele as máximas que lhe são necessárias, como também a vida prática das nações haurirá dele instruções excelentes.(...)
Aproxima-se a hora em que te será necessário apresentar o Espiritismo qual ele é, mostrando a todos onde se encontra a verdadeira doutrina ensinada pelo Cristo. Aproxima-se a hora em que, à face do céu e da Terra, terás de proclamar que o Espiritismo é a única tradição verdadeiramente cristã e a única instituição verdadeiramente divina e humana.(...) 1
A 20 de outubro do mesmo ano,  tendo retornado Kardec de Sainte-Adresse e se retirado para  Ségur, a fim de, com mais tranquilidade, trabalharna obra sobre o Evangelho, a  médium Senhorita V..., natural de Lyon, estando em Paris, o desejou visitar. Somente encontrou na Rua Sainte-Anne a Amélie, sua esposa.
Por sabê-la dotada de notável segunda vista, a Sra. Kardec sugere que a médium se transporte até onde ele se encontra, a fim de vê-lo. Ela descreve o que vê: Kardec se encontra em um aposento muito iluminado, no andar térreo. Descreve os jardins, árvores e flores que circundam o imóvel.
Melhor que tudo, diz: Está cercado [Kardec] por uma multidão de Espíritos que lhe conservam a boa saúde... alguns há que parecem muito elevados, e o inspiram; um deles especialmente parece ser superior a todos os demais, sendo-lhes objeto de deferências.
E adiante: Um momento... Vejo um Espírito que segura um livro de grandes proporções... abre-o e mostra-me o que se acha escrito... leio: Evangelho.2
Segundo Kardec, ele trabalhava no livro sobre os Evangelhos, mas o título ainda era segredo para todos. Descrevendo tudo com tantos detalhes, afirma ele que essa manifestação lhe constituiu numa prova do interesse que os Espíritos tinham por esse trabalho, bem como da assistência que a mim dispensam e a minhas atividades.2
Na Revista Espírita, desse novembro de 1865, Kardec, em Notas bibliográficas anuncia que se encontra no prelo, para aparecer em alguns dias: O Evangelho segundo o Espiritismo, por Allan Kardec, 3ª edição, revista, corrigida e modificada.  Esta edição foi objeto de um remanejamento completo da obra. Além de algumas adições, as principais alterações consistem numa classificação mais metódica, mais clara e mais cômoda das matérias, o que torna sua leitura e as buscas mais fáceis.4
A tradução para nosso idioma foi feita a partir dessa terceira edição e se encarregou dela Guillon Ribeiro, que foi Presidente da Federação Espírita Brasileira – FEB, por duas vezes, entre os anos de 1920 e 1943, engenheiro civil, poliglota e vernaculista.
Aos vinte e sete anos de idade, recebeu elogio de Ruy Barbosa, em sessão do Senado Federal de 14 de outubro de 1903 que, referindo-se ao seu trabalho de revisão do Projeto do Código Civil, disse desempenhar-se de um dever de consciência registrar e agradecer da tribuna do Senado a colaboração preciosa do Sr. Dr. Guillon Ribeiro, que me acompanhou nesse trabalho com a maior inteligência, não limitando os seus serviços à parte material do comum dos revisores, mas, muitas vezes, suprindo até a desatenções e negligências minhas.
Ao se avizinhar o Sesquicentenário da publicação da preciosa obra, a FEB, em consonância com o Conselho Federativo Nacional, entrega ao público edição especial, na primorosa tradução de Guillon. Nada menos de duzentos mil exemplares, dos quais trinta mil foram adquiridos pela Federação Espírita do Paraná – FEP e estão disponíveis na Livraria Mundo Espírita.
Gotas de luz que se espalham pela Terra. Justa homenagem a uma data tão importante. Enfocando especialmente o ensino moral contido em Os Evangelhos, a obra se constitui em roteiro infalível para a felicidade vindoura, o levantamento de uma ponta do véu que nos oculta a vida futura.
Esta obra é para uso de todos. Dela podem todos haurir os meios de conformar com a moral do Cristo o respectivo proceder. Aos espíritas oferece aplicações que lhes concernem de modo especial. Graças às relações estabelecidas, doravante e permanentemente, entre os homens e o mundo invisível, a lei evangélica, que os próprios Espíritos ensinaram a todas as nações, já não será letra morta, porque cada um a compreenderá e se verá incessantemente impelido a pô-la em prática, a conselho de seus guias espirituais. As instruções que promanam dos Espíritos são verdadeiramente as vozes do céu que vêm esclarecer os homens e convidá-los à imitação do Evangelho.3
Na Introdução da preciosa obra, o Codificador informa que acrescentoualgumas instruções escolhidas, dentre as que os Espíritos ditaram em vários países e por diferentes médiuns.
E quanto aos médiuns, escreve que se absteve de nomeá-los. Na maioria dos casos, não os designamos a pedido deles próprios e, assim sendo, não convinha fazer exceções. Ademais, os nomes dos médiuns nenhum valor teriam acrescentado à obra dos Espíritos. Mencioná-los mais não fora, então, do que satisfazer ao amor-próprio, coisa a que os médiuns verdadeiramente nenhuma importância ligam.

Bibliografia:
1.Kardec, Allan. Imitação do Evangelho. Ségur, 9 de agosto de 1863. In.:___.Obras póstumas39. ed. Rio de Janeiro:FEB, 2006.
2.______.Um caso de segunda vista. Op. cit. Apêndice.
3.______.Bibliografia. In.:___. Revista Espírita. Rio de Janeiro: FEB, 2004, v. VII. Abril de 1864.
4.______.O evangelho segundo o Espiritismo – 3ª edição. Op. cit. v. VIII.  Novembro de 1865.
Maria Helena Marcon
Coordenadora da Área de Comunicação Social Espírita
Da Federação Espírita do Paraná.
Assessora de Comunicação Social da Presidência.
Em 21.2.2014.

(Publicado originalmente no  jornal Mundo Espírita, em Abril/2013

Allan Kardec. Óleo sobre tela por Nair Camargo, São Paulo, Brasil. Foto Ismael Gobbo
Foto da Villa de Ségur. Paris, França. Allan Kardec cogitava mudar-se
para a região quando desencarnou a 31 de março de 1869.  Foto Ismael Gobbo
Placa indicativa da Villa de Ségur. Paris, França. Foto Ismael Gobbo
Jardiim na margem esquerda  do Rio Sena. Paris, França. Foto Ismael Gobbo 

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 02-04-2014

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http://www.noticiasespiritas.com.br/2014/ABRIL/02-04-2014.htm

Sesquicentenário de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” 04-1864 / 04-2014



 Allan Kardec Codificador do Espiritismo  e  Edição francesa de O Evangelho Segundo o Espiritismo

Artigo especial

Doutrina dos Espíritos. Codificação de Allan Kardec,
Religião de fé, razão e luz
Altamirando Carneiro
São Paulo, SP
O século 19 é denominado O Século das Luzes, pois foi nele que houve um grande desenvolvimento das artes, da ciência, da cultura. Neste século, surgiu em 18 de abril de 1857 (data da primeira edição de O Livro dos Espíritos), a Doutrina Espírita, codificada na França por Allan Kardec. Nessa época, Paris, a capital francesa, a então Cidade Luz, era o fulcro pensante do século 19.
         Mas o Espiritismo, a Terceira Revelação,  como as revelações anteriores (Moisés e Cristo), não surgiu abruptamente. Lembremo-nos que as ideias cristãs foram pressentidas muitos séculos antes de Jesus, com Sócrates e Platão,  precursores da Doutrina Cristã e do Espiritismo. Jesus complementou  os Dez Mandamentos, as chamadas Leis de Deus, recebidos (as) por Moisés no Monte Sinai, ao passo que   o Espiritismo deu a interpretação racional aos ensinamentos de Jesus.
         A mediunidade e os chamados “fenômenos espíritas” (não porque sejam próprios do Espiritismo,  mas porque é o Espiritismo que os estuda, sem ideias preconcebidas), fizeram parte do dia a dia de pioneiros como Emmanuel Swedenborg, Edward Irving, Andrew Jackson Davis, Irmãs Fox, dentre outros.
         Até meados do século seis, todo o Cristianismo acreditava na reencarnação, proclamada há milênios antes da Era Cristã como fato incontestável, norteador dos princípios da Justiça Divina, mas o segundo Concílio de Constantinopla, em 553 d. C., realizado em Istambul, na Turquia, em decisão política, para atender as exigências do Império Romano, resolveu abolir tal convicção, substituindo-a  pela ressurreição (da carne),  que contraria todo o princípio da Ciência, pois admite a volta do Ser, no suposto juízo final, no mesmo corpo já desintegrado em todos os seus elementos constitutivos.
         A Luz maior da Doutrina Espírita -    Ao longo do tempo, conforme as convenções humanas, surgiram várias concepções, como: 1) o materialismo, o qual afirma que a inteligência do homem é um produto da matéria. Os gozos materiais são as únicas coisas reais e desejáveis e viver cada um para si é o melhor, enquanto aqui estivermos. 2) a doutrina panteísta, para a qual a alma, independente da matéria, é extraída, ao nascer, do todo universal, individualiza-se em cada ser durante a vida e volta, por efeito da morte, à massa comum.  3-a)  a doutrina deísta, com os deístas independentes, que crêem em Deus, admitem todos os Seus atributos como Criador, contudo, tendo estabelecido as leis gerais que regem o Universo, funcionam por si sós e Deus não mais se ocupa delas. Sendo assim, nada temos que agradecer ou pedir Deus. 3-b) os deístas providenciais, que crêem na existência e no poder criador de Deus, na origem das coisas e na intervenção incessante de Deus na criação, a Ele oram e não admitem o culto exterior e o dogmatismo. 4) a doutrina dogmática, a qual diz que a alma é independente da matéria. Criada por ocasião do nascimento, sobrevive e conserva a individualidade após a morte e desde esse momento, tem irrevogavelmente determinada a sua sorte, sendo nulos os progressos anteriores. 5) a Doutrina Espírita, a qual diz que o princípio inteligente é independente da matéria. A alma individual preexiste e sobrevive ao corpo. O ponto de partida é o mesmo pa ra todas as almas, não havendo exceções. As almas são criadas simples e ignorantes e estão sujeitas à lei do progresso.
A Doutrina Espírita se   assenta nos pilares básicos: a existência de Deus, a reencarnação ou pluralidade das existências, a pluralidade dos mundos habitados, a intercomunicação entre os dois planos da vida, o Código de Moral do Evangelho do Cristo.
         A concepção da existência de Deus, inata no homem, bem como a certeza do Espírito imortal, faz parte do pensamento de filósofos que impulsionaram a cultura do século 19. Immanuel Kant assinala que a consciência é a voz de Deus no homem. E demonstra que a lei moral é a possibilidade mais profunda de nosso ser, e a realização de nossa verdadeira destinação. René Descartes, ao chegar à célebre conclusão: “penso, logo existo”, afirma que o pensamento é algo mais certo que a matéria corporal, e descobre a realidade do Espírito. Hegel escreveu a Fenomenologia do Espírito, onde traça a história pela qual a consciência humana elevou-se das representações mais elementares de Deus à sua representação filosófica adequada.
         Entre vozes dissonantes, Friedrich Nietzsche proclamou a morte de Deus, mas Voltaire foi preciso quando afirmou que não acreditava nos deuses feitos pelos homens, mas sim no Deus que fez os homens.   
         O progresso moral distanciou-se cada vez mais do progresso científico. Se observarmos o progresso da Humanidade, vemos que em todas as épocas o progresso moral sempre marchou atrás do progresso material, no que para nós cristãos, o progresso material deve sempre andar lado a lado com o progresso moral. Somos como os pássaros, temos duas asas: a asa da moral e a asa do conhecimento, que devem sempre andar lado a lado.
         Retornemos  às várias concepções surgidas na Terra. Como dissemos no primeiro parágrafo, a Doutrina Espírita surgiu em 18 de abril de 1857, em Paris, França, com a primeira edição de O Livro dos Espíritos,   com 501 perguntas de Allan Kardec e as respostas dos Espíritos, com comentários, em negrito, do Codificador. A segunda edição, de 16 de março de 1860, foi reestruturada e aumentada por Kardec, com 1.019 questões, sob a orientação do Espírito de Verdade, que desde a elaboração da primeira edição já o avisara que ela  não podia conter tudo.
         Os “fenômenos espíritas” com os quais a Europa já estava familiarizada, principalmente através dos fenômenos das mesas girantes, que não passavam de meros divertimentos nos salões sociais, assumiam séria conotação, provocando reações do mundo todo.
         A segunda parte do livro Obras Póstumas, publicado em 1890 com escritos deixados por Allan Kardec, capítulo A minha primeira iniciação no Espiritismo, registra estas palavras do Codificador:
         “Compreendi, antes de tudo, a gravidade da pesquisa que ia empreender; percebi naqueles fenômenos a chave do problema tão obscuro e tão controvertido do passado e do futuro da Humanidade, a solução que eu procurava em toda a minha vida. Em suma, toda uma revolução das ideias e das crenças.”
         Depois de O Livro dos Espíritos, vieram: O Livro dos Médiuns – janeiro de 1861; O Evangelho Segundo o Espiritismo – 29 de abril de 1864; O Céu e o Inferno – agosto de 1865; A Gênese – janeiro de 1868.
            O Evangelho Segundo o Espiritismo completa em abril deste ano  de 2014, cento e cinquenta a nos de luz. Conforme disse Allan  Kardec, trata-se do desenvolvimento dos tópicos religiosos de O Livro dos Espíritos, e representa um manual de aplicação moral do Espiritismo.
            Sobre  esta portentosa obra  da Codificação Espírita, o livro Obras Póstumas registra uma comunicação de 9 de agosto de 1863, em que destacamos o trecho: “Este livro de doutrina terá influência considerável. Tu atacas as questões capitais e não somente o mundo religioso encontrará nele as máximas, que lhe são necessárias, mas a vida prática das nações obterá excelentes instruções”.
            Posteriormente, a comunicação de 14 de setembro de 1863 registra: “Com esta obra o edifício começa a destacar-se e já se pode entrever a cúpula desenhando-se no horizonte. Continua pois sem impaciência e sem fadiga; o monumento será concluído a seu tempo”.
Nesse cenário,  Allan Kardec lança em 1º. de janeiro de 1858, a Revista Espírita, que circulou até o ano de 1869, e em 1º.  de abril de 1858  a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, o primeiro Centro Espírita do mundo. Contrariando os procedimentos da época, em que as manifestações das “mesas girantes” eram praticadas nos salões das residências burquesas, Kardec entendia que as reuniões espíritas deveriam ser efetuadas em instituição especialmente criada com esse objetivo, para evitar a frivolidade e a interferência de contingências da vida privada dos participantes.
         Tarefa difícil e complexa - Na página final da Revista Espírita, de 1858, Kardec notificou:
         “Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Fundada em 1º. De abril de 1858 e autorizada por portaria do Sr. Prefeito de Polícia, conforme aviso de S. Ex., o sr. Ministro do Interior da segurança geral, em data de 13 de abril de 1858”.
         No capítulo XXX do O Livro dos Médiuns, o Codificador relaciona os 29 artigos que tratam dos objetivos e fins da entidade: da constituição, dos sócios, da administração, das sessões e de outras disposições. Em dois anos, a Sociedade contava com 87 sócios efetivos pagantes, entre cientistas, literatos, artistas, médicos, engenheiros, advogados, magistrados, membros da nobreza, oficiais do Exército e da Marinha, funcionários civis, empresários, professores, artesãos. O número de visitantes chegava a quase mil e quinhentas pessoas por ano.
         Kardec, que desempenhava o cargo de presidente desde a fundação da entidade. Cansado pelo excesso de trabalho e aborrecido com querelas administrativas, por várias vezes manifestou o desejo de renunciar, mas aconselhado pelos mentores espirituais, continuou no exercício da presidência até a sua desencarnação.
         O Codificador era rigoroso no cumprimento das disposições estatutárias e na disciplina das atividades. Exigia de todos os participantes muita seriedade, fato que contribuiu para dar muita credibilidade à instituição e aos seus pronunciamentos, pois Kardec era extremamente austero nos pareceres emitidos e nunca permitiu que a Sociedade se tornasse meio de controvérsias e debates estéreis.
         Allan Kardec realizou várias viagens a serviço da Doutrina Espírita, sendo que a viagem de 1862 foi a mais importante e mereceu do Codificador um opúsculo especial. Naquele ano, viajou por quase dois meses. Percorreu, de trem, 693 léguas e visitou 20 cidades. Nascido Denizard Hippolyte Léon Rivail, na cidade de Lion, na França, em 3 de outubro de 1804, estudou  no Instituto Yverdun, na Suíça, fundado e dirigido por João Henrique Pestalozzi.
         Aos 51 anos, era um educador consagrado na França e autor de diversos livros sobre a educação. Bacharel em ciências e letras, falava e escrevia o alemão, o inglês, o espanhol, o italiano e o holandês.
Casado com a professora Amèlie Gabrielle Boudet, desencarnada em 21 de janeiro de 1883, Allan Kardec desencarnou em 31 de março de 1869, pela ruptura de um aneurisma.
         No capítulo XXIII do livro A Caminho da Luz, (FEB), psicografado por Francisco Cândido Xavier, Emmanuel registra:
         “A tarefa de Allan Kardec era difícil e complexa. Competia-lhe reorganizar o edifício desmoronado da crença, reconduzindo a civilização às mais profundas  bases religiosas”.
         E o volume III da obra Allan Kardec (pesquisa bibliográfica e ensaios de interpretação )- FEB, de Zeus Wantuil e Francisco Thiesen, anota:
         “Observando, comparando e julgando os fatos, sempre com cuidado e perseverança, concluiu (Allan Kardec) que realmente eram os Espíritos daqueles que morreram a causa inteligente dos efeitos inteligentes e deduziu as leis que regem esses fenômenos, deles extraindo admiráveis consequências  filosóficas e toda uma doutrina de esperança, de consolações e de solidariedade universal.”
         Espiritismo, ideia de muitos – Em editorial da revista Reencarnação, editada pela Federação Espírita do Rio Grande do Sul – número 407, 2º. Semestre de 1993, Jason de Camargo diz:
         “O Espiritismo, amparado na fé raciocinada e fundamentada nas leis naturais, acompanha o progresso da ciência e se consolida como uma Doutrina desprovida de dogmas, interpretações pueris e fanatismo religioso. Inequivocamente, dedicou profundos estudos sobre esses temas. Procurou retirar as concepções ainda mitológicas existentes e possibilitou uma nova visão de mundo para todas as criaturas, iniciando, justamente, por Deus – a questão primeira d’O Livro dos Espíritos”.
         No item Influência do Espiritismo no Progresso, do capítulo VIII (Lei do Progresso) – Livro Terceiro – As Leis Morais, de O Livro dos Espíritos – questão 798, Allan Kardec pergunta:
         “O Espiritismo se tornará uma crença comum ou será apenas a de algumas pessoas?”       
         Os Espíritos respondem:
         “Certamente ele se tornará uma crença comum e marcará uma nova era na História da Humanidade, porque pertence à Natureza e chegou o tempo em que deve tomar lugar nos conhecimentos humanos. Haverá, entretanto, grandes lutas a sustentar, mais contra os interesses do que contra a convicção, porque não se pode dissimular que há pessoas interessadas em combatê-lo, umas por amor-próprio e outras por motivos puramente materiais. Mas os seus contraditores, ficando cada vez mais isolados, serão afinal forçados a pensar como todos os outros, sob pena de se tornarem ridículos.”
         Em Obras Póstumas, há o registro da posição de Kardec sobre o intolerante Auto-de-fé de Barcelona, que ocorreu  em 9 de outubro de 1861, quando foram queimados em praça pública, em Barcelona, 300 volumes enviados pelo Codificador ao livreiro Maurício Lachâtre. Quando o fogo consumiu os 300 volumes, o padre e seus bispos se retiraram,  cobertos pelas vaias e as maldições dos numerosos assistentes, que gritavam: Abaixo a Inquisição! Em seguida, numerosas pessoas se aproximaram da fogueira, e recolheram as suas cinzas.
         Diz Kardec:
         “Podem queimar livros, mas não se queimam ideias; as chamas das fogueiras as superexcitam, em vez de extingui-las. Ademais, as ideias estão no ar, e não há Pirineus bastante elevados para detê-las; e quando é grande e generosa uma ideia, encontra milhares de corações dispostos a almejá-la.”
         Como a fênix, com o Auto-de-fé de Barcelona, das cinzas nasceu a Luz! Como o Cristianismo, o Espiritismo é uma ideia verdadeira, que prevalecerá. Já se vê que o Espiritismo venceu e vencerá, com os homens, sem os homens e apesar dos homens.

(Texto recebido em email de Altamirando Carneiro, São Paulo, SP)
As cinco obras básicas da Doutrina Espírita assinadas por Allan Kardec
Jardim das Tulherias, o obelisco egípcio na  Praça da Concórdia  e o Arco do Triunfo ao fundo.
Paris, França. Foto Ismael Gobbo


Paris, França, a cidade berço do Espiritismo.  Foto Ismael Gobbo.
A trajetória do Rio Sena desde a região de Bercy, no alto, até a Ponte das Almas, abaixo,  á esquerda

Nossas homenagens aos 150 anos de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”

Neste mês de abril  iremos comemorar nesta página o Sesquicentenário de lançamento de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” , ocorrido no ano de 1864, em Paris, França. Para tanto estaremos publicando artigos escritos por amigos colaboradores de várias localidades do Brasil e do exterior, na ordem em que eles nos chegaram. Temos certeza que ao final das publicações teremos abrangentes informações sobre a obra e sobre Allan Kardec, Codificador do Espiritismo, que a assina.  Iremos colocar  algumas ilustrações acompanhando os textos. Ismael Gobbo.

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 01-04-2014.

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 http://www.noticiasespiritas.com.br/2014/ABRIL/01-04-2014.htm

Artigo: em Português e Espanhol, com tradução por Maria Reyna, Lima, Peru Relembrando Kardec Recordando a Kardec

Ismael Gobbo

O calendário espírita assinala, neste dia, exatos 145 anos da desencarnação de Hyppolyte Léon Denizard Rivail,  nosso querido Allan Kardec,  insigne codificador  da doutrina espírita.
El calendario espírita marca el día de hoy, exactamente 145 años de la desencarnación de Hyppolyte Léon Denizard Rivail, nuestro querido Allan Kardec, insigne codificador de la Doctrina Espírita.
            Sua passagem desta para a outra vida se deu na manhã de 31 de março de 1869, entre onze e doze horas, na rua Sainte-Anne, 59, passagem Sainte-Anne, no momento em que atendia a um caixeiro de livraria. Vitimado pela ruptura de um aneurisma,  teve morte instantânea.
Su paso de ésta a la otra vida sucedió la mañana del 31 de marzo de 1869, entre las once y las doce horas, en la calle Sainte-Anne, 59, pasaje Sainte-Anne, en el momento en que atendía a un dependiente de librería. Víctima de la ruptura de un aneurisma, tuvo una muerte instantánea.
Nas últimas horas de sua existência, ultimava  preparativos de mudança para a Villa Ségur, 39,  onde, a partir de 1º de Abril de 1869, fixaria sua residência e o escritório de redação da "Revue Spirite".
En las últimas horas de su existencia, terminaba los preparativos de su mudanza a Villa Ségur, 39  donde, a partir del 1º de Abril de 1869, fijaría su residencia y la oficina de redacción de la "Revue Spirite".
O féretro de Kardec, com mais de mil pessoas,  saiu em direção ao Cemitério  Montmartre, no dia 2 de abril, ao meio dia. Seu corpo foi inumado em uma cova simples.
            El féretro de Kardec, acompañado por más de mil personas, partió en dirección al Cementerio Montmartre, el día 2 de abril, al mediodía. Su cuerpo fue sepultado en una fosa sencilla.
Discursaram: o vice-presidente da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, Sr. Levent,  o célebre astrônomo Camille Flamarion,  que fez um relato da veneranda existência do codificador, Alexandre Delanne e E. Muller.
Ofrecieron sus discursos: el vicepresidente de la Sociedad Parisiense de Estudios Espíritas, Sr. Levent,  el célebre astrónomo Camille Flamarion,  quien hizo un relato de la venerable existencia del codificador, Alexandre Delanne y E. Muller.
            A morte de Kardec foi noticiada pelos jornais de Paris, de diversas outras cidades francesas e pela imprensa do exterior.
 La muerte de Kardec fue informada a través de los periódicos de París, de varias ciudades francesas y por la prensa en el extranjero.

CEMITÉRIO PÈRE LACHAISE
CEMENTERIO PÈRE LACHAISE

Os amigos e a viúva de Kardec, Srª Amélie   Gabrielle Boudet, pouco tempo depois,  resolveram prestar-lhe homenagem encomendando projeto de um túmulo em forma de dólmen, onde seria colocado seu busto.
Los amigos y la viuda de Kardec, Sra. Amélie Gabrielle Boudet, poco tiempo después, decidieron rendirle un homenaje encomendando el proyecto de una tumba en forma de dolmen, donde sería colocado su busto.
Esse tipo de construção, muito difundido em  territórios da Europa e do Oriente, era comum nas Gálias, onde, segundo informes dos espíritos superiores, o codificador do espiritismo estivera encarnado séculos antes, ostentando o nome Allan Kardec, pseudônimo adotado para assinar as obras que codificou.
Ese tipo de construcción, muy difundido en los territorios de Europa y Oriente, era común en las Galias donde, según informes de los Espíritus superiores, el Codificador del Espiritismo estuvo encarnado siglos antes con el nombre de Allan Kardec, pseudónimo adoptado para firmar las obras que codificó. 
Para tanto, foi escolhido o Cemitério Père Lachaise, uma enorme área verde de Paris com 44 hectares, cinco mil árvores e 50 essências diferentes,  anteriormente um parque de jesuítas em estilo francês,  que foi transformado em um cemitério-jardim e hoje se inscreve entre as indicadas atrações turísticas da cidade.
            Para tal efecto, fue escogido el Cementerio Père Lachaise, una enorme área verde de París con 44 hectáreas, cinco mil árboles y 50 esencias diversas,  anteriormente un parque de jesuitas en estilo francés, que fue transformado en un cementerio-jardín y hoy se encuentra entre las promocionadas atracciones turísticas de la ciudad.
O desenho foi do Sr. Sebille e o peso das pedras totaliza mais de trinta toneladas. O busto foi executado em bronze pelo escultor francês Charles-Romain Capellaro.
El diseño fue del Sr. Sebille y el peso de las piedras asciende a más de treinta toneladas. El busto fue realizado en bronce por el escultor francés Charles-Romain Capellaro.
Em 29 de março de 1870, os despojos de Kardec foram exumados e transferidos para o Père-Lachaise. A inauguração do belo dólmen se deu às duas horas da tarde do dia 31.
El 29 de marzo de 1870, los restos de Kardec fueron exhumados y trasladados al Père-Lachaise. La inauguración del bello dolmen ocurrió a las dos de la tarde del día 31.
            Na comovente solenidade, falaram os eminentes vultos do espiritismo da França: Levent, Desliens, Leymarie e Guilbert.
En la conmovedora ceremonia, hablaron las figuras eminentes del Espiritismo en Francia: Levent, Desliens, Leymarie y Guilbert.
A pedra que encima o túmulo, pesando seis toneladas, traz uma legenda que bem  sintetiza os postulados da doutrina espirita:  "Nascer, viver, morrer, renascer de novo e progredir continuamente, tal é a Lei".
La piedra en la parte superior de la tumba, de seis toneladas de peso, lleva una leyenda que sintetiza los postulados de la Doctrina Espírita: “Nacer, vivir, morir, renacer otra vez y progresar sin cesar, tal es la Ley”.

O TÚMULO MAIS VISITADO
LA TUMBA MÁS VISITADA

Como dissemos, o cemitério Père-Lachaise é referência turística, ao lado de outros grandes cemitérios de Paris, como Montparnasse e Montmartre.  Todavia, nenhum deles tem a fama do Père Lachaise, onde estão sepultadas personalidades famosas, expoentes das ciências, filosofia, religião, política, pintura, escultura, cinema, teatro, literatura, que desencarnaram em Paris, especialmente no século passado, aquele em que Kardec viveu.
Como dijimos, el Cementerio Père-Lachaise es un referente turístico, al lado de otros grandes cementerios de París, como  Montparnasse y Montmartre. Pero ninguno de ellos tiene la fama de Père Lachaise, donde están sepultadas personalidades famosas, exponentes de las ciencias, filosofía, religión, política, pintura, escultura, cine, teatro, literatura, que desencarnaron en París, especialmente en el siglo pasado, aquél en el que Kardec vivió.
            Os que visitam Paris, a capital mundial do turismo,  têm no famoso cemitério um grande desafio: o de tentar localizar o maior número possível de notáveis que constam no mapa do cemitério, entre elas as de Alfred de Musset, Auguste Comte, Camille Pissarro, Edith Piaf, Claude Bernard, Maria Callas, Oscar Wilde, Théodore Géricault, Frédéric Chopin, Vivant Denon,  Gay Lussac, Samuel Hahnemann, Honoré de  Balzac, Jean-François Champollion, Jim Morrison, Louis Viscont, Vincenzo  Bellini, Luigi Cherubini, Gustave Doré, Molière, La Fontaine, Marcel Proust, Sarah Bernhardt, Simone Signoret, Georges Bizet,  Amedeo Modigliani,  e dezenas e dezenas de outros vultos de destaque.
Los que visitan París, la capital del turismo mundial, tienen en el famoso cementerio un  gran desafío: tratar de localizar el mayor número posible de las celebridades que aparecen en el mapa del cementerio, entre ellas Alfred de Musset, Auguste Comte, Camille Pissarro, Edith Piaf, Claude Bernard, Maria Callas, Oscar Wilde, Théodore Géricault, Frédéric Chopin, Vivant Denon,  Gay Lussac, Samuel Hahnemann, Honoré de  Balzac, Jean-François Champollion, Jim Morrison, Louis Viscont, Vincenzo  Bellini, Luigi Cherubini, Gustave Doré, Molière, La Fontaine, Marcel Proust, Sarah Bernhardt, Simone Signoret, Georges Bizet,  Amedeo Modigliani, y decenas y decenas de otras figuras destacadas. 
            E um dos túmulos mais visitados é o de Kardec. Ali, quando se permanece por algum tempo, é possível contatar com pessoas de diversos países, muitos dos quais fazendo suas preces com a mão postada sobre o lado esquerdo do busto do codificador, que apresenta, devido a isso, uma superfície mais polida e brilhante. 
            Y una de las tumbas más visitadas es la de Kardec. Allí, cuando uno se queda durante un tiempo, es posible ponerse en contacto con personas de diferentes países, muchas de las cuales hacen sus oraciones con la mano puesta sobre el lado izquierdo del busto del Codificador, que presenta por ese motivo una superficie más pulida y brillante.
Tanto o dólmen de Kardec, como as sepulturas de outros dois grandes vultos do espiritismo francês - Gabriel Delanne e Pierre-Gaetan Leymarie -, no Père Lachaise, estão permanentemente cobertas de flores frescas. Com relação ao de Kardec assim se expressa Jacques Barozzi, autor do "Guide des Cimetières Parisiens": "Fondateur de la doctrine du spiritisme et auteur du Livre des esprits. Sa tombe est la plus visitée et la plus fleurie du Père-Lachaise".
            Tanto el dolmen de Kardec, como las sepulturas de otras dos grandes figuras del Espiritismo francés - Gabriel Delanne y Pierre-Gaetan Leymarie -, en el Père Lachaise,  están permanentemente cubiertos de flores frescas. En relación al de Kardec, se expresa así Jacques Barozzi, autor de "Guide des Cimetières Parisiens": "Fondateur de la doctrine du spiritisme et auteur du Livre des esprits. Sa tombe est la plus visitée et la plus fleurie du Père-Lachaise".

PEQUENA SÍNTESE BIOGRÁFICA
PEQUEÑA SÍNTESIS BIOGRÁFICA

Hippolyte-Léon Denizard Rivail (Allan Kardec) nasceu em Lyon, França, em 3 de outubro de 1804, filho de Jean-Baptiste Antoine Rivail e Jeanne Louise Duhamel.
            Hippolyte-Léon Denizard Rivail (Allan Kardec) nació en Lyon, Francia, el 3 de octubre de 1804, hijo de Jean-Baptiste Antoine Rivail y Jeanne Louise Duhamel.
Em 1815, sua mãe o conduz ao Instituto Pestalozzi, em Yverdon, para os primeiros estudos. A escola de Pestalozzi era uma das mais famosas da época,  recebendo alunos de diversos países.
            En 1815, su madre lo condujo al Instituto Pestalozzi, en Yverdon, para sus primeros estudios. La escuela de Pestalozzi era una de las más famosas de la época, y recibía alumnos de diferentes países.
            Ali,  os meninos estudavam disciplinas de ciências exatas e humanas, segundo o método Pestalozziano, que incluía a auto-avaliação, sem  atribuição de notas, recompensas ou lista de classificação, e os alunos que mais se destacavam eram aproveitados para lecionar, o que aconteceu com Denizard Rivail.
            Allí, los niños estudiaban disciplinas de ciências exactas y humanas según el método de Pestalozzi, que incluía la autoevaluación, sin asignación de notas, recompensas o lista de clasificación, y los alumnos que más destacaban eran invitados a enseñar, lo que sucedió con  Denizard Rivail.
Em 1822, o jovem Rivail deixa  Yverdon e se estabelece em Paris, onde  se dedica ao magistério e escreve diversas obras de cunho educacional.
En 1822, el joven Rivail deja Yverdon y se establece en París, donde se dedica al magisterio y escribe diversas obras de carácter educativo.
Seu primeiro livro - "COURS Pratique et Théorique D'ARITHMÉTIQUE" -, segundo o método de Pestalozzi, foi lançado em 1824, quando tinha apenas 18 anos.
Su primer libro -"COURS Pratique et Théorique D'ARITHMÉTIQUE" -, según el método de Pestalozzi, fue publicado en 1824, cuando tenía apenas 18 años.
Foi premiado em 1831 pela Academia Real de Arras, da qual era membro,  pelo seu trabalho sobre a questão: "Qual o sistema de estudos mais de harmonia com as necessidades da época?" 
Fue premiado en 1831 por la Academia Real de Arras, de la cual era miembro,  por su trabajo sobre la cuestión: “¿Cuál es el sistema de estudios más acorde con las necesidades de la época?                
Em 6 de fevereiro de 1832,  casa-se com  Amélie-Gabrielle Boudet, normalista e professora de Letras e Belas-artes.   
El 6 de febrero de 1832, se casó con Amélie-Gabrielle Boudet, normalista y profesora de Letras y Bellas Artes.                                                                                          
Ministrou, no período de 1835 a 1840, em sua própria casa, diversos cursos gratuitos de Química, Física, Anatomia comparada e Astronomia.
            En el período de 1835 a 1840, en su propia casa, impartió diversos cursos gratuitos de Química, Física, Anatomía comparada y Astronomía.             
Escreveu, dentre outras obras importantes: "Plano proposto para melhoramento da Instrução pública" (1828), "Gramática francesa clássica"(1831), "Soluções racionais das questões e problemas de Aritmética e de Geometria"(1846), "Programa dos cursos usuais de Química, Física, Astronomia, Fisiologia", que lecionava no Liceu Polimático, "Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas" (1849).
            Escribió, entre otras obras importantes: “Plan propuesto para el mejoramiento de la Instrucción Pública” (1828), ), "Gramática francesa clásica"(1831), “Soluciones racionales a las preguntas y problemas de Aritmética y Geometría” (1846), “Programa de los cursos usuales de Química, Física, Astronomía y Fisiología", que dictaba en el Liceo Polimático, “Dictados especiales sobre las dificultades ortográficas” (1849).

O ESPIRITISMO
EL ESPIRITISMO

No final de 1854,  quando já tinha cinqüenta anos, o amigo Fortier lhe fala pela primeira vez dos fenômenos espiríticos que pululavam por Paris, sobretudo os fenômenos das mesas girantes. Responde ao amigo "Só acreditarei quando o vir e quando me provarem que uma mesa tem cérebro para pensar, nervos para sentir e que possa tornar-se sonâmbula. Até lá, permita que eu não veja no caso mais do que um conto da carochinha". Todavia, a partir daí começa a se interessar pelo assunto.
            A fines de 1854, cuando contaba 50 años de edad, su amigo Fortier le habla por primera vez de los fenómenos espiritistas que proliferaban en París, sobre todo, los fenómenos de las mesas giratorias. Respondió a su amigo: “Sólo creeré cuando lo vea y cuando me hayan probado que una mesa tiene cerebro para pensar, nervios para sentir y que pueda convertirse en sonámbula. Hasta entonces, permita que vea el caso sólo como un cuento popular”. Sin embargo, a partir de allí empieza a interesarse por este asunto.
Entre 1855 e 1856, participou de muitas reuniões, analisou vários cadernos de mensagens que os amigos lhe apresentaram e, em 18 de abril de 1857, lança a obra básica da codificação "O Livro dos Espíritos", assinando-a, como já assinalamos, com o pseudônimo Allan Kardec.
            Entre 1855 y 1856, participó en muchas reuniones, analizó varios cuadernos de mensajes que los amigos le presentaban y, el 18 de abril de 1857, lanza la obra básica de la codificación “El Libro de los Espíritus”, firmándola, como ya hemos señalado, con el seudónimo Allan Kardec.
O Livro dos Espíritos, que é dividido em  quatro livros: AS CAUSAS PRIMEIRAS; MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS; LEIS MORAIS E ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES, devidamente ampliados, fizeram surgir  as outras quatro obras do pentateuco kardequiano:  A GÊNESE( janeiro de 1868); O LIVRO DOS MÉDIUNS (janeiro de 1861); O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO (1864) e O CÉU E O INFERNO (agosto de 1865).   
             El libro de los Espíritus, que está dividido en cuatro libros: LAS CAUSAS PRIMERAS; EL MUNDO ESPÍRITA O DE LOS ESPÍRITUS; LAS LEYES MORALES Y ESPERANZAS Y CONSUELOS, debidamente ampliados, hicieron surgir las otras cuatro obras del pentateuco kardeciano: LA GÉNESIS  (enero de 1868); EL LIBRO DE LOS MÉDIUMS (enero de 1861); EL EVANGELIO SEGÚN EL ESPIRITISMO (1864) y EL CIELO Y EL INFIERNO (agosto de 1865).
Além disso, lançou o livro "O QUE É O ESPIRITISMO", em 1859;  a REVISTA ESPÍRITA,  em 1º de janeiro de 1858 e fundou em Paris, em 1º de abril de 1858, a SOCIEDADE PARISIENSE DE ESTUDOS ESPÍRITAS.    
Además, publicó el libro “QUÉ ES EL ESPIRITISMO”, en 1859; la REVISTA ESPÍRITA, el 1º de Enero de 1858 y fundó en París, el 1º de abril de 1858, la SOCIEDAD PARISIENSE DE ESTUDIOS ESPÍRITAS.   

KARDEC, UM ESPÍRITO DE ESCOL
KARDEC, UN ESPÍRITU ESCOGIDO

As reverências que devemos a Kardec não estão moldadas pelo fanatismo; ao contrário, o respeito que lhe devotamos estriba-se no  sincero apreço, consideração e estima que granjeou ao longo de sua existência imaculada, onde, segundo os historiadores e escritores sérios, jamais se vislumbrou um único arranhão, desde o nascimento, na famosa Lyon, até seu descenso, na celebrada Paris.
            Las reverencias que le debemos a Kardec no están moldeadas por el fanatismo; al contrario, el respeto que le dedicamos se basa en el sincero aprecio, consideración y estima que se ganó a lo largo de su existencia inmaculada, en la que, según los historiadores y escritores serios, jamás se vio un solo rasguño, desde su nacimiento en la famosa Lyon, hasta su descenso en la célebre París.
Foi um gênio  preparado desde a mais tenra idade em todos os ramos do conhecimento,  absorvendo brilhantemente os postulados da pedagogia de Pestalozzi,  base para o desempenho eficiente dos trabalhos da codificação do Espiritismo, uma empreitada árdua que lhe exigiu trabalho diuturno, paciência, abnegação, coragem e perseverança continua.
            Fue un genio preparado desde la más tierna edad en todas las ramas del conocimiento, asimilando de manera brillante los postulados de la pedagogía de Pestalozzi, base para el desempeño eficiente de los trabajos de la codificación del Espiritismo, una empresa ardua que le exigió un trabajo perenne, paciencia, valor y perseverancia continua.
O Espiritismo não está personificado em nenhum homem. É obra dos Espíritos Superiores,  cuja falange, dirigida pelo Espírito de Verdade,  encontrou em  Allan Kardec o seu mais abnegado missionário, o esteio na Terra  para implementação da nova ordem prometida por Jesus.
            El Espiritismo no está personificado en ningún hombre. Es obra de los Espíritus superiores, cuya falange, dirigida por el Espíritu de Verdad, encontró en Allan Kardec a su más abnegado misionero, el pilar en la Tierra para la implementación del nuevo orden prometido por Jesús.
Embora tenha contado com o concurso dos médiuns para recepção das mensagens, Kardec foi aquele que ordenou, de forma a tornar facilitado o estudo das verdades espirituais difundidas pelo Espiritismo, transformando em Código as dezenas de brochuras que recebeu dos amigos que o convidaram a participar das sessões espíritas em Paris. Isto significa dizer que Kardec não se prestou a mero papel de "office boy" dos espíritos, levando ao livreiro uma obra pronta para publicação.  
Aunque contó con la cooperación de los médiums para la recepción de los mensajes, Kardec fue quien los ordenó, con el fin de hacer más fácil el estudio de las verdades espirituales difundidas por Espiritismo, transformando en Código las decenas de cuadernos que  recibió de los amigos que lo invitaban a participar en las sesiones espíritas en París. Esto significa que Kardec no se prestó al simple papel de “office boy” de los Espíritus,  llevando al librero a una obra lista para su publicación.
Kardec usou seu talento para colocar em ordem as mensagens recebidas; elaborou as perguntas cujas respostas encontrava naquelas orientações superiores;  refazia-as pacientemente até que se ajustassem ao comando superior; enfim, não seria para qualquer um a missão de codificar uma doutrina como o Espiritismo, lançando o  "Livro dos Espíritos", sua obra basiliar, em apenas dois anos (1855-1857), dominando todo seu conteúdo por antecipação,  justamente para poder, pelo método da codificação,  tornar a obra dos espíritos fácil e inteligível  a todos que buscam seus venerandos ensinos.
Kardec usó su talento para colocar en orden los mensajes recibidos; elaboró las preguntas cuyas respuestas encontraba en aquellas orientaciones superiores; las rehacía pacientemente hasta que se ajustaran a la instrucción superior; en fin, no sería para una persona cualquiera la misión de codificar una Doctrina como el Espiritismo, publicando “El Libro de los Espíritus”, su obra fundamental, en sólo dos años (1855-1857), dominando todo su contenido por anticipación, justamente para poder, por el método de la codificación, hacer la obra de los Espíritus fácil e inteligible a todos los que busquen sus veneradas enseñanzas.
O bom-senso é uma das características mais apreciadas em Allan Kardec. Sempre ponderado, disse tudo aquilo que era necessário e nada daquilo que não devia dizer, embora o soubesse, deferindo ao tempo o surgimento das informações adicionais que o amadurecimento estava a recomendar.
            El buen sentido es una de las características más apreciadas en Allan Kardec. Siempre ponderado, dijo todo aquello que era necesario y nada de aquello que no debía decir, aunque lo supiese, aplazando el momento del surgimiento de la información adicional que la madurez recomendaba.
Foi humilde, usou o pseudônimo Allan Kardec para não ensejar dúvidas de que o Espiritismo é realmente obra dos Espíritos e não uma concepção humana de Hyppolyte Léon Denizard Rivail, o professor e homem de ciência respeitado, honrado e competente, pinçado pelos amigos de Paris como o estudioso melhor preparado ao estudo dos fundamentos desta doutrina que abalou o mundo, derrotando o materialismo e provando, de forma irretorquível e insofismável: a imortalidade da  alma;  a reencarnação; a comunicabilidade dos Espíritos; a sublimidade da lei de causa e efeito; a inexorável obrigatoriedade do palmilhar pelas sendas do progresso, sempre em marcha ascensional e a necessidade da prática reiterada  da lei de amor e caridade,  valioso passaporte à conquista da felicidade que nunca se acaba. 
            Fue humilde, usó el seudónimo Allan Kardec para no dar lugar a dudas de que el Espiritismo es realmente obra de los Espíritus y no una concepción humana de Hyppolyte Léon Denizard Rivail, el profesor y hombre de ciencia respetado, honrado y competente, destacado por los amigos de París como el estudioso mejor preparado para el estudio de los fundamentos de esta doctrina que sacudió el mundo, derrotando al materialismo y probando, de manera irrefutable y sin sofismas: la inmortalidad del alma; la reencarnación; la comunicabilidad de los Espíritus; la sublimidad de la ley de causa y efecto; la inexorable obligatoriedad de recorrer los caminos del progreso, siempre en marcha ascendente y la necesidad de la práctica reiterada de la ley de amor y caridad, valioso pasaporte para la conquista de la felicidad que nunca se acaba. 
Kardec, obrigado pelo seu exemplo. Que possamos, no dia a dia, lutar para seguir suas pegadas luminosas. Que Jesus, o Mestre de todos nós, o recompense por tudo.  Ajuda-nos, Kardec, a honrar a divisa de Cristãos-Espíritas que portamos no peito, inspira-nos na boa obra,  única forma que temos para homenagear convenientemente a ti e a Jesus. 
            Kardec, gracias, por su ejemplo. Que podamos, día a día, luchar para seguir sus huellas luminosas. Que Jesús, nuestro Maestro, le recompense por todo. Ayúdenos, Kardec, a honrar la divisa de Cristianos-Espíritas que llevamos en el pecho, inspírenos en la buena obra, única forma que tenemos para homenajear apropiadamente a usted y a Jesús. 

Obras consultadas: OBRAS PÓSTUMAS (Allan Kardec); ALLAN KARDEC (Zêus
                                 Wantuil e Francisco Thiesen); "LES JARDINS DE PARIS"
                                  (Prefeitura de Paris); "GUIDE DES CIMETIÈRES PARISI-
                                  ENS" (Jacques Barozzi).
 Obras consultadas: OBRAS PÓSTUMAS (Allan Kardec); ALLAN KARDEC (Zêus
                                 Wantuil e Francisco Thiesen); "LES JARDINS DE PARIS"
                                  (Prefeitura de Paris); "GUIDE DES CIMETIÈRES PARISI-
                                  ENS" (Jacques Barozzi).

Tradução Maria Reyna, Lima, Peru)
File:Lyon la Saone et fourviere.JPG
Cartão postal do Séc. XVIII,  retratando o Rio Saône e a Colina de Fourviére. Lião, França.
Certidão da nascimento de Hippolyte Léon Denizard Rivail (Allan Kardec)
Kardec criança. Imagem desenvolvida em computador por Marisa Cajado
  (Guarujá, SP) a partir de imagens conhecidas de  Kardec em idade mais avançada.
Allan Kardec em idade de 15 anos. Imagem desenvolvida em computador por Marisa Cajado
  (Guarujá, SP) a partir de imagens conhecidas de  Kardec em idade mais avançada.
Pestalozzi com os órfãos em Stans 
Imagem de Kardec por volta de 30 anos obtida em edição de computador por Marisa Cajado (Guarujá, SP)  a partir de
 imagens conhecidas de Kardec em idade mais avançada.
Amélie Gabrielle Boudet. (23-11-1795/ 21-01-1883)
Esposa de Allan Kardec, casaram-se aos  09-02-1832
Turista orando no sempre florido túmulo de Allan Kardec e de
sua esposa Amelie Gabrielle Boudet.
Cemitério Pére Lachaise, Paris, França. Foto Ismael Gobbo
Ficheiro:Le Livre des Esprits 2.jpg
O Livro dos Espíritos.
A primeira edição foi lançada no dia 18 de abril de 1857.
É a obra básica do Espiritismo, codificado por Allan Kardec
Galeria de Órleans, onde se situava a Livraria Dentu local de
lançamento de O Livro dos Espíritos, em 18/4/1857.  Paris, França.
Rua Sala, em Lyon, França, onde esteve edificada a  casa onde nasceu  Allan Kardec.
Em primeiro plano a placa em homenagem ao codificador do Espiritismo oferecida pelos espiritas franceses.
Foto Ismael Gobbo 
   Allan Kardec Codificador do Espiritismo
 Edição francesa de O Evangelho Segundo o Espiritismo

Neste mês de abril  de 2014 o Evangelho completa 150 anos desde seu lançamento em 1864

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NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 31-03-2014.

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NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 29-03-2014.

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domingo, 30 de março de 2014

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