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sábado, 24 de dezembro de 2011

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 24-12-2011

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O SERMÃO DO MONTE

[Chico-Xavier-Boa-Nova.jpg]

Humberto de Campos (irmão X)

Psicografado por Francisco C. Xavier.


Jesus e seus discípulos eram muito visados pela multidão. Eram doentes, desalentados e tristes. Desejavam estes, explicações sobre o Evangelho do Reino, de modo a trabalharem com mais acerto na observância dos ensinamentos do Cristo.

- Que conseguiria o Evangelho do Reino, com esses aleijados e mendigos? pensou Levi, o discípulo (Mateus)

Jesus falou com bondade:

- No entanto, Levi, precisamos amar e aceitar a preciosa colaboração dos vencidos do mundo!...A Boa Nova, há de ser a mensagem divina para eles, que são os tristes e deserdados da imensa família humana! Os vencedores da terra, não necessitam de boas noticias. Nas derrotas da sorte, as criaturas, ouvem mais alto a voz de Deus. Buscando os oprimidos, os aflitos, os caluniados, os carentes de justiça, sentimo-los tão unidos ao Céu nas suas esperanças, que reconhecemos na coragem tranqüila que revelam, um sublime reflexo da presença de Nosso Pai em seus espíritos. Já observaste algum vencedor do mundo com mais alta preocupação do que a de defender o fruto de sua vitória material? Quem governa o mundo é Deus, e o amor não age com inquietação. Até que a esponja do tempo absorva as imperfeições terrestres, através de séculos de experiências necessárias, os triunfadores do mundo são pobres seres que caminham por tenebrosos abismos. É imprescindível, pois atentemos na alma branda e humilde dos vencidos. Para os seus corações Deus carrega bênçãos de infinita bondade. Esses quebraram os elos mais fortes que os acorrentavam às ilusões e marcham para o infinito do amor e da sabedoria. O leito de dor, a exclusão de toda as facilidades da vida, a incompreensão dos mais amados, as chagas e as cicatrizes do espírito, são luzes que Deus ascende na noite sombria das criaturas. Levi, é necessário amemos intensamente os desafortunados do mundo. Suas almas são a terra fecunda pelo adubo das lágrimas e das esperanças mais ardentes, onde as sementes do Evangelho desabrocharão para a luz da vida. Eles saíram das convenções nefastas e dos enganos do caminho terrestres e bendizem o Nosso Pai, como sentenciados que experimentassem, no primeiro dia de liberdade, o clarão reconfortante do Sol amigo e radioso que os seus corações haviam perdido. E é também sobre os vencidos da sorte, sobre os que suspiram por um ideal mais santo e mais puro, do que as vitórias fáceis da Terra, que o Evangelho, assentará as suas bases divinas.


O crepúsculo descia num deslumbramento de ouro e brisas cariciadas por Deus.

Ao longo de toda encosta, acotovelava-se a multidão, afim de ouvir a palavra do Senhor. Eram velhinhos trêmulos, lavradores simples, mulheres do povo com seus filhos maltrapilhos e doentes. Deixando perceber que se dirigia aos vencidos e sofredores do mundo inteiro, e esclarecendo o espírito de Levi que representava a aristocracia intelectual, pela primeira vez pregou as bem-aventuradas bênçãos Celestiais. Sua voz caia como bálsamo eterno, sobre os corações desditosos.

- "Bem-aventurados os pobres e aflitos (escravos).

- Bem-aventurados os sedentos de justiça e misericórdia (degredados).

- Bem-aventurados os pacíficos e os simples de coração (Índios)" .

Quando Jesus terminou a sua alocução, algumas estrelas já brilhavam no firmamento. Levi sentiu que, naquele crepúsculo inolvidável uma emoção diferente lhe dominava a alma. Havia compreendido os que abandonam as ilusões do mundo para se elevarem a Deus. No dia seguinte o ex-publicano, abriu suas portas

A todos os convivas daquele crepúsculo memorável. Jesus participou da festa, partiu o pão e se alegrou com eles.

Enternecido, disse:

- " Levi, meu coração se rejubila hoje contigo, porque são também BEM-AVENTURADOS todos os que ouvem e compreendem a palavra de DEUS."


(Texto copiado na Internet de http://www.forumespirita.net/fe/espiritismo-jovens/o-sermao-do-monte-1169/msg4131/?PHPSESSID=90b128bbc7f24034ff76ded07e26e6a8#msg4131)


Planície de Genesaré ás margens do Mar da Galiléia, Israel

Foto Ismael Gobbo

Estrada na Planície de Genesaré em direção a Cafarnaum nas proximidade de Magdala. Israel. Foto Ismael Gobbo

O Monte das Bem-aventuranças, à esquerda e o Mar da Galiléia. Israel. Foto Ismael Gobbo

Descendo o Monte das Bem-Aventuranças às margens do Lago de Tiberíades. Galiléia, Israel. Foto Ismael Gobbo








NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 23-12-2011

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NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 22-12-2011

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NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 21-12-2011

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NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 19-12-2011

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Focalizando o Trabalhador Espírita (118) Rita de Cássia Ramos Cordeiro

Rita de Cássia Ramos Cordeiro

Entrevista para Ismael Gobbo ao

Notícias do Movimento Espírita

A entrevistada Rita de Cássia Ramos Cordeiro é atuante trabalhadora do movimento espírita residente na cidade de Itú, SP. De longa data se dedicando ao trabalho voluntario em atividades diversas, ultimamente ampliou-as no campo da divulgação através do Instituto Beneficente Chico Xavier do qual é uma das fundadoras. Com muita garra, senso de responsabilidade e idealismo, Rita de Cássia dá-nos o bom exemplo de seareia comprometida com a propagação da doutrina codificada por Kardec sob inspiração de Jesus.

Rita pode nos fazer sua autoapresentaçao?

Meu nome é Rita de Cássia Ramos Cordeiro, nasci em Presidente Prudente, interior do Estado de São Paulo, no dia 15 de Novembro de 1966. Sou filha de Rubens Prado Ramos e Iris de Oliveira Ramos. Nasci numa família de cinco irmãos - quatro homens, sendo eu a caçula e única mulher. Por volta de 1970, quando tinha quatro anos, minha família mudou-se para Sorocaba, onde permanecemos por três anos. Em seguida viemos para Itu, cidade na qual cresci e resido até os dias de hoje. Em 1996 casei com Benedito Roberto Cordeiro, um colega de trabalho, da empresa que eu trabalhava na época. Temos um filho de 10 anos, chamado Jonathan.

Qual a sua formação acadêmica e profissional?

Conclui o antigo Colegial, atual ensino Médio. Sempre trabalhei na área administrativa. Em meu último emprego, numa fábrica de Colchões, trabalhei por 14 anos, como faturista e encarregada de cobrança. Saí deste emprego em 2003, para definitivamente me envolver com o voluntariado, onde permaneço até hoje, contabilizando, ao todo, 13 anos na área.

Como você conheceu o Espiritismo e desde quando é Espírita?

Sempre fui católica, até conhecer o Espiritismo em 1998, quando tinha 32 anos. Entrei numa Casa Espírita, pelos “caminhos da dor”. Na época, tive LER – Lesão por Movimentos Repetitivos, que me travou a coluna, e tive que me afastar do trabalho por três anos. Foi nesta época que conheci a Sociedade Cabaninha Antonio de Aquino, onde fui muito bem recebida. Lá fiz os cursos básicos que a Casa oferecia e me tornei tarefeira.

A que casa espírita está vinculada presentemente?

Continuo freqüentando a Sociedade Espírita Cabaninha Antonio de Aquino, mas tenho um carinho muito especial pelo Centro Espírita de Itu, Instituição na qual tenho muitos amigos. Realizamos juntos eventos voltados para a Divulgação da Doutrina Espírita.

Pode nos fazer uma retrospectiva de sua atuação no movimento espirita?

Iniciei meu trabalho no Movimento Espírita no ano de 1999, no próprio Cabaninha, organizando e realizando Feira de Livros Espíritas, para ajudar nas despesas da Casa.

No ano de 2000 fundamos, com um grupo de amigos, o 1º Clube do Livro Espírita da cidade, que atualmente conta com mais de 300 associados.

Coordenei durante 10 anos este Clube. Devido ao grande sucesso deste projeto, fundamos, em 2002, o Centro de Ação Voluntária de Itu, que tem como principal objetivo, tirar das ruas, fora do horário escolar, crianças de 07 a 12 anos, no período em que seus pais trabalham fora, oferecendo-lhes atividades complementares, sendo o Clube do Livro Espírita sua principal mantenedora.

Além da coordenação do Clube do Livro, participei de todas as diretorias da Instituição desde sua fundação, sendo presidente por três gestões.

Encerrei minhas atividades na diretoria e como presidente no dia 31.08.2010 e no dia 04.09.2010, fundamos, junto a um grupo de amigos, o Instituto Beneficente Chico Xavier, no qual atuo como Diretora de Divulgação.

E especificamente no campo da divulgação?

Trabalhei com a divulgação do livro Espírita por 11 anos, no Clube do Livro e Feira de Livros Espíritas até 2010, quando me afastei para fundar o Instituto Chico Xavier.

Fale-nos por favor sobre a historia do Instituto Chico Xavier.

Com o passar dos anos, como dirigente de Instituição Beneficente voltada para as crianças, me dediquei mais à área administrativa, muito mais por prioridade do que por afinidade. Entretanto, minha paixão pelo livro espírita e pela Divulgação da Doutrina Espírita, cobrava a minha volta para esta área.

Em 2010, já decidida a seguir este caminho, me desliguei da Instituição anterior para fundar e me dedicar ao Instituto Chico Xavier.

O objetivo do Instituto Chico Xavier é divulgar a Doutrina Espírita, apresentando o trabalho de confrades e confreiras que militam pelo Brasil para divulgar o Espiritismo. É divulgar, também, o trabalho de Instituições Espíritas.

Nosso maior projeto, ainda a ser realizado, é a criação de uma Editora de Livros Espírita e, em futuro próximo, um Clube do Livro Espírita.

Atualmente, temos nosso site www.institutochicoxavier.com, que em dezembro está completando um ano de existência, contabilizando a marca de 61.300 acessos. Também enviamos semanalmente aos nossos quase 7.000 contatos de e-mails, nossa Newsletter, onde divulgamos as matérias contidas em nosso site.

Em 2011, iniciamos novo trabalho de divulgação, com Seminários e Palestras voltados principalmente para atingir simpatizantes da Doutrina Espírita.

Já temos, até o momento, agendados quatro Seminários para o ano de 2012, sendo cada evento em uma cidade diferente.

Esperamos em 2012, aumentar nossa atuação nesta área, além de voltar a trabalhar com a divulgação do livro espírita.

Tem atuado na tribuna espírita?

Nunca realizei este trabalho até o momento, os projetos que me envolvi até hoje não me permitiram tempo para isso, mas este é um dos sonhos que desejo ainda realizar.

Como está vendo o movimento espírita na atualidade?

O Movimento Espírita cresce a cada dia. Há um movimento no sentido da unificação entre os espíritas. As pessoas estão mais envolvidas na divulgação da Doutrina Espírita e isso não se limita apenas às Casas Espíritas.

Há uma centralização maior com o objetivo de levar o Espiritismo para todos os cantos do Brasil e afora.

A Internet tem sido um meio abençoado de divulgar a Doutrina Espírita, e esta união abrange cada canto do nosso Brasil.

São pessoas que, anonimamente se empenham para divulgar a Doutrina Espírita e isso vem sendo realizado com amplo sucesso.

Algo mais que queira acrescentar?

Pelo contato que temos com centenas de pessoas através da Internet, percebo que há um respeito muito grande pela Doutrina Espírita. Não existe mais tanto preconceito, como havia há anos atrás com relação o Espiritismo.

A Internet e as redes sociais vem sendo um grande meio de divulgação. As pessoas, principalmente as não-espíritas, estão mais abertas ao conhecimento espírita.

Precisamos aproveitar este momento de grande interesse por parte dos simpatizantes, para apresentar-lhes o conhecimento espírita. Não com fanatismo, mas apenas com o objetivo de levar o esclarecimento, a verdade e o consolo que a Doutrina Espírita prega.

É chegada a hora de nós espíritas, nos envolvermos mais com a causa que abraçamos, arregaçar as mangas e trabalhar em prol do Evangelho de Jesus.

Suas despedidas aos nossos leitores.

Atualmente, a maioria das pessoas estão por demais envolvidas com seus próprios problemas. Preocupam-se em demasia com a questão material, o que não deixa de ser importante, mas esquecem-se do espiritual.

E nesta correria desenfreada do dia a dia, a depressão e o stress, tem sido um dos maiores responsáveis por muitos desequilíbrios.

A cura para todos os desajustes emocionais encontra-se dentro de nós mesmos.

Falta-nos o “conhece-te a ti mesmo”, procurando vivenciar mais o Evangelho de Jesus, e a única forma de fazermos isso é nos dedicarmos ao nosso semelhante.

Procurar amar ao próximo, como gostaríamos de ser amados. É desvencilharmos de nossa inércia e trabalharmos em prol do Evangelho de Jesus.

O trabalho, a dedicação, o amor ao próximo e a caridade, seja em qual religião for, é a cura para todos os males.

Desejamos de coração, que o legado que Jesus nos deixou, que é o AMOR, possa ser vivenciado e transmitido por todos nós. Muita paz!


Rubens e Iris, pais de Rita com a sobrinha Fernanda

Rita aos 7 anos acompanhada dos irmãos.

Rita é a menina de pé à frente, abraçada com sua tia, tendo a mãe a esquerda da foto de vestido, e uma prima com a filha no colo.

Rita com o filho Jonathan de férias

Rita, a terceira a partir da direita, na Sociedade Cabaninha, em Itu, SP em Confraternização de Natal.

Rita, na extrema esquerda, com colegas do curso de Auxiliar de Enfermagem participando de estágio em hospital de Itu.

Rita, na primeira fila, no centro da foto, de blusa azul, em confraternização com colegas de trabalho.

Rita, no centro da foto, na Sociedade Cabaninha, em Itu, com companheiras de ideal espírita.

Rita, à frente, agachada, com voluntários na Santa Casa de Itu, SP na noite do dia 24 de dezembro de 1998.

O orador Orson Peter Carrara e Rita de Cássia R. Cordeiro em palestra no Centro Espírita de Itu, realizada pelo Instituto Chico Xavier em junho de 2011

Rita de Cássia Ramos Cordeiro no Seminário Nascer, Morrer, Renascer Ainda e Progredir Sempre - Tal é a Lei, realizado pelo Instituto Chico Xavier em 29.10.2011.

Rita de Cássia, segunda a partir da esquerda de blusa preta com os palestrantes do Seminário realizado em Itu pelo Instituto Chico Xavier realizado em outubro de 2011

Público do Seminário "Nascer, Morrer, Renascer ainda e progredir sempre - Tal é a Lei realizado em Itu, pelo Instituto Chico Xavier em 29.10.2011

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 17-12-2011

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NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 16-12-2011

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NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 15-12-2011

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 14-12-2011

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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

EXALTAÇÃO DO NATAL

Livro: Lampadário Espírita
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco



Se já consegues perceber a sublime mensagem do Natal de Jesus, faze um exame dos benefícios que fruis com o conhecimento e dos resultados produzidos na tua vida.

Refaze, mentalmente, o caminho percorrido, desde que a sinfonia do Natal permeou teu espírito de alegrias, e considera as tuas atitudes.

Embalado pelo cântico da esperança cristã, rememora quantas lágrimas estancastes, quantos companheiros soerguestes da queda moral lastimável, quantos corações vitalizaste com a fé clara e pura, quantas vezes silenciaste se ultrajado, se perseguido, se instado ao revide, quanto desculpaste reatando liames de afeto com o ofensor, quanto confiaste embora aparentemente perdido, apesar das tentações de toda ordem!...

Tens elegido a serenidade como companheira nas horas difíceis, o amor como sustentáculo das tuas aspirações, a caridade como normativa fraternal e a fé como lâmpada sempre acesa no curso das tuas horas?!

O Natal evoca o Rei divino descendo à Terra para amar, como uma lição viva e inconfundível de como se devem conduzir os amados que conseguem amá-Lo.

Esses, os que ensaiam amá-Lo, experimentam gáudio pelo Seu nascimento, mas não convertem a alegria em estroinice nem a gratidão afetuosa em repasto exagerado, motivando desequilíbrios e abusos de variada contextura.

Buscam, à semelhança d'Ele, aqueles que não têm tido ensejo de ser amados nem socorridos e cujo leitos de dores se encontram à mercê das escuras tormentas da aflição em que eles se debatem, convertendo os sentimentos de que se encontram possuídos em alavancas de socorro e proteção.

Não se queixam, nem lamentam, pois que têm os olhos n'Aquele que tudo cedeu e todas as honras desdenhou para exaltar o amor e elevá-lo à condição de astro-rei no arquipélago das conquistas humanas.

Se ainda não consegues sentir a glória do Natal de Jesus vibrar nas íntimas fibras do teu ser, porque a tua coleta há sido de desencantos e tristezas, perversidades e incompreensões, ou porque as amarras do cepticismo cedo te enovelaram aos pélagos da indiferença pelas questões transcendentais do espírito, evoca a história daquele Homem que medrou como lírio imaculado em chavascal odiento e não se conspurcou, que vivei sitiado pelo sofrimento de todos e não desanimou, que sofreu zombaria e apodo de toda natureza e não descreu, que se viu a sós quando mais era convocado ao testemunho ímpar e não se fez amargo nem decepcionado.

Recorda-O, simples e majestoso, face crestada pelo sol, cabelos ao vento, pés sangrentos, esguio e nobre, misturado à plebe, enxugando suor e lavando feridas, limpando raízes morais, acolitado por mulheres mutiladas nos ideais da maternidade e reduzidas à condição mais dolorosas, e por homens vencidos por impostos exorbitantes ou dominados por misérias sem nome...

Elegeu esses, os sem-ninguém, à condição de amigos, sem se voltar contra aqueles outros, também infelizes, momentaneamente guindados ao poder ou enganados pela ilusão.

A cruz em que o cravejariam mais tarde, simbolizou-a sempre, de braços abertos, aconchegando ao peito afável quantos desejassem paz e, descrentes, necessitassem de luz e vida.

Evoca-O, e deixa que cheguem ao teu espírito e o penetrem, neste Natal, as vibrações d'Ele, o amigo por quase todos esquecido, que jamais se esqueceu de ninguém.

Aquieta o turbilhão que te atordoa, e, enquanto se espraiam no ar as sutis vibrações do Natal de Jesus, escuta a voz dos anjos e alça-te dos sítios sombrios onde te demoras para as culminâncias do amor clarificador de rotas em homenagem ao Governador da Terra, quando da sua visita, no passado, para que, agora, novamente Ele te possa visitar, sendo o conviva invisível e presente na formosa festa de paz em que se converterão tuas horas de agora em diante.

O Natal é mensagem perene que desceu do Céu para a Terra e que agora, em ti, se levanta da Terra na direção do Céu.

(Texto copiado de http://mensagens7.blogspot.com/2006/12/exaltao-do-natal.html)


Estrada vinda da alta Galiléia chegando ao Lago Tiberíades que se vê ao fundo.

A região plana à frente ladeando o lago é chamada Planície de Genesaré.

Foto Ismael Gobbo

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 13-12-2011

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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

NATAL É VIDA


Eis o Natal que nos bafeja agora,

Trazendo bênçãos de Jesus ao mundo

A distribuir o seu amor fecundo,

Natal que em nós nova esperança aflora.

Quando é Natal o nosso ser se ancora

No amor fraterno, em sentido profundo;

Buscamos paz de segundo a segundo,

Para o nosso planeta que estertora.

Quando é Natal há sempre um canto novo

Que traz Jesus a socorrer o povo,

Povo que nunca Ele deixou a sós.

Natal é vida que abundante exprime

Lição do céu que transforma e redime,

Se Jesus renascer dentro de nós.

Sebastião Lasneau

(Mensagem psicografada por Raul Teixeira, em 12/11/2011, durante a reunião do Conselho Federativo

Nacional da FEB, em Brasília-DF) Distribuição da Federação Espírita Brasileira


Jesus pregando á beira do mar . Por James Tissot (1836-1902)

Imagem: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/54/Brooklyn_Museum_-_Jesus_Sits_by_the_Seashore_and_Preaches_%28J%C3%A9sus_s%27assied_au_bord_de_la_mer_et_pr%C3%AAche%29_-_James_Tissot.jpg

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 12-12-2011

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sábado, 10 de dezembro de 2011

FOCALIZANDO O TRABALHADOR ESPIRITA CHARLES KEMPF

Charles Kempf

Entrevista para Ismael Gobbo ao Notícias do Movimento Espírita

Na entrevista deste sábado ouviremos o trabalhador espírita Charles Kempf, nascido e residente na França. Sua aproximação com a Doutrina Espírita é um dos casos, digamos emblemático, que mostra como a espiritualidade trabalha nesse processo de difusão do Espiritismo. Parece, como se diz, um tabuleiro de xadrez. Foi em Recife que Charles conheceu o Espiritismo quando buscou orientaçao e atendimento para um caso de obsessão no seio de sua familia. Dessa busca acabou travando contato com as obras de Kardec, se encontrou com Márcia com quem se casou e retornou para a França depois de oito anos de “estagio” no Brasil. A partir dai Charles Kempf não parou mais de trabalhar pela difusão do Espiritismo das mais variadas formas. Uma história de vida muito bonita e rica que vale a pena conhecermos.

Caro amigo e irmão Charles Kempf por favor faça-nos sua autoapresentação.

Nasci na França em 1960, na Alsácia, que é uma região historicamente impregnada de cultura francesa e alemã. Sou casado com uma brasileira de Recife-PE, Marcia, e temos um filho Jean-Pierre. Morei em Recife entre 1982 e 1990, ano em que retornei para a França na companhia de Márcia. Moramos atualmente em Belfort, no nordeste da França.

Qual a sua formação acadêmica e profissional?

Sou Engenheiro, formado na École Nationale Supérieure des Mines de Paris. Exercito minha profissão na área de centrais elétricas.

Como você conheceu o Espiritismo e desde quando o freqüenta?

Conheci o Espiritismo em 1986 na Federação Espírita Pernambucana - FEP, procurando ajuda para um caso de obsessão na família, que estava se agravando e que a psiquiatria convencional não conseguia resolver. O atendimento fraterno que recebemos nesta casa, em particular do Sr Holmes Vicenzi, do Sr Julio e do Sr Waldeck Atademo, foi um fator determinante para despertar em mim um maior interesse pelo ideal que estava motivando tal atitude. O caso de obsessão foi resolvido em poucos meses. Foi então que comecei a ler as obras de Kardec na língua portuguesa e assistir as reuniões e atividades da FEP.

De retorno para a França em 1990, eu e minha esposa sentíamos muita falta das reuniões no Centro Espírita. Decidimos procurar um Centro próximo da nossa região, infelizmente, sem sucesso. Visitando o cemitério Père Lachaise em Paris, achamos o endereço da Union Spirite Française et Francophone - USFF, localizada na cidade de Tours, num cartaz afixado atrás do Dolmen de Allan Kardec. Entramos em contato com o Sr Roger Perez, que presidia a USFF, mas Tours ficava a 650 km de nossa residência. Começamos a colaborar com traduções de artigos de jornais e revistas brasilieiras para a Revue Spirite. Paralelamente, continuei a ler as obras espíritas, dessa vez em língua francesa, nos poucos livros editados na época, e outros que encontrei nos sebos.

Participamos então mais intensamente dos eventos organizados pela USFF, que seguia uma linha bem fiel a Allan Kardec, e conhecemos outros espíritas na França, incluindo Michel Buffet e Cláudia Bonmartin.

Conheci também o Sr Nestor Masotti por volta de 1992, numa reunião da Comissão Regional Nordeste do CFN, numa visita que fizemos à FEP.

Em 1994, comecei a me implicar um pouco mais nas atividades da USFF a nível internacional, pelo fato de falar várias línguas, como o Português, Inglês e Alemão. Foi em 1995 que tive a oportunidade de conhecer os principais dirigentes dos Movimentos Espíritas Brasileiro e Internacional, na ocasião do 1° Congresso Espírita Mundial, promovido pelo Conselho Espírita Internacional (CEI, www.spiritist.org), que foi criado em 1992.

Qual a casa espirita que você freqüenta?

Dirijo o Centro de Estudos Espíritas Léon Denis, que foi fundado em 1997, na cidade de Thann, na Alsácia. Começamos a divulgar a doutrina espirita pela Internet (www.leon-denis.org). Fomos entre os primeiros a disponibilizar as obras de Kardec, Léon Denis e Gabriel Delanne em formato eletrônico. Organizamos também várias conferências na região.

Outro foco de trabalho foi o ESDE, baseado nos fascículos da FEB, que vertemos para a língua francesa.

O grupo também realiza trabalho de vibrações e de assistência espiritual para pessoas encarnadas e desencarnadas e realiza também, atendimento fraterno.

Poderia nos fazer uma descrição de sua vida espírita durante esses anos?

Como já disse, com minha esposa, contribuimos inicialmente com traduções de artigos e material para trabalhadores espíritas do Português para o Francês. Participamos também de encontros nacionais organizados pela USFF, dando palestras e conferências. Fui vice-presidente da USFF encarregado dos eventos internacionais até 2007, ano em que essa entidade começou a enfrentar algumas dificuldades de entendimento.

No mesmo ano, participei da criação de nova entidade federativa na França, o Conseil Spirite Français (CSF), cujos estatutos estão baseados nas orientações de Allan Kardec no seu projeto de 1868 (Obras Póstumas e Revue Spirite de Dezembro de 1868) onde ele ressalta a importância de uma direção coletiva. Faço parte da Comissão Executiva dessa entidade até hoje. O CSF já conta com mais de 30 membros, entre grupos formados e grupos em fase de formação; organiza encontros e seminários de formação de trabalhadores espíritas, e apoia a criação de novos grupos no país. Edita o boletim eletrônico Voie Spirite (www.spiritisme.org). Participa ativamente do Mouvement Spirite Francophone (LMSF www.lmsf.org), junto com a Bélgica, o Luxemburgo e o Quebec, na difusão da doutrina na língua francesa, e está se organizando para a edição da Revue Spirite em Francês.

O trabalho de digitalização das obras espíritas começou por volta de 1995 com os primeiros scanners e softwares de OCR, e tomou depois uma dimensão maior, com a participação de vários trabalhadores, para concretizar a Encyclopédie Spirite (www.spiritisme.net) disponibilizando hoje, várias centenas de livros, revistas e fotos espíritas antigas.

No âmbito internacional, participei dos Congressos Espíritas Mundias (CEM), primeiro traduzindo para o Português as palestras de Roger Perez, e depois fazendo palestras, a partir do 2° CEM em Lisboa até o 6° CEM de Valencia (Espanha) em 2010.

Depois do 1° CEM em Brasília em 1995, participei de quase todas as reuniões do CEI, como assessor ou como representante da França. Isso me permitiu conhecer o Movimento Espírita em vários países, bem como participar ativamente dos trabalhos do CEI. Em 1997 foram criadas as Coordenadorias do CEI, e participei ativamente da Coordenadoria da Europa (www.isc-europe.org), com trabalho operacional para ajudar na criação de novos grupos e novas entidades federativas em vários países do velho continente, onde o Movimento Espírita está em fase de estruturação e de crescimento.

Participei também de vários encontros internacionais, nos Estados Unidos, em Cuba, em vários países da Europa, e no Brasil (o Congresso Espírita Brasileiro que comemorou em 2010 o centenário do nascimento de Chico Xavier).

Tive também a oportunidade de participar da delegação do CEI que foi convidada para o Millenium World Peace Summit, organizado pela ONU no ano 2000 em Nova Iorque.

Em 2004, fui eleito membro da Comissão Executiva do CEI, em 2007, Coordenador da Coordenadoria da Europa do CEI, aumentando assim a minha responsabilidade de servir ao próximo.

Charles temos realizado entrevistas com vários companheiros espíritas do exterior que nos falam que em certos países, sobretudo europeus, o Espiritismo tem que ser divulgado a partir do seu aspecto cientifico. A que você atribui isto? Seria por conta do materialismo exacerbado?

Acho que o aspecto científico é importante e deve ser divulgado, sobretudo nos países de cultura anglo-saxônica, nos quais é necessário falar antes ao intelecto, e só depois ao coração. Mas isso não deve ser uma regra geral, pois muitas pessoas, com grandes dificuldades, mais de ordem moral do que de ordem material, procuram os Centros Espíritas a procura de ajuda. Essas pessoas precisam de atendimento fraterno, de serem ouvidas e beneficiadas com uma palavra de consolo. A confiança só se ganha com o tempo: as pessoas observam a atitude e o comportamento dos trabalhadores espíritas, verificando se é ou não de acordo com a doutrina que divulgam.

As taxas de suicídio estão altas nos países desenvolvidos, e as causas principais são a incredulidade e as idéias materialistas, como afirma Allan Kardec no capítulo 5 do Evangelho segundo o Espiritismo. Por isso, o LMSF lançou este ano uma campanha sobre a prevenção do suicídio, que vai ser seguida por outras campanhas nos temas de proteção da vida.

Do lado cientifico, existem ainda muitos grupos espiritualistas, parapsicólogos ou metapsíquicos, mas que continuam tendo grandes dificuldades para serem reconhecidos pela ciência acadêmica. A maioria desses grupos seguem um paradigma materialista, promovem noções e conceitos complexos, com terminologia específica, dificilmente compreensível por pessoas leigas, que preferem as explicações mais simples apresentadas pelo Espiritismo, baseadas na existência da alma e sua sobrevida à morte.

Nesta visão os eventos que vocês organizam como seminários e palestras tem que contemplar temas mais científicos?

A doutrina Espírita tendo um triplo aspecto – científico, filosófico e religioso, precisa abordar todos os três nos eventos e na divulgação, mostrando também a integração entre eles, sobretudo, fazendo ciência com ética, e estudando os aspectos religiosos e a existência da alma com método cientifico.

A propósito como foi o andamento do Congresso “Francophone” de Medicina e

Espiritualidade?

O LMSF promove a cada ano um Congresso sobre Medicina e Espiritualidade, em colaboração com a AME Internacional, dirigida pela Doutora Marlene Nobre. O 4° Congresso ocorreu em Paris nos dias 29 e 30 de Outubro 2011, com 110 participantes, incluindo muitos profissionais da área da saúde.

Recebemos um feedback muito positivo dos participantes ao evento.

Houve também um encontro visando a futura criação de uma entidade médico-espírita francofônica, e vários médicos da França, Bélgica e Suiça manifestaram interesse e vontade de organizar um trabalho nesta área.

O evento correspondeu ao que vocês esperavam?

Foi além das nossas expectativas, chamando também a atenção de um grupo de divulgação de fenômenos extraordinários (INREES), muito conhecido na França, e que fará uma reportagem no Brasil nos hospitais que associam medicina e espiritualidade.

Charles, embora o Espiritismo não tenha crescido tanto na França, deve ser uma satisfação muito grande viver no país berço de Allan Kardec e do Espiritismo, não?

Como se diz no Brasil: “Santo de casa não faz milagres”. Desde o início, o Espiritismo foi muito combatido na França, não somente pelos movimentos religiosos tradicionais, mas também pelas mídias e pela multidão de cépticos e materialistas.

Apesar disso, o nome de Allan Kardec é muito respeitado na França. Tanto é que a prefeitura de Lyon, cidade onde nasceu H. L. D. Rivail, aceitou e ajudou na instalação em 2005 de um monumento em homenagem ao codificador, no início da Rue Sala.

Mas o Espiritismo nos ensina a ser cidadãos do mundo. Percebi com grande satisfação, em todos os países que visitei, o carinho que as pessoas tem pelo codificador e pela doutrina espírita, mostrando assim a grandeza da terceira revelação, do consolador prometido por Jesus a humanidade.

Uma grande vantagem é que toda a codificação, bem como as obras complementares de Léon Denis, Gabriel Delanne, Camille Flammarion, Ernesto Bozzano entre outros, foram elaboradas na língua francesa, que mudou muito pouco depois das reformas ortográficas promovidas por Napoleão no início do século XIX. Estas obras já estão livres de direitos autorais na sua maioria, permitindo assim uma intensa divulgação.

Graças ao esforço do CEI e a colaboração de pessoas nativas, já foi traduzida para o Francês a maioria das obras básicas de Chico Xavier, incluindo a série André Luiz, e os romances de Emanuel.

Sabemos que a França e Paris em particular acolheu em seu seio grandes vultos da humanidade em todos os campos do conhecimento. Especialmente em relação ao Espiritismo, embora possa não corresponder ao pensamento geral dos franceses da atualidade, você não acha que o futuro se encarregará em provar que Kardec e a doutrina que codificou foram as grandes novidades nos milênios que sucederam ao Cristo, correspondendo mesmo ao Consolador Prometido?

Sem dúvida, mesmo que isso ainda possa levar algum tempo. Sejamos confiantes, pois como dizia Kardec na Revue Spirite de dezembro de 1868 : “se estou certo, os outros acabarão pensando como eu ; se estou errado, acabarei pensando como os outros”.

A Terra entrou na fase de transição de um mundo de expiações e provas para um mundo de regeneração. Espíritos avançados estão se reencarnando no planeta, já preparados para aceitar os princípios da terceira revelação. Os paradigmas atuais da ciência estão sendo cada vez mais contrariados por certas observações tais como, a densidade da matéria negra nas galáxias, ou recentemente, neutrinos que parecem ultrapassar a velocidade da luz. Cada vez mais estudos no mundo inteiro tendem a provar a transmissão do pensamento ou telepatia, a eficácia das preces e dos tratamentos espirituais na recuperação e na cura de doentes. A resistência dos materialistas (encarnados e desencarnados) ainda vai continuar por bastante tempo, mas terão que aceitar mais cedo ou mais tarde as evidências do paradigma espiritualista, mesmo na França.

Não te chama atenção o fato de Allan Kardec ter executado essa obra monumental da codificação em espaço tão exíguo de tempo, organizando o Livro dos Espíritos em apenas dois anos?

Sem dúvida, se trata de um espírito de escol, um desses missionários que se revelam pelas suas obras e não pela auto-proclamação (EV, cap. XXI, n° 9). E na época não se tinha computadores, Internet, nem mesmo luz elétrica.

O que mais chama sua atenção ao analisar o perfil psicológico de Allan Kardec?

Ele adquiriu desde jovem uma grande erudição e abertura cultural no Instituto de Pestalozzi, em Yverdon (Suiça). Teve que lutar muito como educador na França, diante das circunstâncias desfavoráveis ao ensino livre e laico da época. Quando testemunhou os fatos espíritas, como ele mesmo relata nas Obras Póstumas, não teve dúvidas em trabalhar intensamente à procura das causas daqueles fenômenos, entrevendo ali a solução para as questões fundamentais que ele mesmo trazia no decorrer de sua existência. Ele levou adiante a tarefa, como mensageiro dos espíritos da codificação, com humildade e dedicação. Nunca deixou de passar tudo ao crivo do bom senso e da razão, conservando “os pés no chão” e aplicando o método científico, seguindo princípios que só muito depois foram identificados e reconhecidos pelos especialistas da epistemologia.

Acha que seria oportuno e possível difundir mais a imagem de Kardec na mídia francesa, tornando-o mais conhecido da sociedade francesa atual, inclusive mencionando o crescimento do Espiritismo a nível mundial?

Claro, é o que já vem sendo feito no trabalho de divulgação do Espiritismo na França.

Algo mais que queira acrescenta e suas palavras finais aos nossos leitores.

A Doutrina Espírita, codificada na França pelo nosso mestre Allan Kardec, se espalhou rapidamente pelo mundo. Foi no Brasil que encontrou terra mais fértil, propícia para o seu desenvolvimento, atravessando com sucesso as turbulências dos períodos difíceis no século XX, mas sempre se baseando na prática da caridade e na realização de obras assistenciais, que fizeram que ganhasse grande reconhecimento no Brasil. Esse reconhecimento está hoje se propagando pouco a pouco pelo mundo.

A codificação espírita tem um caráter universal, que lhe foi outorgado pelo Espírito de Verdade, coordenando os Espíritos Superiores da terceira revelação. Encontrou de início na Terra um eco mais forte em terras brasileiras, lusitanas e hispânicas, mas foi destinada a ganhar pouco a pouco todas as outras culturas : latina, germânica, anglo-saxônica, eslava... sem esquecer as culturas das outras regiões do mundo, na Africa, no Oriente Médio e no Oriente.

Este é o desafio do Movimento Espírita na atualidade, sob o impulso do CEI, que tem entre seus objetivos primordiais colocar a codificação ao alcance do maior número de pessoas. É necessário muito trabalho e colaboração de pessoas nativas em diversas línguas, seguindo os princípios de unificação, tão bem relembrados pelo eminente Espírito de Bezerra de Menezes através das mediunidades de Francisco Cândido Xavier e de Divaldo Pereira Franco. Devemos continuar seguindo essas diretrizes, conscientes que nos encontramos na Terra lutando para consertar os nossos erros do passado, diante da tarefa que o nosso Pai Maior nos confiou. O único modelo a seguir no Movimento espírita, é aquele que nos legou o Codificador : Fora da caridade, não ha salvação !

A partir da esquerda: Charles Kempf, Roger Perez, Juvanir Borges de Souza e esposa, Nestor João Masotti e

Evandro Noleto Bezerra. Foto realizada na FEB, Brasília, DF, no ano de 1995.

Charles Kempf na palestra de inauguração do Centre d'Etudes Spirites Léon Denis, em 1997.

Charles Kempf entre o filho e a esposa

Charles Kempf (d) com César Perri no

4º. Congresso Espírita Mundial, realizado em

Paris, França, de 2 a 5 de outubro de 2004


Charles, ao computador, na 13° reunião do CEI na Bélgica, em Junho de 2009

Charles na extrema direita, ao computador, durante a inauguração do Conselho Espírita Francês, em Denicé, no mês de junho de 2007

A fala de Charles Kempf durante o II Taller Espirita Internacional em Cuba, no ano de 2008

Conferência por Charles Kempf no castelo de Yverdon, Suiça, em 2007 (150 anos do Livre des Esprits). Neste local funcionou o Colégio de Pestalozzi onde estudou o menino Hippolyte Leon Denizard, que adotaria o pseudônimo de Allan Kardec.

Charles Kempf, o terceiro da foto, entre Divaldo Pereira Franco (e) e Nestor Masotti, no Millenium World Peace Summit na ONU em Nova Iorque em agosto de 2000

Charles Kempf, segundo a partir da esquerda, na 1ª. reunião da Coordenadoria da Europa do CEI, em Londres, 1998.

Inauguração de Monumento em homenagem a Allan Kardec na sua cidade natal, Lyon, França. 2005

File:France-90-Belfort-Belvedere ouest.jpg

A cidade de Belfort, na França

Imagem: http://en.wikipedia.org/wiki/File:France-90-Belfort-Belvedere_ouest.jpg

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPITITA 10-12-2011

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RECORDANDO O DIVALDO

Therezinha Oliveira

Campinas, SP


Foi na chamada “semana santa” de 1958, que, indo a São José do Rio Preto-SP, para participar da XIII Concentração de Mocidades Espíritas do Brasil Central e do Estado de São Paulo, conheci Divaldo Pereira Franco.

Essas Concentrações reuniam, anualmente, moços espíritas de quatro estados: São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

Ao lado de Divaldo, originário da Bahia, orador então já de renome nacional, pela qualidade de suas inspiradas conferências, se apresentaram, também, Newton Boechat, do Rio de Janeiro, e Jacob Holzmann Neto, de Curitiba-PR.

Esses três confrades, por aquela época e durante alguns anos, eram os expositores esperados, que não podiam faltar, naquelas concentrações de jovens espíritas, e todos eles ofereciam aos jovens ali concentrados valiosa contribuição de conhecimento doutrinário, servindo, ainda, como exemplos motivadores do idealismo idealismo espírita e do sentimento cristão.

Newton e Jacob já retornaram ao plano espiritual, deixando cada qual lembranças imorredouras em quantos tiveram a felicidade de lhes recolher as palavras e as manifestações de amizade, como eu, que a ambos pude hospedar com minha família, em algumas ocasiões em que vieram a Campinas.

Divaldo se fez, ainda, mais querido por mim e meus familiares, alegrando-nos com sua presença em nosso lar, sempre que o seu roteiro o trazia por Campinas, o que, por muitos anos, costumava ser pelo menos duas vezes ao ano.

Naquele tempo, o salão do nosso C.E. Allan Kardec, que comporta quinhentas pessoas, era suficiente para acolher os espíritas da cidade e da região, que acorriam a ouvir o “baiano”, como era carinhosamente chamado.

Mas, ao longo dos anos, o Divaldo foi progredindo admiravelmente em seus labores, não somente na palavra, mas, também, pelo trabalho na psicografia de respeitáveis espíritos, que numerosos livros condensam, e nos vários serviços assistenciais e educacionais da “Mansão do Caminho”, em Salvador-BA.

Seu campo de ação se ampliou muito e o número de seus amigos e admiradores cresceu de tal maneira, que não mais pode ser comportado pelo salão do CEAK, exigindo ambientes maiores que acomodem os ouvintes sequiosos por sua palavra de luz e sua presença fraterna.

Agora, sua presença é reclamada, não apenas nos movimentos regionais de jovens espíritas, mas em todos os movimentos de maior repercussão e importância doutrinária no país e pelo mundo, tornando-se expressão máxima na divulgação em terras estrangeiras.

Incansável e operoso, prossegue o Divaldo em seus múltiplos labores, concretizando uma existência exitosa, toda dedicada à vivência e exemplificação do quanto pode realizar, superando as dificuldades naturais da vida terrena, aquele que se escuda no conhecimento espírita e se orienta pelos valores do evangelho.

Que Deus o abençoe e proteja sempre!


Palestra pública por Divaldo Pereira Franco no Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, RS, no dia 22 de setembro de 1956.