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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Noticias do Movimento Espírita 23-08-2012

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NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 22-08-2012

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NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 21-08-2012

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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Focalizando o Trabalhador Espírita (155). Gutemberg Paschoal da Silva


Gutemberg Paschoal da Silva

Nossa entrevista deste sábado é com Gutemberg Paschoal da Silva, fluminense de Valença, interior do Estado. No Espiritismo Gutemberg começou pela pré-mocidade aos 15 anos. Nos seus 30 anos de vida espírita passou por diversas Casas Espíritas, onde vem atuando  tanto na área doutrinária como na da divulgação.  Gutemberg é o diretor de Comunicação Social do Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro – CEERJ.



Caro Gutemberg, pode nos fazer sua apresentação pessoal?

Sou natural da cidade de Valença – RJ, aos 22 de novembro de 1967, filho de Jurandir Paschoal da Silva e Ruth Sebastiana da Silva, atualmente extremamente feliz com a oportunidade bendita de ser avô do Christian e da Sophie, de quem também é avó Raquel Luciene. Amo muito meus netos, filhos de minhas filhas Luciete e Luciene, respectivamente; ambas casadas com Christian pai e Thiago.

Qual a sua formação acadêmica e profissional?

Sou professor docente atuando no Ensino Fundamental e Médio (Curso Normal), formado em Letras, especialista em Psicopedagogia e História da Educação, estudioso de matérias relacionadas à liderança e administração. Também atuo no campo da música, tanto no ambiente espírita como profissional.

Como conheceu o Espiritismo e desde quando o freqüenta?

Frequento a Doutrina Espírita desde os 15 anos, estimulado pelo meu pai desde bem cedo; e conduzido a minha 1ª Casa Espírita, o GEB – Grêmio Espírita de Beneficência, Barra do Piraí – RJ, pelo querido irmão João Henrique Martuscello, com quem até hoje mantemos forte vínculo fraterno.

A que casa espírita está vinculado presentemente?

Atualmente compomos a diretoria da nossa federativa, na Área de Comunicação Social Espírita do CEERJ – Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro. Nosso sistema de diretoria é um colegiado composto por sete diretores de área.

Pode nos fazer uma resenha de sua trajetória pelo movimento espirita durante esses anos?

Após o primeiro contato, no GEB, não pude mais me afastar da abençoada Doutrina. Iniciei meus estudos pela pré-mocidade, passando imediatamente à mocidade, enquanto já frequentava, meio a contragosto de alguns diretores, os estudos de adultos noturnos. Isto por que lia abundantemente as obras de André Luiz e os romances históricos de Emmanuel, que me faziam sentir uma enorme sede de debater, ouvir e aprofundar os temas incríveis que tais obras me traziam.
Logo aos 16 anos conheci a COMEERJ – Confraternização de Mocidades Espíritas do Estado do Rio de Janeiro. Esta atividade, da qual participo desde então, formou-me, junto do centro que frequentava, a consciência espírita. Atualmente colaboramos na coordenação da Área de Estudos desse trabalho de amor que reúne cerca de 5000 jovens e trabalhadores durante o período de Carnaval. (E fica aqui o convite para que os jovens espíritas que nos leem venham participar conosco. Recebemos jovens de vários outros Estados e até do exterior! É um trabalho maravilhoso!).
Durante os 30 anos, amparado pela Doutrina dos Espíritos, atuamos na coordenação de mocidades, na realização de palestras, seminários, cursos, encontros, na diretoria de Casas Espíritas, de Conselhos Espíritas, na campanha do quilo, nas distribuições junto aos irmãos menos favorecidos, nos atendimentos noturnos a moradores de rua, em coordenação de grupos de estudo e prática da mediunidade, na atuação como dialogador ou médium e algumas outras tarefas cotidianas da casa e do movimento espírita.


Gutemberg, como aconteceu o seu envolvimento com arte?

A música, desde muito cedo já era algo que me tocava profundamente. Tinha na infância o hábito brincalhão de reproduzir a voz dos cantores, coisa que pra mim era normal. Vivia batucando e imitando ritmos – e minha mãe enlouquecida com tanta batucada em seus ouvidos. Assim recebi bem cedo um violão das mãos de meu pai  e comecei solitário a aprender as primeiras notas. Quando descobria algum vizinho que sabia dedilhar um instrumento, pra lá corria pedindo que tocasse algo pra eu ver. E, vendo, fui aprendendo o que fazer com os dedos sobre as cordas do violão, da viola de dez cordas, do cavaquinho, do contrabaixo...
Ao conhecer as obras de André Luiz, foi um encontro definitivo com a Arte. Cada um dos livros desse autor traz diversas citações sobre o tema, sobretudo a Música! Então pude ter a certeza de que tocar e cantar era algo que ia muito além do que eu imaginava. A responsabilidade muda quando se aprende que cada nota musical, o jeito de executar a música, o ritmo empenhado na execução... todos os elementos da música interferem em nossas emoções imediata e diretamente.
Assim, comecei a realizar algumas pesquisas e anotar apontamentos que ia encontrando nas diversas obras espíritas as quais lia com regularidade e intensidade. Tais pesquisas motivaram alguns companheiros, que as iam apreciando e criticando, a me sugerirem sua publicação. Mas, diante de tudo que eu lera, não me sentia apto a ingressar no rol dos escritores – de jeito nenhum. E as pesquisas foram se avolumando... até que um amigo querido, Hélio Ribeiro Loureiro, de Niterói, enviou minhas anotações ao igualmente querido Orson Peter, que, por sua vez, nos remeteu elogiosa carta convidando-nos à publicação. Feito isso, o opúsculo se espalhou. E temos recebido fraternos comentários, haja vista ser este tema pouco explorado. Esperamos que a obra alcance seus objetivos que são: estimular os espíritas artistas a estudarem e a explorarem este tema; despertar os mais habilitados a mergulharem neste vasto universo da Arte, confrontá-lo com a Doutrina Espírita e trazerem ao público informações mais aprofundadas e abalizadas; e servir à causa espírita.

No âmbito das obras da codificação kardequiana encontramos algum capitulo especial tratando de arte?

Sim. Em praticamente todas as obras da codificação há alguns apontamentos. Mas especialmente em Obras Póstumas vamos encontrar logo no início referência sobre a música no capítulo que trata da Manifestação dos Espíritos (itens 14, 51); Depois em “A Música Celeste”, “Música Espírita”; “A Morte Espiritual”, “A minha primeira iniciação no Espiritismo” etc.

De que maneira os profissionais da musica, por exemplo, podem aplicar seus conhecimentos para divulgar a doutrina espírita?

Vale a pena provocar uma reflexão: artista-espírita ou espírita-artista? Brincando aqui com essas palavras justapostas, pensemos que a Doutrina precisa ser o foco principal e a Arte o veículo de sua divulgação. Já encontramos no nosso movimento apresentações belíssimas, de alta produção, sem, no entanto, alcançarem o que algumas outras peças ou composições musicais bem simples alcançaram. Estas, embora singelas, puseram em evidência as verdades do Consolador; aquelas... se perderam nos panos e danças fazendo a arte pela arte. É claro que a “forma” pode conviver e interagir plenamente com “fundo”, ou seja, não estamos aqui defendendo que devemos fazer a arte de forma simplória. Pode-se conjugar a simplicidade com o bom gosto, com o cuidado, com o detalhe, com a dedicação, com os recursos possíveis etc. O que não se pode é perder o foco: A Arte no Movimento Espírita tem o objetivo, na nossa visão, de sensibilizar o espectador para colher os frutos da mensagem. Não sendo assim, ocorre uma inversão dos valores e fins a que a Arte deve servir.
Mas, lamentamos ainda encontrar em nosso meio aqueles irmãos que, dotados de qualidades artísticas, apenas pensam que introduzi-la em nossos arraiais será suficiente. A Arte é mais um (e positivamente o mais contundente) meio de divulgação da Doutrina, e não o seu fim. Faz-se, portanto, necessário estudar o tema em profundidade – o que poucos fazem. Ora, se pra desempenhar a mediunidade o candidato precisa de anos de estudo; se para fazer palestras é necessário dedicar-se ao tema; se para evangelizar deve-se escolher dentre os candidatos o mais estudioso, impossível o espírita-artista não crer na importância de se debruçar no estudo da influência que seu dom artístico pode causar. Fica nossa breve reflexão.

O mesmo pode acontecer com a pintura, a literatura, a dança e a ginástica dentre outros?

Certamente! Toda forma de Arte provoca, em graus diferentes, emoções diversas. Como não se enternecer diante de uma tela impregnada pela sensibilidade do pintor? Como não viajar nas páginas de um romance, onde a história bem narrada nos envolve de tal maneira que mal conseguimos abandonar o livro? Como não sentir vontade de dançar junto com a bailarina que salpica no palco sua leveza e equilíbrio?
Você coloca aqui a ginástica na lista da Arte, o que achei muito interessante! Acompanhando algumas atividades olímpicas, vemos com nitidez o dom artístico estampado em cada detalhe da execução pelo atleta: no nado sincronizado, nos movimentos do cavalo, nas barras paralelas, nas argolas... enfim, há arte por toda parte! Como diz a canção: “Ah... vem ver em toda parte a beleza, canta e dança toda a natureza, que existe Arte em todo lugar”... Nos pássaros que cantam e bailam no ar, na harmonia dos cardumes, na corrida das manadas na selva, nas duplas de maritacas sempre juntas em seus bandos, na cantoria dos pardais ao entardecer, na sintonia dos planetas em suas órbitas, nas vozes de um coral... Há Arte em toda parte!

E especificamente sobre a pintura e a música mediúnica que são objeto de apresentações públicas organizadas pelas casas espíritas o que tem a dizer?

Aqui retomamos a questão de servir a uma causa maior: A Doutrina Espírita. E não à promoção pessoal. Alguns companheiros artistas chegam ao nosso meio com grande simplicidade e doçura; por sua vez, alguns espíritas, querem se tornar celebridades e receber tratamento diferenciado, seguindo a convenção do mundo. Precisamos mesmo de um antídoto infalível: estudar o Espiritismo! Assim, conseguiremos colocar as chagas humanas do orgulho e do ego bem adormecidas.
Todas as situações que envolvem recursos financeiros devem exigir de nós especial cuidado! E sempre todas as questões devem ser colocadas abertamente, com clareza e verdade, a fim de não despertar preocupações indevidas em quem não conhece o processo.
A vaidade é outro fator que precisa ser aqui lembrado! Fujamos dela!

O Espírita Artista deve saber separar os interesses profissionais aos daqueles de trabalhador da arte espírita?

Bem, esta questão é muito séria! Trazer seu talento para colaborar com a causa é uma coisa; usufruir da bondade dos adeptos da Doutrina pra vender seus produtos artísticos é outra. Mas a responsabilidade é de cada um! E a colheita é certa!
Não pode haver prazer maior do que ouvir de um confrade frases do tipo: “Muito obrigado! A música do seu CD transformou minha vida!”, ou “Este livro ajudou muito a recuperar uma pessoa de minha família”! Se coisas desse tipo não bastam, precisamos rever nossos conceitos e, quem sabe, procurar alguns outros grupamentos religiosos que pagam muito bem aos artistas que lá fazem seus shows e usam a fé como comércio. Mas afirmo: esses problemas existem, mas são raros em nosso meio.
Certa feita, ouvi um responsável expositor falar sobre frustração profissional e problemas na casa espírita. Creio que esta questão possa aqui ser encaixada. Ele comentava sobre o insucesso de alguns administradores, diretores, trabalhadores em diversas áreas, que acabavam encontrando na falta de voluntários da casa espírita um terreno propício para a auto realização. Não obstante o trabalho maravilhoso da maioria dos artistas do nosso meio, não será esse o problema?

Deve ter percebido como divulgador que aumentou em muito a oferta das conhecidas Palestras Musicadas no meio espirita. Qual sua visão a esse respeito?

Cremos que, neste outro campo minado, a consciência do indivíduo deve estar desperta pra não contrariar princípios doutrinários básicos. Lembramos o “Dai de graça tudo aquilo que de graça recebeis”. Notemos que não se diz aqui “Dai de graçae de qualquer jeito”! Portanto, tomemos a música: o artista precisará de um bom instrumento. Quanto custa um bom violão? Se ele grava um CD, quanto fica a produção? Se ele se desloca pra realizar palestra numa outra cidade e é assalariado, de quanto ele dispõe para esta tarefa sem subtrair da família e de necessidades pessoais?
São questões de foro íntimo e que devem ser tratadas de modo particular. Poderíamos tanto apontar inúmeras justificativas para o “rateio” das vendas, bem como muitas outras (e em maior número) para doação das arrecadações com a venda dos produtos. Os maiores escritores espíritas que conheço não viajam às próprias expensas, também não pagam hotel com recursos próprios. E se assim fosse, já estariam falidos devido ao número de atividades que desenvolvem. Com relação ao produto da venda de seus livros, às vezes é rateado com algumas causas... Penso que podemos tomar o exemplo que a Arte Literária vem seguindo para lidar com as questões das demais Artes: música, teatro, palestras musicadas...
O consenso, o respeito, o amor à causa, a gratidão pelo dom dado por Deus devem nortear esta questão. Agora, “cobrar” por apresentação em eventos ou Casa Espírita... sinceramente ainda não encontrei nas obras espíritas qualquer respaldo para a questão.


Tem percebido no movimento espirita, sobretudo entre os jovens, o despertar para as artes?

A nova geração já está aí. A transição planetária se opera com alarde e explicitamente. Segundo os espíritos nobres, a Arte terá papel preponderante nesse processo. No trabalho de COMEERJ, temos muitos momentos com a Arte. E é alarmante como a cada ano encontramos jovens mais talentosos, mais sensíveis à Arte.

Quais os principais eventos realizados com a finalidade de promover esse despertamento?

Temos participado e assistido encontros belíssimos onde a Arte encontra seu espaço, sem malabarismos desnecessários, sem aparatos dispensáveis etc., mas com pureza, beleza, doçura.
Aqui no Rio, o CEERJ promove anualmente um encontro nesses moldes, mas em várias regiões do Estado, há muitos eventos similares e com a mesma boa filosofia.
Nesses eventos, além de apreciarmo-nos uns aos outros, cada um com seu talento, também podemos discutir fraternalmente sobre nosso papel como espíritas e como artistas.

Como tem enxergado o nosso movimento espírita?

Ah... nosso movimento é maravilhoso! Por isso cresce a cada dia! Notamos que as rusgas e divergências vão diminuindo, a figura do chefe, que já era rara, cede lugar ao líder amoroso; o pensamento de colegiado assume importante papel nas sociedades espíritas, onde todos passam a ter voz – como preconizava Kardec em Obras Póstumas (Constituição do Espiritismo); os adeptos despertam sua consciência para a importância do estudo! Nunca se vendeu tanto livros espíritas!
Estamos avançando. Seguramente, nem todos se dizem espíritas, mas grande parte da humanidade já ouviu falar e crê na existência de vida além da morte, de vida em outros planetas, na possibilidade da comunicação com os chamados mortos, na reencarnação... Basta acompanhar um debate sobre o tema em locais mistos e percebemos claramente como todos se envolvem na temática e ouvem com vigor explicações sobre a vida além da vida, a influência dos espíritos. Todos têm uma história pra contar sobre espíritos!
E nosso Movimento precisa estar na vanguarda! Muitos neófitos se aproximam e passam a buscar respostas para suas consciências sedentas. Temos que estudar! Muito! E adequar a Casa Espírita para receber essa nova demanda. Devemos ajustar os meios de divulgação da doutrina através da TV, da Internet, do Rádio etc.
Sempre pergunto em palestras quem leu as obras da codificação, ou a coleção André Luiz... as mãozinhas se levantam poucas e timidamente!

E no Rio de Janeiro em particular?

O movimento espírita no Estado do Rio de Janeiro é o terceiro maior do país, muito próximo do Estado de Minas Gerais, no que se refere ao número de Instituições Espíritas Adesas. Assim, há um extenso trabalho realizado e outro de enorme extensão por ser feito, dado o tamanho e a complexidade geográfica do Estado.
Nossa Diretoria de Unificação, através do seu diretor Humberto Portugal, mapeou todo nosso Estado e temos traçado importantes estratégias de atuação, sugerindo às lideranças dedicadas caminhos para uma equânime atuação; A Área de Ações Estratégicas (coordenada por Alexandre Pereira) têm proposto treinamentos sobre liderança e assuntos que possam facilitar a dinâmica da Casa Espírita; A Área de Educação (liderada por Darcy Neves) realiza cursos, treinamentos e acompanha todas as tarefas relacionadas ao estudo, à família, à mediunidade, o atendimento fraterno etc. A Área de Relações Externas (conduzida por Cristina Brito) mantém um diálogo aberto com a sociedade e participa ativamente de movimentos inter-religiosos, representando o CEERJ em eventos fora do movimento; A Área Financeira (Jandira Freitas) junto com a Administrativa (Luiz Augusto Coelho) orienta as casas no sentido de que

Alguma programação especial em andamento?

Em outubro, de 12 a 14, realizaremos nosso 3º Congresso Espírita. Será um grande encontro de corações e todos ainda podemos nos inscrever emhttp://www.congressoespiritarj.com.br/
Esperamos todos para um fraterno abraço e muito estudo, pois o elenco convidado é muito especial. Além disso, teremos diversas apresentações artísticas.


As suas despedidas aos nossos leitores com o abraço antecipado.

Querido Ismael, inicio minhas despedidas com um especial agradecimento a você pela dedicação na divulgação da Doutrina Espírita. Emmanuel nos exorta a essa tarefa dizendo: “...o Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade – a caridade da sua própria divulgação”. Obrigado por estar nesse time.
Em seguida, desculpo-me com os leitores se, de alguma forma, não fui justo com as palavras. Tenham piedade comigo e me ajudem com as preces. Obrigado pelos minutos que passamos juntos nessas reflexões. E que o Senhor da vida nos conduza os passos nesta encarnação. Sejamos, com nossas atitudes, os maiores divulgadores do Espiritismo e portadores de sua mensagem. Muita paz.

Amigas e irmãs da Equipe de Estudos da COMEERJ (Polos III e IX); amigos do REUNIR IV; Gutemberg ladeado por Ivana Raisky (FEEGO) e Gabriel Salum (FERGS) em Florianópolis - CFN ; Bruno Ferraz, assessor da CSE-CEERJ e Guto em gravação nos estúdios CEERJ.
João Henrique Martuscello, talentoso artista do Rio de Janeiro; Diretoria do CEERJ em atividade na federativa; os netos de Gutemberg: Sophie e Christian; a netinha Sophie.
Familiares de Gutemberg Paschoal: Luciene (filha), Sophie (neta) e Thiago Gaia (genro); Luciete (filha) com o neto  Christian no colo, Luciene (filha) com a neta Sophie, Raquel Luciene (a avó), Nancy Alves (a bisavó ou mãezinha), Rosimere (irmã do coração); O netinho Christian e Luciene com Sophie.
Carlos Augusto, irmão do coração ao violão; Christian (pai), Christian (filho) aos 8 meses e a mãe Luciete (filha de Gutemberg); COMEERJ-Grupo de Tarefeiros do Bem reunidos; Comissão Regional Sul – Grupo das CSE em Florianópolis.
Amigos do CEERJ e da FEP no Congresso da FERGS (Gramado - RS); Gutemberg (D) entrevista Alexandre Pereira, diretor da AAE- CEERJ;  Guto (E), entrevista Gilbert Peixoto, filho de Peixotinho; Gutemberg (E) entrevistando Humberto Portugal na ALERJ.
Equipe CEERJ em reunião na Regional Sul, SC; Gutemberg ao violão.
Gutemberg Paschoal sendo entrevistado por Yasmin Madeira 
no programa Despertar EspíritaImagem: http://www.youtube.com/watch?v=_a1zR4UbSVE

OBS: AS FOTOS DESTA ENTREVISTA SÓ PODERÃO SER UTILIZADAS EM OUTRAS PUBLICAÇÕES MEDIANTE AUTORIZAÇÃO EXPRESSA DO ENTREVISTADO.



NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 20-08-2012

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domingo, 19 de agosto de 2012

O Antigo Egito (Ismael Gobbo). VII– Primeiro período intermediário e médio império



Após um reinado de duração quase secular de Pepi II, o Antigo Império fenece e o Egito mergulha no dramático interregno denominado Primeiro Período Intermediário, situado entre 2181 e 2133 aC., abrangendo da VII à X dinastia.
     Esse duro trato da história egípcia é assinalado, sobretudo, pela quebra da primitiva unidade estabelecida desde Narmer, a instalação dos feudos e o quase retorno ao estado dos “nomos”.
     Com os senhores feudais exercitando a política de interesses, via de regra marcada pela opressão e o despotismo, acabam por fazer eclodir seguidas guerras civis, uma verdadeira revolução social, que, lançando pobres contra ricos, faz graçar uma inusitada onda de subversão, saques, anarquia e, para agravar, a abrupta paralisação das atividades econômicas, especialmente as agrícolas, sustentáculo da nação.
     As conseqüências  para o Egito não poderiam ser piores, resultando, como foi documentado, num nefasto período de miséria e fome.
     O faraó, que até então brilhava altaneiro, não só perdeu o prestígio como teve sua imagem aviltada pelos governantes provincianos, que, sem nenhuma cerimônia, investiram-se das mesmas prerrogativas, exigiam as mesmas deferências e escarneciam de forma provocativa aos tradicionais governantes da nação.
     Esse tipo de política regional fez folgar a vigilância das fronteiras tornando o território egípcio muito assediado e vulnerável às invasões estrangeiras. Paulatinamente, os povos limítrofes, especialmente os habitantes das regiões inóspitas e desérticas próximas do Delta, vislumbraram uma ótima oportunidade de resolver seus problemas econômicos pela tomada das tão cobiçadas terras, que sempre estavam forradas de exuberantes pastagens e se mostravam pródigas à colheita de grãos.  

Novos Rumos

     Esse estado de coisas perdurou por muitos anos e só após dolorosos sofrimentos, com o país combalido sob todos os aspectos, começaram a surgir movimentos tentando reconduzir o Egito ao antigo “status quo”, pugnando sobretudo pelo restabelecimento da ordem interna e buscando a paz e a prosperidade perdias.
     Destacam-se para este fim dois núcleos importantes. Um, em Heracleópolis, perto de Faium, onde uma família influente, polarizando considerável parcela de poder, consegue unir todo o Médio Egito e exercita influência sobre vasta área da região do Delta.
     Esses heracleopolitanos, que teriam constituído as dinastias IX e X, conseguiram com muita luta expulsar os invasores asiáticos do Delta, consolidaram o prestígio de Mênfis, fizeram grandes progressos na área de irrigação e fomentaram o intercâmbio comercial com o exterior, especialmente com Biblos*.
     O outro centro de poder, dominando uma vasta área entre Abidos e Elefantina, no Alto Egito, permaneceu independente e sob a tutela de príncipes tebanos.
     Em dado momento, os príncipes de Tebas combatem os heracleopolitanos e, sob o comando do príncipe Mentuhotepe 1, derrotam estes últimos, recobrando a reunificação do Egito, que volta a viver sob a tutela de um faraó. Este momento, tido como o fim de longa e dolorosa crise política, é considerado como o da inauguração do Médio Império.

O Médio Império

     Na XI dinastia, restabelece-se novamente a autoridade real, com a capital se transferindo de Mênfis para Tebas, berço da família que havia logrado a reunificação.
     Dos sete monarcas da XI dinastia, cinco levaram o nome de Mentuhotepe (Unificador).
     Mentuhotepe I, elevado à condição de “senhor das duas terras”, embora tenha concentrado uma grande gama de obras na região de Tebas, não deixou de fazê-las por todo o país.
     Mentuhotepe II, encontrando um estado unido e pacificado, sem vestígio algum das encarniçadas guerras civis, pôde atuar com tranqüilidade em várias frentes.
     São assinaladas numerosas expedições ao estrangeiro, como a comercial em direção ao Punte, registrou-se a melhoria da vigilância em relação aos beduínos hostis, implantou-se uma indústria naval nas costas do Mar Vermelho e também explorou-se a extração de pedra em blocos para as construções de santuários em Elefantina, Ábidos e toda a região de Tebas.
     Nessa época, em processo de aprimoramento das artes, os santuários passaram a ter relevos mais delicados que de seus antecessores.
     O templo-sepulcro de Mentuhotepe II, em Deir El-Bahari (nome árabe moderno), é característico dessa época, abandonando a tradicional forma de pirâmide e adicionando os pórticos como inovação.
     Uma vez realizada a tarefa da reunificação e com o restabelecimento de um poder central, graças aos esforços realizados pelos reis da XI dinastia, seus sucessores, os da XII, propuseram-se trasladar a capital para um lugar mais central, para isto escolhendo a região de Faium, de onde eram originários.
     Amenemés I, o Iniciador, teve como principal papel pacificar as tribos nômades do deserto, instalou postos militares nos oásis, fez várias conquistas, como a Núbia ao sul, que se transforma em província egípcia, além da Palestina e Fenícia, à leste.
     Expulsa os semitas e beduínos do Baixo Egito e constrói uma grande muralha ao longo do limite do deserto, transportando sua capital de Tebas para a orla do deserto, nas proximidades de Mênfis.
     Subindo ao poder Sesóstris I, este continua a pacificação da Núbia e se apodera das pródigas minas de ouro da região.
     Sesóstris III celebrizou-se como um grande conquistador e granjeou a fama de se apoderar de todas as nações por onde passasse.
     Com Amenemés III, Amenemés IV e Sebekneferoure, completa-se a XII dinastia e o Médio Império.
     A partir daí, advém novo enfraquecimento do poder central e o Egito experimenta, com a invasão do povo hicso, uma das maiores humilhações de sua longa história, no chamado Segundo Período Intermediário.

* antiga cidade da Fenícia, atual Líbano.

Próximo artigo, na próxima semana: VIII–  Segundo Período Intermediário e Novo Império

Ficheiro:GD-EG-Caire-Musée121.JPG
O chanceler Méketrê observa a contagem de seus animais. 11ª. Dinastia. Museu do Cairo, Egito
File:Mentuhotep Seated.jpg
Estátua de Mentuhotep II, no Museu do Cairo, Egito. Arenito pintado. 11ª. Dinastia
File:Mentuhotep Deir el-Bahri.jpg
Templo funerário de Deir el Bahri. Egito.
Ficheiro:GD-EG-Louxor-116.JPG
Senuseret III  ou Sesóstris III
Museu de Luxor, Egito
File:Siwaoasis.JPG
Ruínas de cidade no Oásis de Siwa, no deserto líbico, que abrigava o templo de  Amon.
Rio Nilo na região de Luxor, antiga Tebas. Egito. Foto Ismael Gobbo
Delta do Rio Nilo visto do espaço à noite.
Museu do Cairo, Egito. Foto Ismael Gobbo






NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 18-08-2012

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NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 17-08-2012

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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Cunha, amigo de todos!


Orson Peter Carrara

Retornou à Pátria Espiritual na manhã desta quarta-feira, 15 de agosto de 2012, no mesmo dia em que se comemoram os 60 anos de fundação da Mansão do Caminho, em Salvador-BA, e também os 107 anos de fundação do jornal O Clarim, em Matão-SP. Numa data histórica e espírita, pois, para também homenagear um grande amigo igualmente dedicado à causa espírita.
            Moço bom nosso amigo Cunha, como era conhecido. Aos 48 anos, seu nome completo é Otavio Franklin Cunha Neto, mas todos o chamavam de Cunha e alguns poucos de Otávio. Aprendemos a admirar e respeitar esse dedicado trabalhador espírita. Três filhos, uma família linda, um amigo de todos.
            Gradativamente tornou-se muito conhecido. Dedicava-se com afinco na retransmissão do boletim diário emitido em Araçatuba-SP pelos esforços de Ismael Gobbo, outro dedicado companheiro das lides da divulgação. Mas não foi só. Organizava jornada de palestrantes pela região de Itapira, cidade onde morava, mantinha o clube do livro, esforçava-se pela presença constante de palestrantes em sua cidade e cidades vizinhas. Chegou também a criar um boletim próprio de divulgação. Mantinha extensa lista de relacionamentos pela Internet que sempre usava para divulgar eventos e notícias relacionadas com o movimento espírita. E ultimamente estava intensamente envolvido com o conhecido e respeitado Instituto Bairral, na conhecida Itapira.
            Quem não o conheceu? Era comum ele ir às palestras em outras cidades, ia com a família, motivava outros companheiros e tinha grande facilidade de fazer amigos, comunicar-se. Guaxupé, Poços de Caldas, Socorro, Lindóia e tantas outras. Lá estava ele, sempre presente! Sorridente, disposto, amigo!
            Mas partiu cedo, deixando a marca de sua personalidade simples e dedicada.
            Todos que fomos a Itapira guardamos imensa gratidão ao amigo. E mesmo em outras cidade, como já citei, lá o encontrávamos com frequencia. Mas a vida tem suas razões. Uns partem cedo, outros mais tarde. A enfermidade rápida cumpriu possivelmente o planejamento que trouxe consigo.
            É difícil para a família, esposa, filhos e genro. Mas as luzes da Doutrina Espírita confortam o coração na hora difícil. Apesar da dor natural, a alma é imortal, os laços de afeto e gratidão nunca se perdem. A notícia tocou nossos corações na manhã desta quarta-feira, convidando-nos a refletir sobre a vida e seus desdobramentos.
            Cunha, meu amigo! Receba o abraço de todos aqueles que foram conquistados pela bondade de seu coração. Fique bem, amigo! Nossas vibrações de carinho e especialmente de gratidão são dirigidas a você e sua família. Aprendemos todos a amar vocês todos! Ao lado da dor inevitável, embora temporária, o que fica mesmo é a grandeza da imortalidade da alma. Agora você está liberto do sofrimento físico e gradativamente constata a realidade que sempre amamos e por ela lutamos na divulgação – como você fez tão bem – : somos imortais e imensamente amados pela bondade de Deus!
            Paz ao teu coração, amigo, com nossa gratidão!

Otávio Cunha. Itapira, SP



Nota de desencarnação. Otávio Franklin da Cunha Neto (Itapira, SP)


Otávio Cunha


Ola, Ismael Gobbo
Nós da Casa Espirita Nhá Chica perdemos um grande amigo e um grande trabalhador e divulgador da doutrina.
Pedimos orações para esposa, filhos e parentes para fortalecer seus corações na saudade deste nosso irmão.
Que Jesus proteja a todos.
José Roberto

(Informação recebida em email de José Roberto [jose.roberto@pegorari.com.br])

Cunha,  querido amigo,

Que saudades dos seus emails, das suas informações, do seu entusiasmo...
Quantos já devem ter sentido a sua ausência nos últimos dias....
Estaremos sempre com você pelos laços do coração.
Pode ficar tranqüilo que o atenderei no que me solicitou no email do dia
21 de julho que abaixo reproduzo.
Estou organizando a listagem que você me passou para continuar enviando o
Noticias do Movimento Espírita para os seus queridos contatos.
Um abração, amigo. Continuemos juntos inspirados por Jesus. Ismael Gobbo



Nota de Desencarnação. Maria Isabel Berlanga Mugnai (Pacaembú, SP)


Maria Isabel B. Mugnai

Gostaria de agradecer em nome do CEAV - Centro Espírita Amor e Verdade a todos os amigos, frequentadores e trabalhadores da causa espírita e da nossa casa de oração, pelo comparecimento e carinho prestado a família e a todos seus amores nesse momento de imenso choque e tristeza para todos, onde nossa amiga e irmã Maria Isabel Berlanga  Mugnai nos deixou em carne, para seguir conforme a vontade do Pai nossa caminhada de evolução em planos superiores.
A dor é imensa e sua presença entre nós, insubstituível.
Gostaria de pedir a todos que enviassem a nossa irmã as melhores vibrações e orações nesse momento de transição pelo qual passa nesse momento.
Tomei a frente para escrever essa pequena mensagem pelo sentimento de gratidão que sinto por ela e acredito que todos que conviveram com está imensa mulher sabem do quanto esta irmã fez por nós e por muitos que não temos total conhecimento.
E por ter me colocado a disposição a algum tempo atrás por servir como canal de comunicação do CEAV via e-mail/internet.
Att.
André Luiz Zanoli

NOTA:
MARIA ISABEL BERLANGA MUGNAI, ERA ORADORA E A  PRESIDENTE DO CEAV - CENTRO ESPÍRITA AMOR E VERDADE, EM  PACAEMBU, SP.  DESENCARNOU VITIMA DE INFARTO NO DIA 12 DE AGOSTO DE 2012.
(Com informações em emails de CEAV - CENTRO ESPÍRITA AMOR E VERDADE [ceavpacaembu@hotmail.com])

Endereçamos à querida Maria Isabel Berlanga Mugnai, aos seus familiares e amigos,  os nossos mais profundos sentimentos de solidariedade neste momento em que Maria Isabel deixa o convívio dos encarnados e retorna á pátria espiritual. Que os amigos espirituais a acolham em clima de muita paz. Ismael Gobbo.

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 16-08-2012

Clicar aqui: 

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA 15-08-2012

Clicar aqui:
http://www.noticiasespiritas.com.br/2012/AGOSTO/15-08-2012.htm

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Email especial comemorativo dos 60 anos da “Mansão do Caminho” Salvador, Bahia, Brasil – 15 de agosto de 1952 – 15 de agosto de 2012


Dona Anna,  mãe de Divaldo Pereira Franco

Divaldo Pereira Franco em foto para documento no ano de 1945


Divaldo Pereira Franco fala sobre o nascimento da Mansão do Caminho
Salvador, BA, Brasil


Assista o vídeo:



Mansão do Caminho:
Histórico e realizações no Exercício de 2011
Organizado pela Secretaria do Centro Espírita Caminho da Redenção para o confrade Ismael Gobbo

O Centro Espírita Caminho da Redenção, também conhecido pela sigla CECR, fundado em 07 de setembro de 1947, é uma associação civil, de direito privado, sem fins lucrativos, com sede à Rua Jayme Vieira Lima nº104, Bairro do Pau da Lima, em Salvador-Bahia, CEP 41235-000,  tem por finalidade o estudo e a difusão da Doutrina Espírita e a prática da caridade, atenta aos princípios codificados por Allan Kardec, na revivescência do Evangelho de Jesus.

O CECR é administrado por Conselho Diretor, Diretoria Executiva e Conselho Fiscal, órgãos que respondem às decisões da Assembléia Geral, na forma da Lei e de seus Estatutos. E, para cumprimento de suas finalidades, dispõe de seis departamentos, a seguir nominados: Departamento Doutrinário, Departamento de Infância e Juventude, Departamento Administrativo, Departamento Editorial e Gráfico, Departamento de Empreendimentos e Departamento Social, este representado por sua Obra Social – MANSÃO DO CAMINHO – que congrega todas as ações direcionadas para a prática da caridade, nos segmentos Educação, Saúde e Assistência Social.

O Centro Espírita Caminho da Redenção e a Mansão do Caminho, fundada em 15 de agosto de 1952, nasceram do idealismo de seus criadores, Divaldo Pereira Franco e Nilson de Souza Pereira Franco, que permanecem à frente do trabalho, respectivamente como 1º Vice-Presidente e Presidente da atual Diretoria Executiva.

Estabelecido na Rua Barão de Cotegipe nº. 124, Bairro da Calçada, em setembro de 1948, 03 de setembro de 1948, um ano depois de fundada, o CECR criou sua primeira Atividade de Assistência Social, a Caravana Auta de Souza, com a finalidade de atender necessidades básicas de famílias carentes e idosos que viviam em construções rudimentares – palafitas – nas regiões pantanosas da parte baixa da Cidade do Salvador.
Em janeiro do ano seguinte, 1949, instala um pequeno ambulatório médico para atendê-los – Ambulatório Médico Emmanuel.
Em 1950, fundou a Atividade Enxovais Meimei e, logo em seguida, fevereiro de 1951, a Escola Jesus Cristo, descobrindo grande vocação para amparar a infância e a adolescência em situação de risco social.
Em 1952, consolidou essa vocação ao inaugurar a Mansão do Caminho, obra pioneira na Bahia, com a finalidade de abrigar crianças socialmente órfãs de ambos os sexos. Nesse mesmo ano, estruturou melhor a atividade de assistência aos enfermos, denominando-a Ambulatório Dr. José Carneiro de Campos.
Em processo contínuo de expansão, em 1953 adquiriu gleba com 82.954 m², situada na localidade denominada Pau da Lima, para onde gradualmente iria transferir a Mansão do Caminho e suas outras atividades. Em 15 de agosto de 1956, comemora o aniversário da Mansão do Caminho transferindo os meninos para a gleba já parcialmente preparada para recebê-los; as meninas viriam gradativamente depois.
No novo espaço, fundou, em maio de 1957, a Escola Alvorada Nova, para atender a necessidade do Lar dos Meninos – e outras crianças da comunidade – como passou a ser conhecida a atividade de abrigo dos meninos amparados pela Instituição.
Em janeiro de 1964 a Mansão do Caminho foi transferida, in totum, para a gleba do Pau da Lima, onde se implantou o projeto pioneiro das Casas-Lares: – grupos de seis a oito crianças, cuidadas por senhoras ou casais voluntários, com o intuito de resgatar a noção de família, amenizando a situação emocionalmente desconfortável dos abrigos infantis, onde todas as crianças eram mantidas em dormitórios coletivos. Na experiência das Casas-Lares, cada grupo teria seu lar, sua família reconstituída, dentro de um lar maior com outras famílias, todas supervisionadas por uma direção central.  
Diante do quadro de pobreza da comunidade no entorno de sua nova sede, – ainda hoje reconhecidamente das mais pobres de Salvador e à época passando por um processo de favelização acelerado, desprovida de serviços básicos de água, luz ou esgoto –, a Entidade lançou-se ao desafio de amenizar-lhe as dificuldades, culminando em janeiro de 1964 com a transferência de todas as atividades sociais da Instituição para a nova gleba, em Pau da Lima.
Em 1971, a Instituição faz parceria com o Lar Fabiano de Cristo – o braço assistencial da empresa CAPEMI – e funda a Casa da Cordialidade, para desenvolver um projeto de assistência integral à família. A parceria com o Lar Fabiano deu belos frutos até dezembro de 2010, quando se desfez, assumindo a Mansão do Caminho suas responsabilidades.
Em junho de 1965, funda a Escola Allan Kardec, cujas instalações cedeu, por convênio, à Secretaria Municipal de Educação, Cultura e transferiu para a nova sede a Escola Jesus Cristo, – cujas instalações cedeu, por convênio, ao Governo do Estado – ampliando-a posteriormente.
Em 1974, criou o Grupo de Ação Comunitária Lygia Banhos, a fim de atender, in loco, moradores da Comunidade, ampliando a assistência além daqueles que buscassem a sede da Entidade.
Em agosto de 1983 fundou a Creche A Manjedoura.
Em abril de 1991 inaugura o Ambulatório Médico Dr. José Carneiro de Campos, que foi ampliado.
Em 28/12/93, o CECR transfere todas as suas atividades doutrinárias para o Pau da Lima, concluindo o ciclo de atividades na sua sede original.
Em agosto de 1998 inaugurou a Escola de Informática, proporcionando cursos livres de natureza profissionalizante para os adolescentes de suas escolas e jovens da comunidade.
Em fevereiro de 1995, quando da reforma de seu Estatuto, a denominação “MANSÃO DO CAMINHO”, antes designativa da atividade de abrigo e educação de crianças, passou a se constituir o nome do seu Departamento Social, englobando todas as atividades assistenciais, inclusive as de educação e de saúde.
O trabalho da Caravana Auta de Souza, originalmente dedicado exclusivamente a idosos, ampliou seu leque de ações, passando a cuidar, também, de portadores de doenças de difícil erradicação e controle (AIDS, TBC, CA e outras) e de crianças em risco social e fora da escola, através do serviço denominado Escola do Leo ou Sopa do Léo – garantindo-lhes subsistência digna.
Da mesma forma que a Creche e as Escolas formam a Área Educacional, a Área de Saúde vai estruturando-se gradativamente com duas ampliações e reformas do Centro de Saúde Dr. Carneiro de Campos e com a construção do Centro de Parto Normal Marieta de Souza Pereira, iniciada em 2008 e concluída em 26/08/2011, quando foi inaugurado. Os dois estabelecimentos, a partir de então, passaram a ter gestão unificada, constituindo-se na Unidade Mista Dr. José Carneiro de Campos, consolidando, assim, definitivamente, a área de saúde da Entidade.
Em 05 de maio de 2011, outro grande passo foi dado no sentido de ampliar a Área de Assistência Social: a criação do Centro Socioassistencial Integrado Ana Franco, como núcleo de convivência para alunos adolescentes das escolas da comunidade.
Neste mesmo mês de maio foi inaugurada a Promoção Social Hildete Franco, um núcleo de convivência para adultos, especialmente os pais e mães das crianças que participam dos programas da Entidade.
Atividades de suporte para essa diversidade de atividades foram sendo criadas ao longo do tempo, tais como: Acervo Técnico – organizado e modernizado em 1998 – para registro, classificação e exposição de diplomas, placas e outros materiais alusivos a homenagens recebidas pela Entidade, por sua Obra Social e por seus fundadores; Biblioteca Joanna de Ângelis, reconstruída e modernizada em março de 2007; Biblioteca Didática, com acervo específico para apoiar os alunos das Escolas; Ginásio de Esportes Gabriel Júlio de Oliveira, construído em 2003, para dar suporte a atividades culturais e esportivas.

Este é o histórico resumido de nossa Entidade.

Resumidamente, reportamos as realizações extraídas do Relatório de Atividades do exercício de 2011:

1. ÁREA DE EDUCAÇÃO

1.1. Creche A Manjedoura

            Objetivo: O objetivo e a finalidade da Creche é acolher as crianças das Comunidades carentes de 04 meses a 02 anos para que as mães possam trabalhar.
            Capacidade: 153 crianças matriculadas. Anualmente disponibiliza-se 60 vagas decorrentes da saída daquelas que, ao completarem 03 anos, são transferidas para a Creche A Manjedoura Extensão.
Período de funcionamento, horário e autorização legal: De fevereiro a dezembro, das 7h00 às 17h00 com autorização.
Recursos Humanos: Uma equipe multidisciplinar constituída por Empregados: 40 – 02 médicas, 09 Educadoras de Creche, 03 Técnicas de Enfermagem, 01 Assistente Administrativa, 02 Auxiliares de Enfermagem, 08 Monitoras, 04 Cozinheiras, 01 Lavadeira e 10 Auxiliares de Serviços Gerais – e Voluntários: 14 – 01 Psicopedagoga (Coordenadora da Atividade), 01 Assistente Social, 01 Nutricionista, 02 médicas e mais 09 pessoas em atividades não especificadas.
Além dessa equipe, um projeto da Universidade Federal da Bahia, disponibilizou equipe composta por 03 médicos e 05 Nutricionistas, dirigida pelo Dr. Hugo da Costa Ribeiro Junior e Dra. Tereza Cristina Medrado, visando a melhoria do sistema imune nas crianças de 12 a 48 meses.  
- Atendimento Psicopedagógico: através dos momentos de lazer (na brinquedoteca e no solário) e do trabalho técnico assistido pelas Educadoras;
- Atendimento Nutricional: 05 refeições/dia, totalizando 165 atendimentos/dia, 16.830 atendimentos mês e 185.130 atendimentos/ano. Diariamente, na saída, as crianças levam para casa 05 pães – benefício que totalizou 37.026 atendimentos/ano;
Nos finais de semana, as crianças recebem uma provisão de leite em pó (400g), açúcar (1kg) e café (250g) – que totalizou 6.732 atendimentos/ano.
Observação: A finalidade da doação de alimentos para as crianças levarem para casa é amenizar as carências domésticas no período em que elas estão fora da Creche.
No encerramento das atividades, doação de farnel especial a todas as crianças – 153 atendimentos
- Atendimento à Saúde: Todas as crianças são examinadas pela equipe médica da Creche, no início do ano letivo e diariamente na chegada;
As crianças enfermas atendidas no horário de funcionamento da Creche são receitadas, medicadas e os medicamentos fornecidos gratuitamente. No caso de prescrição médica por atendimento externo à Creche, o medicamento também será fornecido gratuitamente, mediante a apresentação da receita médica.
Foram feitos exames de sangue, fezes e urina em todas as crianças, duas vezes por ano..
São aplicadas vacinas, conforme a planilha de cada criança;
São feitas medições antropomédicas – peso e altura – duas vezes por ano.

- Creche A Manjedoura Extensão

Esta Atividade adotou o nome de fantasia: Jardim de Infância Esperança.
Objetivo: O objetivo e a finalidade desta Atividade é o mesmo da Creche.
Público Alvo: Crianças de 03 anos.
Capacidade: 60 crianças.
Período de funcionamento e horário: De fevereiro a dezembro, das 7h00 às 17h00.
Recursos Humanos: Empregados (13) – 03 educadoras, 04 monitoras, 03 cozinheiras e 03 Auxiliares de Serviços Gerais; e Voluntários (01) – 01 Psicopedagoga – a mesma que dirige o trabalho da Creche A Manjedoura. Além destes, os profissionais que atendem as crianças da Creche também atendem o conjunto de crianças de 03 anos.
Espaço Físico: Está instalado em 03 salas de formato hexagonal, separadas, porém próximas, cercado de árvores frutíferas, o que lhe dá um caráter de amenidade e beleza. Cada sala acolhe 20 crianças. Dispõe ainda de parque infantil.
            Atendimento Psicopedagógico: Através de momentos de lazer nos espaços livres da Mansão do Caminho e do trabalho técnico assistido pelas Educadoras.
Atendimento Nutricional: 05 refeições/dia;
- Diariamente, na saída, as crianças levam para casa 05 pães;
- Nos finais de semana, as crianças recebem uma provisão de leite em pó (400g), açúcar (1 kg) e café (250g).
Observação: A finalidade da doação de alimentos para as crianças levarem para casa é amenizar as carências domésticas de modo a não comprometer o trabalho da Creche Extensão.
- Doação de farnel especial a todas as crianças no encerramento das atividades no final do ano – 58 atendimentos
Saúde em tempo integral:
- Todas as crianças são examinadas pela equipe médica da Creche, no início do ano letivo e  diariamente, na chegada
- São feitos exames de sangue, fezes e urina em todas as crianças, duas vezes por ano;
- Há aplicação de vacinas, conforme a planilha de cada criança e, também, medições antropomédicas – peso e altura – duas vezes por ano.

- Escola Alvorada Nova

            Objetivo: O objetivo da Escola é proporcionar Educação infantil (pré-escola) em tempo integral.
            Público Alvo: Crianças de 04 e 05 anos;
            Capacidade: 150 crianças.  
Período de funcionamento e horário: fevereiro a dezembro, das 7h45 às 17h45.
Recursos humanos: 17 Empregados: – 01 Coordenadora Pedagógica, 06 Educadoras, 03 Auxiliares de Classe e 04 Auxiliares de Serviços Gerais.
             Atendimento psicopedagógico: A grade de educação formal é enriquecida com diversas atividades sob a forma de brincadeiras e oficinas criativas de arte (argila, pintura, teatro no papel do faz-de-conta, fantoche, cineminha, leituras de contos de fada, música e dança).
            Dentre as crianças matriculadas, 50 concluíram o currículo de educação infantil e foram encaminhadas para as Escolas da Entidade ou da Comunidade.
Atendimento nutricional: 04 refeições/dia para cada aluno;
– Doação de pães, diariamente – 05 para cada aluno levarem para casa após o período de funcionamento da Escola;
– Doação de cestas nos finais de semana para cada aluno – leite em pó (400g), açúcar (1 kg) e café (250 g);
– Farnel especial na conclusão das atividades escolares doado a todas as crianças;
– Assistência odontológica para todos os alunos, nos programas desenvolvidos pela Entidade.
– Doação de uniformes para todos os alunos;
– Custeio de todo o matéria didático-pedagógico, de escritório e de higiene e limpeza consumidos pela Escola.
Total de Atendimentos: 185.740

           
1.4 - Escola de Primeiro Grau Jesus Cristo

Objetivo: O objetivo da Escola é ministrar ensino fundamental em convênio (cessão de salas) com a Secretaria de Educação do Estado da Bahia.
Público Alvo: Crianças e adolescentes, da 1ª a 8ª séries.
Capacidade: 1.066 alunos. Desses, foram aprovados 807, conservados 231 e transferidos 07. Apenas 05 alunos desistiram. 
Recursos Humanos: O corpo de Professores e de funcionários da Escola foi mantido pela Secretaria de Educação do Estado.
Atendimento pedagógico: Além da grade curricular, a Escola desenvolveu importantes programas extracurriculares dentre os quais destacamos:
- Programa Escola 10 – a Jesus Cristo obteve grau excelente em todas as visitas;
- Programa Mais Educação – que este ano atendeu 550 alunos com oficinas de inclusão digital, letramento, teatro, coral e reforço de Português e de Matemática;
- Gincana Cultural;
- Olimpíada da Matemática (OPEP) – um aluno da Escola obteve a Medalha de Ouro;
                  
- Escola Allan Kardec

Objetivo: O objetivo desta Escola é ministrar ensino fundamental (1º ao 5º ano) funciona amparada por Convênio de cessão de salas com a Secretaria da Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SECULT), do Município de Salvador.
Público Alvo: Crianças e adolescentes da Comunidade.
Recursos Humanos:Todo o corpo de professores e de funcionários foi mantido pela citada Secretaria.
Capacidade: A Escola tem capacidade em torno de 370 vagas.
Atendimento: Em 24/06/2011 as atividades da Escola foram interrompidas por segurança, diante da constatação de avarias nas lajes das salas do pavimento superior. A Prefeitura Municipal de Salvador, para que os alunos não ficassem prejudicados, transferiu as atividades da Escola para outro espaço, fora da Entidade.
           
- Escola de Informática

Objetivo: Ministrar “cursos livres” de informática
Público Alvo: Adolescentes de famílias de baixa renda da Comunidade e jovens adultos.
Atendimento e Capacidade: Curso Básico, com carga horária de 120 horas – 01 hora por dia, durante 03 meses. Programas ensinados: MS Windows, MS Word MS Excel, Noções de Hardware além dos principais recursos da Internet.  Nº de alunos matriculados: 540, dos quais 459 receberam certificados de conclusão, o que corresponde a um Índice de aproveitamento de 85 %.
Curso de Manutenção de Microcomputadores, com Carga horária de 180 horas – 03 horas diárias. Número de alunos matriculados: 180 alunos, dos quais 148  receberam certificados de conclusão, o que corresponde a 83% de aproveitamento.
Recursos Humanos: A Escola atuou com 01 Instrutor de Informática, empregado da Entidade.

- ÁREA DE SAÚDE

A área de Saúde é representada pela Unidade Mista Dr. José Carneiro de Campos, criada em 29 de agosto de 2011, englobando o Centro de Saúde e o Centro de Parto Normal Marieta de Souza Pereira, inaugurado em 26/08/2011, pelo Ministro da Saúde, como a primeira unidade do Projeto Cegonha, no Brasil.
Obs. Adiante os dados do Sistema Único de Saúde – SUS

NÚMERO DE ATENDIMENTOS E PESSOAS ATENDIDAS

PAC. DIA/ DIÁRIA DE INTERNAÇÃO - SUS

ATENDIMENTOS AMBULATORIAIS - SUS
ANO:
2011
CNES:
6564

ANO:
2011
CNES:
6564
MÊS
PESSOAS
DIÁRIA INTERN.

MÊS
ATENDIMENTOS
Janeiro

0
0

Janeiro
0
Fevereiro

0
0

Fevereiro
0
Março

0
0

Março
0
Abril

0
0

Abril
0
Maio

0
0

Maio
0
Junho

0
0

Junho
0
Julho

0
0

Julho
0
Agosto

2
4

Agosto
417
Setembro

17
26

Setembro
3.191
Outubro

16
23

Outubro
2.939
Novembro

21
32

Novembro
2.870
Dezembro

19
29

Dezembro
2.484

Adiante Informamos discriminadamente as duas unidades que constituem a Unidade Mista Dr. Carneiro de Campos:

- Centro de Parto Normal Marieta de Souza Pereira

Recursos Humanos: A equipe de trabalho foi constituída por Empregados: 44 – 08 Médicas (obstetras); 08 Enfermeiras (obstetras); 07 Técnicas de Enfermagem; 01 Técnica de Laboratório; 01 Administrador; 02 Assistentes Administrativos; 04 Recepcionistas; 04 Copeiras; 05 Auxiliares de Higienização; e 04 Motoristas; e por Voluntários: 02 – 01 Médico Obstetra (o Diretor Médico da Unidade) e 01 Enfermeira Obstetra (a Supervisora de Enfermagem da Unidade).
Capacidade de Atendimento: O Centro de Parto tem capacidade instalada para 120 partos/mês. Pelo fato de ser atividade nova e desconhecida do público, operou  abaixo de sua capacidade.
Resumo quantitativo dos serviços realizados no exercício:
- Partos: 75
- Transferências: 13
- Encaminhamentos: 56
- Outros atendimentos: 517
Total de Atendimentos: 661
Obs. No primeiro semestre de 2012, a produção desta Unidade elevou-se para, em média, 30 partos humanizados/mês.

- Centro de Saúde Dr. José Carneiro de Campos

Recursos Humanos:
A equipe de trabalho do Centro de Saúde é composta por: Servidores Públicos à Disposição: 10 – 02 Enfermeiras; 01 Nutricionista, 01 Bioquímica, 01 Técnica em Laboratório, 01 Técnica de Enfermagem; 03 Auxiliares de Serviço Bucal; 01 Assistente Administrativo; 01 Agente Administrativo e 01 Auxiliar de Portaria; Empregados: 17 – 01 Enfermeira, 04 Técnicas de Enfermagem, 01 Técnica em Saúde Bucal, 01 Assistente Administrativo; 03 Auxiliares de Serviços Administrativos; 01 Ajudante Administrativo; 05 Auxiliares de Serviços Gerais e 01 Vigia; e Voluntários: 83 – 30 Médicos; 13 Odontólogos; 16 Enfermeiras; 05 Técnicas de Enfermagem; 02 Fisioterapeutas; 01 Fonoaudióloga; 01 Nutricionista; 06 Psicólogos; 03 Arte terapeutas; 02 Massoterapeutas; 02 Auxiliares de Saúde Bucal; 01 Dançarina Profissional; 01 Profissional de Ioga.
O trabalho do Centro de Saúde abrangeu 03 segmentos distintos: Ambulatório, Laboratório de Análises Clínicas e Grupo de Estudos
O Ambulatório produziu um total de 31.525 atendimentos – 45,9% a mais em relação ao ano anterior, assim quantificados:
- Médicos (diversas especialidades): 14.083
- Odontológicos: 3.890
- De enfermagem: 13.542,
Além desses atendimentos de rotina, merecem destaque os seguintes projetos e atividades especiais realizados nesse ano:
- Curso de Cuidador de Idoso, 18 inscritos; carga horária: 88 horas
- Projeto “Cuidando de Nossas Mulheres” – palestras interativas semanais proferidas por profissionais da área de saúde sobre temas palpitantes do universo feminino.
- Palestra sobre a Lei Maria da Penha, por advogado voluntário da Entidade;
- Palestra sobre o tema “Construindo Memórias”, por Arte terapeuta voluntária;
- Foram convocadas todas as funcionárias da Entidade com idade de 45 anos ou mais, em número de 69, a fazerem consulta com a Médica Mastologista. 55 atenderam o convite e foram examinadas;
- Encaminhamento de 151 crianças ao Planeta Óculos, para receber óculos gratuitos;
- Em Otorrinolaringologia, foram atendidas 30 crianças (do Jardim de Infância Esperança, da Creche A Manjedoura e da Escola Alvorada Nova); em Fonoaudiologia, 29 alunos da Escola Jesus Cristo; e em odontologia, 126 alunos da Escola Jesus Cristo;
- Programa de Prevenção contra a Cárie atendeu 273 crianças, com aplicação de flúor, ensino da forma correta de escovação dos dentes. O programa estendeu-se até a família através de palestras e apresentação de filmes para os responsáveis dos alunos. 
O Laboratório de Análises Clínicas: Coletou  material e o encaminhou para análise no Hospital São Rafael. – totalizou 6.225 procedimentos (incluídos como procedimentos de enfermagem).
Grupos de Estudo, vinculados ao Centro de Saúde desenvolveram suas atividades através de terapias de grupos de apoio específicos, sendo:
- Grupo de Apoio a Gestantes  e Grupo de Apoio HAS/DM (Hipertensão Arterial Sistêmica/Diabetes Melitus).

- ÁREA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL
    
- Caravana Auta de Souza

Objetivo: Proporcionar melhoria da qualidade de vida para pessoas sem capacidade plena para o trabalho, ou eventualmente em situação de emergência.
Público Alvo: Atende a três grupos distintos: idosos, portadores de patologias graves e crianças em situação de risco social.
Número de Pessoas atendidas, período e Rotina de atendimento:
O trabalho foi realizado no período de fevereiro a dezembro, de segunda a sexta feira, com exceção dos feriados.
 a) Idosos
244 inscritos e atendidos quinzenalmente, divididos em 02 subgrupos, em dias alternados e pré-estabelecidos.
Chegada às 9h00, recepção, refeição ligeira, participação em atividades socieducativas até o horário da refeição principal (sopa ou almoço), distribuição de benefícios e retorno às suas casas, por volta das 14h00. Concluído o atendimento, vem a faxina, o trabalho administrativo, que retém os colaboradores na Entidade, até às 15h30, aproximadamente.
Os benefícios distribuídos são: cesta básica (que dá para nutrir cada assistido por uma quinzena); medicamentos, mediante apresentação de receita; e utensílios diversos, que a Caravana recebe de doação e distribui.
Os assistidos impedidos de vir aos encontros, por doença ou outras ocorrências, recebem seus benefícios em domicílio.
b) Portadores de patologias graves
Nº de inscritos: 74
A rotina desse subgrupo foi idêntica à dos idosos. Vale ressaltar que seus participantes recebem assistência médica no Centro de Saúde da Entidade, quando dela necessitaram.
c) Crianças em situação de risco social – Sopa do Léo
Nº de inscritos atendidos regularmente, de segunda a sexta, exceto feriados: 53 crianças de 2 a 6 anos, acompanhadas de seus responsáveis – 40 adultos.
Chegada às 10h30; seguida de recepção e atividade educativo-recreativa, ao término da qual se alimentaram (sopa ou almoço), retornando às suas casas às 12. Para os colaboradores, prosseguem os serviços, com a arrumação e a limpeza, até as 15 horas.
Às sextas feiras os responsáveis pelas crianças recebem (para levar para casa) uma pequena provisão de leite e pão, além de outros alimentos disponíveis, de modo a fazer face às dificuldades do fim-de-semana.
Recursos Humanos: O serviço contou com a seguinte equipe: Empregados: 04 – 01 cozinheira e 03 auxiliares de serviços gerais; e Voluntários: 72, distribuídos em diversas funções (administração, costura, artesanato, atendentes e visitadores sociais).
Quantificação de Atendimentos: 
Além das distribuições quinzenais, a Caravana Auta de Souza promoveu, como o faz tradicionalmente, duas campanhas importantes: a do Inverno, quando distribuiu agasalhos, cobertores e outros objetos de uso pessoal confeccionados na Entidade, ou por ela adquiridos; e a do Natal, quando, além da comemoração própria da data, distribuiu cestas básicas extras com artigos da época, roupas, brinquedos e  utensílios de uso pessoal.
Uma equipe de artesãos voluntários produziu o ano inteiro e seus produtos foram comercializados na Entidade, gerando receita que foi revertida para a própria Atividade.
          
- Grupo de Ação Comunitária Lygia Banhos

(Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, conforme estabelecido na Resolução CNAS nº 109/2009)

  Objetivo: Promover atividades socioeducativas e socioassistenciais diretamente nas comunidades, através de espaços de convivência e fortalecimento de vínculos.
Público Alvo: Idosos enfermos, crianças e adolescentes em situação de risco social e famílias.
O Grupo desenvolveu atividades nas seguintes comunidades: a) Rua do Ouro; b) Rua São Marcos; c) Jardim Cajazeiras; d) Asilo São Lázaro; e) Mansão do Caminho.
Número de Pessoas atendidas, período e rotina de atendimento: O trabalho foi realizado uma vez por semana, aos sábados, das 14 às 16 horas, salvo quando especificado de forma diferente, conforme descrito:
a) Comunidade Rua do Ouro
- Palestras de cunho moral evangélico para 54 pessoas (crianças, adolescentes e Jovens) – 47 encontros;
-- Visitas a 04 idosos enfermos e incapacitados para deambular, num total de 188 visitas, incluindo-se doações quinzenais de cestas básicas, aviamento de receitas médicas e doação e pequenos reparos em suas residências;
- Escola de Convivência Comunitária – dedicou-se à alfabetização e reforço escolar para 80 crianças e pré-adolescentes, no primeiro semestre, e 40, no segundo. O período da atividade foi de segunda a sexta feira, das 8h00 às 12h00, totalizando
- Atividades festivas – Dia das Mães, São João, Dia dos Pais, Dia das Crianças e Natal, com distribuição de lanches, atividades artísticas;
- Palestras sobre temas ético-morais para 22 adultos, às sextas feiras, das 16 às 17 horas
b) Comunidade São Marcos
- Palestras de cunho moral-evangélico para 53 jovens e crianças;
- Visitas a 03 idosos e enfermos incapacitados para deambular, incluindo doações quinzenais de cestas básicas, aviamento de receitas médicas e pequenos reparos em suas residências.
- Biblioteca Comunitária Anísio Teixeira – Funcionou diariamente, exceto domingos e feriados, pelo menos um turno. Foram atendidas 30 crianças;
- Palestras sobre temas ético-morais para 20 adultos, às sextas feiras, das 16h00 às 17h00 ;
c) Jardim Cajazeiras
- Palestras de cunho moral evangélico para 46 pessoas (crianças, adolescentes e jovens);
- Atividades educativas para 15 senhoras (grupo de mães);
d) Asilo São Lázaro
Momento de Meditação e prece, para 100 idosos.
e) Mansão do Caminho
- Palestras de cunho moral-evangélico para 90 crianças, de 01 a 08 anos;
- Atividades educativas para 120 senhoras (Grupo de mães), aos sábados, das 14h00 às 16h00.
- Bazar da Pechincha, realizado vinte vezes, vendendo, a preços módicos, artigos  recebidos, por doação, com renda revertida para o próprio serviço
Recursos Humanos: Todo o trabalho foi realizado por 60 voluntários, preponderantemente estudantes e freqüentadores das atividades doutrinárias da Entidade.

- Centro Socioassistencial Integrado Ana Franco

Objetivo: Proporcionar a alunos adolescentes de escolas da Comunidade atividades socioeducativas complementares em grupos de convivência voltadas especificamente para a aprendizagem e incorporação de valores úteis para a vida.
Público Alvo: Adolescentes que estejam matriculados em Escolas da Comunidade, de tal modo que desfrutem de uma opção de crescimento, no turno livre.
Número de Pessoas atendidas, período e rotina de atendimento: Foram em número de 640 adolescentes, de ambos os sexos, os que participaram das oportunidades, distribuídos em 13 oficinas: violão, guitarra, flauta doce, balé clássico, dança moderna, canto coral, teatro, pintura, cerâmica, corte e costura, cabeleireiro, vôlei feminino e basquete masculino.
As oficinas ocorreram duas vezes por semana (a maioria), ou uma vez por semana. 
Todos os alunos que participaram do programa almoçaram na Mansão do Caminho.
Recursos Humanos: O serviço contou com a seguinte equipe: Empregados (04) – 01 Auxiliar de Classe, 01 Auxiliar de Serviços Gerais e 02 Arte Educadoras; e Voluntários (10), nas funções de instrutores/as, sob a supervisão de uma psicopedagoga, também voluntária.

3.4 - Promoção Social Hildete Franco

Objetivos: Promover a cidadania, direitos e deveres, favorecendo o desenvolvimento de suas potencialidades, com ênfase no fortalecimento da estrutura familiar, através de encontros voltados para a troca de experiências e a aprendizagem de tarefas úteis.
Público Alvo: Mães e pais das crianças assistidas pela Entidade.
Obs.: o trabalho foi iniciado em 04 de abril de 2011
Número de Pessoas atendidas, período e rotina de atendimento: O projeto para esse ano foi direcionado para metas de aprendizagem, convivência e treinamentos práticos e intensivos para um público alvo constituído (inicialmente) por 10 mães. Ao longo do ano foram introduzidas outras 22 mães ao projeto.
Foram realizadas os seguintes oficinas:
- Prendas do Lar – duas turmas com 10 mães em cada turno, matutino e vespertino, às segundas e quartas feiras, no período de 24 de agosto a 05 de outubro). Total de mães beneficiadas: 20.
- Congelar sem Segredo – duas turmas com 10 mães em cada, turno, matutino e vespertino, às segundas e quartas feiras, no período de 24 de agosto a 05 de outubro). Total de mães beneficiadas: 20.
- Noções de Pedreiro e Serviços de Construção Civil – no período de 21/07 a 01/12/2011, dois dias por semana. Iniciou com 25 alunos (a maioria mulheres) e terminou com 11. Dez receberam certificado de comparecimento.
Todos os freqüentadores das oficinas receberam lanches nos dias de suas atividades
Recursos Humanos:Na sua fase de estruturação contou com a seguinte equipe de voluntários: 01 coordenadora; 01 enfermeira, 01 pedagoga, 01 Assistente social, 01 Jornalista, 02 colaboradores para visitação às famílias e 04 instrutores.
Espaço Físico: As Atividades funcionaram em dois espaços distintos: uma casa toda montada e adaptada para oficinas de Prendas do Lar, que recebeu o nome de Casa de Tia Dete, em homenagem a sua original moradora, já falecida, e um prédio de 02 pavimentos com 4 salas.
Total de atendimentos, incluindo encontros e lanches: 404
            Avaliação: A estratégia de avaliação adotada baseou-se na observância das regras de boa conduta, convivência e aproveitamento do conteúdo das Oficinas por cada Orientador Social ou Instrutor anotadas em fichas individuais.

Recursos financeiros: As despesas relativas a esta atividade foram de origem própria da Entidade – englobadas nas despesas do Centro de Arte e Educação Integral Ana Franco, item 5.3.3. Não houve aporte de recursos públicos para esta atividade.

- Oficina de Tapeçaria e Artesanato

Objetivo: Ministrar aprendizagem prática da arte de tapeçaria, proporcionando espaço de convivência e aprendizagem.
Público Alvo: Adolescentes, oriundos de escolas da Comunidade.
Número de Pessoas atendidas, período e rotina de atendimento: Capacidade de atendimento: 87 adolescentes. Destes, 58 concluíram a oficina com bom aproveitamento. Os outros 29 desistiram no percurso.
Foram distribuídos lanches aos alunos, diariamente.
Recursos humanos: a Oficina atuou com 02 instrutoras voluntárias, ministrando oficinas de 140 horas para duas turmas (matutina e vespertina), às terças e quintas, no período de março a novembro – 280 encontros.

- Enxovais Meimei

Objetivos: Confeccionar enxovais por voluntários e ofertá-los a gestantes em momentos de convivência e permutas fraternais. 
Público Alvo: Gestantes de baixa renda ou sem renda alguma oriundas das comunidades no entorno da Entidade que buscam a Unidade Mista Dr. José Carneiro de Campos para fazerem exames de pré-natal ou internamento para atividades de parto.
Número de Pessoas atendidas, período e rotina de atendimento: A rotina desta Atividade é a seguinte: as gestantes inscreveram-se no Centro de Saúde da Entidade e, completados oito meses de gestação, são encaminhadas para a Atividade Enxovais Meimei, onde cada uma recebe seu enxoval.
Em 2011, foram doados 335 enxovais.
 Recursos Humanos: a atividade foi desenvolvida exclusivamente por voluntários, num total de 16 pessoas, que costuraram e bordaram o ano inteiro, às terças e quintas feiras. 
Este é o resumo das atividades de Assistência Social desenvolvidas na Mansão do Caminho, nas áreas de Educação, Saúde e de Assistência Social

Salvador, 03 de agosto de 2012.
Ass. João Neves da Rocha – Secretário Geral



Imagens da Mansão do Caminho, Salvador, BA. Do arquivo da Instituição.

Adilton Pugliese e Jucinara Pugliese  (Salvador, BA)
O Solar do Amor e da Educação. Homenagem aos 60 anos da
Mansão do Caminho. (15.08.1952-15.08.2012)


“Brevemente aqui será a Mansão do Caminho”. Esses eram os dizeres da larga faixa fixada nas janelas do primeiro andar do antigo prédio sede do Centro Espírita Caminho da Redenção, localizado na Rua Barão de Cotegipe, 124, em Salvador (Ba.). Ainda na faixa, o destaque: Orfanato Espírita Cristão, como a caracterizar o objetivo fundamental da nova atividade do Centro, que se constituiria em seu Departamento Social. Mais tarde, após várias peripécias para consolidação da aquisição do referido imóvel, no dia 15 de agosto de 1952 se concretizaria a inauguração, em momento festivo de intensas emoções espirituais. O antigo Solar dos Silva, como era conhecido o casarão, passaria a ser, doravante, um imenso lar ensolarado pelos sentimentos de caridade dos seus idealizadores, sob a liderança do médium Divaldo Franco e de Nilson Pereira.
            Na primeira semana, as crianças pioneiras foram admitidas, concretizando-se o que os Espíritos Amigos, desde 1948, inspiravam, declarando estar eles interessados que o médium se dedicasse a uma obra de educação, umacomunidade especial, que inicialmente se voltou a acolher crianças órfãs e necessitadas, sob o regime de Lares Substitutos, tendo educado mais de 600 filhos.
            Ficamos a imaginar as dificuldades daqueles primeiros tempos heróicos. Carência de recursos, inexperiência, esforços superlativos e perseverança para manter acesa a chama do ideal. Consoante a Benfeitora Joanna de Ângelis “qualquer conquista exige o contributo do esforço, quando não do sacrifício, da abnegação e da constância, sem o que, o desejo não vai além de uma quimera que se dilui ante a realidade dos acontecimentos”. Sem embargo, podemos dizer que qualquer empreendimento que tenha um líder possuidor dessa expressão de pensamento, motivando o entusiasmo em torno da prática do Amor em benefício da Humanidade, certamente o êxito será uma realidade. A querida Benfeitora, portanto, sob os auspícios de vinte séculos de comovedora fidelidade a Jesus e dedicadíssima na divulgação dos postulados espíritas, dando continuidade à missão do Espírito Verdade e de Allan Kardec, juntamente com a sua valorosa equipe espiritual, a todos estimulava positivamente, ajudando-os a vencer os obstáculos.
            Em todas essas seis décadas de existência a Mansão do Caminho viveu experiências evolutivas fascinantes. Imaginemo-la como uma terra virgem e fértil, adubada e preparada para receber sementes. Uma vez lançadas pelo desejo de servir, essas sementes transformaram-se em atividades dinâmicas e produtivas, a exemplo da Creche A Manjedoura; das Escolas Jesus Cristo, Allan Kardec e Alvorada Nova; dos Enxovais Meimei; da Caravana Auta de Souza e vários outros setores que surgiram durante e após os Lares Substitutos.
            Muitas das crianças criadas na Mansão do Caminho ali chegaram como sementes, enviadas pelo Divino Jardineiro. Que tipo de flor brotaria?
Permitam-nos relatar uma lenda: Certo homem plantou uma rosa e passou a regá-la constantemente e, antes que ela desabrochasse, ele a examinou. Ele viu o botão que em breve desabrocharia, mas notou espinhos sobre o talo e pensou: ‘como pode uma bela flor vir de uma planta rodeada de espinhos tão afiados?’. Entristecido por esse pensamento, ele se recusou a regar a rosa, e, antes que estivesse pronta para desabrochar, ela morreu. Afirma a lenda que “dentro de cada alma há uma rosa” e que “um dos maiores dons é ser capaz de passar pelos espinhos e encontrar a rosa dentro de outras pessoas”. É o que tem feito a Mansão do Caminho em sessenta anos de vida exuberante, acreditando no potencial do ser humano para se libertar dos grilhões do passado e aceitar-se como Espírito imortal que é e destinado à plena felicidade. Todos os que passaram e têm passado pela Mansão do Caminho receberam o adubo do amor fraternal, para ajudá-los a se libertar dos espinhos da carência, da revolta e dos desenganos.
 Para esse desiderato, a Mansão tem solidificado cada vez mais os dois pilares que a sustentam: a educação e a caridade. Parabéns, portanto, a todos os seus idealizadores, administradores, voluntários, funcionários e assistidos por essa efeméride tão significativa, guardando em nossos corações, para sempre, a profunda reflexão do médium Divaldo Franco a respeito da história da Obra: A Mansão do Caminho é a saga de uma grande realização. Em si mesma é um testemunho de que o amor vige no coração da criatura humana, numa demonstração da presença de Deus, pulsando em nossos sentimentos.
Lembramo-nos sempre, com emoção, do nosso primeiro dia como voluntários na Mansão do Caminho: era o mês de agosto de 1994, há 18 anos, portanto. Tem sido uma experiência fascinante e um aprendizado enriquecedor. Agradecemos à Benfeitora Joanna de Ângelis, a Divaldo, a Nilson e demais companheiros dessa Venerável Instituição, que nos têm acolhido.

(Adaptação de artigo publicado na Revista Presença Espírita quando dos 52 anos da Mansão do Caminho)

Divaldo Pereira Franco e  Nilson de Souza Pereira Franco
Divaldo e Adilton Pugliese na Mansão do Caminho no ano de 2009
Adilton Pugliese e a esposa Jucinara Pugliese, trabalhadores da Mansão do Caminho. Salvador, BA





Anuário Espírita
Divaldo Franco e a Criança
PUBLICAÇÃO DO ANUÁRIO ESPIRITA,  1970,
IDE, ARARAS, SP PAGINAS 57 A  64
MATÉRIA ASSINADA POR NILSON  S. PEREIRA







Centro Espírita Joanna de Angelis (Lima, Peru)
Seguindo o rastro do amor
“Siguiendo las huellas del amor”
As crianças do “Lar de Esperanza”, obra social do CEJA, em Lima, Peru.
Los niños del “Hogar de Esperanza”, obra social del  CEJA, em Lima, Peru.
José, Nancy e Mariana Hinojosa, em visita à Mansão do Caminho, em agosto de 2010.
José, Nancy e Maria Hinososa, em sua visita a la Mansión del Caminho, em agosto 2010




Gloria Collaroy (Sydney, Austrália)
Minhas visitas à Mansão do Caminho
Abril de 2005  e Novembro de 2010.

Estive visitando a Mansão do Caminho,  primeiramente no ano de 2005.  Me senti uma hóspede VIP, num reduto onde todos me trataram com carinho muito especial, principalmente os anfitriões, Divaldo e Nilson. Para mim foi muito emocionante, pois Divaldo me convidou para assistir duas palestras e sentada ao  seu lado dele. Também tive o convite dele  para assistir em duas noites, sessões mediúnicas, onde numa delas psicografou uma mensagem de Joanna de Angelis direcionada a mim. A emoção foi tão grande que nem por um milhão de dólares eu  trocaria esse presente. Divaldo colocou um carro, chofer e mais uma acompanhante,  a Iracy Sant’ Anna, para conhecer a cidade, visitar a Igreja de São Francisco e muitos outros locais importantes da histórica Salvador.
Em Novembro do ano 2010, novamente estive na Mansão, recebendo outra mensagem de Joanna de Ângelis,  a mentora de Divaldo e nossa mentora aqui na Casa Espirita Franciscanos.
Andei por tudo na Mansão. Visitei todos os departamentos, escolas, ambulatório, etc, porém,  o que mais me impressionou foi a hora do banho das crianças, todos agarrados,  parecendo brincadeira de fila indiana, se distraíram me olhando a 
tirar fotos,  e no fim começaram a cair,  um por um, o que não deixou de ser muito engraçado.
Na Mansão do Caminho você respira paz, você sente uma alegria sem saber o porque dessa alegria. É um lugar sagrado, comovente, principalmente quando as 5 da tarde, você vê as  crianças deixando a Mansão, levando um saco de leite numa mão e os pães na outra. Não conseguimos segurar as lágrimas diante de quadro tão emocionante e inesquecível. Cheguei a visitar o Centro de Parto Normal, em fase terminal da construção, outro momento emocionante. Entrar naquele lugar é sentir de muito perto a bondade do Criador pelas mãos abençoadas de Divaldo e Nilson. Um exemplo inolvidável você ver 3.000 crianças estudando e sem promover um barulho sequer, não se enxerga uma folha de papel no chão, tudo impecavelmente limpo, tudo muito bem cuidado.
No Centro Espirita Caminho da Redenção, à noite, quando terminam os trabalhos, você vê o sorriso em todos os lábios, sente que a maioria deixa o local levando a paz no coração. Que  lugar maravilhoso é a Mansão do Caminho em seu complexo monumental. Agradeço a nossa querida mãe Joana de Cusa ou Joanna de Ângelis, que me proporcionou este que foi o  maior presente que já tive em minha  vida, sentindo-me uma pessoa realmente abençoada. Sem contar que recebi um lindo presente de Divaldo e outro de Nilson, alem de outras pessoas que fizeram amizade comigo e quiseram demonstrar a prova de seus carinhos.
Divaldo e Nilson são duas criaturas maravilhosas, eles nos contagiam com a bondade, a simplicidade e o carinho que ambos sabem oferecer. Amo essas criaturas muito especiais.
Peço ao Nosso Criador,  a Jesus, Joanna e Pai Francisco de Assis,  que estejam com eles,  hoje, amanha e para todo sempre. Gloria Collaroy. 

Divaldo Pereira Franco no C.E. Caminho da Redenção.  Salvador, BA
Nilson de Souza Pereira Franco. C.E. Caminho da Redenção, Salvador, BA
Glória Collaroy (E) visitando a Mansão do Caminho. Salvador, BA
Mansão do Caminho


Ismael Gobbo (Araçatuba, SP)
Mansão do Caminho, a força do exemplo de um jovem espírita comprometido com Jesus
Neste 15 de agosto estamos registrando com muita satisfação a comemoração dos 60 anos de existência da Mansão do Caminho, uma obra assistencial que é um departamento do Centro Espírita Caminho da Redenção, este fundado cinco anos antes,  aos 7 de setembro de 1947. Ambas entidades estão situadas na cidade de Salvador, BA, á Rua Jayme Vieira Lima, nº 104, no bairro do Pau de Lima.
No intróito deste email-homenagem, a Secretaria Geral do Centro Espírita Caminho da Redenção, através do confrade João Neves da Rocha, que é o Secretário Geral, gentilmente nos forneceu um histórico atualizado da Mansão do Caminho, inclusive com suas realizações mais recentes.
Outros companheiros,  que conhecem a obra bem de perto,  dão seus testemunhos acerca da grandiosidade  do projeto concretizado pelo idealizador Divaldo Pereira Franco.
Associamo-nos a esses amigos espíritas que carinhosamente externam sua admiração a Divaldo e endereçamos a ele,  a Nilson de Souza Pereira Franco e todos os trabalhadores da Mansão do Caminho e Centro Espírita Caminho da Redenção,  os nossos parabéns e o agradecimento pela obra exemplar que vem servindo de referência para espíritas e não espíritas do Brasil e do mundo.
Bairro de Pau de Lima, Salvador, BA.

Divaldo na inauguração da Mansão do Caminho
Imagem contida em trabalho de Simoni Privato Goidanich

Divaldo Pereira Franco,  jovem tribuno espírita,  proferindo conferência no ano de 1957.  
Foto do arquivo de Jorge Moehlecke



Marlene Nobre (São Paulo, SP)
O Incansável Divaldo

A Mansão do Caminho é uma obra grandiosa que tem cuidado da educação de milhares de crianças e  jovens. Há 60 anos Divaldo e Nilson, corações comprometidos com o serviço do Senhor, tem dedicado as suas vidas em favor dessa tarefa educacional ampla, que alia instrução e espiritualidade. Trabalhador incansável, Divaldo Franco tem se desdobrado também na tarefa exaustiva da tribuna espírita, constituindo-se em um fator importante de união dentro do nosso movimento. Desde agosto de 1967, ele visita a Europa e as Américas, visando mais ampla divulgação do Espiritismo, em um trabalho pioneiro de grande sacrifício. Enviamos a ele e ao Nilson as nossas melhores vibrações de Paz e Alegria na comemoração dos 60 anos dessa obra exemplar.    Marlene Nobre

Dra. Marlene Nobre, o esposo Freitas Nobre, Divaldo Pereira Franco e Augusto César Vannucci  na sede do  jornal “Folha Espírita” em reunião que escolheu a comissão nacional pró-indicação de Francisco Cândido Xavier ao Nobel da Paz em 1981.  Foto do Anuário Espírita, IDE, Araras, SP, 1981, pág. 41.



Regina Zanella  (Milão, Itália)
Mansão do Caminho
Uma obra abençoada, prova concreta da benevolência espiritual para com a humanidade encarnada.
Exemplo que constrói, que edifica, que educa –  lei do progresso.
Sabedoria e amor.
São tantos predicativos para uma única realidade: “Ser”. A Mansão do Caminho existe, E’, e nada nem ninguém poderá alterar esta realidade.
Não podemos desmerecer outras tantas instituições e obras espalhadas pelo nosso Brasil, mas é necessário reconhecer a extensão do seu trabalho, dos benefícios prestados, a encarnados e desencarnados, e o exemplo que nos deixam abnegados Espíritos: Joanna De Angelis, Divaldo Pereira Franco, Nilson de Souza Pereira Franco.
Se quisermos conhecer na Terra, um exemplo de trabalho no bem, caridade bem empregada, e educação segundo os princípios espíritas; àquela educação que transforma o homem e a sociedade, visitemo-la, faremos, sobretudo, um grande bem e caridade a nós mesmos.   


Regina Zanella rodeada de crianças em sua visita à Mansão do Caminho.


Suely Caldas Schubert
Porque Divaldo Franco teve a visão psíquica da Mansão do Caminho


A Mansão do Caminho já existia no mundo espiritual. Seus alicerces espirituais estavam solidamente estruturados e se erguiam altaneiros, e ali,  o trabalho de atendimento aos espíritos necessitados era, portanto, uma , realidade abençoada. Toda uma programação de superior elevação, que contava com a essencial participação de Divaldo Franco e de Nilson Pereira, se delineava para que também no plano terreno a obra se consolidasse.
            Assim, quando o médium baiano tem a visão de uma obra inteira, não é apenas, digamos, a maquete do que viria a ser, porém, a própria Mansão em pleno funcionamento na Espiritualidade Maior.
            Vejamos  este importante momento.
            No final do ano de 1948, Divaldo Franco voltava de trem do interior da Bahia, em companhia de Nilson de Souza Pereira, quando em meio ao percurso teve uma visão psíquica que, segundo ele, seria decisiva em sua atual existência. Narrando o fato, o médium baiano diz:
            "O trem corria, eu olhava a paisagem e, simultaneamente, senti-me deslocado para uma área muito grande, toda arborizada, com uma série de construções e um grupo de crianças em torno de um homem de idade. Quando eu estava a menos de dois metros ele se voltou e eu me dei conta de que aquele homem era eu próprio, porém mais velho.
            Chegamos a Salvador e segui para a sessão mediúnica habitual, quando Joanna de Ângelis, que ainda se identificava como um Espírito Amigo, perguntou-me se eu não gostaria de dedicar a minha vida a educar crianças socialmente órfãs, porque esta tarefa estava dentro do meu programa de evolução espiritual.
            Foi assim que nasceu a Mansão do Caminho, recebendo este nome em homenagem aos cristãos primitivos, que fundaram a Casa do Caminho, pregadores das estradas, conhecidos como "homens do caminho".
                        No meu livro Dimensões espirituais do Centro Espírita, abordo essa questão da existência, no plano espiritual, de determinadas instituições destinadas à educação das almas, que, posteriormente, serviram de inspiração a pessoas abnegadas, para edificarem, no plano terreno, similares àquelas que conheceram e, não raras vezes nelas trabalharam, cumprindo, portanto um compromisso assumido antes de reencarnarem.
            Como exemplo citamos a notável missão vivenciada por Eurípedes Barsanulfo.
            “Elucida Manoel Philomeno de Miranda, em seu notável livro Tormentos da obsessão, que Eurípedes Barsanulfo quando fundou o Colégio Allan Kardec, em Sacramento (MG), o fez inspirado no modelo original existente no plano espiritual, que ele próprio o edificara antes da sua reencarnação (1880-1918), ocorrida na então pequena cidade mineira. (...)
            Esse Instituto foi o modelo no qual Eurípedes  se inspirou para erguer o seu equivalente em Sacramento, no começo do século XX.”
            Não seria de se admirar que Divaldo estivesse, até mesmo, recordando a Mansão do Caminho da esfera espiritual, à qual se dedicava antes de retornar ao cenário terreno. Creio que essa ideia é a que corresponde à realidade do labor admirável de Divaldo.
Fundada em 1952, a Mansão do Caminho funcionou nos primeiros tempos no bairro da  Calçada, em Salvador, à rua Barão de Cotegipe, 124, num prédio antigo, onde se localizava igualmente  o Centro Espírita Caminho da Redenção. Entretanto, a imperiosa necessidade de expandir o trabalho, motivou à compra de um terreno que atenderia ao que Divaldo idealizava. Certamente que a escolha do bairro Pau da Lima não foi por acaso, porém, expressou uma vontade superior que a tudo orienta.
            Diante do terreno, o médium baiano identificou, de imediato, a paisagem de sua visão psíquica, como se as futuras edificações ali já estivessem. Efetuada a compra não havia um minuto a perder.
            Narra a amiga Maria Anita Rosas Batista, que Divaldo e Nilson, bem jovens, “pegaram em enxadas, calejando as mãos, realizando assim os trabalhos preparativos para abrir ruas, preparar hortas, no início dos labores na Mansão do Caminho.” (Divaldo Franco, o jovem que escolheu o amor)
            Em 1956 vieram as primeiras crianças, meninos e meninas, os primeiros filhos do coração de Divaldo Franco. Entretanto, novos filhos foram chegando, hoje são mais de 600, que aumentam a grande família da Mansão com os netos e bisnetos.
            Muitos foram os anos de sacrifícios, tudo estava por fazer. A gleba diante de Divaldo, Nilson e dos colaboradores da primeira hora era imensa, maior ainda o campo fértil dos corações infantis, aguardando a ensementação, que aos poucos foi sendo realizada. A educação integral que constrói e consolida o homem de bem.
Neste afã do cotidiano, neste constante esforço da transformação moral  que Espiritismo convida, todos estão sendo educados nessa nova consciência, não somente as crianças, mas igualmente os  adultos. O trabalho no Bem engrandece a alma e motiva a abertura de um novo tempo.
Hoje a Mansão do Caminho é referência internacional. Vive-se ali os padrões do evangelho do Cristo. Cada trabalhador, cada voluntário está cônscio da responsabilidade assumida, pois se é difícil levar adiante essa gigantesca obra, cujo custo de manutenção é elevado, maior ainda deve ser o esforço e empenho de mantê-la nos padrões espirituais de Joanna de Ângelis, a amorável e sábia Mentora e de Divaldo Franco.
A Mansão do Caminho inaugura um novo tempo, o da regeneração da Humanidade.
O “semeador de estrelas” lançou-as para que, no futuro, permaneçam como um verdadeiro luzeiro, iluminando o caminho que a Mansão sinalizou.
Divaldo Pereira Franco no Natal de 2011 na Mansão do Caminho. Foto Jorge Moehlecke

Poema de Gratidão
Amélia Rodrigues- Divaldo Pereira Franco
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