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segunda-feira, 9 de abril de 2012
sábado, 7 de abril de 2012
Focalizando o Trabalhador Espírita (136). Lúcia Lopes Cominatto
Lúcia Lopes Cominatto
Entrevistamos neste sábado a nossa companheira de ideal espírita,
oradora e escritora Lúcia Cominatto, vinculada à Casa do Caminho-
Instituição Espírita, entidade sediada na Vila Madalena, na capital
de São Paulo. Dotada da mediunidade de psicografia intuitiva Lúcia
é autora de vários livros assinados pelo Espírito que se identifica
como Irmã Maria do Rosário.
Lúcia por favor apresente-se aos nossos leitores
Meu nome completo é Lucia Lopes Cominatto, porém, quando solteira, era Lucia do Val Lopes, filha de Paulo de Andrade Lopes e Nilce do Val Lopes. Nasci em Santa Adélia, no Estado de São Paulo, em 1929, a única filha em meio a quatro irmãos: Paulo Roberto (desencarnado), Luiz Augusto (desencarnado), Fernando Celso e Marcos Alberto. Paulo Roberto, o primogênito, até 1996 quando desencarnou, foi um grande companheiro das lides espíritas, junto a Richard Simonetti, no Centro Espírita Amor e Caridade, em Bauru.
Passei parte da minha infância e adolescência em Cruzeiro (SP) e depois fui morar em Itápolis (SP), onde conheci meu marido Ivo Cominatto; ali nos casamos e fomos morar em Monte Alto (SP) e de lá mudamos para Garça (SP). Desde 1970 estamos morando em São Paulo. Como se vê, toda a minha trajetória terrena, tem sido no mesmo Estado. Temos 3 filhos: Silvia, Sérgio e a caçula Beatriz, que me deu dois netos: Pedro Ariel e Juliana, hoje, já adultos.
Qual a sua formação acadêmica e profissional?
Sou apenas uma professora normalista, formada em Itápolis, em 1946 e minha estréia profissional foi numa escolinha rural, substituindo outra professora em licença. Como toda professora em início de carreira, passei por muitas dificuldades e aventuras, como no dia em que, voltando da escola numa charrete, em companhia de uma colega, não tivemos outra alternativa senão atravessar uma enorme boiada que vinha em sentido contrário, correndo um grande perigo.
Em 1950, por concurso, ingressei no magistério estadual e fui lecionar numa pequena escola da antiga Estação Tabarana, em Monte Alto, de onde, algum tempo depois, fui transferida para Vista Alegre do Alto, uma pequena cidade próxima, onde permaneci por pouco tempo. Finalmente, consegui remoção para um Grupo Escolar na cidade de Garça, conhecido como “Grupão”, onde lecionei, por vários anos, para alunos do antigo Curso Primário. Em 1970, por contingência do trabalho do meu marido, viemos para São Paulo, indo lecionar, a princípio, num Grupo Escolar do Jardim Japão; depois no Bairro do Butantã e me aposentei em 1980 no Caxingui, com 30 anos de magistério.
Como você conheceu o Espiritismo e desde quando é Espírita?
Minha bisavó já era espírita, mas fui criada no Catolicismo. Só tive contato com o Espiritismo na adolescência. Minha mãe, apesar de muito católica, por influência do meu pai que havia se tornado espírita, também acabou abraçando essa Doutrina Consoladora, tornando-se uma dedicada e caridosa trabalhadora da seara espírita. Meu pai, sempre muito estudioso da Doutrina, embora autodidata, era de uma época em que se faziam reuniões mediúnicas em casa e, numa dessas reuniões, apesar de ainda muito jovem e inexperiente, fui convidada a fazer parte da mesa. Iniciada a sessão, senti um envolvimento espiritual muito forte, a respiração acelerada e minhas mãos inflaram, testemunhando a minha mediunidade, que ainda não estava preparada para ser exercida. Fiquei muito assustada e, após esse fato, por muitos anos não mais participei de nenhuma reunião. Embora acreditando, afastei-me de qualquer envolvimento com o Espiritismo, chegando a criar meus filhos no Catolicismo, mais por influência do meu marido que era de família católica, que propriamente por convicção. Quando nos mudamos para São Paulo em fins de 1970, meus pais já moravam nesta cidade e, verificando a grande quantidade de livros espíritas que eles possuíam, inclusive a coleção completa dos livros de André Luiz, me interessei e passei a ler muitos deles.
A que Casa Espírita está vinculada presentemente?
Hoje trabalho na Casa do Caminho-Instituição Espírita, localizada na Vila Madalena, coordenando um grupo de trabalhos espirituais e os Cursos realizados no período da tarde. Também trabalho na Orientação Espiritual (Atendimento Fraterno) e faço preleções evangélicas nas reuniões semanais. Atualmente, sou responsável por todos os trabalhos espirituais que a Casa realiza, e sou colaboradora do ‘nosso’ Jornalzinho “Notícias da Casa do Caminho”.
Pode nos fazer um sumário de sua participação no movimento espirita durante esses anos?
Minhas atividades espirituais, por motivos de ordem particular, ultimamente, têm ficado mais restritas à Casa do Caminho. Em certa época, meu marido passou por um problema de saúde, e um amigo o levou para fazer tratamento espiritual num Centro que funcionava, provisoriamente, na garagem da casa de “Dona Norma”, como era conhecida a dirigente. Entretanto, só após a minha aposentadoria em 1980, foi que realmente pude me dedicar à Doutrina, frequentando as reuniões e fazendo Cursos na primeira sede do Grupo Socorrista Seara da Paz, naquela época, localizado em Moema. Nessa Casa, onde permaneci por aproximadamente 10 anos, iniciei a minha tarefa como médium passista e o meu marido tornou-se um colaborador das atividades práticas. Ali cheguei a dirigir um grupo de tratamento de cura espiritual e também, de desobsessão. Dei algumas aulas no Curso de Aprendizes do Evangelho e fazia preleções evangélicas nas reuniões. Foi nessa Casa Espírita que iniciei meus trabalhos de psicografia, recebendo mensagens da minha Mentora Espiritual, Irmã Maria do Rosário. E, com os livros que tenho publicado, creio estar, de alguma forma, participando do movimento de unificação e colaborando para a evolução espiritual do ser humano.
Quais os livros de sua autoria espíritas e não espíritas?
Todos os meus livros são ditados pelo Espírito Irmã Maria do Rosário, por psicografia intuitiva. O primeiro foi apenas um ensaio, publicado pela Formato Editoração Eletrônica, pertencente a um casal de amigos muito queridos: Sob a Luz do Evangelho. Depois, pela Editora EME, publiquei Na Cura da Alma, Na Educação da Alma e Na Sublimação da Alma, todos com mensagens de autoajuda. Atualmente, estou lançando Despertar da Consciência – Uma Nova Visão da Vida, também pela Editora EME.
Tem saído para fazer palestras?
Motivos pessoais me impedem de exercer essa nobre atividade e, na realidade, não me considero palestrante, pois reconheço não ter os atributos necessários para isso, apesar de me dedicar bastante aos estudos da Doutrina. Faço apenas, pequenas preleções evangélicas na casa espírita onde exerço atividades.
Como você está enxergando o Movimento Espírita na atualidade?
Percebo que o Movimento Espírita, na atualidade, está caminhando a passos largos para uma unificação cada vez maior das Casas Espíritas, em todos os aspectos da Doutrina, seja científico, filosófico ou religioso, com intercâmbio de conhecimentos, de atividades sociais e beneficentes, que proporcionem ao ser humano condições de viver com dignidade e com princípios morais elevados. Com a divulgação da Doutrina Espírita ao maior número possível de pessoas, inclusive no exterior, e graças à participação ativa de espíritas renomados que, empenhados em colaborar para que o Espiritismo cresça e induza o ser humano à evolução espiritual, em breve tempo haverá de se dar a Grande Transição do planeta em um mundo melhor, onde a dor ceda lugar ao amor.
E sobre a bibliografia espírita?
Infelizmente, em meio a muitos livros esclarecedores que levam a sério o Espiritismo, existem outros que o deturpam ou pouca coisa acrescentam e que, embora rotulados de espíritas, estão muito distantes do que nos trouxe Kardec com os livros da Codificação, ou de Emmanuel, André Luiz e outros Espíritos através da mediunidade iluminada de Chico Xavier, como ele, pela sua humildade, preferia ser chamado.
O que fazer?
É necessário que as pessoas se instruam mais para terem discernimento do que é bom e do que não é e não se encantem com qualquer absurdo que possa estar registrado nos livros, como se fora verdade. Nem sempre o que lemos é o correto, pois a mente humana sabe criar fantasias para iludir os incautos. Como recomendou Paulo, o Apóstolo, podemos ler tudo, mas nem tudo devemos aceitar.
Algo mais que queira acrescentar?
Sim, quero dizer aos leitores, que sempre é tempo de aprender e servir; não importa a idade. Observo que muitos irmãos são assíduos nas reuniões espíritas, porém, não se interessam por fazer algum Curso oferecido pela Casa. Mas sabemos que isso compete ao livre-arbítrio de cada um; são escolhas que fazemos e pelas quais somos sempre responsabilizados. Porém, já sabemos que “a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos”. Portanto, meus irmãos, lembrem-se de que nunca é tarde para começar.
As suas despedidas dos nossos leitores.
Rogo a Jesus que a todos abençoe e ilumine, para que tenham um breve despertar da consciência e possam enxergar a vida com olhos de amor, a fim de que a prática da caridade seja constante em suas vidas. Deixando aqui um grande e fraterno abraço, despeço-me, agradecendo pela atenção.
Cinco gerações. Da esquerda para a direita: Estefânia, Sara, Nilce e Lúcia Cominatto, com sua filhinha Silvia. Foto tirada em Taquaritinga - 1952
Lúcia Cominatto com o marido e os três filhos em 01/01/ 1958
Lúcia Cominatto e seu pai em Cruzeiro - 1939
Lúcia Cominatto em Cruzeiro, com três dos seus irmãos: em pé Paulo Roberto; sentados, da esquerda para a direita, Fernando Celso e Luiz Augusto . Foto provavelmente tirada em 1934
Lúcia Cominatto e o irmão Paulo Roberto no Carnaval, em 1932, talvez em Santa Adélia.
Lúcia Cominatto na sua formatura como professora, Itápolis, SP, no ano de 1946
Lúcia Cominatto em Monte Alto no ano de 1951, já casada com Ivo Cominatto
Lúcia Cominatto com sua filhinha Silvia ao piano, em Monte Alto no ano de 1952
Juliana e Pedro Ariel, netos de Lúcia Cominatto, em foto de 1992
Lucia Cominatto no ano de 2010, na Casa do Caminho – Instituição Espírita, falando sobre o leu livro Na Sublimação da Alma.
Lucia Cominatto autografando em 2008 o livro “Na Educação da Alma”
Lucia Cominatto autografando o livro “Despertar da Consciência”, em 2012
OBS: AS FOTOS Desta entrevista só PODERÃO SER UTILIZADAS EM OUTRAS PUBLICAÇÕES MEDIANTE AUTORIZAÇÃO EXPRESSA DO entrevistadO.
Postado por Gislaine às 17:49 0 comentários
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Homenagem a Jésus Gonçalves (IV). Jésus Gonçalves, uma paixão. Artigo de Wilson Garcia
Jésus Gonçalves
Borebi, SP 12-7-1902/ (Pirapitingui)
Itu, SP 16-2-1947
De repente, o seu pensamento “original” já não lhe pertence, o encontro parece reencontro, a ação programada é por outro antecipada e um estranho déjà vu lhe invade o imaginário.
O mundo parece igual e ao mesmo tempo novo. Telepatia? Coincidência? Inspiração? Memória coletiva? Consciência interior?
Será, mesmo, que a água só passa debaixo da ponte uma única vez?
Jésus Gonçalves tornou-se a primeira paixão “morta” de Eduardo Monteiro. “Vivas”, muitas outras já lhe ocupavam os dias, quando ele resolveu mergulhar no mundo daquela figura mítica e ao mesmo tempo tão pouco conhecida.
Com uma papelada imensa que ele chamava de livro, veio ter comigo em São Bernardo do Campo, quase às vésperas de um carnaval.
Seco e seguro da obra, ofereceu-a para publicação na editora então iniciada. Político, assegurou pretender meu prefácio.
A paixão é capaz de arroubos espetaculares, mas é, também, provedora de ilusões terríveis. Jésus Gonçalves brotava intenso daquele caos, como jamais havia ocorrido, justificando a grande e imorredoura admiração do autor e de milhares e milhares de leitores num futuro próximo.
Eduardo descobriu aquela existência submersa, percebeu a sua força e içou-a das águas turvas onde se encontrava, com uma convicção tal que não haveria no mundo alguém, jamais, capaz de barrar-lhe a vontade de torná-la pública.
Entendeu ter em mãos mais um “apóstolo da caridade” e engoliu em seco quando viu a expressão no título do livro substituída por “vida extraordinária” e a obra passar por uma reorganização que implicava costuras e supressões.
Três meses depois, porém, Eduardo exultaria: lançado, o livro “A extraordinária vida de Jésus Gonçalves” tornou-se o primeiro grande fenômeno de vendas da Editora Correio Fraterno do ABC, consumindo, em menos de um ano, duas edições de seis mil exemplares cada. E em pouco tempo, as vendas ultrapassam a marca dos vinte mil livros.
Um autor estreante, uma obra sem grandes apelos literários num ambiente de terceiro setor. Qualquer entendido de mercado livreiro se surpreenderia com isso.
Que fatores contribuíram para tão grande sucesso?
Para compreender, necessário retornar ao final dos anos 70, início dos 80. Temos um espiritismo brasileiro marcado por lutas políticas internas e um grande apelo à assistência social, num país dominado por um governo militar ditatorial.
Grande parte dos novos adeptos surgia sob o signo da caridade e Eduardo Monteiro, filho da classe alta, atende ao apelo depois de vencer uma obsessão que o levou, inclusive, jovem, a Chico Xavier.
Seus caminhos se bifurcam e vão dar num sanatório hanseniano muito conhecido: Pirapitingui, localizado na região de Itu, interior de São Paulo. Desenvolve-se ali um trabalho assistencial intenso, e o principal grupo é liderado por Walter Venâncio, um pioneiro dessas atividades regulares no Sanatório de Pirapitingui.
Eduardo, ativo, bem relacionado socialmente, rude e humano como poucos, toma gosto por aqueles internos procrastinados e logo, logo, forma seu próprio grupo, abrindo-se para várias frentes de atuação.
O objetivo é dotar o sanatório de condições mais humanas, levando dignidade às almas ali internadas. Alimentos que suprem as necessidades do corpo, energias que atendem as necessidades do espírito, respeito pelas famílias, atividades culturais, lazer, assistência médica eficaz.
Em pouco tempo, porém, a luta se amplia no sentido de uma mudança cultural profunda da sociedade em relação aos leprosos. Era preciso banir esse termo milenar carregado de preconceitos e discriminação, dominante socialmente. Em seu lugar, hanseníase, mais leve, mais humano.
O projeto requer ações políticas, movimentos populares, intensificação das discussões nos veículos de comunicação de massa. Eduardo não vai medir esforços, nada vai deter sua disposição.
No Sanatório de Pirapitingui, a figura de um ex-interno ilustre vai crescer na mente de Eduardo e vai levá-lo a jogar-se de corpo e alma no resgate de sua existência: Jésus Goncalves. Eduardo vai descobrir o gosto pela pesquisa e Jésus Gonçalves vai alçá-lo Brasil afora nessa marcante atividade.
Eduardo descobre-o ali, mas ali está apenas uma parte de Jésus. As outras, muitas, precisa garimpar, peneirar e colocá-las à prova.
Então, Jésus era Jesus na certidão de nascimento, mas, por sua solicitação via mediunidade, muda-se a grafia para Jésus. Não desejava o espírito ser tomado pela figura maior do cristianismo.
Na Bahia de 1949, Jésus acabava de (re)fazer amizade com Divaldo Franco, num (re)encontro curioso e um pouco assustador para o jovem médium baiano. Jésus, “morto” pouco mais de dois anos antes, era desconhecido de Divaldo. Eduardo, no garimpo, os descobre.
Mas a viagem à memória pregressa está apenas começando.
Eduardo localiza Jésus não muito distante de Pirapitingui, mais precisamente em Borebi, sua cidade natal. Os pais, os irmãos, a orfandade precoce, o trabalho, o casamento, os filhos, a viuvez e a inteligência, tudo isso encontra espaço no papel do escritor, até que o escritor se depara com o seu biografado envolto no manto da moléstia mais temida: a lepra.
Eduardo segue-o, passo a passo, dia a dia, até Jésus ser apartado da sociedade e lançado, sem dó nem piedade, no espaço imundo e esquecido de um sanatório.
Eduardo acompanha sua revolta, sua niilização, sua desesperança completa. Mas tem tempo de continuar viajando para trás até descobrir respostas possíveis à desdita de uma alma fascinante.
Encontra Jésus em Alarico, o rei dos Visigodos, não uma, mas duas vezes. Encontra Jésus, ainda, em França, na pele do temível Richelieu, onde também está Divaldo Franco com outra indumentária física. Por fim, encontra-o desorientado no espaço sideral, lamentando os malfeitos e implorando por outra vida na Terra e uma dura prova: a lepra.
Jésus toma corpo cada vez mais frente ao seu escritor. E se revela extraordinário quando a “ocasionalidade” o faz mudar de pensamento frente à natureza e o mundo. A descrença é substituída pela esperança, a esperança reconstrói o caminho.
Aquela vida, que parecia despencar mais uma vez, reergue-se, para marcar de vez um novo destino. É aqui que seu valor se mostra por inteiro, mesmo que o tempo, implacável, lhe seja curto demais para tantos projetos.
Antes de deixar para trás o que lhe restava, ainda, de corpo físico, Jésus constrói uma obra admirável para melhorar a vida dos seus colegas igualmente segregados, lhes devolvendo um pouco da dignidade perdida.
Foi a paixão de Eduardo por Jésus Gonçalves que levou o autor a revelar este mundo fascinante de uma inteligência humana em provação extrema. E foi a coragem incomum de Jésus que comoveu os leitores, aquela massa humana imensa mergulhada na obra assistencial, fazendo do livro um admirável best seller.
O autor se foi; o personagem já, muito antes, havia ido. A obra, porém, continua comovendo, como um incentivo impagável, os corações ávidos de um sol cálido para os seus dias lentos e frios.
Wilson Garcia
Recife, PE
Capa original do livro
A Extraordinária Vida de
Jésus Gonçalves
Jésus Gonçalves, jovem
Hospital Dr. Francisco R. Arantes. Tambem conhecido como Pirapitingui ou simplesmente “Pira”. Itú, SP
Foi um dos maiores leprosários do Brasil. Imagem:http://pt.wikipedia.org/wiki/Hospital_Dr._Francisco_Ribeiro_Arantes
Postado por Gislaine às 18:19 0 comentários
terça-feira, 3 de abril de 2012
Homenagem a Jésus Gonçalves (III). O encontro de Divaldo Pereira Franco e Jésus Gonçalves (espírito)
Jésus Gonçalves
Borebi, SP 12-7-1902/ (Pirapitingui) Itu, SP 16-2-1947
Querido irmão Ismael:
Jésus Gonçalves merece esse carinho nosso. O que você vem fazendo é um trabalho de resgate da memória espírita e dos vultos espíritas de ontem.
Deus o inspire sempre!
Eu visitei o sanatório onde ele viveu e conheci a sua então esposa, uma excelente médium clarividente, embora fosse cega, de nome NINITA, bem como o filho de ambos, que se tornou, mais tarde, radialista.
Isso foi em janeiro de 1951, quando fui convidado a visitar São Paulo por primeira vez, e fui acompanhando D. Zaira Pitt, que era uma benfeitora do sanatório de Pirapitinguí onde ele viveu. Zaira foi sua amiga no corpo físico. Havia também uma jovem que trabalhava em favor dos hansenianos de nome Julinha Kohleisen, igualmente espírita.
D. Zaira ajudou a construir um pavilhão para cegos, surdos e tuberculosos do Sanatório.
Nessa oportunidade eu proferi uma palestra no Centro que ele ali fundara, chamado Santo Agostinho, abordando a vida de Maria de Magdala, que terminou a existência no vale dos leprosos.
Na visão que dele tive, um ano antes, no quintal da casa em que então residia, apareceu-me deformado pela hanseníase e fiquei chocado. Eu era quase totalmente ignorante em relação ao conhecimento espírita.
Ele disse-me ser meu irmão... Eu pensei: que tipo de irmão eu tenho no Além... Então ele se foi transfigurando e apareceu-me todo iluminado. Nos lugares do corpo em que a doença havia-lhe desfigurado, apresentava-se uma tecelagem em luz. Então, ele propôs-me visitar o Sanatório de Àguas Claras, em Salvador, para hansenianos. Apavorado com a doença eu respondi-lhe que não iria. Foi então, que ele me perguntou:
- Tu não preferes ir lá, a fim de não ires para lá?
Claro que aceitei o desafio e, durante 55 anos fomos visitar os irmãos internados, realizando um encontro de alegria, sempre no dia 1° de janeiro.
Quando os sanatórios passaram a abrigar somente casos cirúrgicos, já não havia necessidade de ali volver, porque o tratamento passou a ser ambulatorial e o denominado perigo de contágio ficou muito reduzido...
Ele informou-me haver sido em outras existências, Alarico (rei dos visigodos) que invadiu Roma em 410... Um pouco antes, ao tentá-lo, Santo Agostinho foi de barco pelo rio Tibre até fora dos muros da cidade, e com um gesto, apontando a distância, expulsou-o e as suas hordas... Mas ele retornou...
Curioso é Santo Agostinho haver-se tornado, desde aquela oportunidade, o que chamaríamos o seu guia espiritual.
Mais tarde ele reencarnou-se com o cardeal de Richelieu, quando eu teria sido alguém que lhe esteve ao lado (Mas esta é uma outra história, que um dia lhe narrarei).
E passou a ajudar-me, a socorrer-me. Em homenagem a ele visitei quase todos os antigos Leprosários existentes no Brasil e alguns no Exterior.
Chico Xavier também narrou-me que mantinha correspondência com ele, enquanto reencarnado, e que, ao desencarnar, apareceu-lhe e ditou-lhe um belíssimo poema, no qual ele diz sutilmente quem fora antes e que a hanseníase o libertou do luxo e das extravagâncias...
Perdoe-me por estender-me.
Abraços,
Divaldo
de suas atividades doutrinárias em São José, SC, em 27/ 03/2012)
Alarico e o saque de Roma em 24 de agosto de 410
Imagem: http://povosgermanicos.blogspot.com.br/2009/12/alarico-i.html
O rio Tibre com a ilha Tiberina e as pontes Cestius (E) e Fabricius, em Roma. Foto Ismael Gobbo
Alarico I, Rei dos Visigodos
Ilha de Peuce, atual Romênia 375/ Cosenza, Itália 410
Imagem:http://alaricomodelismo.blogspot.com.br/p/alarico-i.html
Cardeal de Richelieu
Paris 1585/ Paris 1642
Postado por Gislaine às 19:26 0 comentários
segunda-feira, 2 de abril de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
Focalizando o Trabalhador Espírita (135) João Xavier de Almeida
João Xavier de Almeida
Esta entrevista para o Focalizando o Trabalhador Espírita
foi realizada pelo português Nuno Emanuel, ora residindo
no Brasil. A ele o nosso profundo reconhecimento. Nela
iremos conhecer um pouco da vida e da obra do angolano
João Xavier de Almeida que, naquela então colônia portu-
guesa, travou seus primeiros contatos com o Espiritismo
nas reuniões que se realizavam na clandestinidade para
fugir das perseguições da ditadura que só foi derrubada
aos 25 de abril de 1974. A partir do ano de 1976 em Portu-
gal, João Xavier passou a integrar o movimento espirita
que ainda vivia sob os efeitos da ditadura salazarista,
acompanhando sua trajetória de expansão com ajuda de
brasileiros como Divaldo Pereira Franco e Chico Xavier. A
entrevista resgata lances históricos como o do esbulho dos
bens da Federação Espírita Portuguesa pela ditadura -ainda
objeto de disputa judicial - e excelentes respostas de conteú-
do doutrinário à luz do Espiritismo codificado por Kardec.
Pode-nos falar um pouco de si?
Muito obrigado eu, pela deferência de me ouvirem.
Nasci em Angola, em 1932. O meu pai, angolano, filho de uma angolana e de um indiano, de Goa, era perito contábil, formado em Portugal; minha mãe, de S. João da Pesqueira, Portugal, doméstica, era profundamente católica. Finda a instrução primária, frequentei por seis anos o seminário diocesano de Luanda, concluindo o primeiro ano de filosofia. No início dos anos 60, já na vida profissional (Serviços de Fazenda Pública de Angola) fiz os exames do antigo sétimo ano do ensino secundário oficial (curso complementar dos liceus); em 1976 frequentei com aproveitamento um semestre do primeiro ano de ciências jurídico-administrativas da Universidade de Luanda, mas logo a seguir abandonei Angola.
Após desistir do seminário, em 1949, continuara católico praticante e militante; sentia no entanto muitas dúvidas e resposta insuficiente a certas questões doutrinais, desde a mais tenra idade. Em 1959 essa inquietação atingiu foros de quase paroxismo e, muito confuso, rompi com a religião da infância.
Como foi seu primeiro contacto com o Espiritismo? E quando se tornou Espírita?
O meu encontro consciente, não ainda com o Espiritismo mas com fenómenos mediúnicos, ocorreu em 1960, junto de uma médium afastada do Racionalismo Cristão. Sem noção alguma sobre mediunidade, pude observar com os próprios olhos coisas que nunca vira, e da referida médium ouvi algumas elucidações. No mesmo ano, a amizade de um colega profissional ensejou-me a leitura de um livro de seu pai: “Racionalismo Cristão”, por Luís José de Matos; e tive ocasião de frequentar reuniões clandestinas de um grupo racionalista cristão (em Angola, então colónia da ditadura portuguesa só derrubada em 1974, no tocante a religião vigiava-se implacavelmente tudo que não fosse católico romano). Era muito difícil o acesso a leituras que o obscurantismo da omnipresente polícia política rotulasse de subversivas (até obras de psicologia e de yoga eram apreendidas nas estações de correios, nas livrarias, em residências particulares). Mas leitura furtiva não deixava de se conseguir e pude aprofundar um pouco o conhecimento espiritual, sem ainda distinguir entre Espiritismo e Racionalismo Cristão. Durante uma estadia de dez meses em Portugal, em 1964-65, o providencial contacto com Eduardo Fernandes de Matos e a sua “Fraternidade” (mais tarde Associação de Beneficência Fraternidade) vinculou-me de vez ao Espiritismo; em 1971, esse vínculo foi reforçado solidamente pela primeira e marcante visita de Divaldo Franco a Angola, a qual ajudei a organizar.
Qual foi a sua trajetória no movimento espírita português?
Deixando Angola em fins de Outubro de 1976, fixei-me em Portugal, acolhido por familiares. O movimento espírita lusitano emergia com dificuldade da era “das catacumbas” e do desmantelamento infligido pela ditadura, a cujo derrube (25 de Abril de 1974) sobreviveram bolsas de surda e sinistra influência. Ainda hoje, após quase quatro décadas, e empreendidas tantas diligências de foro administrativo e judicial, a Federação Espírita Portuguesa, FEP, não logrou reaver os bens imóveis e outros, de que nos anos 60 fora indignamente espoliada pelo despotismo fascista. Já em 1998 (em plena democracia!!) esse esbulho vergonhoso teve um “coroamento” adequado: uma escritura sorrateira forjada em cartório notarial dos arredores de Lisboa (nula em direito, mas parece que aceite por uma Conservatória de Registo Predial lisboeta!) passava, do nome da FEP para o de um terceiro, a posse de valiosa propriedade imóvel onde, em área nobre da Capital, funcionara a sede da mesma FEP!… Esta, ainda em 1998, casualmente teve conhecimento do sucedido e procedeu judicialmente contra a má fé da bizarra escritura e dos seus outorgantes; no mandato seguinte, por estratégia jurídica, a diretoria da FEP desistiu do processo e introduziu-o em novos termos, perdendo a causa; recorreu para 2ª instância, e, no momento em que respondo à entrevista, aguarda a sentença.
Quando cheguei a Lisboa, em 1976, o movimento espírita fazia por se reestruturar e reorganizar. Recebeu grande impulso de Divaldo Franco e dos irmãos Gasparetto, cautelosamente iniciado nos últimos anos da ditadura salazarista: o estudo e prática do Espiritismo foram por eles muito estimulados e em 1976 já se iam formando grupos em vários pontos do País; na região do Porto, o Núcleo Espírita Cristão tornou-se autêntico foco gerador de novos agrupamentos e um deles foi o embrião do que se tornou a Comunhão Espírita Cristã, em Rio Tinto.
Inexperientes no conhecimento espírita, amadurecíamos com o apoio inestimável do Brasil, já mencionado; e em 1980-81, Joaquim Alves (Jô), espírita de ouro, modesto e discreto mas operosíssimo, demorou-se largos meses em Portugal e aqui desenvolveu uma atividade muito valiosa em formação doutrinária, colhendo muitas amizades e respeito pelo aprumo irrepreensível do seu convívio.
Que cargos e que encargos teve e tem neste momento?
A partir de 1977, frequentei como colaborador espírita (melhor dizendo: “aprendiz”) o grupo de Rio Tinto que se tornou em 1980 a Comunhão Espírita Cristã. Em 1982 mudei-me para Lisboa, onde obtivera um emprego; lá aderi a um grupo de estudos, dominical, do Centro Espírita Perdão e Caridade, até ser convidado por D. Maria Raquel Duarte Santos, em 1984, para integrar uma lista por ela encabeçada, candidata aos corpos sociais da FEP, a qual venceu essas eleições.
Participei desde então na diretoria da FEP em mandatos sucessivos, como tesoureiro; em 1991-92, como vice-presidente; e de 1993 a 1998 como presidente. Ao mesmo tempo, frequentava um grupo em Linda-a-Velha, arredores de Lisboa: o Grupo Espírita Estrela do Mar, que continua a funcionar no mesmo local, recebendo e espalhando bênçãos. Nele fiz parte, em 1997, do núcleo de fundadores do Grupo Espírita Batuíra, com sede em Algés; fui igualmente cofundador do Cenáculo Espírita Isabel de Aragão, em Queluz, localidade também situada na área suburbana de Lisboa.
Regressado à região do grande Porto em 2002, servi até 2009 em várias agremiações espíritas da zona (Centro Espírita Caminheiros da Luz, Porto; Comunhão Espírita Cristã e Associação Cultural Espírita Fernando de Lacerda, Rio Tinto). Atualmente colaboro na ADEP e seu jornal bimestral. Desloco-me a instituições espíritas do País, quando convidado para proferir palestras.
Do tríplice aspeto da doutrina há algum que o sensibilize mais?
Talvez o religioso, pela sua natureza intrínseca enaltecida por Emmanuel e Bezerra, sem o mínimo desdouro pelo científico e o filosófico: os três mutuamente se robustecem e se disciplinam. Mas cuidado: Deus nos livre de fazermos do Espiritismo uma religião de certezas instituídas, sem análise, desenvolvimento, aprofundamento; uma confraria de “verdades” intocáveis, hostil a diferenças de perspectiva; fundamentalista, rígida - enfim, com os tiques criticados noutras correntes espiritualistas, mas que por vezes tendemos a acolher na nossa.
O Codificador frisou que não deixava dita a última palavra sobre Espiritismo; e que, se a ciência provasse a falsidade dum ponto da doutrina, deveríamos ir com a ciência e deixar esse ponto (a doutrina espírita foi, ela mesma, compilada com metodologia científica: é uma ciência, não reconhecida formalmente pelo preconceito acadêmico).
Kardec esclareceu em que sentido entendia o Espiritismo como religião: no sentido estritamente filológico e filosófico do termo, e jamais conotado a mitologias, folclore, opulência ritual de culto externo, hierarquia.
A meu ver, em nenhuma das suas três vertentes o Espiritismo se reclama proprietário da Verdade: dá-se por feliz como um roteiro para ela. Para o seguirmos em busca dela, propõe trabalho, disciplina, perseverança: ninguém a serve a ninguém ou contra ninguém, pois compete a cada um atingi-la intimamente e em paz. A infeliz expressão “verdades do Espiritismo”, ouvida por vezes, parece-me uma subconsciente e típica ancestralidade religiosa de triste memória.
Conhece(u) o movimento espírita brasileiro?Que vivências tem dessa sua experiência?
Conheço-o não muito, até pela imensidão territorial da encantadora pátria brasileira. Tenho tido contactos pontuais úteis e benéficos, dado o elevado grau de experiência e conhecimento que o pacífico gigante sul-americano, em seu conjunto, alcançou no domínio espírita; possui grande quantidade e qualidade de valores humanos individuais, do passado e do presente, em todas as áreas da atividade espírita: autores, divulgadores, investigadores, expositores, médiuns idôneos - valores de cujo mérito incontestável beneficia o Mundo inteiro.
Que outros momentos destaca no movimento espírita internacional?
O fenômeno demográfico da onipresença brasileira no Mundo, levando a toda a parte uma cultura bem humorada e muito criativa, comunicativa, com múltiplas áreas de atividade, transportando o filão de uma entranhada espiritualidade - incluindo a bem específica do Espiritismo, do qual o Brasil se tornou naturalmente pátria ubérrima e possante locomotiva mundial.
Quais os eventos (congressos, seminários) em que participou que mais e melhor recorda?
Os oito congressos espíritas mundiais, trienais, com exceção do 3º e do 7º, de que não pude participar. Entre eles, destaco dois por razões diferentes: o 2º (1998, realizado em Lisboa pela FEP e promovido como todos pelo CEI, Conselho Espírita Internacional), de alta qualidade e produtividade doutrinárias, com quase 3000 participantes, dos quais 800 brasileiros. E o 4º, em Paris, 2004, onde a imensa alegria de sempre dum encontro mundial de espíritas, foi toldada pela indiferença da comunicação social da Cidade Luz, ante tão significativo evento e a efeméride notável por ele evocada: o segundo centenário do nascimento de Allan Kardec, celebrado no País onde ele veio ao Mundo e presenteou a Humanidade com a obra grandiosa da codificação espírita.
Que recordações tem do 2º Congresso Nacional de Espiritismo em Portugal em 1994?
Gratíssimas. Foi a primeira grande e condigna afirmação pública do Espiritismo em Portugal, depois da melancólica “era das catacumbas”. Com quase 500 participantes, a novidade atraiu ao Hotel Méridien, em Lisboa, toda a comunicação social (imprensa, rádio, TV), vivamente surpreendida pelo elevado padrão cultural que testemunhou.
Sentiu a perseguição aos espíritas durante o regime ditatorial?
Perseguição explícita, quase não. Mas muito, o peso opressivo do preconceito social e religioso, além do político, bem assim a amarga sensação de impotência para expor dignamente as nobres propostas e pontos de vista do Espiritismo.
Ainda sente alguma descriminação em relação aos espíritas na sociedade portuguesa atual? E desinformação?
Ambas, em grau ocasionalmente ainda elevado, mas com tendência muito acentuada para decrescer, graças à influência de diversos fatores: um, a gradual disseminação da informação correta nos meios sociais; outro, o incremento das tecnologias de comunicação, cada vez mais utilizadas no movimento espírita (pela FEP e algumas instituições federadas). Na área das tecnologias de comunicação, destaca-se a excelente e multímoda produtividade da ADEP: ministra há anos cursos on line de doutrina espírita a mais de dois mil aderentes de Portugal e do exterior (África, Europa, Austrália, Japão…). É interessante registrar, nesses cursos, algumas inscrições semi-anônimas que, perante o valor e seriedade intelectual das sucessivas lições, acabam por revelar, satisfeitos, a identidade até aí semi-oculta. Entre os alunos on line, figuram todos os graus de formação escolar, incluindo o superior. De notar ainda, na atividade da ADEP, as suas intervenções públicas na comunicação social: pertinentes, oportunas, formativas e informativas.
Quais as personalidades (inter)nacionais mais marcantes no início da divulgação da doutrina espírita em Portugal?
Sem dúvida, destaca-se incomparavelmente a de Chico Xavier pela altíssima qualidade didática e literária da sua grandiosa obra mediúnica, aliada a um perfil cristão modelar; assim como numerosas outras figuras exemplares do movimento espírita brasileiro, do presente e do passado. Em Portugal, granjearam grande respeito e gratidão dos seus concidadãos, os “consagrados” do pós 25 de Abril: Isidoro Duarte Santos, Casimiro Duarte, Jorge Raimundo, Eduardo Fernandes de Matos, José Cabrita, Ivone Sousa, Ferdinando Pestana Marques. E as grandes figuras da primeira metade do século XX, sobressaindo entre elas Fernando de Lacerda e Fernando Couto; posteriormente, as de Joaquim António Freire, António Lobo Vilela, Acácio Velho, Maria O’Neil, Maria Veleda, Firmino Teixeira, coronel Faure da Rosa - e peço vênia por nomes respeitáveis que involuntariamente esteja a omitir no momento.
Como acha que está o movimento espírita em Portugal?
Vem crescendo numericamente em adeptos e agrupamentos, por todo o território. Sem menosprezo pelo trabalho das instituições e abnegação de muitos companheiros nossos, precisamos de definir estratégias de mais união, coordenação, senso de unificação e integração. Tais fatores, ainda pouco implantados mas com tendência manifesta para crescer, por certo incrementarão os padrões qualitativo e quantitativo do movimento, e com isso o influxo benfazejo da mensagem espírita na nossa sociedade.
João Xavier, de terno marrom, cumprimentando Nilson e Divaldo, com Isaías Sousa, Pereira Luz e outros dirigentes.
João Xavier de Almeida (E)com o dirigente espírita José Galvão, obtendo um autógrafo
de Divaldo Franco, em 2009, na Escola de Beneficência Caridade Espírita, em
São João-de-Ver, Portugal
João Xavier
João Xavier em 1997
João Xavier quando presidente da FEP em 1998
João Xavier na CEC de Lisboa aos 19-7-2011
João Xavier na Comunhão Espírita Cristã, em Lisboa, Portugal
Comunhão Espírita Crista de Rio Tinto.
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Postado por Gislaine às 16:19 0 comentários